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manual redes
Tipologia: Notas de estudo
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Os textos que compõem estes cursos, não podem ser reproduzidos sem autorização dos editores © Copyright by 2012 - Editora IFPR
IFPR - INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ Reitor Prof. Irineu Mario Colombo
Pró-Reitor de Extensão, Pesquisa e Inovação Silvestre Labiak Junior
Organização Marcos José Barros Cristiane Ribeiro da Silva
Projeto Gráfico Leonardo Bettinelli
Diagramação Allan Vitikaski
Este material didático tem como finalidade abordar conceitos teóricos e disponibilizar atividades práticas para o curso de Instalador e Reparador de Redes de Computadores. O referido curso, segundo o Guia PRONATEC, visa formar um profissional que: “Planeja, instala e repara redes de computadores sob supervisão técnica permanente, prestando suporte téc- nico no uso de equipamentos e programas e efetuando configurações de recursos e sistemas locais e remotos de redes, de acordo com projetos e normas técnicas, em condições de qua- lidade, segurança, preservação ambiental e patrimonial”.
Assim, tem-se que a ética, busca compreender o núcleo da conduta humana, ela não é relativa, no sentido de ser uma aqui e outra ali, ela é OBJETIVA e universal, TRANSCENDE ÀS PESSOAS. VELASQuEZ (1999)
1.2. MarketiNg PESSOAL
As organizações estão cada vez mais na busca dos melhores colaboradores. Para tanto só experiência profissional não basta, e necessário ser um profissional ético, que possua boa capacidade de comunicação, a habilidade de se auto motivar e de motivar as pessoas a sua volta. Tais características fazem parte do perfil buscado pelas organizações para ser seus futuros colaboradores. Aspectos que merecem atenção especial:
1.3. EMPREENDEDORISMO
A definição de empreendedor evoluiu com o decorrer do tempo, à medida que a estrutura econômica mundial mudava e ficava mais complexa. De acordo com HISRICH e PETERS (2004, p.26), o termo empreendedor vem do francês entrepreneur e seu sentido literal inicial é “aquele que está entre” ou “intermediário”. De acordo com o autor, um dos pri- meiros “intermediários” foi Marco Pólo que tentou estabelecer rota comercial com o oriente. Ele como comerciante buscava financiamento com a pessoa que possuía bens e pagava uma quantia pelo empréstimo e após a viagem dividia os lucros com o financiador.
DORNELAS (2005) descreve que na idade média, o empreendedor era o indivíduo que gerenciava grandes projetos, mas não corria muitos riscos, geralmente eram membros dos governos. um típico empreendedor desta fase é o clérigo que era encarregado de obras como castelos e fortificações. O autor afirma que no século XVII o empreendedor era a pessoas que fazia algum acordo com o governo para desempenhar um serviço ou fornecer um produto, como o valor do contrato era fixo, os lucros e prejuízos eram totalmente do empreendedor.
CANTILLON apud HISRICH e PETERS (2004,p.29) desenvolveu umas das primeiras teorias do empreender pois observando que os comerciantes e outros proprietários “ compram a um preço certo e vendem a um preço incerto, portanto operam com risco”, ou seja para ele o empreendedor é aquele que trabalha com e assume os riscos.
Já o termo empreendedorismo pode ser considerado algo relativamente novo, que tem sido muito explorado neste século. Não há, porém, um consenso entre os autores sobre a definição deste, uma vez que, segundo HISRICH, PETERS e SHEPHERD (2004, p. 30), “existem empreendedores em todas as áreas” e, desta forma, cada um vê empreendedorismo sob seu prisma. HISRICH, PETERS e SHEPHERD (2004), definem empreendedorismo como:
“Empreendedorismo é o processo de criar algo novo com valor, dedicando o tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psíquicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação e da independência financeira e pessoal”.
Outro conceito complementar de empreendedorismo é apresentado por DORNELAS (2003, p.35), o qual afirma que o mesmo “significa fazer algo novo, diferente, mudar a situação atual e buscar, de forma incessante, novas oportunidades de negócio, tendo como foco a ino- vação e a criação de valor.” Essa criação de valor ocorre pelos empreendedores, geralmente, criarem algo novo, onde não havia nada antes; valor esse que é criado dentro das empresas e do mercado. (MORRIS e KuRATKO (2002) apud DORNELAS, 2004)
1.4. O EMPREENDEDOR: CONCEITO E CARACTERíSTICAS
DOLABELA (1999) afirma que duas correntes principais tendem a conter elementos comuns a maioria das definições existentes. São as dos economistas que associaram o em- preendedor a inovação e a tolerância a riscos e os comportamentalistas que enfatizam aspec- tos atitudinais como a criatividade e a intuição.
