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Protocolo HART, Notas de estudo de Tecnologia Industrial

Conteúdo da disciplina de Redes Industriais que fala a respeito de um dos protocllos utilizados em larga escala nos processos industriais.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 22/09/2011

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FACULDADE DE ENGENHARIA
GUARATINGUETÁ
Prof. Agnelo Marotta Cassula
PROTOCOLO
PROTOCOLOPROTOCOLO
PROTOCOLO
HART
HARTHART
HART
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© Agnelo Marotta Cassula
INTRODUÇÃO
A introdução das redes nas indústrias foi um grande
passo para o desenvolvimento do setor fabril.
Inicialmente, todo o processo era comandado por painéis
elétricos o que tornava difícil qualquer alteração no
processo de produção. Com o avanço tecnológico
surgiram os CLPs, que substituíram os painéis
oferecendo não só a grande vantagem de tornar flexíveis
os processos de produção, como também oferecendo,
através da utilização das redes industriais, a
possibilidade de controlar e monitorar estes processos.
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© Agnelo Marotta Cassula
INTRODUÇÃO
O protocolo HART
®
foi introduzido pela Fisher
Rosemount em 1980. HART é um acrônimo de “Highway
Addressable Remote Transducer”. Em 1990 o protocolo
foi aberto à comunidade e foi fundado um grupo de
usuários.
O sistema de redes industriais é dividido por níveis, o
protocolo HART atua sobre nível 0, responsável pela
interligação dos sistemas de controle aos dados do
equipamento e componentes do processo.
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© Agnelo Marotta Cassula
INTRODUÇÃO
A grande vantagem oferecida pelo protocolo HART
®
é
possibilitar o uso de instrumentos inteligentes em cima
dos cabos 4-20 mA tradicionais. Como a velocidade é
baixa, os cabos normalmente usados em instrumentação
podem ser mantidos. Os dispositivos capazes de execu-
tarem esta comunicação híbrida são denominados smart.
O HART
®
proporciona alguns dos benefícios apontados
por outros barramentos mais elaborados, como por
exemplo o Fieldbus e o Profibus, mantendo ainda a
compatibilidade com a instrumentação analógica e
aproveitando o conhecimento dominado sobre os
sistemas 4-20 mA existentes.
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FACULDADE DE ENGENHARIAGUARATINGUETÁ

PROTOCOLOPROTOCOLOPROTOCOLOPROTOCOLOHARTHARTHARTHART^ Prof. Agnelo Marotta Cassula

INTRODUÇÃO^ A introdução das redes nas indústrias foi um grandepasso^ para^ o^ desenvolvimento © Agnelo Marotta Cassula

do^ setor^ fabril. Inicialmente, todo o processo era comandado por painéiselétricos^ o^ que^ tornava^ difícil

qualquer^ alteração^ no processo^ de^ produção.^ Com

o^ avanço^ tecnológico surgiram^ os^ CLPs,^ que

substituíram^ os^ painéis oferecendo não só a grande vantagem de tornar flexíveisos processos de produção, como também oferecendo,através^ da^ utilização^

das^ redes^ industriais,^

a possibilidade de controlar e monitorar estes processos. 3

INTRODUÇÃO®^ O^ protocolo^ HART © Agnelo Marotta Cassula

foi^ introduzido^ pela^ FisherRosemount em 1980. HART é um acrônimo de “HighwayAddressable Remote Transducer”. Em 1990 o protocolofoi aberto à comunidade e foi fundado um grupo deusuários.O sistema de redes industriais é dividido por níveis, oprotocolo HART atua sobre nível 0, responsável pelainterligação dos sistemas^ de^ controle^ aos^ dados do equipamento e componentes do processo.

