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PROJETOS DE MAQUETES DE EDIFICAÇÕES, Notas de estudo de Física

CURSO DE PROJETOS DE MAQUETES DE EDIFICAÇÕES

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 02/12/2011

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CURSO DE LEITURA DE PROJETOS
CAPÍTULO I
1. NORMAS DE DESENHOS TÉCNICOS
As normas procuram unificar os diversos elementos do desenho técnico de modo a facilitar a execução
(uso), a consulta (leitura) e a classificação. A Norma Brasileira de Desenho Técnico é a NB 8 R, que trata de
assuntos que serão estudadas adiante como: Legendas, convenções de traços, sistema de representação, cotas,
escalas.
1.1. LINHA - ESPESSURA
1.2. TIPOS DE LINHA
2. FORMATO
É a dimensão do papel. Os formatos de papel para
execução de desenhos técnicos são padronizados. A série mais
usada de formatos é originária da Alemanha e conhecida como:
série DIN - A (Deutsch Industrien Normen - A), cuja base é o
formato A0 (A zero), constituído por um retângulo de 841 mm x
1189 mm = 1 m², aproximadamente.
Mediante uma sucessão de cortes, dividindo em duas
partes iguais os formatos, a partir do A0 obtém-se os tamanhos
menores da série. Veja pelas figuras abaixo, que a maior dimensão
de um formato obtido corresponde à menor do formato anterior.
O espaço de utilização do papel fica compreendido por
margens, que variam de dimensões, dependendo do formato
usado. A margem esquerda, entretanto, é sempre 25 mm a fim de
facilitar o arquivamento em pastas próprias.
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CURSO DE LEITURA DE PROJETOS

CAPÍTULO I

1. NORMAS DE DESENHOS TÉCNICOS

As normas procuram unificar os diversos elementos do desenho técnico de modo a facilitar a execução (uso), a consulta (leitura) e a classificação. A Norma Brasileira de Desenho Técnico é a NB 8 R, que trata de assuntos que serão estudadas adiante como: Legendas, convenções de traços, sistema de representação, cotas, escalas.

1.1. LINHA - ESPESSURA

1.2. TIPOS DE LINHA

2. FORMATO

É a dimensão do papel. Os formatos de papel para execução de desenhos técnicos são padronizados. A série mais usada de formatos é originária da Alemanha e conhecida como: série DIN - A (Deutsch Industrien Normen - A), cuja base é o formato A0 (A zero), constituído por um retângulo de 841 mm x 1189 mm = 1 m², aproximadamente. Mediante uma sucessão de cortes, dividindo em duas partes iguais os formatos, a partir do A0 obtém-se os tamanhos menores da série. Veja pelas figuras abaixo, que a maior dimensão de um formato obtido corresponde à menor do formato anterior. O espaço de utilização do papel fica compreendido por margens, que variam de dimensões, dependendo do formato usado. A margem esquerda, entretanto, é sempre 25 mm a fim de facilitar o arquivamento em pastas próprias.

3. LEGENDAS

A legenda ou identificação na gíria profissional chama-se Carimbo, que tem a finalidade de uniformizar as informações que devem acompanhar os desenhos. Os tamanhos e formatos dos carimbos obedecem à tabela dos formatos A. Recomenda-se que o carimbo seja usado junto à margem, no canto inferior direito. Esta colocação é necessária para que haja boa visibilidade quando os desenhos são arquivados. O carimbo deve possuir as seguintes informações principais, ficando, no entanto, a critério do escritório, o acréscimo ou a supressão de outros dados: a - Nome do escritório, Companhia etc; b - Título do projeto; c - Nome do arquiteto ou engenheiro; d - Nome do desenhista e data; e - Escalas; f - Número de folhas e número da folha; g - Assinatura do responsável técnico pelo projeto e execução da obra; h - Nome e assinatura do cliente; i - Local para nomenclatura necessária ao arquivamento do desenho;

j - Conteúdo da prancha.

