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Fichamento sobre modelagem. Um fichamento sobre as contribuições teóricas sobre modelagem.
Tipologia: Exercícios
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Grupo de Estudos em Educação Matemática - GEEM Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Ensino de Ciências, Matemática e suas tecnologias Disciplina: Tendências Metodológicas para o Ensino de Ciências e Matemática Docente: Tatiana Silva Santos Soares e Irani Parolin Sant’Ana Discente: Jozilane Miranda Alecrim BURAK, D. Concepções de Modelagem Matemática: Contribuições Teóricas. Educ. Mat. Pesq., São Paulo, v. 10, n. 1, p. 17-34, jan. - jun., 2008. “O objetivo é explicitar a concepção de cada pesquisador acerca da modelagem, bem como analisar cada uma das proposições dos autores, buscando elucidar a concepção de ensino e de matemática subjacentes a cada uma delas” (pg18). “A análise procura considerar a relação estabelecida entre professor e aluno, para a construção do conhecimento matemático propiciada pelo trabalho com a modelagem, e busca indicativos que permitam essa construção em uma relação dialógica ” (pg.18). “Em se tratando das concepções, Burak1 (1992, p. 62), em sua tese, entende a modelagem matemática como um “conjunto de procedimentos cujo objetivo é construir um paralelo para tentar explicar, matematicamente, os fenômenos presentes no cotidiano do ser humano, ajudando-o a fazer predições e a tomar decisões” (pg.19). “Decorrente da maneira pela qual Burak concebia a modelagem, compreende-se que, em sua dissertação de mestrado, primeiro trabalho com modelagem matemática no ano de 1987, ele conservava idéias fixas, como a obrigatoriedade da construção de modelos e as etapas propostas nos mesmos moldes da ciência moderna, de cunho positivista, que priorizava o método em relação aos objetos a serem estudados (Rius, 1989)” (pg.19). “ Um mérito do trabalho de Burak era a preocupação em considerar a Modelagem como um conjunto de procedimentos que não fosse apenas técnico, mas que ocorresse de uma forma mais aberta e contextualizada, dando significado aos conteúdos matemáticos” (pg.20). “Na tese, Burak (1992) acrescenta dois princípios básicos em sua concepção de modelagem matemática: 1) o interesse do grupo; e 2) a obtenção de informações e dados do ambiente, onde se encontra o interesse do grupo” (pg.20). “Resolução dos problemas e o desenvolvimento do conteúdo matemático no contexto do tema – nessa etapa, busca-se responder os problemas levantados com o auxílio do conteúdo matemático, que pode ser abordado de uma maneira extremamente acessível, para, posteriormente, ser sistematizado, fazendo um caminho inverso do usual, pois se ensina o conteúdo para responder às necessidades surgidas na pesquisa e no levantamento dos problemas concomitantemente” (pg.21). “ Dessa nova forma de encaminhamentos, dada por Burak, interpretamos que ocorreu um avanço teórico no âmbito epistemológico da concepção desse autor, que se direciona dos moldes usuais para um ensino por construção e, por conseguinte, persegue mais de perto um ensino contextualizado, fruto de influências recebidas das ciências humanas,
Grupo de Estudos em Educação Matemática - GEEM Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Ensino de Ciências, Matemática e suas tecnologias como ele mesmo afirma, valendo-se das teorias de Piaget, Vygotsky e David Ausubel “ (pg.22). “ Também desse artigo podemos concluir que os problemas/situações levantados como conseqüência da coleta de dados é que orientam quais são e como serão tratados os conteúdos ministrados, sem a necessidade prévia de se ensinar conteúdos matemáticos”(pg.22). “Biembengut3 (1999, p. 20), em seu livro Modelagem Matemática & Implicações no Ensino-Aprendizagem de Matemática, diz que a modelagem é “o processo que envolve a obtenção de um modelo” (.pg22). “Para Biembengut, a modelagem segue alguns procedimentos (etapas), subdivididas em seis subetapas, sendo elas: 1) interação – reconhecimento da situação-problema e familiarização com o assunto a ser modelado (pesquisa); 2) matematização – formulação (hipótese) e resolução do problema em termos matemáticos; 3) Modelo matemático – interpretação da solução e validação do modelo (uso).” (pg.24). “ Para nós, isso tem implicações contrárias às tendências em educação matemática, as quais procuram se livrar das influências positivistas da matemática aplicada e configurar a educação matemática a partir das ciências sociais (Kilpatrick, 1996)” (pg.25). “Para o ensino da matemática, Biembengut (1999, p. 36) explicita que a modelagem pode ser “um caminho para despertar no aluno o interesse por tópicos matemáticos que ainda desconhece, ao mesmo tempo que aprende a arte de modelar, matematicamente” (pg.25). “A modelagem na escola não deve ter os mesmos parâmetros da modelagem experimental; nesta, os pesquisadores possuem um grande ferramental matemático para a resolução dos mais diferentes problemas ” (pg.25). “Há que se ressaltar, que Biembengut afirma que o processo não deve ser rígido e com certeza sua postura já constitui uma mudança em relação ao ensino tradicional, no qual o professor é o centro do processo e o aluno é apenas passivo ou reativo.” (pg.26). “ Caldeira compreende a modelagem pensando-a como advinda de projetos, sem a preocupação de reproduzir os conteúdos colocados no currículo, mas sem perder os conceitos universais da matemática” (pg.26). “Ele acredita na eficácia da modelagem enquanto uma concepção de educação matemática que pode “oferecer aos professores e alunos um sistema de aprendizagem como uma nova forma de entendimento das questões educacionais da Matemática” (Caldeira, 2005, p. 3, grifos do autor)” (pg.26). “A modelagem matemática, concebida como um sistema de aprendizagem, questiona a forma linear da maioria dos currículos, no que concerne à apresentação dos conteúdos”(pg.27).
Grupo de Estudos em Educação Matemática - GEEM Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Ensino de Ciências, Matemática e suas tecnologias “Burak a adoção da teoria possibilita deslocar o foco de permanência da visão matemática para uma visão dialógica em relação ao ensino e à aprendizagem” (pg.30). “O fato de as concepções de Burak, Barbosa e Caldeira estarem embasadas explicitamente em teorias de ensino e aprendizagem, em visões antropológicas e sociais, resulta em implicações para a modelagem matemática no âmbito do ensino e da aprendizagem da matemática” (pg.30). “Por essas razões, enfatizamos a importância e a necessidade de aprofundar investigações que tratem dos fundamentos e teorias que dêem um lócus próprio à modelagem no âmbito da educação matemática na perspectiva das ciências humanas e sociais” (pg.30).