INTRODUÇÃO^ A grande vantagem oferecida pelo protocolo HART© Agnelo Marotta Cassula

®^ é possibilitar o uso de instrumentos inteligentes em cimados cabos 4-20 mA tradicionais. Como a velocidade ébaixa, os cabos normalmente usados em instrumentaçãopodem ser mantidos. Os dispositivos capazes de execu-tarem esta comunicação híbrida são denominados

smart. ®^ O HARTproporciona alguns dos benefícios apontadospor outros^ barramentos^ mais elaborados,^ como^ por exemplo o^ Fieldbus^ e o^ Profibus

,^ mantendo ainda a compatibilidade^ com^ a^ instrumentação

analógica^ e aproveitando^ o^ conhecimento

já^ dominado^ sobre^ os sistemas 4-20 mA existentes.

5

INTRODUÇÃO^ Portanto, o protocolo HART © Agnelo Marotta Cassula

®^ permite a sobreposição do sinal de comunicação digital aos sinais analógicos de4-20 mA, sem interferência, na mesma fiação. O usodessa^ tecnologia^ vem^ crescendo

rapidamente^ e^ hoje praticamente todos os maiores fabricantes de instrumen-tação mundiais oferecem produtos dotados de comuni-®cação^ HART.^ Atualmente

é^ reconhecido^ como^ um padrão da indústria para comunicação de instrumentosde campo inteligentes 4-20 mA, microprocessados.

PROTOCOLO HART © Agnelo Marotta Cassula

Há vários anos a comunicação de campo padrão usadapelos equipamentos de controle de processos tem sido osinal analógico de corrente, o miliampére (mA). Na maioriadas aplicações, esse sinal de corrente varia dentro dafaixa de 4 a 20 mA, e em função da corrente enviada, osistema^ de^ controle^ opera,

atualizando^ a^ variável^ de processo representada naquele valor. Todos os sistemasde controle de processos de planta virtualmente usam estepadrão^ internacional^ para

transmitir^ a^ informação^

da variável do processo. 7

PROTOCOLO HART © Agnelo Marotta Cassula

Uma^ característica^ vantajosa

®^ do protocolo HARTé^ a possibilidade^ de^ comunicação

digital^ bidirecional^ em equipamentos de campo inteligentes sem interferir no sinalanalógico de 4-20 mA.Portanto, os sinais analógico 4-20 mA e digital HART

® podem^ ser^ transmitidos^ na

mesma^ fiação^ sem^ causar nenhum^ tipo^ de^ interferência

entre^ os^ sinais,^ sendo^ a variável primária e a informação do sinal transmitidos pelo4-20^ mA,^ ao^ passo^ que

as^ medições^ adicionais, parâmetros^ de^ processo,^

configuração^ do^ instrumento, calibração^ e^ as^ informações

de^ diagnósticos^ são disponibilizadas na mesma fiação e ao mesmo tempo.

PROTOCOLO HART © Agnelo Marotta Cassula

®^ O Protocolo HARTusa o^ padrão^ Bell^ 202,^ sendo modulado em FSK - Frequency Shift Key (Chaveamentopor Deslocamentos de Freqüência). Para transmitir “1” éutilizado um sinal de 1 mA pico a pico na freqüência de1.200 Hz e para transmitir “0” a freqüência de 2.400 Hz éutilizada.®^ O HARTpermite a utilização de diferentes meios físicos:FSK sobreposto ao 4-20mA, RS-232 e RS-485. Porém, oFSK^ sobreposto^ ao^ 4-20mA

cobre^ mais^ de^ 95%^ dos ®^ equipamentos HARTde^ mercado.^ A^ Figura^ a^ seguir mostra o como é feita esta comunicação híbrida, analógicae digital, no mesmo cabo.

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® O SINAL HART® O sinal HARTFSK possibilita a comunicação digital emduas vias, o que torna possível a transmissão e recepçãode informações adicionais, © Agnelo Marotta Cassula

além^ da^ normal,^ que^ é^

a variável^ de^ processo,^ em

instrumentos^ de^ campo inteligentes. O protocolo HART

®^ se propaga há uma taxa de 1.200 bits por segundo, sem interromper o sinal 4-20mA e permite uma aplicação tipo “mestre” possibilitandoduas ou mais atualizações por segundo vindas de umúnico instrumento de campo.

