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Protocolo de suporte basico de vida, Manuais, Projetos, Pesquisas de Traumatologia

Protocolo de suporte basico de vida

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 18/11/2020

aline-de-menezes-8
aline-de-menezes-8 🇧🇷

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ESTADO DE GOIÁS

SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

PORTARIA DE APROVAÇÃO

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA

ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

Elaborado por: Última versão: Portaria: Página:

ESTADO DE GOIÁS

SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

APRESENTAÇÃO

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA

ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

Socorrista , você está atualizado quando o assunto é Atendimento Pré-Hospitalar? “Atualizar” significa tornar atual, adequar aos dias de hoje , modernizar. Seria impossível, então, tratar deste assunto sem passar pela evolução cronológica do Serviço de Resgate no Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás. Reunir informações históricas que permitam que você, leitor, entenda rapidamente a criação e estruturação deste serviço. No final dos anos 80 , o Governo Federal (Ministério da Saúde) criou o Programa de Enfrentamento ao Trauma e Emergência , compreendendo a fase de Atendimento Pré-Hospitalar, em que vários Corpos de Bombeiros Militares do Brasil receberam treinamento e atualizações para atuarem em situações de trauma , a fim de padronizar técnicas em todo o País, capacitando os Bombeiros Militares como Socorristas de Resgate. Em 1990 o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás adere ao programa de enfrentamento ao trauma e emergência e cria o Programa “ Chame Ambulância ”, a fim de levar o atendimento às vítimas de emergências clinicas e traumáticas, bem como o transporte inter - hospitalar. No entanto, em 1996 , o programa foi substituído pelo projeto Resgate , com a criação do Grupo de Resgate Pré-Hospitalar ( GRPH ), tendo como escopo um serviço de atendimento pré-hospitalar composto por equipes de atendimento básico e avançado. Em 1998/ 99 , iniciaram as tratativas de criação do Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência ( SIATE ), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde , permitindo o intercâmbio multiprofissional com apoio de profissionais de saúde, propiciando já no início do ano 2000, a regulação médica no Centro Operacional de Bombeiros ( COB ), e a implementação de duas Unidades de Suporte Avançado ( USA ). Com a parceria do SIATE o Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar do CBMGO, recebe investimentos da Secretaria de Saúde, propiciando a expansão do serviço aos municípios que possuíam unidades da Corporação, os quais receberam viaturas modernas, atendendo o conceito

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ESTADO DE GOIÁS

SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

APRESENTAÇÃO

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA

ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

de Unidade de Resgate ( UR ) para as OBM’s e Unidade de Suporte Básico ( USB ) para as prefeituras realizarem o transporte inter - hospitalar. Além das parcerias operacionais, o Resgate, também passa a atuar juntamente com o SIATE, na capacitação continuada junto aos Serviços de Saúde da capital e interior , capacitando médicos e enfermeiros em todo o Estado. Em 2007 , o CBMGO altera a formatação dos cursos de capacitação em atendimento pré-hospitalar e inicia o Curso de Resgate , aprimorando a formação e especialização dos socorristas para o CBMGO e outras instituições , tornando-se assim multiplicador de conhecimento na área pré-hospitalar, tendo já formando socorristas para o Brasil e exterior. Concomitantemente ao crescimento doutrinário, o Serviço de Resgate tem buscado melhorias no que se refere a equipamentos e viaturas , contando hoje com viaturas modernas, tanto de suporte básico como de suporte avançado , inclusive com viatura e equipe especializada em atendimento de emergência neonatal e aeronaves de asa fixa e rotativa com o serviço aeromédico. Em 2019 é criado o Grupo de Ações e Respostas Rápidas - GARRA , com emprego de motocicletas, tendo como objetivo diminuir o tempo resposta em atendimentos, aumentando as chances de sobrevivência das vítimas assistidas pelo sistema de APH em Goiás. Respeitando o contexto e a tradição histórica do APH na corporação, estabeleceu-se a comissão de revisão e atualização do Protocolo de Suporte Básico de Vida , adotado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), a luz das mais recentes evidências descritas em literaturas, diretrizes e protocolos consagrados no Brasil e no exterior. O presente protocolo, mantém sua função de ser um ato normatizador , constituindo um conjunto de regras e procedimentos (condutas) que devem ser respeitadas e seguidas para amparar as ações dos nossos socorristas, bem como, proteger a sociedade.

