Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Projeto elétrico, Manuais, Projetos, Pesquisas de Engenharia Agrícola

Um peque exemplo de um projeto elétrico, nesse caso foi tomado como exemplo uma quitinet! Material de fácil compreensão e bem útil.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

Antes de 2010

Compartilhado em 27/04/2010

gustavo-henrique-mendes-brito-3
gustavo-henrique-mendes-brito-3 🇧🇷

4.5

(27)

65 documentos

1 / 24

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Universidade Federal de Santa Catarina
Centro Tecnológico
Departamento de Engenharia Elétrica
Disciplina de Eletrotécnica Geral
Curso de Engenharia Mecânica
Projeto Elétrico de uma kitinete
Acadêmicos: Matrícula:
Arthur Besen Soprano 06139001
Beatriz Elen Mibach 06239003
Bruno Terêncio do Vale 06139002
Fábio Eduardo Kulicheski 06139016
Guilherme Mnoro Shiratori 06139018
Paulo Christian Sedrez 06139061
Victor Schiavinato Alves 06139046
Turma 0639
Florianópolis, Novembro de 2008.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Projeto elétrico e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Engenharia Agrícola, somente na Docsity!

Universidade Federal de Santa Catarina

Centro Tecnológico

Departamento de Engenharia Elétrica

Disciplina de Eletrotécnica Geral

Curso de Engenharia Mecânica

Projeto Elétrico de uma kitinete

Acadêmicos: Matrícula:

Arthur Besen Soprano 06139001

Beatriz Elen Mibach 06239003

Bruno Terêncio do Vale 06139002

Fábio Eduardo Kulicheski 06139016

Guilherme Mnoro Shiratori 06139018

Paulo Christian Sedrez 06139061

Victor Schiavinato Alves 06139046

Turma 0639

Florianópolis, Novembro de 2008.

Índice

    1. Introdução
    1. Conceitos Fundamentais
    • 2.1. Potência Aparente
    • 2.2. Potência Reativa
    • 2.3. Potência Ativa
    • 2.4. Fator Potência
    1. Levantamento das Potências (Carga)
    • 3.1. Levantamento de Carga de Iluminação
    • 3.2. Levantamento de Carga de Tomadas
    • 3.3. Levantamento da Potência Total
    1. Tipo de Fornecimento e Tensão
    1. Quadro de Distribuição
    1. Circuito Elétrico
    1. Planejamento do Caminho do Eletroduto
    1. Cálculo da Potência do Circuito de Distribuição
    1. Dimensionamento da Fiação e dos Disjuntores do Circuito
    1. Dimensionamento dos Eletrodutos
    1. Conclusão
    1. Referências Bibliográficas

2. Conceitos Fundamentais

2.1. Potência Aparente

A potência aparente pode ser calculada como o produto do valor da tensão pela corrente, tendo como unidade o volt-ampére (VA). Entretanto, essa potência não é a efetivamente utilizada, devido às potências indutiva e capacitiva, conforme explanado a seguir.

2.2. Potência Reativa

É decorrente dos indutores e capacitores encontrados no sistema elétrico. Com essa potência gera-se um campo magnético que pode ser reversível. Encontrado durante a utilização de diversos eletrodomésticos , esse campo é o responsável pelo funcionamento de boa parte dos sistemas estudados nessa disciplina. Sua unidade de medida é o volt- ampére reativo (Var).

2.3. Potência Ativa

É a parte da potência realmente aproveitada pelos usuários, através de luz, calor ou energia mecânica. A unidade de medida é o Watt (W), e é no valor que se baseia todos os cálculos até então realizados no curso de engenharia.

2.4. Fator de Potência

É um fator de extrema importância para o usuário, posto a intenção emergente que algumas companhias elétricas possuem de cobrar a potência aparente consumida pelo usuário. É a razão entre a potência ativa e a potência aparente. Ou seja, para os usuários, é desejado que ela assuma valor 1, de forma que toda potência paga seja a consumida. Para iluminação e aparelhos que possuem somente resistência este fator é igual a 1. Já para tomadas em geral, este fator cai para 0,8. Uma indução gera potência reativa positiva, enquanto um capacitor gera uma potência positiva. Em alguns casos, por conseguinte, faz-se uso de combinações desses para anular a parcela reativa. Deve-se tomar cuidado, entretanto, pois uma potência reativa com predominância capacitiva pode levar a multas pesadas para o usuário.

