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Q U E S T I O N A R I O 1
P E R G U N T A 1
- Considere os versos da música de Chico César e analise as afirmativas a seguir. “Respeitem meus cabelos, brancos Chegou a hora de falar Vamos ser francos Pois quando um preto fala O branco cala ou deixa a sala Com veludo nos tamancos Cabelo veio da África Junto com meus santos” I. A presença, ou a ausência, da vírgula altera o sentido do primeiro verso. II. Com a vírgula no primeiro verso, “brancos” torna-se vocativo. III. Se a vírgula do primeiro verso fosse retirada, haveria referência à idade do eu-lírico, e não à etnia. É correto o que se afirma em: a . I, II e III. b . I e II. c . II e III. d . I e III. e .
II,
apenas. A 0,5 pontos
P E R G U N T A 2
- Considere a ilustração do artista Escher e analise as asserções e a relação proposta entre elas. Fonte: Fuvest, 2004. I. Na gravura, observa-se a função metalinguística da linguagem. PORQUE II. Na gravura, o artista trabalha a forma estética da mensagem. Assinale a alternativa correta. a . As asserções I e II são verdadeiras, e a II justifica a I. b . As asserções I e II são verdadeiras, e a II não justifica a I. c . A asserção I é verdadeira. d . A asserção I é falsa. e . As duas asserções são falsas. 0,5 pontos
B
P E R G U N T A 3
- Considere o título jornalístico e analise as afirmativas. “Apresentador assume ter medo de morrer em entrevista” I. Há ambiguidade no título, pois entende-se que ele tem medo de morrer durante uma entrevista. II. Se a locução “em entrevista” fosse colocada após o verbo “assume”, o problema do enunciado seria resolvido. III. A ambiguidade do título ocorre devido à polissemia da palavra “entrevista”. É correto o que se afirma em: a . I, II e III. b . I e II. c . II e III. d . I e III. e .
I,
apenas. B 0,5 pontos
P E R G U N T A 4
1. Considere o texto publicado na imprensa e analise as
afirmativas.
Texto: Em vez de ser morta há facadas, personagem central
mata agressor a tiros no final do espetáculo para se
“modernizar”
I. A expressão “em vez de” é incorreta, deveria ser substituída
por “ao invés de”.
II. O correto é “a facadas”.
III. O correto é “à facadas”.
IV. O correto é “à tiros”.
É correto o que se afirma apenas em:
a .
I e II.
b .
II.
c .
I e III.
d .
III e
IV.
e .
III.
B 0,5 pontos
0,5 pontos
E
P E R G U N T A 7
- Considere o período e analise as afirmativas. “Ana estava muito cansada, por isso resolveu arrumar a casa inteira.” I. O uso da conjunção inadequada provoca incoerência no enunciado apresentado. II. A conjunção que une as orações do período deveria ser substituída por outra, como “entretanto”. III. Para unir as duas orações do período, deveria ser usado o pronome “onde”. É correto o que se afirma em: a . I, II e III. b . II e III. c . I e II. d . I e III. e .
I,
apenas. E 0,5 pontos
P E R G U N T A 8
- Observe a peça publicitária a seguir e analise as asserções e a relação proposta entre elas. I. O objetivo do anúncio é mostrar que quem bebe comete, sem perceber, erros ortográficos. PORQUE II. A troca de letras nas palavras da peça publicitária alerta para o fato de que o álcool altera a percepção do consumidor. Assinale a alternativa correta. a . As asserções I e II são verdadeiras, e a II justifica a I. b . As asserções I e II são verdadeiras, e a II não justifica a I. c . A asserção I é verdadeira. d . A asserção I é falsa.
e . As duas asserções são falsas. 0,5 pontos
D
P E R G U N T A 9
1. Considere o texto e analise as afirmativas.
“O desenvolvimento de tecnologias de comunicação permitem que uma pessoa converse com outra em um país distante, na qual ocorre intercâmbio cultural, podendo aprender novos idiomas e costumes.” I. Na primeira oração, há um erro de concordância verbal: o correto é “permite”. II. O uso do elemento coesivo “na qual” está correto. III. Em “podendo aprender novos idiomas e costumes”, há problema na construção sintática, pois falta o sujeito correto da oração. É correto o que se afirma em: a .
I, II e III.
b .
I e II.
c .
II e III.
d .
I e III.
e .