® REDE HART Os elementos que compõe a rede HART são: o par de fios(em geral trançados,^ blindados © Agnelo Marotta Cassula

e^ aterrados),^ fonte^ de alimentação, equipamentos de campo conectados em sériee/ou paralelo, impedâncias associadas, um controlador epelo^ menos^ um^ mestre^ primário^ ou^ secundário^ (sendo comum^ a^ utilização^ dos^

dois)^ que^ seria^ o^ configurador portátil.^ Os^ parâmetros^ individuais

dos^ instrumentos^ de campo são ajustados através do configurador portátil queincluem: escala, unidade de engenharia, filtros, relação entrea^ entrada^ e^ saída^ (ou^ seja,

tipo^ de^ resposta^ que^ cada equipamento^ emite^ em^

função^ do^ tipo,^ magnitude

e comportamento das grandezas de entrada) tipo de válvula,limites de segurança, e outros. 15

® REDE HART O diagnóstico e manutenção © Agnelo Marotta Cassula

são^ feitos^ pelo^ mestre primário através da sala de controle onde o controladorapenas lê o sinal analógico da variável primária medidae, conseqüentemente, gera um sinal de controle para avariável manipulada, partindo de um ponto (

set-point) ajustado pelo operador.A Figura a seguir ilustra a aplicação do HART em umsistema industrial onde uma válvula tem suas variáveismonitoradas e controladas.

TOPOLOGIA Uma^ instalação^ típica^ © Agnelo Marotta Cassula

com^ dois^ mestres^ acessandoinformação de um mesmo equipamento de campo (escravo)é mostrada na figura abaixo. O modem HART é o elemento mais importante, pois transforma a comunicaçãoserial em modulação FSK onde o bit ‘1’ é modulado em 1.200 Hz e o bit ‘0’ em2.200 Hz (conforme padrão anteriormente citado).

17

® REDE HART A Figura anterior mostra um transmissor (de nível, pressãoou vazão, por exemplo) conectado a um elemento final decontrole, no caso, a válvula de controle. A conexão érealizada por um sistema de controle convencional de 4-20mA. Existe ainda a^ conexão © Agnelo Marotta Cassula

ao^ sistema^ central^ de supervisão. A incorporação do HART permite que níveisde informação mais sofisticados possam ser transmitidossobrepostos ao sinal de 4-20 mA convencional e, comisso,^ um^ nível^ de^ controle

e^ de^ documentação^ mais avançado pode ser obtido. A comunicação via RS 232permite^ o^ monitoramento completo,^ a^ confecção^

de relatórios e alimentação de bancos de dados.

TOPOLOGIA Deve haver uma resistência de no mínimo 230 ohms entre afonte de alimentação e o instrumento para a rede funcionar.O^ terminal^ handheld^ deve © Agnelo Marotta Cassula

ser^ inserido^ sempre^ entre

o resistor e o dispositivo de campo. 19

TOPOLOGIA®^ O^ protocolo^ HARTbaseia-se © Agnelo Marotta Cassula

numa^ estrutura^ mestre- escravo, o que significa que um instrumento de campo(escravo) somente “responde” quando “perguntado” porum mestre. Dois mestres (primário e secundário) podemse comunicar com um instrumento escravo em uma rede®HART.^ Os^ mestres^ secundários

são^ geralmente representados^ por^ terminais

portáteis^ (handheld)^ de configuração e calibração, e podem ser conectados emqualquer^ ponto^ da^ rede e^ se^ comunicar^ com^

os instrumentos^ de^ campo^

sem^ provocar^ distúrbios^

na comunicação com o mestre primário.