3. Levantamento de Cargas Elétricas

Faz-se a valoração das potências com base no número de lâmpadas por área e no número de disjuntores e tomadas desejados no ambiente. Partindo das potências mínimas necessárias para cada caso pode ser obtida uma estimativa da potência total necessária para a instalação. Claramente, todos esses valores devem obedecer a alguma norma ou senso geral. No caso do presente texto, obedecer-se-á à norma NBR 5410, que é adotada no manual Prysmian. Para a confecção da planta, que mostrará toda distribuição e quantidade de sistemas adotados, utilizar-se-ão os softwares Microsoft Power Point, ProjeCAD 2008 e CorelDraw.

3.1. Levantamento de Carga de Iluminação

A concepção adotada para definição da iluminação é a seguinte: 100VA para os primeiros 6m² mais 60VA para cada aumento de 4m² inteiros. Chega-se na seguinte tabela:

Tabela A – Potência de Iluminação Dependência Área (m²) Potência de Iluminação (VA)

Cômodo Principal 45,85 Pi = 640

Banheiro 2,99 Pi = 100

Varanda - Pi = 260*

  • definidos pelos projetistas

Tendo em vista os valores estimados acima, foram escolhidas cinco lâmpadas para o cômodo principal (três de 160W, uma de 100W e outra de 60W), uma para o banheiro (100W). Vale ressaltar que, para a área externa, não há uma regra específica, cabendo esse critério ao projetista. No caso do presente relatório, optou-se por duas lâmpadas de 100 VA para a área maior, e uma lâmpada de 60 VA para a “quina” da varanda.

3.2. Levantamento de Carga de Tomadas

  • Tomadas de uso geral (TUG’s):

Tabela D – Potência Total Dimensões TUG’s TUE’s Dependências (^) Área (m²)

Perímetr o (m)

Potência de Iluminação (VA)

Quanti- dade

Potência (VA)

Discrimi- nação

Potência (W) Cômodo Principal 45,85^ 36,2^640 6

Refrige- rador 500 Banheiro 2,99 - 100 1 600 Chuveiro 5600 Varanda - - (^260 1 100) LavarMáq. 2050 TOTAL - - 1000VA - 2800VA - 8150W

3.3. Levantamento da Potência Total

Potência de Iluminação = 1000VA Fator de Potência = 1, Potência Ativa de Iluminação = 1000x1,0 = 1000 W

Potência de tomadas de uso geral (TUG’s) = 2800VA Fator de Potência = 0,

Potência Ativa de tomadas de uso geral (TUG’s) = 2800x0,8 = 2240 W

Potência Ativa de tomadas de uso específico (TUE’s) = 8150 W

Potência Ativa Total = 1000 + 2240 + 8150 = 11390 W

Em função da potência ativa total prevista para a residência é que se determina o tipo de fornecimento, a tensão de alimentação e o padrão de entrada.

5. Quadro de Distribuição

O quadro de distribuição é o centro de distribuição de toda a instalação elétrica de uma residência. É também é o local onde são instalados os dispositivos de proteção e de onde partem os circuitos terminais que vão alimentar diretamente as lâmpadas, tomadas e aparelhos elétricos. Há alguns detalhes interessantes que devem ser considerados quando na instalação do quadro. Aconselha-se que esteja localizado em um lugar de circulação, para um acesso rápido, e o mais perto possível do medidor, para diminuir gastos com fios de distribuição, que são os mais caros desse sistema. Um dos principais dispositivos no quadro de distribuição é o disjuntor termomagnético. Este possui a funcionalidade de proteção aos fios do circuito, desligando automaticamente quando há ocorrência de sobre-corrente. Além disso, eles podem ser desligados manualmente, na maioria dos casos com a finalidade de manutenção.

6. Circuito Elétrico

Tal definição se aplica ao conjunto de equipamentos e fios que se ligam a um mesmo dispositivo de proteção. No caso de instalações elétricas residenciais, podemos Xlassifica-los em dois grupos: o circuito de distribuição, que liga o quadro medidor ao quadro de distribuição, e os circuitos terminais, os quais saem do quadro de distribuição e alimentam os pontos de consumo (lâmpadas, tomadas de uso específico – TUEs – e de uso geral – TUGs). A NBR 5410 define os seguintes critérios:

  1. Circuitos de iluminação separados dos circuitos de tomadas de uso geral.
  2. Para cada equipamento com corrente nominal superior a 10 A, um circuito independente.

