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Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) Redação, Questões Objetivas 2002.
Tipologia: Notas de estudo
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01. VocÍ deve receber do fiscal o material abaixo: a) este caderno, com a proposta de redaÁ„o e 63 questıes objetivas, sem repetiÁ„o ou falha. b) 1 CART√O-RESPOSTA destinado ‡s respostas da parte objetiva da prova. c) 1 FOLHA DE REDA«√O para desenvolvimento da redaÁ„o. 02. Verifique se este material est· em ordem, se o seu nome e n˙mero de inscriÁ„o conferem com os que aparecem a) no CART√O-RESPOSTA destinado ‡s respostas das questıes objetivas; b) na FOLHA DE REDA«√O; e se a cor de seu CADERNO DE QUEST’ES coincide com a mencionada no alto da capa e nos rodapÈs de cada p·gina. Caso contr·rio, notifique IMEDIATAMENTE o fiscal. 03. ApÛs a conferÍncia, o participante dever· assinar, nos espaÁos prÛprios a) do CART√O-RESPOSTA destinado ‡s respostas das questıes objetivas; e b) da FOLHA DE REDA«√O; utilizando, preferivelmente, caneta esferogr·fica de tinta preta. 04. No CART√O-RESPOSTA, a marcaÁ„o das letras, correspondentes ‡s respostas de sua opÁ„o, deve ser feita preenchendo todo o espaÁo compreendido no cÌrculo, a l·pis preto n∫ 2 ou caneta esferogr·fica de tinta preta, com um traÁo contÌnuo e denso. A LEITORA ”TICA È sensÌvel a marcas escuras, portanto, preencha os campos de marcaÁ„o completamente, sem deixar claros. 05. No CART√O-RESPOSTA, o participante dever· assinalar tambÈm, no espaÁo prÛprio, o gabarito correspondente ‡ cor de sua prova (Amarela - 1, Branca - 2, Rosa - 3 ou Verde - 4). Se assinalar um gabarito que n„o corresponda ‡ cor de sua prova ou deixar de assinal·-lo, sua prova objetiva ser· anulada. 06. Tenha muito cuidado com o CART√O-RESPOSTA e com a FOLHA DE REDA«√O, para n„o DOBRAR, AMASSAR, ou MANCHAR. O CART√O-RESPOSTA e a FOLHA DE REDA«√O SOMENTE poder„o ser substituÌdos caso estejam danificados na BARRA DE RECONHECIMENTO PARA LEITURA ”TICA. 07. Para cada uma das questıes s„o apresentadas 5 alternativas classificadas com as letras (A), (B), (C), (D) e (E); sÛ uma responde adequadamente ao quesito proposto. VocÍ sÛ deve assinalar UMA ALTERNATIVA PARA CADA QUEST√O: a marcaÁ„o em mais de uma alternativa anula a quest„o, MESMO QUE UMA DAS RESPOSTAS ESTEJA CORRETA. 08. As questıes s„o identificadas pelo n˙mero que se situa acima e ‡ esquerda de seu enunciado. 09. SER¡ EXCLUÕDO DO EXAME o participante que: a) se utilizar, durante a realizaÁ„o da prova, de m·quinas e/ou de relÛgios de calcular, bem como de r·dios gravadores, de ìheadphonesî, de telefones celulares ou de fontes de consulta de qualquer espÈcie; b) se ausentar da sala em que se realiza a prova levando consigo o CADERNO DE QUEST’ES e/ou o CART√ORESPOSTA; c) deixar de assinalar corretamente o gabarito correspondente ‡ cor de sua prova. 10. Reserve os 30 (trinta) minutos finais para marcar seu CART√O-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcaÁıes assinaladas no CADERNO DE QUEST’ES N√O SER√O LEVADOS EM CONTA. 11. Quando terminar, entregue ao fiscal o CADERNO DE QUEST’ES, o CART√O-RESPOSTA, a FOLHA DE REDA«√O e ASSINE A LISTA DE PRESEN«A. 12. O TEMPO DISPONÕVEL PARA ESTA PROVA, INCLUINDO A REDA«√O, … DE CINCO HORAS. Recomendamos que vocÍ n„o ultrapasse o perÌodo de uma hora e meia para elaborar sua redaÁ„o. 13. Por motivos de seguranÁa, vocÍ somente poder· ausentar-se do recinto de prova apÛs decorridas 2 horas do inÌcio da mesma. Caso vocÍ permaneÁa na sala, no mÌnimo, 4 horas apÛs o inÌcio da prova, poder· levar este CADERNO DE QUEST’ES.
REDA«√O
ComÌcio pelas Diretas J·, em S„o Paulo, 1984.
www.iarabernardi.gov.br. 01/03/02.
Marilena ChauÌ. Convite ‡ filosofia. S„o Paulo: ¡tica, 1994.
Norberto Bobbio. Qual socialismo? Discuss„o de uma alternativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. Texto adaptado.
AndrÈ Forastieri. Muito alÈm do voto. …poca. 6 de maio de 2002. Texto adaptado.
Ao desenvolver o tema, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexıes feitas ao longo de sua formaÁ„o. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniıes, e elabore propostas para defender seu ponto de vista.
ObservaÁıes:
3
O excesso de peso pode prejudicar o desempenho de um atleta profissional em corridas de longa dist‚ncia como a maratona (42,2 km), a meia-maratona (21,1 km) ou uma prova de 10 km. Para saber uma aproximaÁ„o do intervalo de tempo a mais perdido para completar uma corrida devido ao excesso de peso, muitos atletas utilizam os dados apresentados na tabela e no gr·fico:
Usando essas informaÁıes, um atleta de ossatura grande, pesando 63 kg e com altura igual a 1,59m, que tenha corrido uma meia- maratona, pode estimar que, em condiÁıes de peso ideal, teria melhorado seu tempo na prova em
(A) 0,32 minuto. (B) 0,67 minuto. (C) 1,60 minuto. (D) 2,68 minutos. (E) 3,35 minutos.