DOLABELA (1999) define que o empreendedor é uma pessoa que compra uma em- presa e introduz inovações, assumindo riscos, seja na forma de administrar, vender, fabricar, distribuir seja na forma de fazer propaganda dos seus produtos e/ou serviços, agregando no- vos valores. Para FILION (1999) um empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões, além de ser uma pessoa criativa é marcada pela capacidade de planejar e alcançar metas, mantendo a mente sempre atenta, dessa forma continua sempre a aprender a respeito de novas oportunidades de negócio. DEGEN (1989) ressalta ser raro os traços de personalidade e comportamento que impulsionam a concretização de novas ideias, no entan- to afirma que as pessoas que tem vontade de criar, realizar, se destacam independente da área de atuação fazendo com que as coisas realmente aconteçam.
As características empreendedoras podem ser adquiridas e desenvolvidas. O em- preendedor deve identificar as características que exigirá seu trabalho e se adequar a elas. DOLABELA (1999) ressalta que o empreendedor não é fruto de herança genética e por isso é possível que as pessoas aprendam a ser empreendedora, não em um sistema tradicional, mas sim em um sistema de aprendizagem específico e singular.
O computador é uma máquina composta por dispositivos eletrônicos que são projeta- dos para receber dados, realizar cálculos, processar informações, executar decisões lógicas e exibir as informações processadas. Os dispositivos físicos que compõem um computador são chamados de Hardware (Exemplo: Placa Mãe, Processador, Discos e Memória) e os progra- mas executados são denominados Software (Exemplo: Sistema Operacional, Editor de Texto, Navegadores, entre outros). A arquitetura geral dos computadores compreende unidades ou seções conforme mostram a figura 01:
Figura 01: Arquitetura Geral do Computador Entrada e Saída: Estes dispositivos, denominados Periféricos , possibilitam a entra- da de dados no computador para o processamento (Entrada) ou exibem as informações pro- cessadas e armazenadas pelo computador (Saída). A seguir estão descritos e exemplificados os principais tipos de periféricos.
Teclado Mouse Webcam Scanner Leitor de barras Leitor Digital Figura 02: Exemplos de Periféricos de Entrada
Impressora Monitor Plotter Caixa de Som Projetor Fone de ouvido Figura 03: Exemplos de Periférico de Saída
Armazenamento: São dispositivos que tem como finalidade armazenar as informa- ções processados pelo computador. Os dispositivos de armazenamento são classificados como memória interna ou principal e memória externa ou auxiliar. A memória interna, definida como RAM ( random access Memory ), armazena as infor- mações que estão sendo inseridas e processadas pelo usuário durante o uso do computador, as informações contidas nessa memória são perdidas ao desligar o computador. A memória externa armazena as informações do usuário de forma permanente para posterior leitura, al- teração ou processamento. Alguns exemplos de memórias secundárias ou externas são: HD ( Hard-Disc ), Pen-Drive , DVD, CD, etc..
Figura 04: Memória Interna / Principal (RAM)
Figura 05: Exemplos de Memórias Externas / Auxiliares Processamento: A Unidade Central de Processamento ou CPU ( Central Proces- sing Unit ) é composta por diversos componentes que realizam todo o rocessamento (compa- rações, cálculos, decisões lógicas, entre outros) das informações e realiza a interligação entre todos os dispositivos do computador (periféricos de entrada, saída, memórias e processador). Processador: Principal componente do computador que executa todo o processa- mento das informações. O processador define a velocidade de processamento do computador e executa cálculos, comparações, decisões lógicas, comparações, etc..
Figura 06: Microprocessadores Placa Mãe ou Motherboard: Componente responsável por interligar todos os com- ponentes. A figura 7 exibe as principais conexões da placa mãe para os periféricos, placas, memórias e processador.
Barramentos e Slot s: Barramentos são as linhas de comunicação da placa mãe que realizam a comunicação entre os dispositivos conectados. A conexão dos dispositivos (peri- féricos, memórias, processadores, entre outros) nos barramentos da placa mãe é realizado através dos Slot s. Atualmente há diversos modelos de Barramentos/ Slot s, entre eles: PCI, PCMCIA e USB.
