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Técnicas de Confecção do Plano de Cera em Prótese Total: Guia Completo com Ilustrações, Esquemas de Odontologia

Este documento detalhado aborda as técnicas de confecção do plano de cera em prótese total, com foco na orientação do plano de cera, montagem dos dentes artificiais e a importância da curva de compensação. O texto é ilustrado com figuras que facilitam a compreensão dos procedimentos e conceitos.

Tipologia: Esquemas

2024

Compartilhado em 06/04/2025

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gabriela-santos-dgq 🇧🇷

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Campus de Araçatuba
PRÓTESE TOTAL
MANUAL DE LABORATÓRIO
Professores.
HUMBERTO GENNARI FILHO
RENATO SALVIATO FAJARDO
MARCELO COELHO GOIATO
WIRLEY GONÇALVES ASSUNÇÃO
DÉBORA DE BARROS BARBOSA
KARINA HELGA LEAL TURCIO
Técnico
JÂNDER DE CARVALHO INÁCIO
2018
ÍNDICE
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Baixe Técnicas de Confecção do Plano de Cera em Prótese Total: Guia Completo com Ilustrações e outras Esquemas em PDF para Odontologia, somente na Docsity!

Campus de Araçatuba

PRÓTESE TOTAL

MANUAL DE LABORATÓRIO

Professores.

HUMBERTO GENNARI FILHO

RENATO SALVIATO FAJARDO

MARCELO COELHO GOIATO

WIRLEY GONÇALVES ASSUNÇÃO

DÉBORA DE BARROS BARBOSA

KARINA HELGA LEAL TURCIO

Técnico

JÂNDER DE CARVALHO INÁCIO

ÍNDICE

MOLDEIRAS

Sempre que desejamos a cópia de um determinado objeto físico, há necessidade de realizarmos uma ação denominada MOLDAGEM. O resultado da moldagem, que corresponde ao negativo do objeto moldado denomina-se MOLDE. A inserção de um determinado material no interior do molde (gesso, resina acrílica, metal etc) resulta em um MODELO, que representa a cópia idêntica do objeto moldado. No entanto, para que esta ação seja realizada, necessitamos de um recipiente para conter o material moldador durante a execução da moldagem denominado MOLDEIRA. Portanto, em prótese, moldeiras são recipientes apropriados para levar à boca do paciente certa quantidade de material de moldagem, previamente e corretamente manipulado, distribuindo-o uniformemente sobre uma área a moldar e mantê-lo em posição até seu endurecimento total. Temos dois tipos de moldeiras: de ESTOQUE e INDIVIDUAIS. As moldeiras de estoque, como o próprio nome diz, são aquelas encontradas nas casas de artigos dentários, geralmente feitas de alumínio, podendo ser LISAS quando utiliza-se um material de moldagem que adere ao metal (godiva) ou PERFURADAS quando o material não oferece aderência (silicone) (Figura 1a e 1b).

Figura 1a. Moldeiras lisas e perfuradas.

Figura 1b. Moldes representativos em moldeiras lisas(1) e perfuradas(2).

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As moldeiras INDIVIDUAIS são aquelas feitas manualmente, geralmente de resina acrílica ativada quimicamente (RAAQ), sobre um modelo obtido preliminarmente. Portanto ela é específica para cada indivíduo, daí seu nome (Figura 2).

Figura 2. Moldeira individual sobre o modelo.

Técnica de construção de Moldeiras Individuais.

Inicialmente devemos realizar um exame do modelo para determinar a presença de áreas retentivas. Retenções são alterações da superfície do modelo que poderão impedir a remoção da moldeira após sua confecção (Figura 3).

Figura 3. Exemplos de áreas retentivas e expulsivas.

Os materiais e instrumentais necessários para a construção das moldeiras individuais são mostrados nas figuras 5a e 5b.

Figuras 5a. Instrumentais para confecção das moldeiras.

Figura 5b. Materiais para confecção das moldeiras.

O preparo da RAAQ se faz proporcionando corretamente o monômero e o polímero de acordo com as instruções do fabricante. Para a resina da marca Clássico (normalmente utilizada no laboratório) a proporção é de 3/1, ou seja, três partes de pó para uma de líquido. Coloca-se inicialmente o monômero no pote e a seguir, o polímero. O conteúdo é espatulado até que ocorra a saturação de todo pó, com uma mistura totalmente homogênea. Em seguida o pote de vidro é imediatamente fechado com tampa para evitar a evaporação do monômero. Após esta mistura, a RAAQ passará por fases até estar pronta para a utilização. As fases são as seguintes: a) Fase arenosa – logo após a mistura b) Fase pegajosa - começa a adquirir consistência

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c) Fase fibrilosa – ao tocá-la nota-se a formação de fibrilas (fios) d) Fase plástica – a resina permite a manipulação. e) Fase borrachóide – a resina não permite mais ser manipulada f) Fase densa ou dura – a resina esta polimerizada.

a) Fase arenosa b) Fase pegajosa

c) Fase fibrilosa d) Fase plástica

Logo após a fase plástica, a resina passa para a fase borrachóide onde não é mais possível sua manipulação. Portanto, o trabalho deve ser executado na fase plástica para permitir sua adaptação sobre o modelo, sem deformações. Enquanto aguarda-se a fase plástica da resina, sobre o modelo isolado demarcam-se os limites das bordas da moldeira, que deverão ser aproximadamente 1,5 mm aquém do fórnix do vestíbulo. Para tal, marcaremos com um lápis cópia o fundo do sulco que servirá de referência para o estabelecimento do limite (Figura 6).