4 A chuva em locais n„o poluÌdos È levemente ·cida. Em locais onde os nÌveis de poluiÁ„o s„o altos, os valores do pH da chuva podem ficar abaixo de 5,5, recebendo, ent„o, a denominaÁ„o de ìchuva ·cidaî. Este tipo de chuva causa prejuÌzos nas mais diversas ·reas: construÁ„o civil, agricultura, monumentos histÛricos, entre outras.
A acidez da chuva est· relacionada ao pH da seguinte forma: concentraÁ„o de Ìons hidrogÍnio = 10-pH , sendo que o pH pode assumir valores entre 0 e 14.
Ao realizar o monitoramento do pH da chuva em Campinas (SP) nos meses de marÁo, abril e maio de 1998, um centro de pesquisa coletou 21 amostras, das quais quatro tÍm seus valores mostrados na tabela:
A an·lise da fÛrmula e da tabela permite afirmar que:
I. da 6™ para a 14™ amostra ocorreu um aumento de 50% na acidez. II. a 18™ amostra È a menos ·cida dentre as expostas. III. a 8™ amostra È dez vezes mais ·cida que a 14™. IV. as ˙nicas amostras de chuvas denominadas ·cidas s„o a 6™ e a 8™.
S„o corretas apenas as afirmativas
(A) I e II (B) II e IV. (C) I, II e IV. (D) I, III e IV. (E) II, III e IV.
5 O Protocolo de Kyoto ó uma convenÁ„o das NaÁıes Unidas que È marco sobre mudanÁas clim·ticas, ó estabelece que os paÌses mais industrializados devem reduzir atÈ 2012 a emiss„o dos gases causadores do efeito estufa em pelo menos 5% em relaÁ„o aos nÌveis de 1990. Essa meta estabelece valores superiores ao exigido para paÌses em desenvolvimento. AtÈ 2001, mais de 120 paÌses, incluindo naÁıes industrializadas da Europa e da ¡sia, j· haviam ratificado o protocolo. No entanto, nos EUA, o presidente George W. Bush anunciou que o paÌs n„o ratificaria ìKyotoî, com os argumentos de que os custos prejudicariam a economia americana e que o acordo era pouco rigoroso com os paÌses em desenvolvimento. Adaptado do Jornal do Brasil, 11/04/ Na tabela encontram-se dados sobre a emiss„o de CO (^2)
Considerando os dados da tabela, assinale a alternativa que representa um argumento que se contrapıe ‡ justificativa dos EUA de que o acordo de Kyoto foi pouco rigoroso com paÌses em desenvolvimento. (A) A emiss„o acumulada da Uni„o EuropÈia est· prÛxima ‡ dos EUA. (B) Nos paÌses em desenvolvimento as emissıes s„o equivalentes ‡s dos EUA. (C) A emiss„o per capita da R˙ssia assemelha-se ‡ da Uni„o EuropÈia. (D) As emissıes de CO 2 nos paÌses em desenvolvimento citados s„o muito baixas. (E) A ¡frica do Sul apresenta uma emiss„o anual per capita relativamente alta.
6
A tabela mostra a evoluÁ„o da frota de veÌculos leves, e o gr·fico, a emiss„o mÈdia do poluente monÛxido de carbono (em g/km) por veÌculo da frota, na regi„o metropolitana de S„o Paulo, no perÌodo de 1992 a 2000.
Comparando-se a emiss„o mÈdia de monÛxido de carbono dos veÌculos a gasolina e a ·lcool, pode-se afirmar que
I. no transcorrer do perÌodo 1992-2000, a frota a ·lcool emitiu menos monÛxido de carbono. II. em meados de 1997, o veÌculo a gasolina passou a poluir menos que o veÌculo a ·lcool. III. o veÌculo a ·lcool passou por um aprimoramento tecnolÛgico.
… correto o que se afirma apenas em
(A) I. (B) I e II. (C) II. (D) III. (E) II e III.
7
…rico VerÌssimo relata, em suas memÛrias, um episÛdio da adolescÍncia que teve influÍncia significativa em sua carreira de escritor. ì Lembro-me de que certa noite ñ eu teria uns quatorze anos, quando muito ñ encarregaram-me de segurar uma l‚mpada elÈtrica ‡ cabeceira da mesa de operaÁıes, enquanto um mÈdico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da PolÌcia Municipal haviam ìcarneadoî. (...) Apesar do horror e da n·usea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode ag¸entar tudo isso sem gemer, por que n„o hei de poder ficar segurando esta l‚mpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida? (...) Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado atÈ hoje a idÈia de que o menos que o escritor pode fazer, numa Època de atrocidades e injustiÁas como a nossa, È acender a sua l‚mpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escurid„o, propÌcia aos ladrıes, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a l‚mpada, a despeito da n·usea e do horror. Se n„o tivermos uma l‚mpada elÈtrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em ˙ltimo caso, risquemos fÛsforos repetidamente, como um sinal de que n„o desertamos nosso posto.î VERÕSSIMO, …rico. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Editora Globo, 1978.
Neste texto, por meio da met·fora da l‚mpada que ilumina a escurid„o, …rico VerÌssimo define como uma das funÁıes do escritor e, por extens„o, da literatura,
(A) criar a fantasia. (B) permitir o sonho. (C) denunciar o real. (D) criar o belo. (E) fugir da n·usea.
8 Artemia È um camar„o primitivo que vive em ·guas salgadas, sendo considerado um fÛssil vivo. Surpreendentemente, possui uma propriedade semelhante ‡ dos vegetais que È a diapausa, isto È, a capacidade de manter ovos dormentes (embriıes latentes) por muito tempo. Fatores clim·ticos ou alteraÁıes ambientais podem subitamente ativar a eclos„o dos ovos, assim como, nos vegetais, tais alteraÁıes induzem a germinaÁ„o de sementes. V·rios estudos tÍm sido realizados com artemias, pois estes animais apresentam caracterÌsticas que sugerem um potencial biolÛgico: possuem alto teor de proteÌna e s„o capazes de se alimentar de partÌculas org‚nicas e inorg‚nicas em suspens„o. Tais caracterÌsticas podem servir de par‚metro para uma avaliaÁ„o do potencial econÙmico e ecolÛgico da artemia.