II,
apenas.
D 0,5 pontos
P E R G U N T A 1 0
1. Considere o trecho, publicado em um jornal há alguns anos e
analise as afirmativas.
“Amantes dos antigos bolachões penam não só para encontrar
os discos, que ficam a cada dia mais raros. A dificuldade
aparece também na hora de trocar a agulha ou levar o toca-
discos para o concerto.”
I. O primeiro período encontra-se fragmentado, pois não há
continuidade da oração.
II. Há um erro ortográfico na palavra “concerto”.
III. O texto é claro, coeso e bem estruturado.
É correto o que se afirma somente em:
a .
I.
b .
II.
QUESTIONARIO 2
P E R G U N T A 1
- Leia o texto. Justiça ou vingança? Maria Rita Kehl “Sou obrigada a concordar com Friedrich Nietzsche: na origem da demanda por justiça está o desejo de vingança. Nem por isso as duas coisas se equivalem. O que distingue civilização de barbárie é o empenho em produzir dispositivos que separem um de outro. Essa é uma das questões que devemos responder a cada vez que nos indignamos com as consequências da tradicional violência social em nosso país. Escrevo ‘tradicional’ sem ironia. O Brasil foi o último país livre no Ocidente a abolir a prática bárbara do trabalho escravo. Durante três séculos, a elite brasileira capturou, traficou, explorou e torturou africanos e seus descendentes sem causar muito escândalo. Joaquim Nabuco percebeu que a exploração do trabalho escravo perverteria a sociedade brasileira – a começar pela própria elite escravocrata. Ele tinha razão. Ainda vivemos sérias consequências desse crime prolongado que só terminou porque se tornou economicamente inviável. Assim como pagamos o preço, em violência social disseminada, pelas duas ditaduras – a de Vargas e a militar (1964 a 1985) – que se extinguiram sem que os crimes de lesa-humanidade praticados por agentes de Estado contra civis capturados e indefesos fossem apurados, julgados, punidos. Hoje, três décadas depois de nossa tímida anistia ‘ampla, geral e irrestrita’, temos uma polícia ainda militarizada, que comete mais crimes contra cidadãos rendidos e desarmados do que o fez durante a ditadura militar. Por que escrevo sobre esse passado supostamente distante ao me incluir no debate sobre a redução da maioridade penal? Porque a meu ver, os argumentos em defesa do encarceramento de crianças no mesmo regime dos adultos advêm dessa mesma triste ‘tradição’ de violência social. É muito evidente que os que conduzem a defesa da mudança na legislação estão pensando em colocar na cadeia, sob a influência e a ameaça de bandidos adultos já muito bem formados na escola do crime, somente os ‘filhos dos outros’. Quem acredita que o filho de um deputado, evangélico ou não, homofóbico ou não, será julgado e encarcerado aos 16 anos por ter queimado um índio adormecido, espancado prostitutas ou fugido depois de atropelar e matar um ciclista? Sabemos, sem mencioná-lo publicamente, que essa alteração na lei visa apenas os filhos dos ‘outros’. Estes outros são os mesmos, há 500 anos. Os expulsos da terra e ‘incluídos’ nas favelas. Os submetidos a trabalhos forçados. São os encarcerados que furtaram para matar a fome e esperam anos sem julgamento,
expostos à violência de criminosos periculosos. São os militantes desaparecidos durante a ditadura militar de 1964-85, que a Comissão da Verdade não conseguiu localizar porque os agentes da repressão se recusaram a revelar seu paradeiro. Este é o Brasil que queremos tornar menos violento sem mexer em nada além de reduzir a idade em que as crianças devem ser encarceradas junto de criminosos adultos. Alguém acredita que a medida há de amenizar a violência de que somos (todos, sem exceção) vítimas? As crianças arregimentadas pelo crime são evidências de nosso fracasso em cuidar, educar, alimentar e oferecer futuro a um grande número de brasileiros. Esconder nossa vergonha atrás das grades não vai resolver o problema. Vamos vencer nosso conformismo, nossa baixa estima, nossa vontade de apostar no pior – em uma frase, vamos curar nossa depressão social. Inventemos medidas socioeducativas que funcionem: sabemos que os presídios são escolas de bandidos. Vamos criar dispositivos que criem cidadãos, mesmo entre os miseráveis – aqueles de quem não se espera nada.” Fonte: . Acesso em 20 jun. 2015 Com base na leitura, analise as afirmativas: I. Infere-se que, para a autora, a criminalidade tem causa nos problemas sociais e o desejo de vingança fundamenta a ideia da redução da maioridade penal, que não resolveria o problema da violência no Brasil. II. Na argumentação, a autora vale-se do apelo à autoridade e da apresentação de fatos históricos. III. O texto é um artigo de opinião, com estrutura argumentativa. É correto o que se afirma em: a . I, II e III. b . I e II. c . II e III. d . I e III. e .
