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protocol feridas, Notas de estudo de Fisioterapia

Tratamentos de Feridas

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 08/01/2013

luis-claudio-dso-santos-madeira-7
luis-claudio-dso-santos-madeira-7 🇧🇷

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| Atenção Básica Programa Saúde da Família Atenção à Saúde Protocolo de Prevenção e Tratamento de Feridas Protocolo de Prevenção e Tratamento de Feridas PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE COMISSÃO DE PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE FERIDAS-COGEST COORDENADORA DA ATENÇÃO BÁSICA E PSF RESPONSÁVEIS TÉCNICOS: Joana Azevedo da Silva Ana Maria Amato Bergo Elaine Cristina C. Costa . Maria Cristina Pimentel COORDENAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DA Maria Eugênia C. Pereira GESTÃO DESCENTRALIZADA Maria Regina Francelino A. Lima Fábio Mesquita . COLABORAÇÃO: Naira Regina dos Reis Fazenda Eliane Bezerra da Silva Cruz Francies Regyane Oliveira Patricia Luna AGRADECIMENTOS: Prof Mônica Antar Gamba SUS São Paulo São Paulo e AAAAA Secretaria M cipal da Saude Saúde SUMÁRIO |- INTRODUÇÃO... seerreeaeeeeneersaeeeeeeresteesse reste resa mestres eara tantas ras rara nessas area ren eesnnrernm 07 IE ANATOMIA E EISIOLOGIA o cerne res orcs SS SUS ua ca sd 09 IE FERIEIAS caras sá FTC O 12 « CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS, .escisamesssseerosreesoseressrmesoamtsssees soreeooretna tres areas ane tssonesanas nn resamereamrensnrestenents 12 « FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO ....meererosensmsseisi anna sina corsa eervsenanams 12 sLIMPEZADA FERIDA cuia oricarmoamstUtr MI tereReMARRAS renan rr 13 ETR ETR EE CERA cs e aca ass 14 «TRATAMENTO PARA TECIDOS VIÁVEIS ass sas Sa a 15 « TRATAMENTO PARA TECIDOS INVIÁVEIS...... e crrtssenseeesneaasseeeeremaeeerereriraasereererertrrasesscerenmmsanseseerererrssaereremmmmmssenanea 16 «FERIDAS .CIRÚRGICAS .ssssississscissiseaciásiesáda si ceneide ciais UESASSSU GIVEN ESA O 00 UNOS! COD ESHA CE UHO UU OEA Leona con rn0s de nSNdErnbdus sn spfinemigeõos 17 RR a a ac A 18 VE VLGERA POR PRESSÃO acusaram e cr 19 VE ÚLCERA DIABÉTICA, sas isso CAUSA S 22 Vii--ULCERA VENOSA ses sacos a NCTISSSEDEVEEFEHS DPSPRPRESAVOSAVOADO Penn En son ve nr vem ii 25 VIII- ÚLCERA ARTERIAL ........cerreseeeneeserroserereeceseeneneserecosearavert sosensna srtnas CeM00 OR MÓU AH tra PORNOS SEA GO ALA NS 0a Rb aaa a 0a peNNS0S cons0 o uns causava runs pomnsssemesece 26 pl: PREVENÇÃO DE ÚLCERAS DE MAN saias ao 27 X- REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ......sessessessesseossseosseononsrmesasrmemeerereeresreroeressasrasessenas rare rpare mr ommreseseetreresaertssre re mranassnmpenrnrnmemera 29 XI- INSTRUMENTOS SUGERIDOS ..................eer erreseeesesesereeenereeneereereorareasaranonaarars snsra serrana rasa saaMsANaMANA ARMAR aA rara t Mara rare neare ne rtrsener0o 30 ANEXO 01 - GUIA PARA AVALIAÇÃO E DESCRIÇÃO DE FERIDAS ....usseeeramenmeeseeseonemesesosoermesesssosemesesseammmmereesanmmens 31 ANEXO 02 - CONSULTA DE ENFERMAGEM ....scenmeseameereesenererosereneserremmssreasaressennsacernereremrerermeamersarnsomensareremnsrrsosammsonremanmmmas 32 ANEXO 04 - AVALIAÇÃO DO PÉ DIABÉTICO.........essesssseeeeseotessosemessssresssssmessssesesssaseassntesnrersrere ste rrenesenreresmsmtanm 34 ANEXO 05 - AVALIAÇÃO DE ÚLCERAS ........sssmessaesensassessemseeneereeneeneersesaererasasenrararesrnrenorennanasentams treta remar rem Mer errarasa anann nanda 35 ANEXO 06 - RELAÇÃO DE CONSUMO ..........esresimesseseeseesmeesesesrsreniaaees srsreneanaocrnrameanasas srsramaanana o resmansan are rermens ecrerermanscn este 36 ANEXO 07 - CONTROLE DE PACIENTES CRÔNICOS ....ersesssensmemeeseseeesecessesesessosossosessneenameomenonmeereerereeoesoreosasosessesvnssasonenmanos 37 MORGAM (1994) enumerou as