Em um estudo foram consideradas as seguintes possibilidades: I. A variaÁ„o da populaÁ„o de artemia pode ser usada como um indicador de poluiÁ„o aqu·tica. II. A artemia pode ser utilizada como um agente de descontaminaÁ„o ambiental, particularmente em ambientes aqu·ticos. III. A eclos„o dos ovos È um indicador de poluiÁ„o quÌmica. IV. Os camarıes podem ser utilizados como fonte alternativa de alimentos de alto teor nutritivo.
… correto apenas o que se afirma em (A) I e II. (B) II e III. (C) I, II e IV. (D) II, III e IV. (E) I, II, III e IV.
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Os seres humanos podem tolerar apenas certos intervalos de temperatura e umidade relativa (UR), e, nessas condiÁıes, outras vari·veis, como os efeitos do sol e do vento, s„o necess·rias para produzir condiÁıes confort·veis, nas quais as pessoas podem viver e trabalhar. O gr·fico mostra esses intervalos:
A tabela mostra temperaturas e umidades relativas do ar de duas cidades, registradas em trÍs meses do ano.
Com base nessas informaÁıes, pode-se afirmar que condiÁıes ideais s„o observadas em
(A) Curitiba com vento em marÁo, e Campo Grande, em outubro. (B) Campo Grande com vento em marÁo, e Curitiba com sol em maio. (C) Curitiba, em outubro, e Campo Grande com sol em marÁo. (D) Campo Grande com vento em marÁo, Curitiba com sol em outubro. (E) Curitiba, em maio, e Campo Grande, em outubro.
13 No gr·fico est„o representados os gols marcados e os gols sofridos por uma equipe de futebol nas dez primeiras partidas de um determinado campeonato.
Considerando que, neste campeonato, as equipes ganham 3 pontos para cada vitÛria, 1 ponto por empate e 0 ponto em caso de derrota, a equipe em quest„o, ao final da dÈcima partida, ter· acumulado um n˙mero de pontos igual a
(A) 15. (B) 17. (C) 18. (D) 20. (E) 24.
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O Globo, 01/09/2001.
Na charge, a arrog‚ncia do gato com relaÁ„o ao comportamento alimentar da minhoca, do ponto de vista biolÛgico,
(A) n„o se justifica, porque ambos, como consumidores, devem ìcavarî diariamente o seu prÛprio alimento. (B) È justific·vel, visto que o felino possui funÁ„o superior ‡ da minhoca numa teia alimentar. (C) n„o se justifica, porque ambos s„o consumidores prim·rios em uma teia alimentar. (D) È justific·vel, porque as minhocas, por se alimentarem de detritos, n„o participam das cadeias alimentares. (E) È justific·vel, porque os vertebrados ocupam o topo das teias alimentares.
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Na construÁ„o civil, È muito comum a utilizaÁ„o de ladrilhos ou azulejos com a forma de polÌgonos para o revestimento de pisos ou paredes. Entretanto, n„o s„o todas as combinaÁıes de polÌgonos que se prestam a pavimentar uma superfÌcie plana, sem que haja falhas ou superposiÁıes de ladrilhos, como ilustram as figuras:
Figura 1: Ladrilhos retangulares pavimentando o plano
Figura 2: Hept·gonos regulares n„o pavimentam o plano (h· falhas ou superposiÁ„o)
A tabela traz uma relaÁ„o de alguns polÌgonos regulares, com as respectivas medidas de seus ‚ngulos internos.
Se um arquiteto deseja utilizar uma combinaÁ„o de dois tipos diferentes de ladrilhos entre os polÌgonos da tabela, sendo um deles octogonal, o outro tipo escolhido dever· ter a forma de um
(A) tri‚ngulo. (B) quadrado. (C) pent·gono. (D) hex·gono. (E) ene·gono.
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Segundo uma organizaÁ„o mundial de estudos ambientais, em 2025, ìduas de cada trÍs pessoas viver„o situaÁıes de carÍncia de ·gua, caso n„o haja mudanÁas no padr„o atual de consumo do produto.î Uma alternativa adequada e vi·vel para prevenir a escassez, considerando-se a disponibilidade global, seria
(A) desenvolver processos de reutilizaÁ„o da ·gua. (B) explorar leitos de ·gua subterr‚nea. (C) ampliar a oferta de ·gua, captando-a em outros rios. (D) captar ·guas pluviais. (E) importar ·gua doce de outros estados.
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O autor da tira utilizou os princÌpios de composiÁ„o de um conhecido movimento artÌstico para representar a necessidade de um mesmo observador aprender a considerar, simultaneamente, diferentes pontos de vista.
Das obras reproduzidas, todas de autoria do pintor espanhol Pablo Picasso, aquela em cuja composiÁ„o foi adotado um procedimento semelhante È:
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Em 1958, a seleÁ„o brasileira foi campe„ mundial pela primeira vez. O texto foi extraÌdo da crÙnica ìA alegria de ser brasileiroî , do dramaturgo Nelson Rodrigues, publicada naquele ano pelo jornal ⁄ltima Hora.
ìAgora, com a chegada da equipe imortal, as l·grimas rolam. Convenhamos que a seleÁ„o as merece. Merece por tudo: n„o sÛ pelo futebol, que foi o mais belo que os olhos mortais j· contemplaram, como tambÈm pelo seu maravilhoso Ìndice disciplinar. AtÈ este Campeonato, o brasileiro julgava-se um cafajeste nato e heredit·rio. Olhava o inglÍs e tinha-lhe inveja. Achava o inglÍs o sujeito mais fino, mais sÛbrio, de uma polidez e de uma cerimÙnia inenarr·veis. E, s˙bito, h· o Mundial. Todo mundo baixou o sarrafo no Brasil. Suecos, brit‚nicos, alem„es, franceses, checos, russos, davam botinadas em penca. SÛ o brasileiro se mantinha ferozmente dentro dos limites rÌgidos da esportividade. Ent„o, se verificou o seguinte: o inglÍs, tal como o concebÌamos, n„o existe. O ˙nico inglÍs que apareceu no Mundial foi o brasileiro. Por tantos motivos, vamos perder a vergonha (...), vamos sentar no meio-fio e chorar. Porque È uma alegria ser brasileiro, amigosî.