4. REPRESENTAÇÃO EM CORES - CONVENÇÃO

Na representação de uma reforma é indispensável diferenciar muito bem o que existe e o que será demolido ou acrescentado. Estas indicações podem ser feitas usando as seguintes convenções (Obs. Essa pintura deve ser feita, na cópia heliográfica, contínua e em tom suave; ou diretamente no desenho feito com o AUTOCAD):

5. ETAPAS DE UM PROJETO

5.1. Estudo Preliminar Cabe ao cliente dizer os objetivos que pretende atingir com sua construção, fornecer um programa ou lista de necessidades, fixar o tempo que gastará para construir e o custo máximo para a obra. No diálogo cliente - engenheiro vão surgindo problemas e soluções. Ao mesmo tempo o arquiteto estará fazendo suas pesquisas e anotações de modo a orientar suas primeiras idéias (croquis). A partir da localização do terreno (lote, quadra e bairro), faz-se a consulta prévia na prefeitura, que é um documento obrigatório para aprovação de projetos. Este documento fornece os parâmetros mínimos recomendados pela prefeitura, como: recuos, altura máxima da edificação, taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento... Logo depois o projeto vai tomando forma em esboços.

5. 2. O Anteprojeto Do esboço passado a limpo surge o anteprojeto , feito geralmente no papel sulfurizê a mão livre ou com instrumentos, em cores, perspectivas internas e externas, localização de mobílias etc. 5. 3. O Projeto Discutido o anteprojeto junto com o cliente, e feitas as modificações necessárias, parte-se para o desenho definitivo - o projeto- , o qual é desenhado com instrumentos e deve ser apresentado às repartições públicas e servirá de orientação para a construção.

5.4. Os detalhes e os projetos complementares O projeto completo deve ser acompanhado de detalhes construtivos (portas, janelas, balcões, armários, e outros) e de especificações de materiais (piso, parede, forros, peças sanitárias, coberturas, ferragens, etc.). Com estes dados preparam-se o orçamento de materiais, e os projetos complementares como: projetos estrutural, elétrico, telefônico, hidro-sanitário, prevenção contra incêndio e outros.

7. SISTEMAS DE REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

As projeções ortogonais da geometria descritiva são usadas no desenho arquitetônico apenas mudando os termos técnicos. Um objeto pode ficar claramente representado por uma só vista ou projeção (ex. lâmpada incandescente). Outros ficarão bem mais representados por meio de 3 projeções ou vistas. Haverá casas ou objetos que somente serão definidos com o uso de maior numero de vistas, como mostra a figura abaixo:

As Normas Brasileiras NB-8R estabelecem a convenção usada também pelas normas italianas, alemãs, russas e outras, em que se considera o objeto a representar envolvido por um cubo. O objeto é projetado em cada uma das seis faces do cubo e, em seguida, o cubo é aberto ou planificado , obtendo-se as seis vistas.

A vista de frente é também chamada de elevação, a qual deve ser a vista principal. Por esta razão, quando se pensa obter as vistas ortográficas de um objeto, é conveniente que se faça uma analise criteriosa do mesmo, a fim de que se eleja a melhor posição para a vista de frente. Para essa escolha, esta vista deve ser: a. Aquela que mostre a forma mais característica do objeto; b. A que indique a posição de trabalho do objeto, ou seja, como ele é encontrado, isoladamente ou num conjunto; c. Se os critérios acima continuarem insuficientes, escolhe -se a posição que mostre a maior dimensão do objeto e possibilite o menor numero de linhas invisíveis nas outras vistas. Na obtenção das vistas, os contornos e arestas visíveis são desenhados com linha grossa continua. As arestas e contornos que não podem ser vistos da posição ocupada pelo observador, por estarem ocultos pelas partes que lhe ficam à frente, são representados por linha média tracejada (linha invisível).