II,
apenas. A 0,5 pontos
P E R G U N T A 2
1. Leia o texto e analise as afirmativas.
Extra, extra. Este macaco é humano.
Não somos tão especiais
“Todas as características tidas como exclusivas dos humanos
são compartilhadas por outros animais, ainda que em menor
grau.
INTELIGÊNCIA
A ideia de que somos animais racionais tem sido destruída
desde os anos 40. A maioria das aves e mamíferos tem algum
tipo de raciocínio.
AMOR
O amor, tido como o mais elevado dos sentimentos, é parecido
em várias espécies, como os corvos, que também criam laços
duradouros, se preocupam com o ente querido e ficam de luto
depois de sua morte.
CONSCIÊNCIA
1. João, gerente de uma agência bancária, escreveu o seguinte e-
mail a um cliente.
Prezado Sr. Marco Antônio,
Foi observado uma movimentação incomum na sua conta
corrente na última semana, onde houveram saques de alto
valor. Solicitamos que verifique seu extrato a fim de identificar
possíveis FRAUDES.
I. Há dois erros de concordância no e-mail.
II. O uso de letras maiúsculas, como em FRAUDES, sugere que o
enunciador está falando mais alto.
III. No e-mail , faltam a despedida e a assinatura.
É correto o que se afirma em:
a .
I, II e III.
b .
I e II.
c .
II e III.
d .
I e III.
e .
III,
apenas.
A 0,5 pontos
P E R G U N T A 5
- Leia o texto, de autoria de Luiz Ruffato. Nossa democracia em xeque O cenário de intolerância e incapacidade de diálogo que constatamos hoje na sociedade brasileira é um sério sinal de debilidade do nosso sistema político “Se pensarmos que estamos há 34 anos do fim da ditadura militar e há 29 anos da primeira eleição direta para a Presidência da República, é preocupante observarmos que a nossa democracia já aparenta cansaço e desmotivação. O exercício da democracia pressupõe participação efetiva, ou seja, cidadãos livres que se engajam no debate público, alinhando-se a este ou aquele partido político, que tentará colocar em prática suas ideias ao alcançar o poder. Para isso, são necessários cidadãos livres, partidos políticos, ideias... Não são cidadãos livres aqueles que não possuem as condições mínimas de sobrevivência: moradia e alimentação. Calcula-se que o déficit habitacional no Brasil chegue a mais de 6 milhões de famílias — e a insegurança alimentar atinge cerca de 52 milhões de brasileiros. Também é muito difícil ser um cidadão livre quem não teve acesso à educação formal, chave que abre as portas de um conhecimento mais sofisticado do mundo. Segundo o Instituto Paulo Montenegro, 27% da população brasileira é analfabeta funcional. Partidos políticos, ou seja, agremiações que possuem um programa com o qual os eleitores se identificam e que, portanto, os representam ideologicamente, na prática inexistem no Brasil. Segundo recente pesquisa CNI/Ibope, metade dos entrevistados não demonstra simpatia por nenhum partido existente — 19% citaram o PT, 7% o MDB e 6% o PSDB. Para 72% dos entrevistados, o voto é dado ao candidato, independentemente da sigla à qual ele esteja filiado. Ideias, ninguém as tem. Os políticos brasileiros defendem interesses, não ideias. Segundo resultado da pesquisa CNI/Ibope, mais importante de tudo é
que o candidato de predileção acredite em Deus — fato importante para oito em cada dez eleitores... Nesse sentido, a retórica, sempre vazia, tornou-se uma espécie de roupa que os políticos vestem para se apresentar nos palanques. Dependendo do público, usam um ou outro discurso — que serve, apenas, para iludir as massas. A falta de partidos fortes, que defendam ideias claras, oferecendo soluções racionais para problemas objetivos, empurra nossa política para o colo de líderes personalistas. O grande perigo para a existência da democracia é o ressentimento, a humilhação, a desesperança — sobre esse tripé alicerçaram-se os fascismos de direita e de esquerda que varreram o mundo na primeira metade do século XX. E o cenário de intolerância e incapacidade de diálogo que constatamos hoje na sociedade brasileira é um sério sinal de debilidade do nosso sistema político.” Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/15/opinion/1521073446_ 21.html>. Acesso em 20 jun. 2018 (com adaptações). Com base na leitura, analise as afirmativas: I. A tese do texto é que a desmotivação e o cansaço apresentados pela democracia brasileira advêm do grande número de partidos políticos, pois o excesso de siglas provoca indiferença no eleitor. II. O texto tem estrutura narrativa, pois remete à história do Brasil. III. O autor vale-se de dados estatísticos na sua argumentação. É correto o que se afirma em: a . I, II e III. b . II e III. c . I e III. d . I e II. e .