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ESTADO DE GOIÁS

SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

PREFÁCIO

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA

ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

Para a presente atualização do Protocolo de Suporte Básico de Vida, foi designada uma comissão de bombeiros militares, médicos e enfermeiros do CBMGO e do SIATE, para condução dos trabalhos de forma colaborativa, a qual buscou analisar as evidências e protocolos consagrados, bem como o compartilhamento de experiências adquiridas pelo serviço ao longo de sua existência. O Suporte básico de Vida, constitui a coluna dorsal do atendimento inicial, prestado pelo CBMGO e pelo SIATE à nossa sociedade, sendo representado pelas as equipes de Resgate, através das Unidades de Resgate (UR) e Moto Resgate (GARRA) as quais normalmente são e devem ser as primeiras equipes a chegarem no local da ocorrência, antes das equipes de Suporte Intermediário, Suporte Avançado e/ou do Serviço Aeromédico. É mister a constante necessidade de aprimoramento das técnicas e da doutrina de Atendimento Pré-Hospitalar, constituindo um desafio para nossa instituição servir cada vez melhor a população goiana. Portanto, esta atualização do protocolo traz entre outras a inovação de possuir uma formatação de páginas em fichário, permitindo sua atualização por assunto de forma mais dinâmica e ágil, sem a necessidade de no futuro constituir comissões de atualização do protocolo como um todo, mas no momento oportuno e necessário, bastando a designação de comissão para atualizar determinado assunto que requeira mudanças pontuais acompanhando novas evidências, porem mantendo a estrutura do protocolo atual. O Protocolo de Suporte básico de Vida é a base da estrutura dos demais protocolos adotados pela corporação e pelo SIATE, a exemplo dos Protocolos de Suporte Intermediário de Vida, Suporte Avançado de Vida e Suporte Aeromédico, onde todos devem ser seguidos e adotados por toda a estrutura de Atendimento Pré-hospitalar prestada pelas equipes do CBMGO e do SIATE durante o atendimento às ocorrências

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ESTADO DE GOIÁS

SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

PREFÁCIO

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA

ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

Não poderia deixar neste momento de reconhecer e agradecer aos pioneiros e entusiastas que contribuíram para formar a doutrina do atendimento pré-hospitalar em nossa corporação, ainda nos anos 90: Cel QOC R/R Divino Aparecido de Melo; Cel QOC R/R Leônidas Eduardo Dias; Cel QOC R/R Hárisson de Abreu Pancieri; Cel QOC R/R Luiz Renato Piloto Lopes; Cel QOS R/R Wilton Adriano da Silva Filho e Dr. Ciro Ricardo Pires de Castro. Reconheço ainda e agradeço aos demais oficiais e praças que ao longo da nossa história, contribuíram e tem contribuído para aprimorar e aplicar a doutrina de Atendimento Pré-Hospitalar em nossa corporação. Cumprimento ainda e agradeço, a equipe de revisão e atualização do Protocolo de Suporte Básico de Vida/2020 já nominada anteriormente. Por fim, nesta oportunidade convoco a todos os Bombeiros Militares do Estado de Goiás, independente de atuarem nas guarnições de Resgate, mas também os diversos profissionais que atuam diariamente nas funções Administrativas, Serviços Técnicos e Serviço Operacional nas diversas guarnições de Salvamento e Combate a Incêndio em todo o Estado de Goiás, a adotarem este protocolo, como modelo doutrinário para todos os atendimentos de primeiros socorros (suporte básico de vida), prestados por nossa instituição a sociedade goiana. Goiânia-GO, 24 de abril de 2020. Esmeraldino Jacinto de Lemos – Cel QOC Comandante Geral do CBMGO

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ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

NÚMERO DO CAPÍTULO: 01

NATUREZA: SEGURANÇA NO ATENDIMENTO A OCORRÊNCIA

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA

SEGURANÇA (3S)

1 - RECONHECIMENTO:

Toda e qualquer circunstância que ofereça algum risco em potencial para a Guarnição de Resgate/Atendimento Pré-Hospitalar (APH), às vítimas e ou para as demais pessoas envolvidas em função do atendimento a uma ocorrência e/ou nos respectivos deslocamentos da viatura empenhada. 2 - CONDUTA: Priorizar sempre a proteção das equipes empenhadas e de todas as demais pessoas envolvidas, através do mnemônico da regra dos “3S” : 2.1 CENA DO ACIDENTE (SCENE): De acordo com as informações preliminares repassadas pelo centro de operações, a guarnição deverá definir as ações a serem desenvolvidas antes mesmo da chegada ao local do fato. E a partir desse contexto preparar o material que será utilizado neste atendimento, assim como manter contato direto com o COB solicitando dados adicionais. Em caso de Incidente com Múltiplas Vítimas (IMV), requerer apoio e verificar ou confirmar junto ao COB: 1º Tipo / natureza do evento; 2º Número de vítimas; 3º Veículos envolvidos; 4º Mecanismo de trauma ou natureza da doença; 5º Recursos já empenhados no local ou acionados para deslocar; 6º Possível evolução do evento, etc. 2.2 SEGURANÇA (SECURITY): Adotar todas as medidas de proteção e segurança: das guarnições empenhadas, das vítimas e das demais pessoas envolvidas na cena do acidente, durante os deslocamentos e no estabelecimento da viatura no local da ocorrência, analisando e mitigando riscos em potencial, estabelecendo as seguintes ações preventivas: 1º Deslocar com todos os dispositivos sonoros e luminosos ligados;