características do curativo ideal para o tratamento de feridas que são: - Promover e manter o meio úmido para cicatrização; - Permitir trocas gasosas de oxigênio, dióxido de carbono e vapor de água; * Fornecer isolamento térmico; - Serimpermeável; - Estar isento de partículas contaminantes; - Não ser aderente; - Ser seguro para uso; * Seraceito pelo paciente; * Serabsorvente; - Permitir o monitoramento da ferida; * Oferecer proteção mecânica; - Manter constantes suas propriedades; - Nãoserinflamável; - Ser confortável; - Estar disponível; «" Permitir aumento do tempo de troca. Com base nas características de tratamento ideal, padronizamos condutas e produtos, visando evitar a infecção e redução do período de cicatrização. | - ANATOMIA E FISIOLOGIA PELE ÍNTEGRA Representa 15% do peso corpóreo, formando revestimento e dando proteção contra agentes nocivos (figura 1). É um órgão em perfeita sintonia com o resto do organismo, refletindo o estado de saúde . A secreção sebácea e sudoréia determinam o pH que na pele normal está em torno de 5,4 a 5,6 com variações topográficas. FUNÇÕES Proteção das estruturas internas Termorregulação Proteção imunológica * Percepção * Secreção - Síntese de vitaminas k epiderme » derme folículo Plloso SE pe múscul (9 | | hipoderme Figura 1 Camada córnea Camada granulosa Epiderme Camada espinhosa Camada Basal ——e—o—o— Epiderme Vasos Derme Sanguíneo amada capilar | Derme ibras elásticas Camada reticular Hipoderme Figura 2b Hipoderme Figura 2 Gordura subcutânea Figura 2c II - FERIDAS FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO Qualquer lesão que provoque à descontinuidade do tecido Fase Inflamatória; início no momento que ocorre à lesão, corpóreo, impedindo suas funções básicas, podendo ser até um período de três a seis dias: intencional (cirúrgica) ou acidental (trauma). etapa trombocítica > ativação da cascata de coagulação >hemostasia CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS etapa granulócita > grande concentração de Quanto ao agente: leucócitos com fagocitose das bactérias, limpeza do INCISÃO local da ferida PEFURAÇÃO - etapa macrofágica > os macrófagos liberam enzimas, CONTUSÃO substâncias vasoativas e fatores de crescimento ESCORIAÇÃO Fase Proliferativa: caracterizada pela divisão celular e - ANIMAIS PEÇONHENTOS ocorre em aproximadamente três semanas: - TÉRMICAS - desenvolvimento do tecido de granulação > células Quanto ao conteúdo: endoteliais, fibroblastos e queratinócitos LIMPAS - elaboração de colágeno > formado continuamente no INFECTADAS interior da lesão Quanto ao volume de exsudato: Fase Reparadora: início em torno da terceira semana após *- SECAS o início da lesão, podendo se estender por até dois anos « POUCO EXSUDATIVAS MODERADAMENTE EXSUDATIVAS diminuição da vascularização e dos fibroblastos - aumento da força tênsil ALTAMENTE EXSUDATIVAS reordenação das fibras de colágeno a a IV - TRATAMENTO DE FERIDAS O algoritmo a seguir tem como finalidade servir como instrumento básico norteador no processo de tratamento de feridas, baseando-se nas apresentações dos tecidos observados. Deve-se avaliar a ferida, tomando-se o cuidado de identificar as estruturas possíveis: - Tecidos viáveis: granulação e epitelização - Tecidos inviáveis: necrose seca ou úmida e esfacelo Diante destes dados, pode-se escolher a conduta básica de tratamento. Lembramos que outras condutas podem ser realizadas além das que constam neste documento, porém necessita de: maior embasamento teórico-prático. Limpeza de Ferida ( Figura 3) I4 Ea TRATAMENTO PARA TECIDOS VIÁVEIS * Hidrogel até 2 dias + gaze umedecida com SF morno. * Hidrogel + cobertura não aderente por até 4 dias. e Hidrocolóide até 7 dias, observar | | saturação. Sem exsudato em Placas de absorção: Ex: * Hidropolímero Exsudato Seroso e Hidrofibra * Alginato : Alginatos troca de Hemorragia 2a3 dias pa a / N Infectada