Figura 09: Barramentos
Figura 10: Tipos de Slots Gabinete: Estrutura metálica composta por uma fonte de alimentação de energia para os componentes embutidos no gabinete ( CPU , HD, entre outros). Os modelos de gabinetes mais utilizados são: Torre, Mini Torre, Mesa/ Desktop.
Figura 11: Exemplos de Gabinetes
Rede de computadores é uma estrutura composta por hardware (equipamentos) e software s (programas) que permite a comunicação e compartilhamento de informações entre dois ou mais computadores através de um sistema de comunicação. O sistema de comuni- cação é o modelo que descreve como os computadores estão interligados e as regras que organizam o tráfego das informações.
Figura 12: Esquema de uma Rede de Computadores Dentre os principais objetivos e vantagens das Redes de Computadores, destacam-se: Compartilhamento de recursos: tornar acess íveis a cada computador da rede os dados e dispositivos que existem dentro da organização. Assim, impressoras, unidades de CD-rOM , discos, conexões a outras redes podem ser utilizados por todos os computadores da rede;
Aumento da confiabilidade: pode-se, por exemplo, ter multiplicados os arquivos em duas ou mais máquinas para que, em caso de defeito de uma delas, cópias dos arquivos continuem acess íveis em outras máquinas. Além disso, o sistema pode continuar operando em caso de defeito em um computador, pois outra máquina pode assumir a sua tarefa. A con- tinuidade de funcionamento de um sistema é ponto importante para um grande número de aplicações, como: aplicações militares, bancárias, etc..
Redução de custos: computadores de pequeno porte apresentam uma relação pre- ço/desempenho melhores que os grandes. Assim, sistemas que utilizariam apenas uma má- quina de grande porte e de custo muito elevado podem ser concebidos à base da utilização de um grande número de microcomputadores (ou estações de trabalho), manipulando dados presentes em um ou mais servidores de arquivos. Além disto, os computadores pessoais, em
LAN – Local Area Network: Redes de Áreas Locais permitem a conexão de vários computadores em uma área geográfica relativamente pequena para troca de arquivos, men- sagens e compartilhamento de recursos (impressora, internet, etc.);
Figura 14: Rede Local de Computadores MAN – Metropolitan Area Network: Redes de Áreas Metropolitanas permitem a co- nexão de vários computadores ou interligam redes locais em uma área geográfica que com- preende redes localizadas em localidades, cidades ou estados diferentes;
Figura 15: Rede Metropolitana de Computadores WAN – Wide Area Networks: Redes de Áreas Amplas interconectam computadores ou redes de computadores localizados em áreas geográficas distantes. A Internet é um exem- plo de redes de computadores do tipo WAN.
Figura 16: Rede Ampla (Mundial) de Computadores
Outra classificação para as Redes de Computadores é quanto ao modelo de co- municação utilizado (Topologia). Os tipos de redes quanto a sua topologia são:
Redes ponto-a-ponto: Rede estruturada com apenas dois pontos de comunica- ção. Quando dois computadores que não estão diretamente conectados desejam se co- municar fazem de modo indireto enviando a mensagem por meio de um terceiro compu- tador ligado a rede. A mensagem é recebida integralmente pelo computador intermediário que retransmite ao próximo computador;
Redes multiponto ou de difusão: Todos os computadores ligados nesta topolo- gia de rede compartilham um único canal de comunicação. Uma mensagem é enviada por um computador e recebida por todos os demais conectados na rede, sendo usado um en- dereço na mensagem para identificar o destinatário. As redes locais pertencem geralmen- te a esse tipo de redes. Alguns tipos de topologias de redes de difusão são o barramento, o satélite e o anel.
Ponto-a-ponto Multiponto ou Difusão
Figura 17: Topologia de Redes de Computadores As topologias de rede definem a organização dos dispositivos de rede. Essas topo- logias podem ser ordenadas de maneira física (como os computadores estão conectados fisicamente) ou lógica (forma como os equipamentos compartilham o meio físico comum). uma rede pode utilizar topologias diferentes na sua organização física e lógica. Por exemplo, atualmente as topologias de barramento e anel são organizadas, de modo geral, fisicamente como uma estrela.
3.2 COMUNICAçãO DE DADOS/MENSAGENS
A comunicação utilizada pelas redes de computadores é classificada quanto ao seu tipo, forma ou sentido da transmissão das mensagens enviadas entre os computadores inter- ligados em uma rede. As classificações são explicitadas nas figuras 18 e 19: