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relatório da extração do acetato de isoamila
Tipologia: Trabalhos
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Vinicius dos Santos Machado. [email protected] Palavras Chave: Esterificação, acetato, isoamila.
Para o melhor entendimento desse experimento serão necessários alguns conceitos. Ésteres são compostos orgânicos que apresentam aromas e são usados na indústria como flavorizantes. Apresentam massa molar e pontos de ebulição baixos. O ácido acético glacial (CH 3 COOH) é um ácido carboxílico fraco e em temperatura ambiente é um líquido incolor e com odor característico. Apresenta massa molar de 60,05g/mol e densidade de 1,05g/cm 3. O álcool isoamílico (C 5 H 12 O) é chamado oficialmente por 3 - metil- 1 - butanol e é um álcool claro e incolor. Líquido em temperatura ambiente, possuiu massa molar de 88,15g/mol e densidade de 0,81g/cm 3. O acetato de isoamila (C 7 H 14 O 2 ) é um éster com forte odor de banana quando não está diluído e um odor semelhante a pêra quando diluído. Possui massa molar de 130,19g/mol, densidade de 0,876g/cm 3 e ponto de ebulição de 142ºC. A reação de esterificação é uma reação química reversível na qual um ácido carboxílico reage com um álcool formando éster e água. É utilizado aquecimento e ácido sulfúrico para acelerar o processo. Esse ácido atua como catalizador tanto para a reação de esterificação quanto para a reação inversa de hidrólise do éster. O processo de destilação fracionada se da por meio de uma separação de uma mistura homogênea formada por líquidos que apresentam pontos de ebulição diferentes. Nessa técnica é usada uma coluna de fracionamento, composta por diversas esferas de vidro, que são utilizadas para diminuir a entrada de vários gases no condensador.
Este experimento tem o objetivo de sintetizar um aromatizante artificial, conhecido como acetato de isoamila, a partir da esterificação de Fisher e posteriormente a sua purificação por meio de destilação fracionada.
Em um balão de fundo redondo de 50ml foram adicionados 12ml de ácido acético glacial, 10ml de álcool isoamílico, juntamente com 1,0ml de ácido sulfúrico concentrado. Após uma cuidadosa mistura manual dos reagentes, foi adicionado 3 pedras de porcelana pequenas e levado a manta de aquecimento. Foi observado uma mudança de coloração quando adicionado o ácido sulfúrico, de transparente para uma cor próxima ao caramelo escuro. Depois de propriamente montado o condensador de refluxo, foi iniciado o aquecimento até o ponto de ebulição da mistura, e assim cronometrado uma hora até o final do processo. Figura 1. Sistema de refluxo. Fonte: Vinicius dos Santos Machado Durante esse tempo ocorreu o processo de esterificação de Fischer, onde o álcool isoamílico e o ácido acético glacial reagem para a formação do acetato de isoamila por meio de uma substituição nucleofílica do grupamento acila catalisado pelo ácido sulfúrico. “O ácido sulfúrico protona o átomo de oxigênio do grupo carbonila, tornando o ácido carboxílico muito mais reativo ao ataque nucleofílico do álcool, dando origem a um intermediário tetraédrico. A partir daí, a transferência de um próton de um oxigênio para outro origina um segundo intermediário tetraédrico e converte o grupo OH em um bom grupo de saída. Finalmente a perda de um próton regenera o catalisador ácido, originando um éster”.
Porém a reação de esterificação é uma reação reversível, e para aumentar a eficiência, foi utilizado ácido acético em excesso, como demonstram os cálculos a seguir: d= massa/volume 1 ,05g/cm³=massa do ácido acético/12ml Massa do ácido acético = 12,6g n ácido acético = m/mm 12,6/60,05 = 0,2098 mol d= massa/volume 0,81g/cm³=massa álcool isoamílico/10ml Massa do álcool isoamílico = 8,1g n álcool isoamílico = m/mm 8,1/88,15 = 0,0919 mol Figura 2. Mecanismo geral da esterificação de Fischer. Fonte: Referência 1. Passado uma hora desde o início do refluxo, foi desligada a manta aquecedora e esperado aproximadamente 10 minutos até que o balão de vidro ficasse em temperatura ambiente. Nesse momento o conteúdo final foi colocado em um funil de separação e feita uma lavagem com aproximadamente 40ml de água. Após a retirada da água foi feito uma segunda lavagem com 20ml de bicarbonato de sódio para a neutralização do ácido sulfúrico. Nesse momento foi observado um leve borbulhamento, por conta da protonação em meio ácido do bicarbonato de sódio, formando ácido carbônico (H2CO3), que então é decomposto em CO2 e H2O. Sendo assim, foi necessário a abertura da válvula do funil de separação para que seja aliviada a pressão interna, criada pelo dióxido de carbono (CO2). Após separação e descarte do bicarbonato de sódio, o produto é um líquido amarelo claro com odor de banana, característico do acetato de isoamila, demonstrando o sucesso da reação. Este líquido foi então transferido para um Erlenmeyer e adicionou-se o agente secante, que nesse caso foi o sulfato de sódio anidro. Primeiramente foi adicionado uma pequena quantidade, uma ponta de espátula, como orientado pelo professor que acompanhava o experimento. Observou-se que inicialmente o sulfato de sódio ficou livremente solto no fundo do recipiente, porém após leve agitação, o agente secante empedrou, demonstrando a necessidade de mais secante. Foi então adicionado mais uma ponta de espátula na mistura, e após comprovação da eficácia do agente secante, foi feita uma filtração por gravidade em um funil de vidro juntamente com papel filtro. Para a destilação fracionada, foi orientado pelo professor que juntássemos o líquido obtido na filtração de dois alunos, para facilitar a destilação e obter uma maior quantidade de produto final. Foi então montado o aparato necessário para a destilação fracionada e iniciado o aquecimento. Figura 3. Sistema de destilação fracionada. Fonte: Vinicius dos Santos Machado. Primeiramente observou-se o inicio do gotejamento na temperatura de aproximadamente 119 ºC, oque foi apontado pelo professor com um possível resquício de álcool isoamílico na mistura, mesmo seu ponto de ebulição sendo de 131 ºC. Porem a cor e o odor eram muito semelhantes ao álcool isoamílico. Aproximadamente 10 gotas foram destiladas deste liquido, então a temperatura caiu drasticamente, para 109 ºC. Após o descarte deste liquido indesejado, foi posicionado o Erlenmeyer e esperado até o aumento da temperatura. Em aproximadamente 135 ºC iniciou um segundo gotejamento, de um liquido transparente com odor de banana. Sabendo que o ponto de ebulição do acetato de isoamila é de 142 ºC e o odor batia com o produto esperado, foi aguardado até o fim da destilação de quase todo o liquido dentro do balão de vidro, até que atingisse a altura das pedras de porcelana dentro do recipiente, por motivos de segurança.