8. SÍMBOLOS GRÁFICOS

O desenho arquitetônico, por ser feito em escala reduzida e por abranger áreas relativamente grandes, é obrigado a recorrer a símbolos gráficos. Assim utilizaremos as simbologias para definir, como por exemplo, as paredes, portas, janelas, louças sanitárias, telhas, concreto...

I. PAREDES Normalmente as paredes internas são representadas com espessura de 15 cm, mesmo que na realidade a parede tenha 14 cm ou até menos. Nas paredes externas o uso de paredes de 20 cm de espessura é o recomendado, mas não obrigatório. É no entanto obrigatório o uso de paredes de 20cm de espessura quando esta se situa entre dois vizinhos (de apartamento, salas comerciais...). Convenciona-se para paredes altas (que vão do piso ao teto) traço grosso contínuo, e para paredes a meia altura, com traço médio contínuo, indicando a altura correspondente.

II. PORTAS

1. Porta interna - Geralmente a comunicação entre dois ambientes não há diferença de nível, ou seja, estão no mesmo plano, ou ainda, possuem a mesma cota. 2. Porta externa - A comunicação entre os dois ambientes (externo e interno) possuem cotas diferentes, ou seja, o piso externo é mais baixo. Nos banheiros a água alcança a parte inferior da porta ou passa para o ambiente vizinho; os dois inconvenientes são evitados quando há uma diferença de cota nos pisos de 1 a 2 cm pelo menos. Por esta razão as portas de sanitários desenham se como as externas.

III. JANELAS

O plano horizontal da planta corta as janelas com altura do peitoril até 1.50m, sendo estas representadas conforme a figura abaixo, sempre tendo como a primeira dimensão a largura da janela pela sua altura e peitoril correspondente. Para janelas em que o plano horizontal não o corta, a representação é feita com linhas invisíveis.

VI. NA ÁREA DE SERVIÇO

VIII. CONCRETO

As seções das lajes de piso ou cobertura, assim como seções de vigas, sapatas das fundações etc., de concreto, deverão ser pintadas de verde ou recorrer aos símbolos gráficos.

9. ILUMINAÇÃO E VENTILAÇÃO

Todo compartimento deve ter, em plano vertical, ao menos uma abertura para o exterior. Estas aberturas devem ser dotadas de persianas ou dispositivos que permitam a renovação do ar. Nos compartimentos destinados a dormitórios não será permitido o uso de material translúcido, pois é necessário assegurar sombra e ventilação simultaneamente. As áreas destas aberturas serão proporcionais às áreas dos compartimentos a iluminar e ventilar, e variáveis conforme o destino destes compartimentos. As frações que representam as relações entre áreas de piso e de esquadrias que apresentaremos, são as mínimas. Por isso sempre que houver disponibilidade econômica, os vãos devem ter as maiores áreas possíveis.

I. DORMITÓRIOS (local de permanência prolongada, noturna). A área das aberturas não deverá ser inferior a 1/6 da área do piso.

II. SALAS DE ESTAR, REFEITÓRIOS, COPA, COZINHA, BANHEIRO, WC etc. (local de permanência diurna). A área das aberturas não deverá ser inferior a 1/8 da área do piso. Essas relações serão de 1/5 e 1/7, respectivamente, quando os vãos abrirem para áreas cobertas ou varandas e não houver parede oposta a esses vãos a menos de 1.50 m do limite da cobertura dessas áreas. Estas relações só se aplicam às varandas, alpendres e marquises, cujas coberturas excedam a 1.00 m e desde que não exista parede nas condições indicadas: a. A relação passará para ¼ e 1/5 respectivamente, quando houver a referida parede a menos de 1. m do limite da cobertura. b. As aberturas nos dormitórios que derem para áreas cobertas são consideradas de valor nulo para efeito de iluminação e ventilação. c. Em hipótese alguma serão permitidas aberturas destinadas a ventilar e iluminar compartimentos com menos de 0.60m2. d. Também não serão considerados como iluminados e ventilados os pontos que distarem mais de 2 vezes o valor do pé direito, quando o vão abrir para área fechada, e 2 vezes e meia para os demais casos. A iluminação e ventilação por meio de clarabóias serão toleradas em compartimentos destinados a escadas, copa, despensa, oficina, e armazém para depósito, desde que a área de iluminação e ventilação efetiva seja igual à metade da área total do compartimento. Quando a iluminação do compartimento se verificar por uma só de suas faces, não deverá existir nessa face pano de parede que tenha largura maior que 2 vezes e meia a largura da abertura ou a soma das aberturas. As escadas serão iluminadas em cada pavimento por meio de janelas ou de vitrais o mais alto possível e que podem ser parcialmente fixos. As janelas devem, se possível, ficar situadas no centro das paredes, por questão de equilíbrio na composição do interior. Quando houver mais de uma janela em uma mesma parede, a distancia recomendável entre elas deve ser menor ou igual a ¼ da largura da janela, a fim de que a iluminação se torne uniforme. Com janelas altas conseguimos iluminar melhor as partes mais afastadas das janelas. As oficinas bem iluminadas geralmente possuem janelas altas, de pequena altura de verga e de grande altura de peitoril.

