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Informações sobre o sistema nervoso autônomo, sua organização e funções, além de detalhes sobre o sistema cardiovascular, incluindo a circulação sanguínea, os ventrículos e artérias, e as valvas intracardíacas. O texto também aborda as alterações na consciência e avaliação da função motora.
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!






























Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Bibliografia Consultada.
O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente. Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas, bem como as condições reinantes dentro do próprio corpo e elaborar respostas que adaptem a essas condições. O sistema nervoso compreende o cérebro, a medula espinhal e o conjunto de todos os nervos do organismo, e possui duas partes distintas: o sistema nervoso central e o sistema nervoso periférico. O sistema nervoso central compreende o cérebro e a medula espinhal. O sistema nervoso periférico é uma rede de nervos que conecta o cérebro e a medula espinhal ao restante do corpo.
Fonte: www. curlygirl3.no.sapo.pt
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Tronco cerebral e cerebelo O tronco encefálico regula automaticamente outras funções fundamentais do organismo. Ele auxilia no ajuste da postura, no controle da respiração, da deglutição e do ritmo cardíaco, no controle da velocidade com que o organismo consome os alimentos e no aumento do estado de vigília em caso de necessidade. Se o tronco encefálico for seriamente lesionado, essas funções automáticas cessam e a morte logo se segue. O cerebelo, localizado abaixo do cérebro e imediatamente acima do tronco encefálico, coordena os movimentos do corpo. Com a informação que recebe do cérebro e a informação sobre a posição dos membros superiores e inferiores e sobre seu grau de tônus muscular, o cerebelo auxilia o corpo a realizar movimentos suaves e precisos. Tanto o cérebro quanto a medula espinhal são envolvidos por três camadas de tecido (as meninges), na seguinte ordem:
Fonte: www. msd-brazil.com
Medula Espinhal A medula espinhal é uma estrutura longa e frágil que começa na extremidade do tronco encefálico e continua até praticamente o final da coluna vertebral. Ela é a principal via de comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. Assim como os ossos do crânio protegem o cérebro, a medula espinhal é protegida pelas vértebras, ossos que formam a coluna vertebral. A comunicação do cérebro com muitas áreas do corpo é feita através das fibras ascendentes e descendentes da medula espinhal. Cada vértebra forma uma abertura entre ela e as vértebras localizadas imediatamente acima e abaixo. Através dessa abertura emerge um par de nervos espinhais que se ramificam e transmitem mensagens da medula espinhal às partes mais distantes do corpo.
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Estrutura Típica de uma Célula Nervosa
Fonte: www. msd-brazil.com
Para documentação da função sensorial, o organismo é dividido em dermátomos. Cada dermátomo representa uma área suprida por fibras nervosas aferentes ou sensoriais de uma raiz espinhal separado - cervical, torácica, lombar ou sacral. Esse mapa corporal é utilizado para testar a sensibilidade e tentar identificar a fonte da lesão.
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Fonte: www.postpoliomexico.org
Comece perguntando sobre a queixa principal do cliente. A seguir, obtenha detalhes sobre a doença atual, doenças anteriores, histórico familiar.
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cardíaca ou renal, hipertensão arterial, câncer, distúrbios de coagulação, problemas mentais ou acidente vascular encefálico. Algumas doenças genéticas são degenerativas e outras causam fraqueza muscular. Por exemplo, as convulsões são mais freqüentes em clientes com história familiar de epilepsia idiopática e mais de 50% dos clientes com enxaqueca tem antecedentes familiares dessa afecção.
EXAME FÍSICO NEUROLÓGICO O exame neurológico pode revelar distúrbios do cérebro, dos nervos, dos músculos e da medula espinhal. Antes de começar o exame físico neurológico, sempre verifique os sinais vitais.