Figura 6. Limites para determinar a altura da borda da moldeira superior.

Figuras 9a e b. Adaptação do cabo na porção central (1cmx1cm).

Após a separação moldeira/modelo as marcações com lápis cópia aparecerão no interior da moldeira indicando os locais a serem desgastados com a broca Maxi-Cut (Figuras 10a,b e c). Primeiramente deve-se desgastar a borda em altura até o limite demarcado e, a espessura da borda deverá ter, no final do desgaste, 2mm aproximadamente.

Figuras 10a, b e c. Desgastes da borda da moldeira em altura e espessura.

Clinicamente, a região posterior da moldeira deverá ser desgastada ao nível da linha do ah!. Em fase laboratorial, desgasta-se observando uma linha imaginária que passe atrás das tuberosidades palatinas e espinha nasal posterior (Figuras 11a e b).

Figura 11a e 11b. Recorte da região posterior da moldeira superior

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A moldeira será finalizada com o lixamento de suas bordas, evitando dessa maneira que quando levada à boca do paciente, não cause ferimentos decorrentes de asperezas (Figuras 12a e b).

Figuras 12a e b. Lixamento e moldeira superior finalizada.

Para a confecção das moldeiras individuais inferiores a seqüência de construção é a mesma das executadas para as superiores (Figura 13a e b), tendo em mente o recorte da porção lingual.

Figura 13a e b. Moldeiras individuais inferiores finalizadas

BASES DE PROVA

É a base provisória da dentadura que possibilita ao profissional realizar na boca do paciente as diversas operações clínicas, tais como o registro das relações maxilomandibulares, a montagem e prova dos dentes na boca do paciente. Existem diversos materiais com os quais podemos confeccionar as Bases de Prova: resina acrílica ativada quimicamente, resina acrílica ativada termicamente, placas de policarbonato, etc. O material recomendado é a resina acrílica ativada quimicamente (RAAQ), incolor ou rosa.

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ISOLAMENTO DA ÁREA DE SUPORTE

Todo o modelo será isolado com Cel-Lac, com um pincel macio para evitar a aderência da resina ao gesso do modelo.

PREPARO DA RESINA ACRÍLICA

Devemos proporcionar o polímero e o monômero de acordo com a indicação do fabricante, colocando primeiramente o monômero no pote para resina, e depois o polímero. Normalmente a proporção pó/líquido é 3/1 A mistura é feita com espátula nº 36, e o recipiente fechado para evitar a evaporação do monômero da mesma forma que a executada para as moldeiras.

CONFECÇÃO DA BASE DE PROVA

a) Prensagem da resina auto-polimerizável entre duas placas de vidro.

Quando a mistura atingir a fase plástica, daremos a ela um formato de bola que será prensada entre duas placas de vidro isoladas com Cel-Lac. Para proporcionar uma espessura homogênea durante esta prensagem, recortamos duas tiras de cera, e colocamos entre as placas de vidro, uma tira em cada extremidade, com a finalidade de homogeneizar a espessura da lâmina de resina formada (Figura 2). Lembramos que para a confecção das moldeiras, a tira de lâmina de cera era dobrada para obter maior espessura.

Figura 2. Prensagem da resina acrílica entre as placas de vidro

b) Aplicação da resina acrílica

A lâmina de resina acrílica será adaptada sobre o modelo funcional em toda a sua extensão. Deveremos ter cuidado para não pressionar de forma exagerada, pois isto poderá causar adelgaçamento ou mesmo furar certos pontos ou regiões da

resina (Figura 3a). Os excessos deverão ser recortados com uma espátula Le Cron. Toda a região correspondente ao fundo do sulco deverá ser preenchida com resina (Figura 3b).

Figura 3a e b. Base de prova maxilar com o sulco totalmente preenchido

c) Separação da base de prova do modelo

Após alguns minutos, a resina polimeriza tornando-se completamente rígida. Quando isto acontecer, poderemos separar a base de prova do modelo através de uma espátula nº 7 ou Le Cron, introduzindo-a na borda posterior, entre a base de prova e o modelo, com cuidado para não causar fratura do mesmo.

d) Eliminação das rebarbas

Utilizamos a broca Maxi-cut para desgastar a resina acrílica, eliminando as rebarbas da borda da base de prova, com o cuidado de não deixá-la cortante e respeitar ao mesmo tempo a espessura da mesma na região dos sulcos gengivo- labial e gengivo-geniano (Figura 4).

Figura 4. Eliminação das rebarbas com broca Maxi-cut

e) Acabamento O acabamento é dado apenas com tira de lixa, adaptada em mandril próprio. Lixamos as bordas da base de prova de forma a não deixar arestas cortantes para dar

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ORIENTAÇÃO DO PLANO DE CERA MAXILAR E

TRANSFERÊNCIA PARA O ARTICULADOR

Para a orientação do plano de cera, há necessidade de se confeccionar um rolete de cera que deve ser unido firmemente à base de prova a fim de serem registradas as diferentes operações de interesse protético. Nestes planos serão determinados:

**_1. As relações intermaxilares (dimensão vertical de oclusão e relação central).

  1. Suporte adequado aos lábios e bochechas.
  2. As linhas de referências para a seleção dos dentes. 4.Montagem dos dentes artificiais._**

TÉCNICA DE CONFECÇÃO DO PLANO DE CERA

Materiais Utilizados:

1- Lâmina de cera rosa nº 7 2- Espátula nº 31 3- Espátula Le Cron 4- Espátula nº 7 5- Lamparina à álcool.

Inicialmente tomamos uma lâmina de cera rosa e plastificamos sobre a chama da lamparina uma faixa de 1cm ao longo de seu comprimento, até que comece a se curvar (Figura 8).

Figura 8. Plastificação da cera e início do dobramento para confecção do plano.

A parte da lâmina de cera que ficou plástica é dobrada, procurando conseguir uma perfeita união das superfícies, evitando que incorporem bolhas de ar. Continuar aquecendo e dobrando a lâmina de cera até que se consiga um rolete de cera plástico (Figura 9). Levamos novamente o rolete de cera à chama e dobramos ao meio com a finalidade de ganhar em altura (Figura 10).

Figura 9. Rolete de cera plastificado Figura 10. Dobramento ao meio

O passo seguinte consiste em dar forma ao rolete de cera de acordo com o arco dental e adaptá-lo sobre a base de prova, unindo-o firmemente com cera fundida (Figuras 11a, b e c)

Figura 11a Figura 11b

Figuras 11a,b e c. Adaptação e fixação do rolete de cera à base de prova.

O acabamento do plano de cera será dado utilizando-se a espátula 36 bem aquecida para prover alisamento na superfície vestibular e lingual e uma espátula de pintor para o acabamento da superfície oclusal. O plano estará finalizado ao apresentar suas superfícies totalmente lisas e uniformes (Figuras 12 a e 12 b)

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Figuras 14a e 14b. Paralelismo do plano de cera com o plano protético e bipupilar

TRANSFERÊNCIA DO PLANO DE CERA COM ARCO FACIAL

O Arco Facial é um dispositivo acessório do articulador com a finalidade de transportar o plano de cera superior, devidamente orientado, da boca do paciente para o articulador, mantendo as mesmas relações côndilo-incisivos (Figura 15).

Figura 15. Partes constituintes do Arco Facial.

Uma vez orientado, o plano de cera superior deve ser adaptado ao garfo do arco facial. Para que isto seja feito, há necessidade de se definir a linha mediana, que é traçada no plano de cera, estabelecendo desta maneira uma referência para o posicionamento correto do garfo do arco facial e adaptando-se uma lâmina de cera sobre ele (Figura 16a). O plano é unido ao garfo pela deposição de cera fundida na junção dos mesmos pelo lado palatino (Figura 16b). A porção vestibular do plano não deve sofrer nenhuma alteração considerando que ela é referência para a montagem dos dentes artificiais.

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Régua de FOX

1.suporte do arco facial

  1. parafusos de fixação
  2. relacionador nasal 4.barra horizontal transversal
  3. garfo do arco facial
  4. presilha da barra vertical
  5. presilha da barra horizontal
  6. oliva

Figura 16a e b. União do plano de cera ao garfo do arco facial.

Isto feito, o conjunto (plano de cera e garfo do arco facial) é levado à boca do paciente e o arco facial é conectado ao conjunto pela introdução do garfo à “junta universal” do arco facial. A seguir, as olivas (peças plásticas das extremidades do arco facial) são introduzidas no conduto auditivo externo e o paciente deverá segurá-lo com pressão para frente. O passo seguinte consiste na adaptação do Relacionador nasal que será fixado ao arco facial e colocado de encontro à sela do nariz. Esta manobra, dará estabilidade ao conjunto, definindo uma altura correta para o mesmo. Feito isto, e com a base de prova bem unida à área de suporte, os parafusos são apertados (Figuras 17a e b).

Figuras 17a e b. Montagem do Arco Facial na face do paciente.

A Distância intercondilar (espaço entre os côndilos) do paciente é determinada observando-se as marcas situadas na porção anterior do arco facial. Se a linha inferior ficar entre as linhas da porção superior do arco, a largura condilar registra-se como Mediana , se permanecer do lado esquerdo ( direito do paciente ) o registro será Pequeno e do lado contrário será Grande (Figura 18).

Relacionador nasal

Junta

universal a b

a b