AlÈm de destacar a beleza do futebol brasileiro, Nelson Rodrigues quis dizer que o comportamento dos jogadores dentro do campo
(A) foi prejudicial para a equipe e quase pÙs a perder a conquista da copa do mundo. (B) mostrou que os brasileiros tinham as mesmas qualidades que admiravam nos europeus, principalmente nos ingleses. (C) ressaltou o sentimento de inferioridade dos jogadores brasileiros em relaÁ„o aos europeus, o que os impediu de revidar as agressıes sofridas. (D) mostrou que o choro poderia aliviar o sentimento de que os europeus eram superiores aos brasileiros. (E) mostrou que os brasileiros eram iguais aos europeus, podendo comportar-se como eles, que n„o respeitavam os limites da esportividade.
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Um terreno com o formato mostrado na figura foi herdado por quatro irm„os e dever· ser dividido em quatro lotes de mesma ·rea.
Um dos irm„os fez algumas propostas de divis„o para que fossem analisadas pelos demais herdeiros.
Dos esquemas abaixo, onde lados de mesma medida tÍm sÌmbolos iguais, o ˙nico em que os quatro lotes n„o possuem, necessariamente, a mesma ·rea È:
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ìA palavra tatuagem È relativamente recente. Toda a gente sabe que foi o navegador Cook que a introduziu no Ocidente, e esse escrevia tattou, termo da PolinÈsia de tatou ou tu tahou, ëdesenho¥. (...) Desde os mais remotos tempos, vemo-la a transformar- se: distintivo honorÌfico entre uns homens, ferrete de ignomÌnia entre outros, meio de assustar o advers·rio para os bretıes, marca de uma classe de selvagens das ilhas marquesas (...) sinal de amor, de desprezo, de Ûdio (...). H· trÍs casos de tatuagem no Rio, completamente diversos na sua significaÁ„o moral: os negros,os turcos com o fundo religioso e o bando de meretrizes, dos rufiıes e dos humildes, que se marcam por crime ou por ociosidade.î
RIO, Jo„o do. Os Tatuadores. Revista Kosmos. 1904, apud: A alma encantadora das ruas, SP: Cia das Letras, 1999.
Com base no texto s„o feitas as seguintes afirmaÁıes:
I. Jo„o do Rio revela como a tatuagem j· estava presente na cidade do Rio de Janeiro, pelo menos desde o inÌcio do sÈculo XX, e era mais utilizada por alguns setores da populaÁ„o. II. A tatuagem, de origem polinÈsia, difundiu-se no ocidente com a caracterÌstica que permanece atÈ hoje: utilizaÁ„o entre os jovens com funÁ„o estritamente estÈtica. III. O texto mostra como a tatuagem È uma pr·tica que se transforma no tempo e que alcanÁa in˙meros sentidos nos diversos setores das sociedades e para as diferentes culturas.
Est· correto o que se afirma apenas em
(A) I. (B) II. (C) III. (D) I e II. (E) I e III.
24 Quando definem molÈculas, os livros geralmente apresentam conceitos como: ìa menor parte da subst‚ncia capaz de guardar suas propriedadesî. A partir de definiÁıes desse tipo, a idÈia transmitida ao estudante È a de que o constituinte isolado (molÈculas) contÈm os atributos do todo.
… como dizer que uma molÈcula de ·gua possui densidade, press„o de vapor, tens„o superficial, ponto de fus„o, ponto de ebuliÁ„o, etc. Tais propriedades pertencem ao conjunto, isto È, manifestam-se nas relaÁıes que as molÈculas mantÍm entre si. Adaptado de OLIVEIRA, R. J. O Mito da Subst‚ncia. QuÌmica Nova na Escola, n. ∫ 1, 1995.
O texto evidencia a chamada vis„o substancialista que ainda se encontra presente no ensino da QuÌmica. Abaixo est„o relacionadas algumas afirmativas pertinentes ao assunto.
I. O ouro È dourado, pois seus ·tomos s„o dourados.
II. Uma subst‚ncia ìmaciaî n„o pode ser feita de molÈculas ìrÌgidasî.
III. Uma subst‚ncia pura possui pontos de ebuliÁ„o e fus„o constantes, em virtude das interaÁıes entre suas molÈculas.
IV. A expans„o dos objetos com a temperatura ocorre porque os ·tomos se expandem.
Dessas afirmativas, est„o apoiadas na vis„o substancialista criticada pelo autor apenas
(A) I e II. (B) III e IV. (C) I, II e III. (D) I, II e IV. (E) II, III e IV.
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1 - ì(...) O recurso ao terror por parte de quem j· detÈm o poder dentro do Estado n„o pode ser arrolado entre as formas de terrorismo polÌtico, porque este se qualifica, ao contr·rio, como o instrumento ao qual recorrem determinados grupos para derrubar um governo acusado de manter-se por meio do terrorî.
2 - Em outros casos ì os terroristas combatem contra um Estado de que n„o fazem parte e n„o contra um governo (o que faz com que sua aÁ„o seja conotada como uma forma de guerra), mesmo quando por sua vez n„o representam um outro Estado. Sua aÁ„o aparece ent„o como irregular, no sentido de que n„o podem organizar um exÈrcito e n„o conhecem limites territoriais, j· que n„o provÍm de um Estado î
Dicion·rio de PolÌtica (org.) BOBBIO, N., MATTEUCCI, N. e PASQUINO, G., BrasÌlia: Edunb,1986.
De acordo com as duas afirmaÁıes, È possÌvel comparar e distinguir os seguintes eventos histÛricos:
I. Os movimentos guerrilheiros e de libertaÁ„o nacional realizados em alguns paÌses da ¡frica e do sudeste asi·tico entre as dÈcadas de 1950 e 70 s„o exemplos do primeiro caso.