sem odor: Hidrofibra = e Purulento mínimo de 3 dias * Seropurulento e Sanguinolento 3 Infectada c/ odor: carvão ativado * Serossanguinolento de 2a 5 dias, trocar cobertura a secundária diariamente ES sai 1 — e Filme até 7 dias | Epitelização | Hidrocolóide até 7 dias * Ácidos graxos essenciais (AGE) 1x/dia FERIDAS CIRÚRGICAS FERIDA AGUDA INTENCIONAL |º Troca 24 a 48 horas Complicações : Não | Sim | água e sabão neutro Limpeza diária ae — Deiscência / Fístula Infecção Sangramento e Avaliação de gravidade |. s Verificar Pressão Arterial | Avaliação Médica — - Avaliação médica Avaliação Médica / s Limpeza com SF morno Enfermeiro | * Pesquisar com sonda a aa - profundidade da lesão * Curativo s Curativo conforme compressivo apresentação da lesão * Reavaliar em =. F- a id 24 horas FERIDAS TRAUMÁTICAS A) Abrasão: lesão superficial da pele por atrito de esfoliação - E | | Hemostasia | Limpeza com Retirada de corpos Curativo: Profilaxia de SERES di água e sabão estranhos AG E: tétano ne É hidrocolóide ou filme B) Laceração: ruptura por trauma | Laceração | Limpeza com SF morno Retirada de corpos pm estranhos ii did - Avaliar extenção/ profundidade s Profilaxia de Curativo oclusivo 24hs | gaze e SF ou alginato por 2 | Aproximação de bordas se necessário Avaliação do Enfermeiro E tétano ciais dias | ESSE E Avaliação | Médica Avaliação Médica / Enfermeiro Observação: Mordedura e arranhadura por animais, lavar com água e sabão. I8 9 B) Classificação para Úlceras por Pressão e Estágio Descrição | “Eritema esbranquiçado, com pele intacta E II 1 Póidá parcial da epiderme ejou derme. Pode ter bolha, abrasão ou cratera | III Perda total da pele, com ou sem comprometimento de tecidos adjacentes IV Comprometimento de estruturas profundas (ossos, órgãos e tendões) Fonte: Dealey, Carol - Cuidando de Feridas C) Avaliar Risco Escala de BRADEN Pontuação > Baixo risco > ou = 16;Risco moderado de 16 a 11; Alto risco <11 - . Fricção e PessERção Umidadeda | arividadefísica | Mobilidade Nutrição sensorial pele Cizallhamento Não 4 | Livre de Caminha com |4 |Sem 4 | Excelente Movimentos prejudicada umidade frequência limitações independentes E | Pouco 3 | Umidade Caminha Pouco 3 | Adequada Pequena ou mínima limitada ocasional ocasionalmente limitada dependência = + + -— T Muito 2 | Úmida Senta-se com 2 | Muito 2 | Inadequada Moderada ou máxima limitada ajuda limitada dependência | | | | Completamente | 1 | Umidade Acamado 1 | Imóvel 1 | Pobre limitada constante E | E Total Total | Total Total Total F — 20 D) Tratamento Ulceras por pressão estágio le II * Ver medidas preventivas - Utilizar placa de hidrocolóide extra-fino ou AGE Ulceras por pressão estágio Ill e IV « Tratar conforme apresentação da lesão - Associar medidas preventivas E) Medidas preventivas para úlcera por pressão * Avaliar grau de risco para formação de úlceras (escala de Braden) * Deacordo com a escala de BRADEN se 16a 11 pontos, garantir avaliação frequente da equipe de enfermagem * Usar placas de hidrocolóide ou filmes em proeminências ósseas * Reduzir pressão com colchão caixa de ovo ou de ar - Orientar mudança de decúbito a cada 2 horas, utilizando coxins, cunhas ou travesseiros Orientar o uso de lençol móvel para reposicionar o paciente Em decúbito lateral, não posicionar diretamente sobre o trocânter, apoiando no glúteo Orientar decúbito elevado até 30º no máximo Manter panturrilhas e tornozelo apoiados em almofadas para que não apóie os calcanhares na cama Não utilizar almofadas d'água com orifício no meio (roda d'água) Em cadeira de rodas utilizar almofadas de espuma no assento Orientar alívio de pressão a cada 15 minutos aos usuários de cadeira de rodas Limpar a pele no momento que sujar Promover hidratação da pele com óleos de origem vegetal Não realizar massagem em proeminência óssea Envolver a família/cuidador na prevenção e tratamento da lesão