Avaliação do estado mental A avaliação do estado mental na realidade começa quando você conversa com o cliente durante o histórico. A maneira como ele responde as suas perguntas fornecem indicações sobre a orientação e memória e o dirige durante a avaliação física. O estado mental consiste na avaliação do nível de consciência, do aspecto geral, do comportamento, comunicação, função cognitiva e da capacidade de construção. No entanto, um teste mais específico do estado mental normalmente é necessário para se diagnosticar um problema que esteja afetando os processos mentais.
Avaliação do nível de consciência A consciência é definida como o conhecimento de si mesmo e do ambiente. É a capacidade do indivíduo de reagir quando está em perigo ou de satisfazer suas necessidades biológicas e psicossociais. A consciência é o indicador mais sensível de disfunção ou insuficiência cerebral. O fenômeno consciência é didaticamente dividido em dois componentes: o despertar e o conteúdo de consciência. Despertar é o estado de vigília apresentado pelo indivíduo, é a capacidade de abrir os olhos, de estar acordado. É regulado pelo sistema reticular ativador ascendente (SRAA), estrutura anatômica que se estende do bulbo até o tálamo de onde partem fibras difusamente para o córtex de ambos os hemisférios cerebrais.
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Conteúdo de consciência é a somatória das funções mentais cerebrais, isto é, das funções cognitivas e afetivas do indivíduo (linguagem, memória, crítica, etc.) estar ciente e perceber as coisas em relação ao meio externo. Depende exclusivamente das regiões corticais cerebrais. As lesões no córtex cerebral podem ocasionar distúrbios específicos do conteúdo, tais como afasia (perda ou deterioração da linguagem), agnosia (dificuldade ou incapacidade de reconhecer objetos, sons, na ausência de alterações ópticas, auditivas ou táteis), apraxia ( alteração da atividade gestual, não podendo o paciente executar determinados atos de forma correta), etc. As lesões na região do SRAA e/ou do córtex cerebral afetam diretamente o nível de consciência, provocando alterações que vão desde sonolência ou confusão mental, até o coma. O conteúdo e o despertar de consciência são avaliados por meio das respostas de perspectivas de perceptividade e reatividade, respectivamente. A perceptividade está relacionada à função cortical, e é avaliada através da análise das respostas que envolvem mecanismos de aprendizagem que querem certo grau de integração cortical. A reatividade é variável quando há perda da consciência e não depende do córtex. Ela está relacionada ao tronco cerebral; portanto as respostas são reflexos, o que não inclui a condição de estar ciente. A reatividade pode ser:
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Níveis de consciência Entre o estado de consciência e coma existem vários estados intermediários de alteração da consciência, representando depressões menores ou maiores do sistema reticular ativador ascendente e/ou do córtex cerebral. Há vários termos para descrever alterações no nível de consciência, entre eles: letárgico, confuso, sonolento, obnubilado e torporoso. Subjetivos na sua definição e na interpretação, não devem ser utilizados devido à ambigüidade e à confusão que geram durante a avaliação do nível de consciência. A consciência e o coma são definições amplamente aceitas e que não geram contradições na sua interpretação. O paciente consciente é aquele que está acordado, alerta, que responde adequadamente ao estímulo verbal, que está orientado no tempo e no espaço, enquanto que o paciente em coma está em sono profundo, inconsciente, com os olhos fechados, não emite som verbal, não interage consigo ou com o ambiente. Para minimizar a subjetividade dos termos e padronizar os registros surgiu escalas que possibilitam a avaliação do nível de consciência de maneira objetiva, pelo uso de uma linguagem uniforme e pelo registro de forma simples e rápida das informações. A escala de Coma de Glasgow (ECGl) tem sido amplamente utilizada para determinar e avaliar a profundidade e a duração do coma e prognosticar a evolução dos pacientes com ou sem trauma cranioencefálico. A avaliação tanto da função e do dano cerebral, quanto da evolução do nível de consciência é feita com base em três indicadores: 9 Abertura ocular (AO) 9 Melhor resposta verbal (MRV) 9 Melhor resposta motora (MRM) A utilização da ECGl deve obedecer às recomendações para sua aplicação. A primeira regra que deve ser obedecida é pontuar sempre a melhor resposta apresentada pelo paciente. Quando a condição do paciente impede a avaliação de um determinado indicador, esse fator deve ser registrado juntamente com a pontuação obtida nos demais indicadores.
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Escala de coma de Glasgow Teste Pontuação Resposta do cliente Resposta de abertura dos olhos (AO) Espontaneamente 4 Abre os olhos espontaneamente Ao estímulo verbal 3 Abre os olhos quando solicitado Ao estímulo doloroso 2 Abre os olhos apenas quando há estímulo doloroso Nenhuma 1 Não abre os olhos, há nenhuma resposta. Resposta motora (MRM) Obedece 6 Mostra dois dedos quando solicitado Localiza 5 Estende a mão até o local do estímulo doloroso e tenta removê-lo Retirada 4 Afasta-se do estímulo doloroso Flexão anormal 3 Assume a postura de decorticação Extensão anormal 2 Assume a postura de descerebração Nenhuma 1 Sem resposta; flacidez generalizada Resposta verbal (MRV ) (à pergunta “Em que ano estamos?”) Orientado 5 Diz a data correta Confuso 4 Diz a data incorreta Palavras inadequadas 3 Responde aleatoriamente com palavras incorretas Incompreensível 2 Gemido ou grito Sem resposta 1 Sem resposta Pontuação total
Um escore de 10 ou menos indica uma necessidade de atenção de emergência, um escore de 7 ou menos é geralmente interpretado como lesão neurológica grave.
Avaliação pupilar Deve-se observar e anotar diâmetro, forma e reação à luz das pupilas e sempre comparar uma a outra. O diâmetro pupilar é mantido pelo SNA, sendo o simpático atuando na midríase e parassimpático na miose. Deve sempre anotar as diferenças das
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Avaliação da função sensitiva O exame da sensibilidade superficial inclui o tato, a dor e a temperatura. É subjetivo e necessita da colaboração do paciente. Durante o exame sensitivo, peça ao paciente para fechar os olhos; pesquise a sensibilidade nos membros superiores, nos membros inferiores, de maneira comparativa, comparando-se um hemicorpo com outro. Para testar a sensibilidade tátil, utiliza-se gaze, ou algodão seco, comparando um lado com o outro; e para a sensibilidade térmica utilizam-se tubos de ensaio contendo água fria e água quente. Termos utilizados nos resultados: analgesia, hipoalgia, hiperalgia, anestesia, hipoestesia, hiperestesia e parestesia.
Avaliação da função cerebelar O paciente com disfunção cerebelar apresenta incoordenação motora, caracterizada por irregularidade ou incapacidade de realização correta e sincrônica de um movimento. Apresenta instabilidade na marcha; sendo que para testá-la deve se pedir ao paciente que ande em linha reta, com um pé após o outro. O teste de Romberg visa detectar o comprometimento do sentido de posição do paciente. Solicita-se ao paciente que permaneça em posição ereta, com os pés juntos, com os olhos abertos e depois fechados, observando-se a presença de algum balanço ou perda de equilíbrio. Os movimentos rápidos alternados determinam a possível falta de coordenação nas extremidades superiores. Solicita-se que o paciente toque seu nariz com um dedo, com uma mão de cada vez, cada vez mais rápido e depois com os olhos fechados. Nos membros inferiores, solicita-se ao paciente que passe seu calcanhar sobre a região tibial da outra perna, invertendo depois o movimento. Deve-se observar a noção de distância e a maneira harmônica e coordenada de realização dos movimentos.
Avaliação dos nervos cranianos Os doze pares de nervos cranianos se originam no encéfalo, a maioria se liga no tronco cerebral, apenas o olfatório e óptico tem conexão com o cérebro. Para o exame é necessário que o paciente esteja calmo e colabore com o mesmo.