CAPÍTULO 2

MONTAGEM GRÁFICA DE UM PROJETO

O projeto relativo a qualquer obra de construção, reconstrução, acréscimo e modificação de edificação, constará, conforme a própria natureza da obra que se vai executar, de uma série de desenhos:

  1. Plantas cotadas de cada pavimento, do telhado e das dependências a construir, modificar ou sofrer acréscimo. Nessas plantas devem ser indicados os destinos e áreas de cada compartimento e suas dimensões.
  2. Desenho da elevação ou fachada ou fachadas voltadas para vias públicas. Num lote de meio de quadra é obrigatória a representação de apenas uma fachada. No caso de lote de esquina é obrigatória a representação de pelo menos duas fachadas.
  3. A planta de situação em que seja indicado: a. Posição do edifício em relação às linhas limites do lote b. Orientação em relação ao norte magnético c. Indicação da largura do logradouro e do passeio, localizando as árvores existentes no lote e no trecho do logradouro, poste e outros dispositivos de serviços de instalações de utilidade publica.
  4. Cortes longitudinal e transversal do edifício projetado. No mínimo representam-se 2 cortes, passando principalmente onde proporcione maiores detalhes ao executor da obra ou dos projetos complementares.
  5. Escalas mais utilizadas: a. Planta baixa.............. 1: b. Cortes........................ 1: c. Fachadas.................... 1: d. Situação..................... 1:200 / 1: 500 e. Localização................ 1:1000 / 1: f. Cobertura................... 1: Obs: A escala não dispensará a indicação de cotas.

I. PLANTA BAIXA

É a seção que se obtém fazendo passar um plano horizontal paralelo ao plano do piso a uma altura tal que o mesmo venha cortar as portas, janelas, paredes etc. Para representação da planta devemos observar os seguintes itens a seguir: a. Representação das paredes (altas com traço grosso contínuo, e paredes baixas com traço médio continuo com a altura correspondente); b. Colocar todas as cotas necessárias; c. Indicar as áreas correspondentes de cada compartimento, em m2. d. Colocar o tipo de piso de cada compartimento; e. Indicar as portas e janelas com suas medidas correspondentes (base x altura) de acordo com a simbologia adotada; f. Representar piso cerâmico ou similar com quadrículas (linha fina); g. Indicar desníveis se houver; h. Representar todas as peças sanitárias, tanque, pia de cozinha (obrigatório). i. Com linha pontilhada, indicar o beiral (linha invisível); j. Indicar onde passam os cortes longitudinal e transversal (traço e ponto com linha grossa) e o sentido de observação, colocando letras ou números que correspondem aos cortes;