II. Os ataques ocorridos na dÈcada de 1990, como ‡s embaixadas de Israel, em Buenos Aires, dos EUA, no QuÍnia e Tanz‚nia, e ao World Trade Center em 2001, s„o exemplos do segundo caso.
III. Os movimentos de libertaÁ„o nacional dos anos 50 a 70 na ¡frica e sudeste asi·tico, e o terrorismo dos anos 90 e 2001 foram aÁıes contra um inimigo invasor e opressor, e s„o exemplos do primeiro caso.
… correto o que se afirma apenas em
(A) I. (B) II. (C) I e II. (D) I e III. (E) II e III.
29
Os n˙meros e cifras envolvidos, quando lidamos com dados sobre produÁ„o e consumo de energia em nosso paÌs, s„o sempre muito grandes. Apenas no setor residencial, em um ˙nico dia, o consumo de energia elÈtrica È da ordem de 200 mil MWh. Para avaliar esse consumo, imagine uma situaÁ„o em que o Brasil n„o dispusesse de hidrelÈtricas e tivesse de depender somente de termoelÈtricas, onde cada kg de carv„o, ao ser queimado, permite obter uma quantidade de energia da ordem de 10 kWh. Considerando que um caminh„o transporta, em mÈdia, 10 toneladas de carv„o, a quantidade de caminhıes de carv„o necess·ria para abastecer as termoelÈtricas, a cada dia, seria da ordem de
(A) 20. (B) 200. (C) 1.000. (D) 2.000. (E) 10.000.
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SÛ falta o Senado aprovar o projeto de lei [sobre o uso de termos estrangeiros no Brasil] para que palavras como shopping center , delivery e drive-through sejam proibidas em nomes de estabelecimentos e marcas. Engajado nessa valorosa luta contra o inimigo ianque, que quer fazer ·rea de livre comÈrcio com nosso inculto e belo idioma, venho sugerir algumas outras medidas que ser„o de extrema import‚ncia para a preservaÁ„o da soberania nacional, a saber: ........
e dois pastelî; ..........
anunciar· ìVende-se cigarrosî; ..........
PIZA, Daniel. Uma proposta imodesta. O Estado de S. Paulo, S„o Paulo, 8/04/2001.
No texto acima, o autor
(A) mostra-se favor·vel ao teor da proposta por entender que a lÌngua portuguesa deve ser protegida contra deturpaÁıes de uso. (B) ironiza o projeto de lei ao sugerir medidas que inibam determinados usos regionais e socioculturais da lÌngua. (C) denuncia o desconhecimento de regras elementares de concord‚ncia verbal e nominal pelo falante brasileiro. (D) revela-se preconceituoso em relaÁ„o a certos registros ling¸Ìsticos ao propor medidas que os controlem. (E) defende o ensino rigoroso da gram·tica para que todos aprendam a empregar corretamente os pronomes.
A corvina È um peixe carnÌvoro que se alimenta de crust·ceos, moluscos e pequenos peixes que vivem no fundo do mar. … bastante utilizada na alimentaÁ„o humana, sendo encontrada em toda a costa brasileira, embora seja mais abundante no sul do PaÌs. A tabela registra a concentraÁ„o mÈdia anual de merc˙rio no tecido muscular de corvinas capturadas em quatro ·reas.
KEHRIG, H. A. & MALM, O. Merc˙rio: uma avaliaÁ„o na costa brasileira. CiÍncia Hoje, outubro, 1997.
31
Comparando as caracterÌsticas das quatro ·reas de coleta ‡s respectivas concentraÁıes mÈdias anuais de merc˙rio nas corvinas capturadas, pode-se considerar que, ‡ primeira vista, os resultados
(A) correspondem ao esperado, uma vez que o nÌvel de contaminaÁ„o È proporcional ao aumento da atividade industrial e do volume de esgotos domÈsticos. (B) n„o correspondem ao esperado, especialmente no caso da Lagoa da ConceiÁ„o, que n„o apresenta contaminaÁ„o industrial por merc˙rio. (C) n„o correspondem ao esperado no caso da BaÌa da Ilha Grande e da Lagoa da ConceiÁ„o, ·reas nas quais n„o h· fontes industriais de contaminaÁ„o por merc˙rio. (D) correspondem ao esperado, ou seja, corvinas de regiıes menos poluÌdas apresentam as maiores concentraÁıes de merc˙rio. (E) correspondem ao esperado, exceÁ„o aos resultados da BaÌa de Sepetiba, o que exige novas investigaÁıes sobre o papel das marÈs no transporte de merc˙rio.
32
Segundo a legislaÁ„o brasileira, o limite m·ximo permitido para as concentraÁıes de merc˙rio total È de 500 nanogramas por grama de peso ˙mido. Ainda levando em conta os dados da tabela e o tipo de circulaÁ„o do merc˙rio ao longo da cadeia alimentar, pode-se considerar que a ingest„o, pelo ser humano, de corvinas capturadas nessas regiıes,
(A) n„o compromete a sua sa˙de, uma vez que a concentraÁ„o de merc˙rio È sempre menor que o limite m·ximo permitido pela legislaÁ„o brasileira. (B) n„o compromete a sua sa˙de, uma vez que a concentraÁ„o de poluentes diminui a cada novo consumidor que se acrescenta ‡ cadeia alimentar. (C) n„o compromete a sua sa˙de, pois a concentraÁ„o de poluentes aumenta a cada novo consumidor que se acrescenta ‡ cadeia alimentar. (D) deve ser evitada, apenas quando entre as corvinas e eles se interponham outros consumidores, como, por exemplo, peixes de maior porte. (E) deve ser evitada sempre, pois a concentraÁ„o de merc˙rio das corvinas ingeridas se soma ‡ j· armazenada no organismo humano.
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Segundo matÈria publicada em um jornal brasileiro, ìTodo o lixo (org‚nico) produzido pelo Brasil hoje ñ cerca de 20 milhıes de toneladas por ano ñ seria capaz de aumentar em 15% a oferta de energia elÈtrica. Isso representa a metade da energia produzida pela hidrelÈtrica de Itaipu. O segredo est· na celulignina, combustÌvel sÛlido gerado a partir de um processo quÌmico a que s„o submetidos os resÌduos org‚nicosî. O Estado de S„o Paulo, 01/01/2001.
