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Qual o diagnóstico? Pneumonia, Esquemas de Pneumologia

Doença inflamatória aguda causada por agente infeccioso que acomete as vias aéreas terminais, espaços alveolares e interstício.

Tipologia: Esquemas

2020

Compartilhado em 12/03/2022

central-estadual-de-regulacao-sesrj
central-estadual-de-regulacao-sesrj 🇧🇷

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Pneumonias
Fernando Crivelenti Vilar
Clínico e Infectologista Doutor em Clínica Médica pela FMRP-USP
Médico Assistente da UETDI - HC-FMRP-USP
Médico Clínico Geral da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto
Médico das CCIHs Hosp São Paulo e Santa Izabel pela F.A.G. Consult Infec Hospitalar
Delegacia Regional de Ribeirão Preto
Módulo IV: PNEUMONIAS
Programa de Educação Médica Continuada
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Pneumonias

Fernando Crivelenti Vilar Clínico e Infectologista – Doutor em Clínica Médica pela FMRP-USP Médico Assistente da UETDI - HC-FMRP-USP Médico Clínico Geral da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto Médico das CCIHs Hosp São Paulo e Santa Izabel pela F.A.G. Consult Infec Hospitalar Delegacia Regional de Ribeirão Preto Módulo IV: PNEUMONIAS Programa de Educação Médica Continuada

Fernando Crivelenti Vilar

EPIDEMIOLOGIA Fernando Crivelenti Vilar

  • Mundo:
    • Europa:
      • 1,6 a 19 casos/100.000 hab. (adultos)
      • 22 a 51% requerem internação
    • América do Norte
      • 4 milhões de casos/ano (1 milhão de internações)
      • Entre as 10 principais causas de morte Woodhead M, et al., 2005 Heron M, et al. 2009

EPIDEMIOLOGIA Fernando Crivelenti Vilar

  • Pneumonia no Brasil:
    • 1 ª

causa internação (exceto partos)

  • 4ª causa de óbito Diretrizes Brasileiras para PAC-AI J Bras Pneumol. 2009 0 20, 40, 60, 80, 100, 120, 140, 160, 180, Coração Câncer AVC Pneumonia Externas

Fernando Crivelenti Vilar IDENTIFICAÇÃO: C.A.R.L., 72 a., masculino, branco, procedente de Ribeirão Preto. Aposentado, casado, mora em casa com a esposa e um filho de 42 anos. HMA: Paciente previamente hígido relata que há 8 dias iniciou quadro de tosse seca associada a mialgia discreta com espirros freqüentes e corrimento nasal hialino. Nega febre na ocasião. Tomou xarope para a tosse feito em casa, porém há 4 dias notou piora da tosse, que passou a ser produtiva, e queda do estado geral. Não se alimenta bem; aferiu temperatura axilar de 39 – 39,5°C e diz apresentar falta de ar associada a dor ventilatório-dependente em base pulmonar à direita. QD: Mal estar há 8 dias e febre há 4 dias CASO CLÍNICO

Fernando Crivelenti Vilar EXAME FÍSICO: Geral: BEG, corado, hidratado, dispnéico, febril (39,5°C), anictérico, acianótico, consciente e orientado. Pele: sem lesões ativas. Cav. Oral: sem alterações Ap. Cardio-vasc.: RCR, 2T, BNF e sem sopros, FC=110 bpm e PA=96x65 mm Hg. Ap. Respiratório: MV presente, com estertores finos em base direita, FR=32 ipm, com retração de fúrcula e uso de musculatura intercostal. Abdome: plano, normotenso, indolor, sem VSM. Membros inferiores: boa perfusão distal, sem edemas, lesões ou empastamentos. ANTECEDENTES: Nega patologias crônicas; nega tabagismo, etilismo. Nega quadro semelhante ao atual. CASO CLÍNICO

FISIOPATOLOGIA/CLASSIFICAÇÃO Fernando Crivelenti Vilar

FISIOPATOLOGIA/CLASSIFICAÇÃO Fernando Crivelenti Vilar Obstrução de VAS:  transporte mucociliar Edema pulmonar:  fagocitose  aspiração Imunodeficiência:  fagocitose Inconsciência/etilismo:  aspiração  fagocitose Infecções virais:  aderência a mucosa  transporte mucociliar  fagocitose

Fernando Crivelenti Vilar FISIOPATOLOGIA/CLASSIFICAÇÃO

AGENTES ETIOLÓGICOS Fernando Crivelenti Vilar

AGENTES ETIOLÓGICOS Fernando Crivelenti Vilar

  • Patógenos mais comuns:
    • Ambulatorial (quadros leves)
      • Streptococcus pneumoniae
      • Mycoplasma pneumoniae
      • Chlamydia pneumoniae
      • Vírus respiratórios
      • Haemophylus influenzae Diretrizes Brasileiras para PAC-AI J Bras Pneumol. 2009

AGENTES ETIOLÓGICOS Fernando Crivelenti Vilar

  • Patógenos mais comuns:
    • Internado (não em UTI)
      • Streptococcus pneumoniae
      • M. Pneumoniae
      • C. Pneumoniae
      • Vírus respiratórios
      • H. Influenzae
      • Legionella sp. Diretrizes Brasileiras para PAC-AI J Bras Pneumol. 2009

DIAGNÓSTICO Fernando Crivelenti Vilar

DIAGNÓSTICO Fernando Crivelenti Vilar QUADRO CLÍNICO

1 ou mais: expectoração,

dor torácica ou falta de ar

TOSSE +

Sinais de consolidação

pulmonar.

Manifestações sistêmicas: febre

acima 37,8, sudorese e mialgia