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Prova final de Filosofia do curso de letras ifpb
Tipologia: Provas
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Aluno(a): Josicleide Ferreira da Silva - Matricula: 20201640141 Professor Formador : Cleyton Leandro Galvão FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO “QUAL É O SENTIDO DE EDUCAR NUM MUNDO CADA VEZ MAIS CONECTADO”? As Concepções da Educação Platônica A concepção da educação platônica, visava a testar as aptidões dos alunos para que apenas os mais inclinados ao conhecimento recebessem a formação completa para ser governantes. Essa era a finalidade do sistema educacional planejado pelo filósofo, que pregava a renúncia do indivíduo em favor da comunidade. Para Platão a educação ideal deve estar atrelada a forma de governo, que ele mesmo vai conceber e idealizar, foi um filósofo e matemático do período da Grécia antiga, fundador da primeira instituição de ensino superior no mundo ocidental e o primeiro a conceber um sistema educacional para o seu tempo. Em sua obra, “A República”, ele discute a importância da educação para instaurar e manter a harmonia dentro da cidade-estado. A definição de homem justo para Platão é aquele que usa da razão, que, através da alma racional, governa a cólera e o desejo, sendo, virtuoso. A educação também deveria formar pessoas “republicanas”, solidárias, que colocassem o bem comum, a sociedade, o conjunto, acima dos interesses individuais. Este objetivo estava ligado a necessidade da construção moral dos governantes ideias da Pólis justa, segundo a ótica platônica. Esta educação deveria, portanto, apontar os melhores, os gênios para que assumissem a direção do Estado após receberem a formação completa. “A educação compete descobrir as qualidades e
as limitações individuais e distribuir as novas levas pelas várias classes sociais, segundo as aptidões naturais de cada um, temperadas e desenvolvidas pela educação”4 (MONDIN, 1981, p. 76). O sistema de educação idealizado por Platão compreendia vários anos de estudo. Inicia-se bastante cedo, com jogos educativos para crianças e evolui com o objetivo de desenvolver a harmonia do corpo e da alma chegando nos avançados estudos filosóficos para os mais preparados e bem dotados. Ainda para ele, as crianças, estando no período mais importante da educação, poderiam ser influenciadas e corrompidas pela convivência familiar e, portanto, deveriam ser tiradas dos pais e viver no campo. Com efeito, uma criança não sabe distinguir o que é alegórico daquilo que não o é, mas as impressões da infância permanecem indeléveis e imutáveis. Por isso é de máxima importância que sejam contadas às crianças primeiramente as fábulas mais adequadas para conduzi-las à virtude (PLATÃO, 2007, p. 79). Processo Educativo a Partir da Alegoria da Caverna Na obra a república livro VII, Platão discute a educação dos filósofos aptos a reger e transmitir o conhecimento, através da Alegoria da Caverna. (BOHM, 2010. p. 28). Assim Platão define a educação dos filósofos como a descoberta do “mundo sensível e a ascensão ao mundo inteligível”, contemplando as coisas existentes, dispersando a inteligência e a verdade. Segundo Teixeira, esta superação de sair de sua realidade é vista como regressão e inferior, num primeiro momento, pois toda nova realidade necessita-se de um tempo de adaptação. Neste tempo, gera incertezas, duvidas e por isso, acredita-se que a anterior era melhor, mais cômodo (1999, p. 64). O próprio Platão assim descreve: “e se ele fosse obrigado a fitar a própria luz, não acreditas que lhe doeriam os olhos e que procuraria desviar o olhar, voltando-se para os objetos que podia observar, considerando-os então, realmente mais distintos do que apenas que lhe são mostrados?” (PLATÃO, 1985, p. 48). A realidade dos prisioneiros era um conhecimento dado, estava ali, não precisava de esforço, de dedicação, de entrega (para eles as sombras dos objetos eram dadas como verdade). O conhecimento é alcançado quando se liberta e se desprende do seu estado de ignorância do senso comum. A educação desta forma, é um elemento de “conversão”, de mudança de mentalidade.
Ao desenvolver esse estudo pude identifica em Platão uma Educação atrelada ao Estado. Todo o processo educativo que Platão desenvolve é em busca de um Estado Ideal para construir uma cidade Justa. Assim, toda etapa formativa das pessoas deve ser sempre com esta finalidade. Para Platão existe o mundo sensível, que é o mundo concreto, onde vivemos; e o mundo inteligível, que é as ideias que concebemos como, verdade, bondade, justiça, beleza, etc., este, é o Mundo das Ideias e quem o constrói, segundo Platão é o Demiurgo. o Estado Ideal precisa da educação como instrumento para chegar à verdade e ter acesso aos valores de justiça e de bem, base do Estado Platônico. Com essa proposta do atrelamento da educação ao estado, ele vai revolucionar o pensamento educacional da sua época. Indo deixa um marco na história da educação, mais ainda, quando propõem na alegoria da caverna, a forma de atingir o conhecimento no processo educativo da aprendizagem entre educador e educando, que é a passagem gradativa da superação da ignorância, das aparências, do conhecimento do senso comum para o conhecimento elaborado, científico, ou seja, a busca da verdade. Por isso, necessitamos do processo educativo, que leva o homem a aprender e a se educar. A metodologia de aprendizagem e a didática estão sempre em mudança, o avanço da tecnologia na educação tem se mostrado essencial nesse processo. Os alunos dessa nova geração estão cada vez mais conectados ao mundo digital, com isso as instituições de ensino necessitam de readaptação para conseguir um bom acompanhamento a nova revolução. O sentido de educar num mundo cada vez mais conectados é ter a oportunidade de mudar a relação dos jovens com o conhecimento, dessa maneira, compreender a educação é compreender o ser humano. Logo, educar o “homem” implica ajudá-lo a tornar-se humano. Referências: BOHM, Winfried. História da Pedagogia de Platão a atualidade. 3ª Ed. Florianópolis: Conceito Editorial, 2010. COSTA, Ademir. Estado e Educação em Platão. Revista de Pedagogia Perspectivas em Educação. Edição nº 03: ano 01, Maio/Jun/Ag. de 2008. LORROYO, Francisco. História Geral da Pedagogia. São Paulo: Mestre JOU, 1974. MONDIN, Battista. Curso de Filosofia. Volume 01. 10ª Ed. São Paulo: Paulus, 1981. PLATÃO. A República. Trad. Ciro Mioranza. 2ª edição. São Paulo: Escala, 2007. _______. A República: capitulo VII. Comentários de Bernard Piettre. Trad. Elza Moreira Marcelina. Brasília: UNB, 1985. TEIXEIRA, Evilázio F B. A educação do Homem segundo Platão. São Paulo: Paulus,