Tais pontos não são suficientes, entretanto. Esses critérios fornecem uma distribuição mínima. Com a possibilidade de uma corrente elevada, torna-se viável uma nova divisão do sistema em circuitos com correntes menores, de forma a evitar uma sobrecarga. Desta forma, também, os fios serão mais finos e, por conseguinte, os custos serão menores. Os circuitos foram escolhidos seguindo os critérios de separar um circuito só para iluminação, outro só para tomadas, e para tomadas de uso específico, um circuito individual, caso a corrente nominal fosse superior a 10 A. No caso de evitar uma sobrecarga das tomadas gerais, foi feita uma nova divisão, de forma a conter dois circuitos para esses sistemas. Além disso, como a máquina de lavar gerou, por si só, uma corrente de quase 10 A, ela também ficou com um circuito a parte. O resultado encontra-se na tabela abaixo.

Tabela F – Distribuição de Circuito Circuito N° Tipo

Tensão (V) Potência (VA) Corrente (A)

1 Iluminação 220 1000 4, 2 TUG I 220 1300 5, 3 TUG II 220 2000 9, 4 TUE I 220 5600 25, 5 TUE II 220 2050 9, Distribuição 220 9218,5 41,

7. Planejamento do Caminho do Eletroduto

Deve-se realizá-lo levando em conta que, ao partir do eletroduto, devem-se traçar as ligações de forma a minimizar as distâncias, utilizando uma simbologia adequada e devidamente explanada na legenda.

Uma vez representados os eletrodutos, e sendo através deles que os fios do circuito irão passar, pode-se fazer o mesmo com a fiação, representando-a graficamente através da simbologia própria, como no desenho acima.

Fonte: Manual Prysmian È interessante tomar cuidado para não sobrecarregar cada eletroduto, de forma a facilitar a enfiação e/ou retirada dos mesmos, além de evitar a aplicação de fatores de correção por agrupamento muito rigorosos.

Fonte: Manual Prysmian

n° circuitos TUE’s da planta = 3 Potência Ativa de TUE’s: um refrigerador de 500 W um chuveiro de 5600 W uma máquina de lavar roupa de 2050 W Total: 8150 W Fator de demanda = 0, 8150 x 0,84 = 6846 W

4.Somam-se os valores das potências ativas obtidas para todos os casos, já com a correção pelo fator de demanda.

Potência Ativa de iluminação e de TUG’s: 1911,6 W Potência Ativa de TUE’s: 6846 W Soma = 8757,6 W

5.Divide-se o valor obtido pelo fator de potência médio de 0,95, obtendo-se assim o valor da potência do circuito de distribuição. 8757,6 ÷ 0,95 = 9218,5 VA Obtém-se a corrente do circuito de distribuição usando a fórmula I = P ÷ U, com os dados até então obtidos.

P = 9218,5 VA

U = 220 V

I = 41,9 A

  1. Verificar para cada circuito, qual o valor da seção mínima para os condutores estabelecida pela NBR 5410 em função do tipo de circuito.

Fonte: Manual Prysmian

4.Compara-se os possíveis valores de seção mínima, optando-se pelo maior, ou seja, com uma abordagem conservadora.

Obtém-se, como resultado, a tabela G.

Tabela G – Dimensionamento da Fiação e dos Disjuntores Circuito N° Tipo

N° de circuito agrupados

Corrente (A)

Seção Adequada (mm²)

Seção Mínima (mm²)

Disjuntor Apropriado (A)

Seção Adotada (mm²) 1 Iluminação 3 4,5 1,5 1,5 10 1, 2 TUG I 3 4,1 1,5 2,5 10 2, 3 TUG II 3 8,6 1,5 2,5 10 2, 4 TUE I 1 25,5 4 2,5 30 4 5 TUE II 1 9,3 1,5 2,5 10 2,

O dimensionamento do ramal de entrada (dado em função do circuito) é conseguido com a tabela abaixo, tendo como dados a potência total instalada.

Fonte: Manual Prysmian