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ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

NÚMERO DO CAPÍTULO: 01

NATUREZA: SEGURANÇA NO ATENDIMENTO A OCORRÊNCIA

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA

SEGURANÇA (3S)

2º Observar as regras de direção defensiva durante os deslocamentos; 3º Parar e estabelecer a viatura em local seguro, que favoreça o atendimento a chamada e saída rápida do local; 4º Se necessário, realizar o isolamento do local da ocorrência, englobando toda a área do sinistro, afastando transeuntes e curiosos; 5º Se necessário, realizar a sinalização e o controle do trânsito nas vias.  Os deslocamentos com dispositivos sonoros e luminosos ligados, não é recomendado em ocorrências de natureza psiquiátricas, onde estes dispositivos possam potencializar o risco de a vítima realizar seu intento ou quando em deslocamentos e transportes não ofereça benefícios à vítima.  Viaturas e veículos envolvidos na ocorrência devem ser calçados, principalmente nos aclives e declives. 2.2.1 Equipamentos de proteção individual - EPI: A utilização dos equipamentos de proteção individual (proteção ativa) é obrigatória para todos os socorristas durante os atendimentos nas cenas de acidentes. Os EPIS devem ser compatíveis com os riscos existentes no local. Caso seja necessário, a guarnição deverá aguardar a chegada das equipes especializadas antes de iniciar o atendimento às vítimas: 1º EPI’s Nível Básico - empregado durante o atendimento a ocorrências classificadas como Riscos Biológicos Classe 1 e 2, corresponde a maioria das ocorrências atendidas pelas equipes de Resgate: I. Uniforme Operacional (4º “A”) com mangas desdobradas; II. Luvas de procedimento ou cirúrgicas; III. Máscara cirúrgica; IV. Óculos de proteção ou viseira do capacete abaixada; V. Joelheira. VI. Capacete;  A máscara cirúrgica é de uso único para cada ocorrência de APH, podendo ser utilizada por até três horas seguidas, em uma mesma ocorrência ou em ocorrências sequenciais.

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ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

NÚMERO DO CAPÍTULO: 01

NATUREZA: SEGURANÇA NO ATENDIMENTO A OCORRÊNCIA

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA

SEGURANÇA (3S)

 A conduta de colocação, utilização e remoção dos EPI’s, nível avançado, devem seguir protocolos e treinamentos específicos; 2.2.2 Precauções universais de biossegurança para o atendimento: 1º Possuir e manter o cartão de vacina atualizado (proteção passiva); 2º Lavar as mãos, com água e sabão, antes e após cada atendimento, conforme técnica específica de higienização das mãos; 3º O uso do álcool 70% (gel), não substitui a lavagem das mãos, mas é uma alternativa eficiente quando não for possível lavá-las; 4º Utilizar os EPI’s compatíveis com o risco biológico que estará exposto ; 5º Utilizar , durante o atendimento a ocorrências com múltiplas vítimas, dois pares de luvas de procedimento ou cirúrgica; 6º Evitar a contaminação cruzada entre as vítimas; 7º Colocar máscara cirúrgica nas vítimas , com suspeita de doença infectocontagiosa para evitar propagação da contaminação; 8º Desligar o ar condicionado e ligar o exaustor, nas ocorrências classificadas como Risco Biológico Classe 3, na falta do exaustor, abrir as janelas da viatura, propiciando fluxo de circulação do ar; 9º Utilizar , se disponível, maca encapsulada ou realizar o envelopamento da viatura, conforme protocolo específico , nas ocorrências classificadas como risco biológico classe 4 ; 10º Ter cuidado ao manipular objetos perfuro-cortantes ; 11º Substituir as luvas contaminadas, sempre que for manusear outra vítima, pegar materiais na bolsa ou no interior da viatura; 12º Descartar materiais utilizados no lixo infectante , preferencialmente na unidade hospitalar ; 13º Realizar a desinfecção concorrente da viatura e materiais ao término de cada ocorrência, conforme protocolo específico ;

