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Obesidade Infantil no Brasil: Indústria e Mídia, Provas de Matemática

Inversamente proporcional e Diretamente proporcional

Tipologia: Provas

2022

Compartilhado em 20/07/2023

israel-da-silva-pereira
israel-da-silva-pereira 🇧🇷

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Tema - Os desafios do combate à obesidade infantil no Brasil
Em 1988, representantes do povo, reunidos em Assembleia Constituinte,
estabeleceram dois direitos: a saúde e a proteção à infância. Ocorre que a epidemia
de obesidade infantil impede que meninos e meninas usufruam de ambos os direitos
constitucionais. Nesse sentido, o combate à doença no Brasil passa pela reeducação
alimentar, e pela desconstrução do culto midiático aos alimentos ultraprocessados.
Sob uma primeira análise, os hábitos alimentares das crianças inviabilizam a luta
contra a obesidade. Nesse viés, a indústria alimentícia baseia seus produtos, a partir
da gordura hidrogenada — capaz de aumentar o sabor, a durabilidade, e reduzir o
custo da produção. Todavia, a saúde infantil fica prejudicada ao consumir alimentos
industrializados, já que ocorre aumento do colesterol ruim, conhecido como LDL.
Dessa forma, não é razoável que meninos e meninas brasileiros, estejam vulneráveis
à insegurança alimentar.
De outra parte, a influência midiática dá lugar à tendência de sobrepeso entre as
crianças. Sobre isso, o filósofo alemão Theodor Adorno desenvolveu o conceito de
Indústria Cultural, segundo o qual a publicidade utiliza a persuasão constante, a fim de
moldar um comportamento de compra. O problema é que as crianças estão muito
mais suscetíveis às cores, às músicas, e às demais estratégias denunciadas por
Adorno, e não possuem discernimento das consequências de uma alimentação
irresponsável, baseada em “fast-foods”. Assim, enquanto o culto à comida
superprocessada se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com uma das mais
graves doenças do século: a obesidade infantil.
Para combater o problema, portanto, as escolas — no exercício do seu papel social —
devem contribuir com a reeducação alimentar das crianças, por meio de projetos
pedagógicos como oficinas e aulas lúdicas, capazes de mostrar as consequências
negativas dos “fast-foods”. Essa iniciativa poderia se chamar “Crescendo com saúde”
e teria a finalidade de construir hábitos alimentares sadios, de sorte que, em breve, o
Brasil experimente uma sociedade justa, solidária e livre da obesidade infantil.

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Tema - Os desafios do combate à obesidade infantil no Brasil Em 1988, representantes do povo, reunidos em Assembleia Constituinte, estabeleceram dois direitos: a saúde e a proteção à infância. Ocorre que a epidemia de obesidade infantil impede que meninos e meninas usufruam de ambos os direitos constitucionais. Nesse sentido, o combate à doença no Brasil passa pela reeducação alimentar, e pela desconstrução do culto midiático aos alimentos ultraprocessados. Sob uma primeira análise, os hábitos alimentares das crianças inviabilizam a luta contra a obesidade. Nesse viés, a indústria alimentícia baseia seus produtos, a partir da gordura hidrogenada — capaz de aumentar o sabor, a durabilidade, e reduzir o custo da produção. Todavia, a saúde infantil fica prejudicada ao consumir alimentos industrializados, já que ocorre aumento do colesterol ruim, conhecido como LDL. Dessa forma, não é razoável que meninos e meninas brasileiros, estejam vulneráveis à insegurança alimentar. De outra parte, a influência midiática dá lugar à tendência de sobrepeso entre as crianças. Sobre isso, o filósofo alemão Theodor Adorno desenvolveu o conceito de Indústria Cultural, segundo o qual a publicidade utiliza a persuasão constante, a fim de moldar um comportamento de compra. O problema é que as crianças estão muito mais suscetíveis às cores, às músicas, e às demais estratégias denunciadas por Adorno, e não possuem discernimento das consequências de uma alimentação irresponsável, baseada em “fast-foods”. Assim, enquanto o culto à comida superprocessada se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com uma das mais graves doenças do século: a obesidade infantil. Para combater o problema, portanto, as escolas — no exercício do seu papel social — devem contribuir com a reeducação alimentar das crianças, por meio de projetos pedagógicos como oficinas e aulas lúdicas, capazes de mostrar as consequências negativas dos “fast-foods”. Essa iniciativa poderia se chamar “Crescendo com saúde” e teria a finalidade de construir hábitos alimentares sadios, de sorte que, em breve, o Brasil experimente uma sociedade justa, solidária e livre da obesidade infantil.