Independentemente da viabilidade econÙmica desse processo, ainda em fase de pesquisa, na produÁ„o de energia pela tÈcnica citada nessa matÈria, a celulignina faria o mesmo papel
(A) do g·s natural em uma usina termoelÈtrica. (B) do vapor dí·gua em uma usina termoelÈtrica. (C) da queda dí·gua em uma usina hidrelÈtrica. (D) das p·s das turbinas em uma usina eÛlica. (E) do reator nuclear em uma usina termonuclear.
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A capa de uma revista de grande circulaÁ„o trazia a seguinte informaÁ„o, relativa a uma reportagem daquela ediÁ„o:
ìO brasileiro diz que È feliz na cama, mas debaixo dos lenÁÛis 47% n„o sentem vontade de fazer sexoî.
O texto abaixo, no entanto, adaptado da mesma reportagem, mostra que o dado acima est· errado:
relaÁıes. J· entre os homens, apenas 12% se queixam de falta de desejoî.
Considerando que o n˙mero de homens na populaÁ„o seja igual ao de mulheres, a porcentagem aproximada de brasileiros que n„o sentem vontade de fazer sexo, de acordo com a reportagem, È
(A) 12%. (B) 24%. (C) 29%. (D) 35%. (E) 50%.
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Considere o papel da tÈcnica no desenvolvimento da constituiÁ„o de sociedades e trÍs invenÁıes tecnolÛgicas que marcaram esse processo: invenÁ„o do arco e flecha nas civilizaÁıes primitivas, locomotiva nas civilizaÁıes do sÈculo XIX e televis„o nas civilizaÁıes modernas.
A respeito dessas invenÁıes s„o feitas as seguintes afirmaÁıes:
I. A primeira ampliou a capacidade de aÁ„o dos braÁos, provocando mudanÁas na forma de organizaÁ„o social e na utilizaÁ„o de fontes de alimentaÁ„o. II. A segunda tornou mais eficiente o sistema de transporte, ampliando possibilidades de locomoÁ„o e provocando mudanÁas na vis„o de espaÁo e de tempo. III. A terceira possibilitou um novo tipo de lazer que, envolvendo apenas participaÁ„o passiva do ser humano, n„o provocou mudanÁas na sua forma de conceber o mundo.
Est· correto o que se afirma em:
(A) I, apenas. (B) I e II, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III.
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Para testar o uso do algicida sulfato de cobre em tanques para criaÁ„o de camarıes, estudou-se, em aqu·rio, a resistÍncia desses organismos a diferentes concentraÁıes de Ìons cobre (representados por Cu 2+ ). Os gr·ficos relacionam a mortandade de camarıes com a concentraÁ„o de Cu 2+ e com o tempo de exposiÁ„o a esses Ìons.
Se os camarıes utilizados na experiÍncia fossem introduzidos num tanque de criaÁ„o contendo 20.000 L de ·gua tratada com sulfato de cobre, em quantidade suficiente para fornecer 50 g de Ìons cobre, estariam vivos, apÛs 24 horas, cerca de
(A) 1/5. (B) 1/4. (C) 1/2. (D) 2/3. (E) 3/4.
Existem muitas diferenÁas entre as culturas crist„ e isl‚mica. Uma das principais diz respeito ao Calend·rio. Enquanto o Calend·rio Crist„o (Gregoriano) considera um ano como o perÌodo correspondente ao movimento de translaÁ„o da Terra em torno do Sol ñ aproximadamente 365 dias, o Calend·rio MuÁulmano se baseia nos movimentos de translaÁ„o da Lua em torno da Terra ñ aproximadamente 12 por ano, o que corresponde a anos intercalados de 254 e 255 dias.
41 Considerando que o Calend·rio MuÁulmano teve inÌcio em 622 da era crist„ e que cada 33 anos muÁulmanos correspondem a 32 anos crist„os, È possÌvel estabelecer uma correspondÍncia aproximada de anos entre os dois calend·rios, dada por:
(C = Anos Crist„os e M = Anos MuÁulmanos)
(A) C = M + 622 ñ (M/33). (B) C = M ñ 622 + (C - 622/32). (C) C = M ñ 622 ñ (M/33). (D) C = M ñ 622 + (C - 622/33). (E) C = M + 622 ñ (M/32).
42 O ano muÁulmano È composto de 12 meses, dentre eles o Ramad„, mÍs sagrado para os muÁulmanos que, em 2001, teve inÌcio no mÍs de novembro do Calend·rio Crist„o, conforme a figura que segue.
Considerando as caracterÌsticas do Calend·rio MuÁulmano, È possÌvel afirmar que, em 2001, o mÍs Ramad„ teve inÌcio, para o Ocidente, em
(A) 01 de novembro. (B) 08 de novembro. (C) 16 de novembro. (D) 20 de novembro. (E) 28 de novembro.
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Em usinas hidrelÈtricas, a queda dí·gua move turbinas que acionam geradores. Em usinas eÛlicas, os geradores s„o acionados por hÈlices movidas pelo vento. Na convers„o direta solar-elÈtrica s„o cÈlulas fotovoltaicas que produzem tens„o elÈtrica. AlÈm de todos produzirem eletricidade, esses processos tÍm em comum o fato de
(A) n„o provocarem impacto ambiental. (B) independerem de condiÁıes clim·ticas. (C) a energia gerada poder ser armazenada. (D) utilizarem fontes de energia renov·veis. (E) dependerem das reservas de combustÌveis fÛsseis.