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ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

NÚMERO DO CAPÍTULO: 01

NATUREZA: SEGURANÇA NO ATENDIMENTO A OCORRÊNCIA

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA

SEGURANÇA (3S)

14º Realizar a limpeza terminal da viatura conforme protocolo e planejamento periódico da Central de Assepsia ou após o término de ocorrência, que contamine o interior da viatura além do normal ; 15º Sempre que o fardamento estiver sujo ou contaminado , deverá ser substituído ao término de cada ocorrência , bem como deverá ser trocado a cada plantão ; 16º Lavar o fardamento (uniforme operacional) separado de suas roupas civis/ familiares. Se disponível, utilizar a lavanderia do quartel. 2.2 SITUAÇÃO (SITUATION): 1º Informar ao Centro de Operações a chegada no local da ocorrência; 2º Verificar se a natureza da ocorrência se confirma ou reclassificar se necessário; 3º Verificar se as ações planejadas serão adequadas ou se faz necessário a adoção de outras condutas; 4º Levantar ou confirmar as seguintes informações: I. Quantidade de vítimas e idade; II. Mecanismo de trauma ou natureza da doença; III. Outros riscos existentes (incêndio, eletricidade, desmoronamento etc.); IV. Necessidade de reforços e/outros recursos na cena. 5º Se for a primeira guarnição no local, adotar as condutas iniciais de acordo com o fluxograma de triagem de múltiplas vítimas (START) e rotinas do sistema de comando de incidentes (SCI); 6º Iniciar a avaliação das vítimas e condutas conforme protocolo; 7º Observar o algoritmo de Restrição de Movimentos da Coluna Vertebral; 8º Informar ao Centro de Operações a condição e o estado da vítima passando os dados de forma sistematizada; 9º Transportar a vítima para a unidade hospitalar de referência ou aguardar orientação do Centro de Operações.

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ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

NÚMERO DO CAPÍTULO: 01

NATUREZA: BIOMECÂNICA DO TRAUMA

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA

CINEMÁTICA DO TRAUMA

1 - RECONHECIMENTO:

Avaliar o cenário e relacionar as avarias mecânicas nos veículos, estimar sua velocidade, dispositivos de segurança utilizados e a posição dos passageiros antes e após impacto (cinemática do trauma). Armas e comportamento de agressores, com as possíveis áreas de impacto no corpo de vítima, estimando supostas lesões (biomecânica do trauma).  Sempre relacionar o mecanismo do trauma com a possibilidade de presença de lesões específicas e tratar como se existissem, adotando medidas de estabilização preventivamente. 2 - CONDUTA: 1º Avaliar e priorizar a segurança no atendimento a ocorrência; 2º A análise da cinemática do trauma não deve retardar o início do atendimento à vítima; 3º Avaliar aspectos de cada tipo de trauma:

1. Colisões automobilísticas: Avaliar aspectos gerais: a. Como se apresenta o local? b. Número de veículos? c. Tipo de veículo? d. Número de vítimas envolvidas? e. Adultos? Crianças? f. Quem atingiu o que? g. Direção do impacto? h. Houve frenagem? i. Velocidade aproximada? j. Vítimas utilizavam dispositivos de segurança? k. Airbag acionado? Capacete? l. Ocupantes foram ejetados? Colidiram com algo? m. Estragos no carro?

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ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

NÚMERO DO CAPÍTULO: 01

NATUREZA: BIOMECÂNICA DO TRAUMA

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA

CINEMÁTICA DO TRAUMA

1.1.1 Achados no veículo: a. Deformidade na parte anterior; b. Deformidade no volante; c. Marcas no painel; d. Para-brisas em “olho de boi”; e. Airbag acionado. 1.2.1 Achados no veículo: a. Intrusão da porta; b. Intrusão de painel lateral. 1.3.1 Achados no veículo: a. Intrusão da parte posterior do veículo alvo. n. Considerar os padrões de lesão esperadas, segundo os diferentes tipos de impacto: 1.1 Impacto Frontal - Lesões esperadas: a. Grandes hemorragias; b. Fratura de coluna cervical; c. Tórax instável anterior; d. Contusão miocárdica; e. Pneumotórax; f. Secção de aorta; g. Lesão de baço ou fígado; h. Fratura ou luxação de quadril e/ou de joelho e tornozelo; i. Ejeção.  Considerar a trajetória possível: por cima do volante (cabeça em direção ao para-brisas) ou por baixo do volante (cabeça em direção ao painel). 1.2 Impacto Lateral - Lesões esperadas: a. Hemorragias maciças; b. Fratura de clavícula; c. Fratura de costelas; d. Contusão pulmonar; e. Pneumotórax; f. Compressão de órgãos sólidos; g. Entorse contralateral do pescoço; h. Fratura de coluna cervical; i. Fratura de pelve ou acetábulo. 1.3 Impacto Traseiro - Lesões esperadas: a. Lesão de coluna por hiperextensão (chicote).  Avaliar posição ou ausência do encosto de cabeça;  Avaliar a queixa de dor no pescoço da vítima.

