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Região e geografia, Notas de estudo de Geografia

Fichamento de Região e Geografia

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 08/09/2010

danilo-falcao-alves-12
danilo-falcao-alves-12 🇧🇷

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA – UESB
DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS REGIONAIS
PROFESSORA: ANTONIA DOS R. S. EVANGELISTA
ALUNO: DANILO FALCÃO ALVES
DATA: 01.09.2010
FICHAMENTO DO TEXTO REGIÃO E GEOGRAFIA. A NOÇÃO DE REGIÃO
NO PENSAMENTO GEOGRAFICO DE SANDRA LENCIONI.
A palavra região torna os geógrafos prisioneiros de um problema
complexo, pois tem sentimentos variados o que confundem seu entendimento.
[...] outra dificuldade decorre do fato de a palavra região assumir,
freqüentemente, um caráter ideológico, na medida em que serve de
freqüência para a construção de mistificações geográficas tornando-se,
por isso, um instrumento de manipulação política. [...] (p.187)
[...] Essa palavra apareceu com destaque nos estudos sobre as
diferenças e os contrastes da superfície da terra, que foi denominado,
pelos gregos, de estudo corografico.[...] (p. 187)
[...] Quem primeiro traçou um mapa-múndi e procedeu a uma
regionalização da terra foi Hecateu de Mileto, divulgando uma
regionalização de Pitágoras, na qual as cinco zonas climáticas da terra
correspondiam a uma zona tórrida, uma temperada, duas frias e ainda
uma zona tropical. [...] (p. 187 e 188)
[...] Dentre as contribuições para o desenvolvimento da geografia
regional, gostaríamos de destacar Al – Idrisi, que seguindo a divisão do
mundo de Ptolomeu, criou uma divisão mais detalhada da terra.[...] (p.
188)
PERSPECTIVAS DIVERSAS NO ESTUDO REGIONAL
[...] O conhecimento geográfico se conformou como ciência no momento
em que sob a inspiração iluminista, com sua visão de mundo
assentada na razão e na experimentação buscou a formulação de
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA – UESB

DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS REGIONAIS

PROFESSORA: ANTONIA DOS R. S. EVANGELISTA

ALUNO: DANILO FALCÃO ALVES

DATA: 01.09.

FICHAMENTO DO TEXTO REGIÃO E GEOGRAFIA. A NOÇÃO DE REGIÃO

NO PENSAMENTO GEOGRAFICO DE SANDRA LENCIONI.

A palavra região torna os geógrafos prisioneiros de um problema complexo, pois tem sentimentos variados o que confundem seu entendimento.

  • [...] outra dificuldade decorre do fato de a palavra região assumir, freqüentemente, um caráter ideológico, na medida em que serve de freqüência para a construção de mistificações geográficas tornando-se, por isso, um instrumento de manipulação política. [...] (p.187)
  • [...] Essa palavra apareceu com destaque nos estudos sobre as diferenças e os contrastes da superfície da terra, que foi denominado, pelos gregos, de estudo corografico.[...] (p. 187)
  • [...] Quem primeiro traçou um mapa-múndi e procedeu a uma regionalização da terra foi Hecateu de Mileto, divulgando uma regionalização de Pitágoras, na qual as cinco zonas climáticas da terra correspondiam a uma zona tórrida, uma temperada, duas frias e ainda uma zona tropical. [...] (p. 187 e 188)
  • [...] Dentre as contribuições para o desenvolvimento da geografia regional, gostaríamos de destacar Al – Idrisi, que seguindo a divisão do mundo de Ptolomeu, criou uma divisão mais detalhada da terra.[...] (p.

PERSPECTIVAS DIVERSAS NO ESTUDO REGIONAL

  • [...] O conhecimento geográfico se conformou como ciência no momento em que – sob a inspiração iluminista, com sua visão de mundo assentada na razão e na experimentação – buscou a formulação de

teorias e conceitos gerais que possibilitaram a construção de generalizações e abstrações. [...] (p. 188)

  • [...] O avanço dos estudos geográficos, conduziu a uma tendência à separação da geografia como ciência da natureza ou como ciência do homem.(p. 188)
  • [...] A própria evolução da ciência geográfica acabou por comprometer a particularidade de seu campo de conhecimento fundado na analise da unidade dos aspectos físicos e humanos da realidade.[...] (p. 188)
  • [...] O estudo regional possibilitava combinar o procedimento metodológico de analise das relações causais e de construções de leis gerais, bastante permanentes ao estudo dos fenômenos naturais, com a perspectiva que não buscava construir generalizações, bastante presentes na busca da compreensão dos aspectos da vida social e cultural.[...] (p. 189)
  • [...] Para Paul Vidal de La Blache, a ciência geográfica deveria observar e compreender a singularidade dos lugares. Seu objetivo deveria ser o de compreender o único, mais do que indagar por um conceito.[...] (p.
  • [...] Friedrich Ratzel em relação à visão de homem e de natureza, como constituintes de uma unidade, não como aspectos, afirmou que a “síntese regional ... é o ultimo da tarefa do geógrafo, o único terreno sobre o qual ele encontra a si mesmo”. [...] (p. 189)
  • [...] As monografias regionais acabaram construído uma geografia que destacava o caráter único de cada estudo regional, sem preocupação com o estabelecimento de leis e princípios gerais no conhecimento da realidade. Portanto acabou comprometendo o status cientifico da disciplina e conduzindo a um novo impasse teórico: a dicotomia entre a geografia regional e geografia geral.[...] (p.189)
  • [...] A revolução técnica, comprometendo um dos primeiros conceitos geográficos, o de anecúmeno,conduziu à percepção da natureza como coisa, como objeto manipulável. Pensar o mundo como um todo orgânico, como um organismo vivo, cedeu lugar a pensá-lo mais e mais, como sendo uma estrutura inorgânica e fundamentalmente orgânica.[...] (p. 190)

de uma variável independente sobre as dependentes, ou seja, numa versão matemática. [...] (p. 192)