44 Uma nova preocupaÁ„o atinge os profissionais que trabalham na prevenÁ„o da AIDS no Brasil. Tem-se observado um aumento crescente, principalmente entre os jovens, de novos casos de AIDS, questionando-se, inclusive, se a prevenÁ„o vem sendo ou n„o relaxada. Essa tem·tica vem sendo abordada pela mÌdia: ìMedicamentos j· n„o fazem efeito em 20% dos infectados pelo vÌrus HIV. An·lises revelam que um quinto das pessoas recÈm-infectadas n„o haviam sido submetidas a nenhum tratamento e, mesmo assim, n„o responderam ‡s duas principais drogas anti-AIDS. Dos pacientes estudados, 50% apresentavam o vÌrus FB, uma combinaÁ„o dos dois subtipos mais prevalentes no paÌs, F e Bî. Adaptado do Jornal do Brasil, 02/10/2001. Dadas as afirmaÁıes acima, considerando o enfoque da prevenÁ„o, e devido ao aumento de casos da doenÁa em adolescentes, afirma-se que I. O sucesso inicial dos coquetÈis anti-HIV talvez tenha levado a populaÁ„o a se descuidar e n„o utilizar medidas de proteÁ„o, pois se criou a idÈia de que estes remÈdios sempre funcionam. II. Os v·rios tipos de vÌrus est„o t„o resistentes que n„o h· nenhum tipo de tratamento eficaz e nem mesmo qualquer medida de prevenÁ„o adequada. III. Os vÌrus est„o cada vez mais resistentes e, para evitar sua disseminaÁ„o, os infectados tambÈm devem usar camisinhas e n„o apenas administrar coquetÈis. Est· correto o que se afirma em (A) I, apenas. (B) II, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III.
45 Um jornalista publicou um texto do qual est„o transcritos trechos do primeiro e do ˙ltimo par·grafos: ì ëMam„ezinha, minhas m„ozinhas v„o crescer de novo?í Jamais esquecerei a cena que vi, na TV francesa, de uma menina da Costa do Marfim falando com a enfermeira que trocava os curativos de seus dois cotos de braÁos. (...) î.
. ...................................................................................................... ìComo manter a paz num planeta onde boa parte da humanidade n„o tem acesso ‡s necessidade b·sicas mais elementares? (...) Como reduzir o abismo entre o camponÍs afeg„o, a crianÁa faminta do Sud„o, o Severino da cesta b·sica e o corretor de Wall Street? Como explicar ao menino de Bagd· que morre por falta de remÈdios, bloqueados pelo Ocidente, que o mal se abateu sobre Manhattan? Como dizer aos chechenos que o que aconteceu nos Estados Unidos È um absurdo? Vejam Grozny, a capital da ChechÍnia, arrasada pelos russos. AlguÈm se incomodou com os sofrimentos e as milhares de vÌtimas civis, inocentes, desse massacre? Ou como explicar ‡ menina da Costa do Marfim o sentido da palavra ëcivilizaÁ„oí quando ela descobrir que suas m„os n„o crescer„o jamais? î. UTZERI, Fritz. Jornal do Brasil, 17/09/2001. Apresentam-se, abaixo, algumas afirmaÁıes tambÈm retiradas do mesmo texto. Aquela que explicita uma resposta do autor para as perguntas feitas no trecho citado È: (A) ìtristeza e indignaÁ„o s„o grandes porque os atentados ocorreram em Nova Iorqueî. (B) ìao longo da histÛria, o homem civilizado globalizou todas as suas mazelasî. (C) ìa Europa nos explorou vergonhosamenteî. (D) ìo neoliberalismo institui o deus mercado que tudo resolveî. (E) ìos negÛcios das ind˙strias de armas continuam de vento em popaî.
48 Em marÁo de 2001, o presidente dos Estados Unidos da AmÈrica, George W. Bush, causou polÍmica ao contestar o pacto de Kyoto, dizendo que o acordo È prejudicial ‡ economia norte- americana em um momento em que o paÌs passa por uma crise de energia (...) O protocolo de Kyoto prevÍ que os paÌses industrializados reduzam suas emissıes de CO2 atÈ 2012 em 5,2%, em relaÁ„o aos nÌveis de 1990.
Adaptado da Folha de S„o Paulo, 11/04/2001.
O gr·fico mostra o total de CO2 emitido nos ˙ltimos 50 anos por alguns paÌses, juntamente com os valores de emiss„o m·xima de CO2 por habitante no ano de 1999.
Dados populacionais aproximados (n∫ de habitantes):
Se o Brasil mantivesse constante a sua populaÁ„o e o seu Ìndice anual m·ximo de emiss„o de CO2, o tempo necess·rio para o Brasil atingir o acumulado atual dos EUA seria, aproximadamente, igual a
(A) 60 anos. (B) 230 anos. (C) 460 anos. (D) 850 anos. (E) 1340 anos.
49 Nos peixamentos ñ designaÁ„o dada ‡ introduÁ„o de peixes em sistemas aqu·ticos, nos quais a qualidade da ·gua reduziu as populaÁıes nativas de peixes ñ podem ser utilizados peixes importados de outros paÌses, peixes produzidos em unidades de piscicultura ou, como È o caso da grande maioria dos peixamentos no Brasil, de peixes capturados em algum ambiente natural e liberados em outro. Recentemente comeÁaram a ser utilizados peixes hÌbridos, como os ìpaquisî, obtidos por cruzamentos entre pacu e tambaqui; tambÈm È hÌbrida a espÈcie conhecida como surubim ou pintado, piscÌvoro de grande porte.
Em alguns julgamentos de crimes ambientais, as sentenÁas, de modo geral, condenam empresas culpadas pela reduÁ„o da qualidade de cursos dí·gua a realizarem peixamentos. Em geral, os peixamentos tendem a ser repetidos muitas vezes numa mesma ·rea.
A respeito da realizaÁ„o de peixamentos pelas empresas infratoras, pode-se considerar que essa penalidade
(A) n„o leva mais em conta os efeitos da poluiÁ„o industrial, mas sim as suas causas. (B) faz a devida diferenciaÁ„o entre quantidade de peixes e qualidade ambiental. (C) È indutora de aÁ„o que reverte uma das causas b·sicas da poluiÁ„o. (D) confunde quantidade de peixes com boa qualidade ambiental dos cursos dí·gua. (E) obriga o poluidor a pagar pelos prejuÌzos ambientais que causa e a deixar de poluir.
