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PROTOCOLO
GASTROSQUISE
Equipe de Cirurgia Pediátrica do Hospital Regional da Asa Sul/Hospital Materno Infantil de Brasília Brasília, 12/1/ www.paulomargotto.com.br
Apresentação: Dr. Ulisses Mariano Nascimento
INTRODUÇÃO
• Aumento da prevalência
- (^) 1 : 4000 nascidos vivos [3,20]
• Sobrevida alta – 90%
• Morbidade também alta [16]
• Fator de Risco
- (^) Mães com idade < 20 anos [16,17,21]
• Fatores Prognósticos:
- (^) IG < 36 semanas
- PN < 2000 g
- Comorbidades – atresia intestinal [17,21,30]
- (^) Simples (grau 1) ou Complexa (grau 2 e 3) [34] / Score visual do intestino (estenose, necrose, atresia, perfuração) [35]
Período Pré-natal
• Diagnóstico: USG / Alfa-fetoproteína sérica
– USG: alças intestinais “boiando”no líquido
amniótico + defeito da parede abdominal à D do
cordão umbilical;
• Acompanhamento:
– USG seriadas:
- (^) conforme a idade gestacional e a presença de alterações ultrassonográficas, em intervalo de duas a quatro semanas até o termo da gestação. - (^) Medidas antropométricas - (^) Características da gastrosquise - (^) Pesquisa de anomalias associadas [1,3,6,7,16,21,28,30]
Período Pré-natal
[16]
Condutas ao Nascimento
Sala de parto:
– Neonatologista
– Paramentação estéril
Alças intestinais expostas envolvidas em
compressas estéreis úmidas e mornas,
envolvidas por filme plástico; manter na
linha média. [21,25,30]
Posição do RN: decúbito lateral direito.
Descompressão gástrica por sonda de
Nelaton número 10 [16,20,21,25,30]
Condutas ao Nascimento
Acesso venoso periférico
• Antibioticoterapia de amplo espectro
• Reposição Hidroeletrolítica:
– Solução cristalóide (120 ml/Kg)
Encaminhado à UTIN
– Estabilização clínica [2,9,16,18,21,30]
– Até 24 horas para realizar a operação –
não altera prognóstico [17]
Tratamento Cirúrgico
- (^) Centro cirúrgico / Anestesia geral [9,10,11,19,20,26,27]
- (^) Acesso venoso central
- (^) PICC / Broviac [19,20,21]
- (^) Ordenha das alças:
- (^) Injeção de soro fisiológico morno (com ou sem Fluimucil) via sonda retal , com ordenha suave até total esvaziamento do intestino delgado e grosso
- (^) Aspiração gástrica contínua - minimizar o risco de aspiração pulmonar
- (^) Pressão abdominal (antes, durante e após o fechamento):
- (^) Presão Intravesical: sonda de Foley 06Fr; esvaziar a
bexiga, preencher a sonda com 2 ml, retirar todo o ar do
sistema, observar oscilação da coluna.
- (^) Pressão de perfusão esplâncnica: PAM – PIA ( deve ser >
43 mmHg)
[12,17,21,23,25]
Tratamento Cirúrgico
Pressão Intra-vesical:
• < 10 cm de H2O – Fechamento 1 + Analgesia
• 10 a 15 cm de H2O – Fechamento 1 +
Analgesia + Sedação contínua
• 15 a 20 cm de H20 – Fechamento 1 –
considerar tela plana (analgeisa , sedação
contínua e relaxante muscular)
• > 20 cm de H2O - Silo
[17]
Tratamento Cirúrgico
Curativo sobre o silo - gazes e ataduras
estéreis
Decúbito lateral direito nas primeiras 12
horas após a operação [5,13,16,21]
• Reduções seriadas com o silo: uma vez
por dia [17,21]
Se Atresia Intestinal Concomitante
Ressecção + Anastomose 1 (alças em ótimo
estado)
Redução com atresia intacta: reabordagem após
4 a 6 semanas
[16,19,20,21]
Estoma:
Se perfuração extensa ou múltipla;
Pode ser utilizado inclusive com silo.
[21,24]
Pós-operatório
- (^) Analgesia – Fentanil (nos primeiros dias) [16]
- (^) NPT
- (^) Antibióticos:
- (^) Redução 1 – PROFILÁTICO
- (^) Silo – TERAPÊUTICO - até fechamento total [19,20]
- (^) Hidratação Venosa (48 horas):
- (^) Solução Cristalóide (80-100mL/kg/dia)
- (^) Albumina (20mL/Kg), se diurese < 0,8mL/Kg/h (?)
- (^) Após: manutenção + reposição das perdas. [18]
Pós-operatório
Descompressão gástrica;
- (^) Redução de volume + Redução de conteúdo biliar + Sinais de motilidade intestinal
• Procinéticos – após retirada da SOG [19,21]
• Estímulo retal?
• Dieta (tão logo reestabelecida a motilidade):
– Semi-elementar (Pregomin®), com
progressão para fórmulas integrais. [18]
Complicações
• Precoces:
– Síndrome compartimental
– Desidratação / Distúrbio eletrolítico
Tardias:
– Sepse
- (^) Cateter venoso central
- (^) Exposição de alças / uso de silo
- (^) Imaturidade de sistema imune
– Bridas
– Enterocolite
Referências Bibliográficas
1 -Babcock CJ, Hedrick MH, Goldstein RB, Callen PW, Harrison MR, Adzick NS. Gastroschisis: Can sonography of fetal bowel accurately predict postnatal outcome? J Ultrasound Med 13:701,1994. 2 -Baerg J, Kaban G, Tonita J, Pahwa P, Reid D. Gastroschisis: a sixteen-year review. J Pediatr Surg 38: 771,1994. 3 -Barisic I, Clementi M, Hausler M. Evaluation of prenatal ultrasound diagnosis of fetal abdominal wall defects by 19 european registries. Ultrasound Obstet Gynecol 18:309,2001. 4 -Blakelock RT, Harding JE, Kolbe A, Pease PWB. Gastroschisis: Can the morbity be avoided? Pediatr Surg Intensivist 12:276,1997. 5 -Blakelock RT, Upadbyay V, Pease PWB, Harding JE. Are babies with gastroschisis small for gestacional age? Pediatr Surg Intern 12:580,1997. 6 -Bond SJ, Harrison MR, Filly RA, Callen PW, Anderson RA, Golbus MS. Severity of intestinal damage in gastroschisis correlation with prenatal sonographic findings. J Pediatr Surg 23:520,1998. 7 -Boyd P, Bhattacharjee A, Gould S. Outcome of prenatally diagnosed anterior abdominal wall defects. Arch Dis Childhood 78:209,1998. 8 -Carrol SGM, Kuo PY, Kyle PM, Soothill PW. Fetal protein loss in gastroschisis as an explanation of associated morbidity. Am J Obstet Gynecol 184:1297,2001. 9 -Di Lorenzo M, Yazbeck S, Ducharme JC. Gastroschisis: A 15 years experience. J Pediatr Surg 22:710,1987. 10 -Holwell KK. Understanding gastroschisis: An abdominal wall defect. Neonatal Netw 17:17,1988. 11 -Novotny DA, Klein RL, Boeckman CR. Gastroschisis: A 18 year review. J Pediatr Surg 28:650,1993.