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ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

NÚMERO DO CAPÍTULO: 01

NATUREZA: BIOMECÂNICA DO TRAUMA

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA

CINEMÁTICA DO TRAUMA

4. Queda - Avaliar aspectos gerais: a. Estimar a altura da queda, superfície sobre a qual o paciente caiu e qual a primeira parte do corpo que entrou em contato com a superfície; b. De alturas superiores a 2 metros é considerada grave; c. Em vítima idosa a queda da própria altura já é preocupante; d. Lesões esperadas: I. Síndrome de Don Juan: quando as primeiras partes a atingirem o solo forem os pés (lesão de calcâneos, tornozelos, tíbias, fíbulas, joelhos, ossos longos e quadril); II. Traumatismo craniano; III. Lesões torácicas e abdominais. IV. Se a vítima cair para a frente sobre as mãos espalmadas: fratura de extremidades superiores. V. Se a vítima cair de cabeça: traumatismo raquimedular. 5. Ferimentos penetrantes : Avaliar aspectos gerais: a. Tipo de objeto: alta energia (fuzis e metralhadoras), média energia (revolveres e rifles) e baixa energia (faca e picador de gelo); b. Distância do agressor; c. Armas de baixa energia: sexo do agressor, lesão = trajetória, arma foi removida? Órgãos próximos? d. Armas de média energia: a cavidade temporária é 3 a 5 x maior que o projétil; considerar ainda perfil desconhecido do projétil, rolamento e fragmentação; e. Armas de alta energia: a cavidade temporária é até 25 x maior que o projétil; considerar ainda perfil desconhecido do projétil, rolamento e fragmentação; f. Local do ferimento (único ou múltiplo?); g. Características dos ferimentos externos.

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ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

NÚMERO DO CAPÍTULO: 01

NATUREZA: BIOMECÂNICA DO TRAUMA

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA

CINEMÁTICA DO TRAUMA

6. Lesões por explosão : Avaliar aspectos gerais: 7.1 Primárias : onda de pressão atinge a vítima com velocidades de até três quilômetros /segundo. Padrão de lesão: amputação traumática de membros, sangramento pulmonar, pneumotórax, embolia gasosa, laceração de pequenos vasos, rotura de tímpano, PCR e explosão de pulmão. 7.2 Secundárias : vítima é atingida por fragmentos primários, secundários ou ambos, que voam e podem tornar-se projeteis. Padrão de lesão: ferimentos penetrantes, lacerações e fraturas, feridas cutâneas superficiais, lesões torácicas e oculares. 7.3 Terciárias : quando a vítima é arremessada contra um objeto (torna-se um projétil), podendo ser atirada contra outros objetos ou ao chão. Padrão de lesão: semelhantes às lesões que ocorrem em vítimas ejetadas de um carro ou que caem de alturas significativas. 7.4 Quaternárias : lesões provocadas por calor e gases oriundos da explosão. Padrão de lesão: queimaduras, lesões por inalação e até asfixia. 7.5 Quintenárias : causadas por aditivos colocados nas bombas, como bactérias, radiação e substâncias químicas e ataque suicida com homem- bomba. Padrão de lesão: lesões por encravamento por restos humanos (ossos do homem bomba), possíveis doenças infecciosas. 4º Observar sempre o Algoritmo de Restrição de Movimentos da Coluna Vertebral, para nortear a decisão de estabilização, imobilização e transporte.  Suspeitar de traumatismo grave:  Em quedas > 1,5 vezes a altura da vítima;  Atropelamento;  Colisões com veículos a mais de 30 Km/hora;  Ejeção da vítima;  Morte de um ocupante de veículo acidentado;  Danos graves ao veículo;  Capotamentos;  Ferimentos penetrantes de cabeça, pescoço, tórax, abdome, pelve e coxa.