  • [...] A discussão passou começou a ser a dos modelos. Dessa forma, os impasses e os problemas adivinhos dos procedimentos na analise geográfica e na analise regional eram creditados à imperfeição das técnicas e dos modelos de analise. [...] (p. 192)
  • [...] essa perspectiva geográfica se definiu como ciência do espacial. O interesse pelas particularidades colocou-se em ultimo plano, interessando mais as regularidades espaciais. [...] (p. 192)
  • [...] Cada vez mais começou a se desenvolver e se afirmar a idéia de que o espaço é uma construção social e que para entender a geografia é preciso entender a sociedade. Sociedade que parecia, cada vez mais, encoberta mistificações fetichizada e alienante. [...] (p. 192-193)
  • [...] A fenomenologia prioriza a percepção e entende que qualquer idéia previa que se tenha da natureza dos objetos deve ser abolida. A credita que toda a disciplina deve questionar a essência sensível e de poder simultaneamente pensá-la de forma racional. [...] (p. 193)
  • [...] Com uma visão antropocêntrica do mundo e uma recuperação do humanismo, a geografia sob inspiração fenomenológica incorporou e salientou a dimensão dos valores sociais e culturais, bem como a valorização da historia e do mundo vivido. Aspectos a que a geografia, no século XIX, sob influencia do romantismo, já havia chamado a atenção e que estavam sendo resgatados de um ponto de vida humanístico. [...] (p. 194)
  • [...] A analise regional procurou a superar a investigação da dinâmica econômica ou da estrutura social da região, tentando compreender como o homem se coloca em relação à região e, nesse sentido, procurando analisar os aspectos estrutural, funcional e subjetivo da região. [...] (p.
  • [...] Embora a incorporação do vivido seja de suma importância para a compreensão do espaço, houve muitos obstáculos ao desenvolvimento desses aspectos revelados pela perspectiva fenomenológica de geografia regional. Isso ocorreu em decorrência de três fatores. O primeiro devido à geografia de inspiração fenomenológica ter de se

confrontar com o positivismo lógico, que era academia e socialmente reconhecido diante de sua proposta de explicação e de intervenção na realidade. O segundo decorreu do fato de ela não ter desenvolvido uma metodologia consistente, o que acabou-se constituindo na sua maior fraqueza. O terceiro, ao se centra nos atores sociais, negligenciando os aspectos naturais, acentuou a divisão entre geografia humana e geografia física, chegando, até mesmo, a rejeitar os vínculos com as ciências naturais. [...] (p. 195)

  • [...] A perspectiva marxista na geografia destacou outros aspectos da realidade, entre elas a recuperação da perspectiva histórica na analise geográfica por meio da afirmação de que a relação do homem com a natureza e com outros homens é suficientemente social e histórica. [...] (p. 195)
  • [...] Concebendo o espaço como um produto social, chamou a atenção para o fato de que a geografia havia procurado ver mais os padrões espaciais e menos a pertinência de tais padrões. [...] (p.196)
  • [...] A perspectiva geográfica influenciada pelo marxismo, semelhante a outras correntes do pensamento geográfico, concebeu a região como parte de uma totalidade. [...] (p. 196)
  • [...] Um dos aspectos mais positivos da incorporação do marxismo em relação a temática regional foi a critica à fetichização do espaço. Essa abordagem também apontou para o quanto a reconstituição histórica pode ser reveladora para a compreensão da região em estudo. [...] (p.
  • [...] A geografia regional sob a inspiração marxista, a despeito de todas a falácias de uma proposta renovadora, trouxe grandes contribuições ao desenvolvimento da analise regional, tendo introduzido novas categorias de analise para o estudo regional. Essa geografia que emergiu na critica da sociedade moderna aos (dez)caminhos do desenvolvimento capitalista e que teve serias dificuldades para se desenvolver nos centros acadêmicos, dada a transparência de sua perspectiva política, foi facilmente, e na maioria das vezes, gratuitamente criticada quando as criticas às experiências socialistas revelaram os (dez)caminhos das revoluções socialista. [...] (p. 197)

movimento regionalista nega o nacional, podendo se fechar em sua particularidade, e se coloca como um sentido totalmente inverso de outrora, quando afirmar a identidade regional era afirmar a identidade nacional, pois a construção do sentimento de pertencer a uma região integrada num modo harmônico, sob a direção do estado, afirmava o sentimento nacionalista. Sinais de outros tempos: o regionalismo nega o nacionalismo e a identidade nacional num contexto em que o nacional, que se dilui no bojo do processo de globalização, nega o regional.