II - CORTES

As seções ou cortes são obtidas por planos verticais que interceptam as paredes, janelas, portas e lajes com a finalidade de permitir esclarecimentos que venham facilitar a execução da obra. Devemos passar um dos cortes por um dos compartimentos ladrilhados e cujas paredes sejam revestidas por azulejos (mínimo 1,50 m). Na maioria dos casos somos obrigados a mudar a direção do plano da seção a fim de mostrar um maior numero de detalhes, evitando assim novas seções. Para a representação do corte é necessário observar os seguintes itens: a. Representação das paredes em que o plano vertical está cortando com traço grosso; b. Representação das paredes em que o plano vertical não corta, com traço fino; c. Representação de portas e janelas conforme a simbologia adotada, com as devidas medidas (altura). d. Indicação somente das cotas verticais, indicando alturas de peitoris, janelas, portas, pé direito, forro... e. Representação da cobertura (esquemática) f. Representação e indicação do forro. Se for laje a espessura é de 10 cm. g. Representação esquemática da fundação com o lastro de 10 cm h. Indicação de desníveis se houver (verificar simbologia) i. Indicar revestimento (azulejos) com a altura correspondente j. Indicar os compartimentos que o plano vertical está cortando (geralmente indica-se um pouco acima do piso) k. Indicar o desvio do corte, quando houver, através de traço e ponto com linha média. l. Indicar o beiral, platibandas, marquises, rufos e calhas se houver necessidade. m. Indicar o tipo de telha e a inclinação correspondente O corte é obtido através da passagem do plano vertical pela edificação, dividindo-o em duas partes. Escolhe-se a parte onde se quer detalhar o corte, eliminando a outra parte. O corte vertical corta a edificação desde a sua fundação até a sua cobertura, como mostra a figura:

FOLHAS PARA DESENHOS TÉCNICOS

1. Normas a consultar

NBR 10068/87 – FOLHAS DE DESENHO LEIAUTE E DIMENSÕES

NBR 10582 – CONTEÚDO DA FOLHA PARA DESENHO TÉCNICO

NBR 13142 – DOBRAMENTO DE CÓPIA

2. Dimensões

As normas em vigor, editadas pela ABNT adotam a seqüência “A” de folhas, partindo da folha A0 com área de aproximadamente 1,0m2. Cada folha na seqüência possui dimensão igual a metade da folha anterior – por exemplo, a folha A1 possui a metade do tamanho da folha A0, a folha A2 possui a metade do tamanho da folha A1 e assim por diante. A seguir são apresentadas as dimensões de cada uma destas folhas e alguns desenhos explicativos. Dimensões das folhas:

3. Margens

Segundo as normas em vigor, cada tamanho de folha possui determinadas dimensões para suas margens, conforme tabela a seguir.

Obs.: A margem esquerda sempre é maior que as demais pois é nesta margem que as folhas são furadas para fixação nas pastas ou arquivos.

4. Configuração da folha

A seguir são apresentadas as diversas regiões da folha de desenho e a posição de cada um dos elementos nas mesmas. Usualmente a região acima da legenda é reservada para marcas de revisão (vide item 8, abaixo), para observações, convenções e carimbos de aprovação de órgãos públicos.

5. Posição de leitura

Como regra geral na representação e leitura de desenhos deve se observar que os mesmos possam ser lidos da base da folha de desenho ou de sua direita. As posições inversas a estas (leitura de cima para baixo ou da esquerda para a direita) são consideradas “de cabeça para baixo”. Vide desenho a seguir.

6. Dobragem

A norma da ABNT (NBR 13142 – DOBRAMENTO DE CÓPIA) recomenda procedimentos para que as cópias sejam dobradas de forma que estas fiquem com dimensões, após dobradas, similares as dimensões de folhas tamanho A4. Esta padronização se faz necessária para arquivamento e armazenamento destas cópias, pois os arquivos e as pastas possuem dimensões padronizadas. A seguir são reproduzidos os desenhos constantes na referida Norma indicando a forma que as folhas de diferentes dimensões devem ser dobradas.