50 Comer com as m„os era um h·bito comum na Europa, no sÈculo XVI. A tÈcnica empregada pelo Ìndio no Brasil e por um portuguÍs de Portugal era, ali·s, a mesma: apanhavam o alimento com trÍs dedos da m„o direita (polegar, indicador e mÈdio) e atiravam-no para dentro da boca.
Um viajante europeu de nome Freireyss, de passagem pelo Rio de Janeiro, j· no sÈculo XIX, conta como ìnas casas das roÁas despejam-se simplesmente alguns pratos de farinha sobre a mesa ou num balainho, donde cada um se serve com os dedos, arremessando, com um movimento r·pido, a farinha na boca, sem que a mÌnima parcela caia para foraî. Outros viajantes oitocentistas, como John Luccock, Carl Seidler, Tollenare e Maria Graham descrevem esse h·bito em todo o Brasil e entre todas as classes sociais. Mas para Saint-Hilaire, os brasileiros ìlanÁam a [farinha de mandioca] ‡ boca com uma destreza adquirida, na origem, dos indÌgenas, e que ao europeu muito custa imitarî.
AluÌsio de Azevedo, em seu romance Gir‚ndola de amores (1882), descreve com realismo os h·bitos de uma senhora abastada que sÛ saboreava a moqueca de peixe ìsem talher, ‡ m„oî.
Dentre as palavras listadas abaixo, assinale a que traduz o elemento comum ‡s descriÁıes das pr·ticas alimentares dos brasileiros feitas pelos diferentes autores do sÈculo XIX citados no texto.
(A) Regionalismo (car·ter da literatura que se baseia em costumes e tradiÁıes regionais). (B) Intoler‚ncia (n„o-admiss„o de opiniıes diversas das suas em questıes sociais, polÌticas ou religiosas). (C) Exotismo (car·ter ou qualidade daquilo que n„o È indÌgena; estrangeiro; excÍntrico, extravagante). (D) Racismo (doutrina que sustenta a superioridade de certas raÁas sobre outras). (E) Sincretismo (fus„o de elementos culturais diversos, ou de culturas distintas ou de diferentes sistemas sociais).
51 Um grupo de pescadores pretende passar um final de semana do mÍs de setembro, embarcado, pescando em um rio. Uma das exigÍncias do grupo È que, no final de semana a ser escolhido, as noites estejam iluminadas pela lua o maior tempo possÌvel.
A figura representa as fases da lua no perÌodo proposto.
Considerando-se as caracterÌsticas de cada uma das fases da lua e o comportamento desta no perÌodo delimitado, pode-se afirmar que, dentre os fins de semana, o que melhor atenderia ‡s exigÍncias dos pescadores corresponde aos dias
(A) 08 e 09 de setembro. (B) 15 e 16 de setembro. (C) 22 e 23 de setembro. (D) 29 e 30 de setembro. (E) 06 e 07 de outubro.
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Na soluÁ„o aquosa das subst‚ncias org‚nicas prebiÛticas (antes da vida), a cat·lise produziu a sÌntese de molÈculas complexas de toda classe, inclusive proteÌnas e ·cidos nuclÈicos. A natureza dos catalisadores primitivos que agiam antes n„o È conhecida. … quase certo que as argilas desempenharam papel importante: cadeias de amino·cidos podem ser produzidas no tubo de ensaio mediante a presenÁa de certos tipos de argila. (...) Mas o avanÁo verdadeiramente criativo ñ que pode, na realidade, ter ocorrido apenas uma vez ñ ocorreu quando uma molÈcula de ·cido nuclÈico ìaprendeuî a orientar a reuni„o de uma proteÌna, que, por sua vez, ajudou a copiar o prÛprio ·cido nuclÈico. Em outros termos, um ·cido nuclÈico serviu como modelo para a reuni„o de uma enzima que poderia ent„o auxiliar na produÁ„o de mais ·cido nuclÈico. Com este desenvolvimento apareceu o primeiro mecanismo potente de realizaÁ„o. A vida tinha comeÁado. Adaptado de: LURIA, S.E. Vida: experiÍncia inacabada. Belo Horizonte: Editora Itatiaia; S„o Paulo: EDUSP, 1979.
Considere o esquema ao lado:
O ìavanÁo verdadeiramente criativoî citado no texto deve ter ocorrido no perÌodo (em bilhıes de anos) compreendido aproximadamente entre
(A) 5,0 e 4,5. (B) 4,5 e 3,5. (C) 3,5 e 2,0. (D) 2,0 e 1,5. (E) 1,0 e 0,5.
Adaptado de GEPEQ ñ Grupo de Pesquisa em EducaÁ„o QuÌmica. USP ñ InteraÁıes e TransformaÁıes III ñ atmosfera: fonte de materiais extrativos e sintÈticos. S„o Paulo: EDUSP, 1998.
53 Good-bye ìN„o È mais boa noite, nem bom dia SÛ se fala good morning, good night J· se desprezou o lampi„o de querosene L· no morro sÛ se usa a luz da Light Oh yes!î
A marchinha Good-bye, composta por Assis Valente h· cerca de 50 anos, refere-se ao ambiente das favelas dos morros cariocas. A estrofe citada mostra
(A) como a quest„o do racionamento da energia elÈtrica, bem como a da penetraÁ„o dos anglicismos no vocabul·rio brasileiro, iniciaram-se em meados do sÈculo passado. (B) como a modernidade, associada simbolicamente ‡ eletrificaÁ„o e ao uso de anglicismos, atingia toda a populaÁ„o brasileira, mas tambÈm como, a despeito disso, persistia a desigualdade social. (C) como as populaÁıes excluÌdas se apropriavam aos poucos de elementos de modernidade, saindo de uma situaÁ„o de exclus„o social, o que È sugerido pelo tÌtulo da m˙sica. (D) os resultados benÈficos da polÌtica de boa vizinhanÁa norte-americana, que permitia aos poucos que o Brasil se inserisse numa cultura e economia globalizadas. (E) o desprezo do compositor pela cultura e pelas condiÁıes de vida atrasadas caracterÌsticas do ìmorroî, isto È, dos bairros pobres da cidade do Rio de Janeiro.