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Relatorio Calorimetria
Tipologia: Notas de estudo
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Aluno: Roberto José Tibúrcio P. Júnior.
Experimento: CALORIMETRIA
1. Introdução:
Onde “c” é o calor específico, “m” a massa e “ F 04 4 T” a variação da temperatura. A capacidade térmica,C, é igual ao produto cxm.
Um calorímetro é um equipamento relativamente simples que consiste em recipientes termicamente isolados dotados de um termômetro para medir a variação de temperatura.
Esta prática tem como objetivo estudar, sob o ponto de vista energético, as reações químicas, por em prática a teoria da termoquímica e testar a eficiência de um calorimetro rustico feito pelo aluno.
2. Procedimento experimental:
Fig.01. Ilustração do calorímetro construído.
c) Experimento 2: Calor de reação de uma solução de amônia com outra de ácido sulfúrico. (calor de neutralização).
d) Experimento 3: Calor de dissolução do cloreto de amônia em água.
Para a experiência 1, as temperaturas medidas durante 2,5min em intervalos de 30s estão explicitadas na tabela 1. A temperatura média para a base é de 26ºC, e para a base é de 27ºC, onde os desvios padrão de cada um é nulo, pois a temperatura não se alterou com o tempo.
Temperatur a (ºC)
separado e a temperatura de reação entre as soluções respectivamente.
Temperatu ra (ºC) Tempo (s)
(Calorímetr o)
(Béquer)
Tabele 03. Tabela contendo os valores das temperaturas
iniciais da amônia de do ácido sulfúrico.
Da mesma maneira, como as temperaturas não variaram, o desvio padrão é nulo e o valor da temperatura inicial de reação é tomado como a média das temperaturas das soluções.
Tempo (s)
Temperatur a sistema (ºC)
Tempo (s)
Temperatura sistema (ºC)
Tabela 04. Tabela contendo a temperatura da reação de NH 4 OH
com HhSO 4 com relação ao tempo.
Analisando as tabelas 2 e 4, chega-se a conclusão que estas reações ocorrem rapidamente, já que em torno de 15 segundos a temperatura já está praticamente estabilizada.
Para a experiência 3, mediu-se a temperatura dá água destilada no béquer durante 3min em intervalos de 30s. A temperatura ficou inalterada com o tempo, portanto, o desvio padrão é nulo. A tabela 5 mostra a temperatura da água com relação ao tempo.
Tempo (s)
Temperatura da água (ºC) 0 30 30 30 60 30 90 30 120 30 150 30 180 30
Tabela 05. Tabela contendo a temperatura
da água com relação ao tempo.
Ao ser iniciada a reação de dissolução, mediu-se a temperatura durante 3min em intervalos de 15s, obtendo assim os valores explicitados na tabela 6.
Tempo (s)
Temperatur a sistema (ºC)
Tempo (s)
Temperatura sistema (ºC)
Tabela 07. Tabela contendo a capacidade calorífica
dos três experimentos, bem como seus erros
Abaixo estão os gráficos da temperatura em função do tempo das reações ocorridas nas experiência 1, 2 e 3 respectivamente.
Figura 01. Gráfico da temperatura da reação de NaOH com H (^) hSO 4
em função do tempo.
Figura 02. Gráfico da temperatura de reação de NH 4 OH com HhSO (^4)
em função do tempo.
Figura 03. Gráfico da temperatura de dissolução do NH 4 Cl em água
em função do tempo.
Baseado no que foi dito na introdução, pode-se calcular a variação de entalpia de cada sistema com os dados contidos na tabela 7 e nos gráficos 1, 2 e 3. A entalpia do sistema é dada pela razão inversa da capacidade térmica com a variação de temperatura. A tabela 8 explicita os valores da entalpia de cada sistema bem como o seu erro.
Experiênci a
F 0 4 4^ H (KJ)^ Erro
1 -13,5 +0, 2 -7,2 +0, 3 0,97 +0,
Tabela 08. Tabela contendo a entalpia das
três reações, bem com seus erros.
Baseado nos valores da entalpia para cada uma das reações, conclui-se que as duas neutralizações são exotérmicas e que a dissolução é endotérmica. Isto era de se esperar, pois na reação de neutralização, ocorre a formação de um sal. A formação de sal é um processo exotérmico que envolve a formação de ligações entre oxigênio e hidrogênio para fornecer água, esta é a maior fonte de liberação de enegia, e formação do retículo cristalino do sal, logo, toda neutralização será exotérmica. A dissolução é endotérmica porque absorve energia para poder se dissolver, ou seja, para abandonar a estabilidade que possuíra como cristal e atingir um nível de instabilidade maior com seus átomos mais espessos em solução. As três reações têm, em comum, como fonte de energia a solvatação dos íons em solução o que estabiliza e portanto libera energia. As neutralizações e a dissolução aumentam seus níveis de desorganização. A função de estado que representa matematicamente o nível de organização da matéria é a entropia. Porém, no caso desta prática, onde os processos são irreversíveis, a entropia refuta apenas sobre o nível de organização dos sistemas.
A exatidão da prática é ameaçada principalmente pelo mau isolamento do sistema, foi usado papel toalha com bolsas de ar como meio isolante. Um calorímetro mais bem trabalhado teria suas paredes internas espelhadas para refletir o calor que se transmite por irradiação, teria um vácuo entre o béquer onde se encontram as soluções e as paredes do calorímetro, para impedir propagação por convecção e condução. Outro fator que influencia na exatidão da prática é o fato do termômetro ser graduado e de análise grosseira, impedindo uma boa análise da variação de temperatura.
4. Conclusões:
Ao término da prática e do tratamento dos dados, conclui- se que o calorímetro poderia ser aperfeiçoado para que perdesse menos energia para o meio, com equipamentos de medida de temperatura mais sofisticados. Mas apesar das imperfeições, com o equipamento foi possível constatar que as reações de neutralização (ácido-base) são realmente
meio. Além disso, as constantes são necessária e tornam a análise de mais fácil acesso.
6. Referências Bibliográficas
MAHAN, B.M. Química: Um Curso Universitário. Koiti Araki et all. São Paulo, Editora Edgard Blücher LTDA, 1995.