TOPOLOGIA^ O^ mestre^ primário^ é^ tipicamente © Agnelo Marotta Cassula

um^ SDCD^ (Sistema Digital^ de^ Controle^ Distribuído),

um^ CLP^ (Controlador Lógico Programável), um controle central baseado emcomputador^ ou^ um^ sistema

de^ monitoração.^ A comunicação entre o(s) mestre(s) e o instrumento é feitade^ forma^ ininterrupta^ e^ em

tempo^ real,^ para^ que^ um sistema de manutenção possa verificar a condição doequipamento.

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COMUNICAÇÃO PONTO-A-PONTO^ Comunicação HART em modo ponto-a-ponto,suportada por alguns dispositivos.© Agnelo Marotta Cassula

COMUNICAÇÃO MULTIDROP A comunicação multiponto ( © Agnelo Marotta Cassula

multidrop) se caracteriza pela conexão de vários equipamentos interligados por um únicopar de fios, comunicando-se de forma digital. Em uma redemultiponto cada equipamento possui um endereço único,ou seja, cada equipamento é um nó na rede.Apesar da comunicação ponto-a-ponto ser a mais utilizada,®^ a versão 5 do HARTpermite que até 15 equipamentosestejam conectados a um mesmo par de fios, além dosdois mestres. No caso de equipamentos com segurançaintrínseca (equipamentos para uso em áreas classificadas,ou^ seja,^ em^ atmosferas^

explosivas),^ o^ limite^ é^ de

equipamentos por par de fios. 27

COMUNICAÇÃO MULTIDROP^ As instalações^ multidrop^ © Agnelo Marotta Cassula

não utilizam o sinal de 4-20 mApara transmitir a variável principal (PV). Neste caso o valorda corrente é mantido no seu nível mínimo de 4 mA e ovalor da PV deve ser lido através de uma mensagem®^ explícita, utilizando um mestre^ HARTpor^ malha.

O

equipamento^ deverá^ ser^ configurado^ para^ um^ dos^

endereços^ multidrop^ válidos.A grande deficiência da topologia

multidrop^ é que o tempo de ciclo para leitura de cada dispositivo é de cerca de 0,5segundo, podendo alcançar 1 segundo. Neste caso para15 dispositivos o tempo será de 7,5 a 15 segundos, o queé muito lento para grande parte das aplicações.

COMUNICAÇÃO MULTIDROP^ Rede HART em topologia© Agnelo Marotta Cassula

multidrop.

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CABOS^ A distância máxima do sinal HART © Agnelo Marotta Cassula

®^ é de cerca de 3. m com cabo com um par trançado blindado e de 1.500 mcom^ cabo^ múltiplo^ com^ blindagem^ simples.^ Existem barreiras^ de^ segurança^

intrínseca^ especiais^ que permitem o tráfego do sinal HART

Características:• Mesmo cabo usado hoje.• Limitações de comprimento similares.• Compatibilidade com sistema telefônico para grandesdistâncias.

CABOS © Agnelo Marotta Cassula 31

CABOS^ O fator mais limitante do comprimento do cabo é suacapacitância. Quanto maior a capacitância e o númerode dispositivos, menor a distância máxima permitida.© Agnelo Marotta Cassula

COMANDOS HART Todo dispositivo HART deve aceitar um repertório mínimode^ comandos^ denominados © Agnelo Marotta Cassula

Comandos^ Universais^ ou Common^ Practice^ Commands

.^ Para^ cada^ dispositivo existem^ comandos^ particulares

denominados^ Device Specific Commands. Os Comandos Universais assegurama interoperabilidade entre os dispositivos de campo.^ Comandos Universais^

Comandos Específicos do^ Dispositivo Leitura de variáveis^

Funções específicas do modelo Mudança de limite inferior e superior^

Opções especiais de calibração Ajuste de zero e span^

Iniciar, parar e resetar totalizador Inicia auto teste^

Selecionar variável primária Número de série^

Habilitar PID, mudar Set Point Valores de constantes de tempo^

Ajustar parâmetros de sintonia Todos os Comandos Específicos são opcionais, mas se existentesdevem ser implementados segundo a especificação.