7. Selo ou legenda

A legenda de um desenho técnico deve conter, no mínimo, as seguintes informações:

  • Designação e emblema da empresa que está elaborando o projeto ou a obra;
  • Nome do responsável técnico pelo conteúdo do desenho, com sua identificação (inscrição no órgão de classe) e local para assinatura;
  • Local e data;
  • Nome ou conteúdo do projeto;
  • Conteúdo da prancha (quais desenhos estão presentes na prancha)
  • Escala(s) adotada(s) no desenho e unidade;
  • Número da prancha; O local em que cada uma destas informações deve ser posicionada dentro da legenda pode ser escolhido pelo projetista, devendo sempre procurar destacar mais as informações de maior relevância. O número da prancha deve ser posicionado sempre no extremo inferior direito da legenda (vide item 7.1, a seguir). O nome da empresa ou seu emblema usualmente são localizados na região superior esquerda da legenda.

7.1. Numeração das pranchas Junto com o número da prancha usualmente se informa o total de pranchas do projeto – ex.: 2/ significa: prancha 2 de um total de 9 pranchas. Usualmente inicia-se a numeração pela prancha que contém a planta de situação e a de localização. Esta seria a prancha 1/x (onde “x” é o número total de pranchas do projeto em questão). A(s) prancha(s) seguinte(s) será(ao) a(s) que contém a(s) planta(s) baixa(s). Se houver mais de uma planta baixa, a numeração mais baixa corresponderá a prancha que contém as plantas dos pavimentos mais baixos. Após as plantas baixas são numeradas as pranchas que contém o(s) corte(s) e, por último, a(s) fachada(s).

8. Marcas de revisão (ou tábua de revisão)

Conforme a NBR 10582, a tábua de revisão é utilizada para registrar correções, alterações e/ou acréscimos feitos no desenho. Busca registrar com clareza as informações referentes ao que foi alterado de uma versão do desenho para outra. Deve conter, segundo a referida norma:

  • Designação da revisão;
  • Número do lugar onde a correção foi feita;
  • Informação do assunto da revisão;
    • Assinatura do responsável pela revisão;
    • Data da revisão.

A Tábua de revisão é posicionada sobre a legenda, possuindo o formato a seguir representado. É preenchida de baixo para cima, ou seja, a primeira revisão é registrada na linha inferior da tábua, a segunda na linha acima desta e assim por diante.

9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6492: representação de projetos de arquitetura. Rio de Janeiro, 1994.
  • ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10068/87: folha de desenho – leiaute e dimensões. Rio de Janeiro, 1987.
  • ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13142/99: dobramento e cópia. Rio de Janeiro, 1999.
  • MONTENEGRO, GILDO. Desenho Arquitetônico. São Paulo: Edgard Blücher, 1978.
  • SILVA, Gilberto Soares da. Curso de Desenho Técnico: para desenhistas, acadêmicos de engenharia, acadêmicos de arquitetura. Porto Alegre: Sagra: DC Luzzatto, 1993.

COMO GERAR ARQUIVOS DE IMPRESSÃO .PLT PASSO

A PASSO

O arquivo .plt é gerado pelo software Auto Desk AutoCAD. É um arquivo que possui todas as configurações para plotagem, não pode mais ser editado, apenas enviado para a impressora. Para gerar um.plt a partir de um *.dwg siga estes passos:

  1. Instalação da Plotter
  2. Criação das folhas
  3. Criação das viewports
  4. Escolha da impressora
  5. Definição das penas e geração do arquivo PLT

1) Instalação da Plotter

Antes de qualquer coisa, você deve ter o arquivo da impressora que será utilizada para plotagem instalado em seu computador. As impressoras mais utilizadas (AlexPlot e CopyFlo) encontram-se disponíveis para download na página do PET. (http://pet.ecv.ufsc.br). Para instalar as impressoras:

  • Abra o AutoCAD;
  • Entre no menu , . Abrirá a seguinte janela:
  • Clique em "Add or Configure Plotters". Abrirá uma pasta, onde você deve "colar" o arquivo (descompactado - extensão .pc3) da impressora.