III,
apenas. E 0,5 pontos
P E R G U N T A 6
- Considere o texto a seguir e analise as asserções e a relação entre elas. Fonte: . Acesso em 17 mai. 2019. I. A combinação da linguagem verbal com a não verbal é uma característica dos memes. PORQUE II. Os memes utilizam nível de linguagem informal, por isso o desvio em relação à colocação pronominal do texto apresentado é aceitável. Assinale a alternativa correta. a . As asserções I e II são verdadeiras, e a II justifica a I. b . As asserções I e II são verdadeiras, e a II não justifica a I. c . A asserção I é verdadeira. d . A asserção I é falsa.
alternativas.
I. As facilidades de propagação de informações na sociedade
em rede possibilitam a divulgação de textos sem a correta
referência, o que invalida a internet como fonte de pesquisa
para trabalhos acadêmicos.
II. As redes sociais permitem o compartilhamento de textos sem
a checagem de fontes, o que provoca, muitas vezes, a
disseminação de informações incorretas.
III. A referência correta a fontes e a redação autoral são duas
características essenciais dos textos acadêmicos.
É correto o que se afirma em:
a .
I, II e III.
b .
II e III.
c .
I e III.
d .
I e II.
e .
III,
apenas.
B 0,5 pontos
P E R G U N T A 9
- Leia a fábula e analise as afirmativas. O sapo e o escorpião “Era uma vez um sapo e um escorpião que estavam parados à margem de um rio.
- Você me carrega nas costas para eu poder atravessar o rio? - Perguntou o escorpião ao sapo.
- De jeito nenhum. Você é a mais traiçoeira das criaturas. Se eu te ajudar, você me mata em vez de me agradecer.
- Mas, se eu te picar com meu veneno - respondeu o escorpião com uma voz terna e doce -, morro também. Me dê uma carona. Prometo ser bom, meu amigo sapo. O sapo concordou. Durante a travessia do rio, porém, o sapo sentiu a picada mortal do escorpião.
- Por que você fez isso, escorpião? Agora nós dois morreremos afogados! - disse o sapo. E o escorpião simplesmente respondeu:
- Porque esta é a minha natureza, meu amigo sapo. E eu não posso mudá- la.” Fonte: . Acesso em 20 abr. 2019. I. Trata-se de um texto com estrutura argumentativa, que defende a tese de as pessoas não se livram da sua natureza. II. O texto é predominantemente figurativo, pois prevalecem os elementos concretos. III. O tema do texto é “O sapo e o escorpião”. É correto o que se afirma em: a . I, II e III.
b . II e III. c . I e II. d . I e III. e .
II,
apenas. E 0,5 pontos
P E R G U N T A 1 0
1. Leia os quadrinhos e analise as afirmativas.
Fonte: . Acesso em 20 abr. 2019.
I. O objetivo dos quadrinhos é denunciar o plágio, prática que,
embora comum em trabalhos escolares, é crime.
II. Infere-se que o professor solicitou a Calvin uma paráfrase das
Leis de Newton.
III. O personagem valeu-se da ambiguidade da expressão “suas
palavras” para livrar-se da lição.
É correto o que se afirma em:
a .
I, II e III.
b .
I e II.
c .
II e III.
d .
I e III.
e .
III,
apenas.
C
1A 2B 3B 4A 5E 6B 7B 8B 9E 10C
COMUNICACAO E EXPRESSAO