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MULTIPLEXADORES^ Multiplexador da Emerson© Agnelo Marotta Cassula

EXEMPLO DE APLICAÇÃO^ A^ flexibilidade^ do^ Protocolo © Agnelo Marotta Cassula

®^ HARTé^ mostrada^ no diagrama de controle da Figura a seguir. Essa aplicaçãousa^ a^ capacidade^ inerente

®^ ao Protocolo HARTde transmitir tanto sinais 4-20 mA analógicos como sinaisdigitais de comunicação, simultaneamente pela mesmafiação. Nessa aplicação, o transmissor HART

®^ tem um algoritmo^ interno^ de^ controle

PID.^ O^ instrumento^ é configurado de modo que o

loop^ de corrente 4-20 mA seja proporcional à saída de controle PID, executado noinstrumento (e não à variável medida, p.e., a pressão).Uma vez que o^ loop^ de corrente é controlado pela saídade^ controle^ do^ PID,^ este

é^ utilizado^ para^ alimentar diretamente o posicionador da válvula de controle. 39

EXEMPLO DE APLICAÇÃO Uma economia substancial pode ser obtidaatravés dessa arquitetura de controle.© Agnelo Marotta Cassula

A^ malha^ de^ controle^ é executada^ inteiramenteno campo, entre o trans-missor (com PID) e a vál-vula. A ação de controleé contínua como no sis-tema tradicional; o sinalanalógico^ de^ 4-20^ mAcomanda^ a^ válvula.Através da comunicaçãodigital HART o operadorpode mudar o “set-point” da malha de controle eler a variável primária oua saída para o posiciona-dor da válvula.

APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA HART^ O^ protocolo^ HART^ pode © Agnelo Marotta Cassula

ser^ utilizado^ em^ diversos sistemas de monitoramento e controle de equipamentosde campo, como exemplo será tratado o Sistema deDiagnóstico e Manutenção (SDM).A^ comunicação^ HART^ é^

utilizada^ de^ forma^ intensiva neste tipo de sistema, com o objetivo de aumentar aeficiência e a disponibilidade dos equipamentos com omenor custo de manutenção possível.Paradas programadas de equipamentos não podem serevitadas fazendo uso da manutenção dos instrumentosde campo, além de também não impedir que as malhasde controle operem em condições indesejáveis.

41

CLASSIFICAÇÕES DE MANUTENÇÃO^ A manutenção pode ser classificada em© Agnelo Marotta Cassula

corretiva^ - onde o equipamento é reparado ou substituído apenas quandoocorre^ uma^ falha;^ preventiva

-^ o^ intervalo^ entre^ as manutenções é definido pelo fabricante;

preditiva^ - os intervalos^ de^ manutenção

são^ baseados^ em recomendações do fabricante, estatísticas da aplicaçãoparticular e nas condições do processo;

proativa^ - é a mais interessante em termos econômicos, pois explora acapacidade de autodiagnóstico dos equipamentos HART.Estes equipamentos reportam continuamente seu estadopara o SDM e, com isso, um mau funcionamento pode serdetectado e corrigido antes que haja uma parada, assim,alcançando o máximo de utilização do equipamento.

APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA HART A^ verificação^ permanente © Agnelo Marotta Cassula

do^ estado^ dos^ equipamentospode ser obtida através^ de^ um^ sistema^ on-line

de diagnóstico e manutenção. A Figura a seguir exemplificauma^ infra-estrutura^ de^ hardware

que^ proporciona^ este benefício,^ onde^ as^ informações

são^ periodicamente coletadas^ e^ analisadas^

obtendo^ a^ probabilidade^

de acontecer^ uma^ falha.^ Na^

mesma^ Figura^ observa-se

a utilização^ de^ módulos^

(HI302)^ responsáveis^ pela compatibilização entre os equipamentos HART e o sistema Foundation Fieldbus. Desse modo um sistema baseado em Foundation Fieldbus^ consegue as informações pertinentespara o monitoramento de cada instrumento HART. 43

APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA HART^ Gerenciamento de válvulas inteligentes HART.© Agnelo Marotta Cassula

APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA HART^ A^ Figura^ abaixo^ demonstra © Agnelo Marotta Cassula

a^ arquitetura^ de funcionamento do SDM.

49

HART, PROFIBUS e DEVICENET.^ É conhecido a ampla gama de ofertas na área de redesindustriais. Fatores técnicos e econômicos devem seranalisados^ para^ implementação © Agnelo Marotta Cassula

racional^ de^ uma^ das tecnologias disponíveis. Entre as tecnologias disponíveishá^ uma^ grande^ popularidade

da^ PROFIBUS^ e^ da DEVICENET.

PROFIBUS^ A^ rede^ PROFIBUS^ é^ um © Agnelo Marotta Cassula

padrão^ aberto^ de^ rede^ de comunicação industrial que permite a comunicação entredispositivos^ de^ diferentes

fabricantes^ através^ de transmissão de dados em alta velocidade em tarefascomplexas e extensas de comunicação.A^ PROFIBUS^ usa^ como

meios^ físicos^ típicos^ de comunicação o sistema RS 485 e mesmo a fibra óptica. 51

DEVICENET^ A DEVICENET é uma rede usada para interligação deequipamentos de campo, tais como sensores, atuadores,acionadores de motores elétricos e CLPs. Como meiofísico usa-se um par de fios de comunicação associado aum^ par^ de^ fios^ dedicado © Agnelo Marotta Cassula

à^ alimentação^ em^ correntecontínua.Os sinais de comunicação utilizam a técnica de tensãodiferencial para os níveis lógicos. Com isso reduz-se ainterferência eletromagnética^ uma^ vez^ que^ eventuaisruídos dessa natureza são induzidos igualmente nos doisfios e anulados pela diferenciação da tensão.

COMPARATIVO DAS TECNOLOGIAS© Agnelo Marotta Cassula

53

APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA HART© Agnelo Marotta Cassula

CONCLUSÃO^ Não há, evidentemente, um tipo perfeito de rede. Seriainfrutífero tentar apresentar qualquer desses tipos comouma solução universal. É importante, porém, dentro deum contexto de aplicação e de relação custo/benefícioanalisar as características próprias de cada solução einvestigar as potencialidades.Os^ pontos^ de^ comparação © Agnelo Marotta Cassula

mais^ notáveis^ na^ tabela apresentada^ são:^ topologia

de^ utilização,^ método^ de comunicação,^ número^ de

estações^ ativas,^ distância máxima, comprimento máximo e velocidade da rede. 55

CONCLUSÃO^ O^ HART^ em^ contraste © Agnelo Marotta Cassula

com^ as^ outras^ tecnologiasdemonstra uma certa flexibilidade quanto ao método decomunicação. Embora seu uso clássico seja na formaMestre/Escravo, também^ é^ possível^ a^ utilização de outros^ métodos^ (como^ passagem

de^ Token,^ Byte Oriented^ ou^ Binary). Esta flexibilidade torna o HART maisadaptável a certas arquiteturas de controle que de outraforma teriam de ser substituídas.

CONCLUSÃO^ Por^ outro^ lado^ a^ velocidade © Agnelo Marotta Cassula

de^ transmissão^ é decididamente^ bem^ baixa.

Dificilmente^ poderia^ ser apresentado^ um^ quadro^ em^ que^ essa^ característica negativa torne-se vantajosa. Portanto, esse parâmetrodeve^ ser^ levado^ em^ conta

ao^ se^ analisar^ as características de desempenho desejadas.