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O primeiro par responsável pelo olfato, durante o exame deve-se observar obstruções nasais, desvio de septo, fratura, presença de secreção. E com os olhos fechados, o paciente deve identificar odores familiares. Cada narina deve ser testada separadamente. O segundo par responsável pela visão, deve-se cobrir um dos olhos, fixarem o olhar no nariz do examinador, que moverá seu dedo na frente do paciente, do campo temporal ao nasal e este deverá informar quando está enxergando o dedo. O terceiro, quarto, e sexto nervos, oculomotor, troclear e abducente são responsáveis pelos movimentos dos olhos. Os distúrbios nesses nervos podem provocar dilatação, alteração do movimento ocular, diplopia. Para avaliar o movimento dos olhos deve pedir ao paciente acompanhar com os olhos o seu dedo, em movimentos para os lados, cima e para baixo. O quinto nervo, o trigêmeo, responsável pelas informações exteroceptivas e nociceptivas da face. Durante o exame deve instruir o paciente a fechar os olhos, então o examinador tocará a fronte, o queixo e a face lateral do rosto, o paciente deve descrever o tipo e local do toque. O sétimo nervo, facial, responsável pelas funções motora e sensitiva inervam as glândulas salivares, submandibulares sublinguais. O examinador avalia a simetria dos movimentos faciais do paciente enquanto ele assobia, sorri, franze as sobrancelhas e cerra as pálpebras, testa também a diferença entre doce e salgado, examinando assim a sensibilidade da língua. O oitavo nervo, vestíbulococlear, responsável pela percepção da cabeça, movimento e equilíbrio, e pela sensibilidade auditiva. A avaliação auditiva deve-se cobrir uma das orelhas e testar por meio de um relógio. E a avaliação do equilíbrio é feita através dos braços paralelos, deve-se ficar 10 segundos nessa posição sem perder o equilíbrio. O nono, glossofaríngeo, responsável pela sensibilidade gustativa na língua e pela sensibilidade na região da faringe. Para o exame deve-se instruir o paciente a abrir a boca, dizendo “ah”, observa-se a elevação e contração do palato e úvula. Avalia-se a deglutição.
nervoso. 2. O sinal percorre ao longo de uma via nervosa até a medula espinhal. 3. Na medula espinhal, o sinal é transmitido do nervo sensorial ao nervo motor. 4. O nervo motor envia o sinal de volta a um músculo da coxa. 5. O músculo contrai, fazendo com que a perna se desloque para frente. Todo reflexo ocorre sem envolvimento do cérebro.
Fonte: www. msd-brazil.com
O sistema cardiovascular ou aparelho cardiovascular ou aparelho circulatório funciona para fornecer e manter suficiente, contínuo e variável o fluxo sangüíneo aos diversos tecidos do organismo, segundo suas necessidades metabólicas, para desempenho das funções que devem cumprir em face das diversas exigências funcionais a que o organismo está sujeito. Ao desempenhar sua função, o aparelho cardiovascular está organizado morfológica e funcionalmente:
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Coração O coração é um órgão oco, aproximadamente esférico, constituído de paredes musculares que delimitam quatro cavidades - os átrios direito e esquerdo e os ventrículos direito e esquerdo. O átrio direito e o ventrículo direito constituem o coração direito, ou lado direito do órgão, e o átrio esquerdo e ventrículo esquerdo integram o coração esquerdo, ou lado esquerdo do órgão. O coração tem o tamanho da mão fechada e pesa cerca de 300 g. Os átrios estão separados entre si pelo septo interatrial, e os ventrículos, pelo septo interventricular. Entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo, separando as duas cavidades, encontra- se a valva mitral; entre o átrio direito e o ventrículo direito está à valva tricúspide. No átrio esquerdo desembocam diretamente quatro veias pulmonares, que conduzem o sangue proveniente dos pulmões. Para o átrio direito drenam diretamente as veias cavas superiores e inferior, que são os condutores terminais do sangue proveniente de todas as partes do organismo. Do ventrículo esquerdo sai a grande artéria aorta, que distribui sangue para todo o organismo, por meio das suas ramificações arteriais; na saída do ventrículo esquerdo situa-se a valva aórtica, que separa esta cavidade ventricular da aorta. Do ventrículo direito emerge a artéria pulmonar, que é a condutora do sangue em direção aos pulmões; entre a saída da cavidade ventricular direita e o início da artéria pulmonar encontra-se a valva pulmonar.