


Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Relatório de aula prática de física 2
Tipologia: Trabalhos
1 / 4
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!



Eduardo B. M. Da silva Iago B. Vettorazzi, Ingrid C. Moreira e Mariana R. M. Henriques Física II – Engenharia de Alimentos – CCENS Universidade Federal do Espírito Santo – UFES 2019/2 - Alegre-ES
Resumo. A presente prática tem como propósito determinar a capacidade térmica de um calorímetro. Para isso foi determinada a massa e a variação de temperatura da água fria e quente e empregou-se o valor tabelado de calor específico. Com base na teoria de que o somatório das quantidades de calor deve ser igual a zero em um estado de equilíbrio térmico determinou-se a capacidade calorífica. Foi concluído que a temperatura média de equílibrio foi (51,2±0,5)℃ e a média da capacidade térmica do calorímetro foi de (27,4±6,1)cal/℃.
Palavras chave: Equilíbrio térmico, Capacidade térmica, Calor específico.
Na física, o calor é uma forma de energia transferida entre um sistema e o seu ambiente, devido a uma diferença de temperatura entre eles. Em uma situação onde dois corpos de diferentes temperaturas encontram-se em contato, o calor é transmitido de um para o outro até o equilibrio térmico.[1] Históricamente, algumas descobertas e exparimento têm gande relevância nesse assunto: 1760 - Joseph Black: no estudo da fusão do gelo descobre a noção de calor latente. Ele fez a distinção entre temperatura e calor. [3] 1783 – Lavoisier e Laplace deram ao calor específico o seu conceito atual. [3] 1798 - Construção do primeiro calorímetro. [3] 1842 – Julius R. von Mayer propõe que a energia de um sistema fechado é constante: Principio da conservação da energia. [3] 1847 - James Joule determinou a quantidade de trabalho necessária para gerar uma quantidade determinada de calor. [3] Além disso, mostra-se importante ter em mente o conceito de capacidade térmica para a realização do experimento, que é a quantidade de calor que um corpo necessita receber ou ceder para que sua temperatura varie uma unidade.[1] Quanto maior for a capacidade térmica de um corpo, maior será a quantidade de energia que deve ser fornecida ou retirada deste corpo para provocar uma determinada elevação ou redução de temperatura. [2] É calculado através da razão entre o
calor (Q) recebido ou cedido pelo objeto e a variação de temperatura (△T) do corpo, dado: 𝐶 = 𝑄 ∆𝑇 (1.1)
Sendo que Q pode ser obtido a partir da fórmula:
𝑄 = 𝑚𝑐∆𝑇 (1.2)
Onde tem-se o produto da massa (m) do objeto, calor específico (c) e variação de temperatura (ΔT). De modo que, os calores específicos de algumas substâncias são tabelados e a massa pode ser obtida através da formula:
Onde, d é densidade e V é volume.
Para realização deste experimento incialmente utilizou-se uma proveta com capacidade de 250mL na qual adicionou-se 200mL de água fria no intuito de determinar a sua massa, para isto mediu-se a densidade através de um densímetro e calculou-se o produto do volume pela densidade, com suas respectivas incertezas. Logo após, metade dessa água foi descartada e o restante foi despejado no calorímetro e agitado suavemente. Após 3 minutos, tempo necessário para que a água entrasse em equilíbrio térmico com o
calorímetro, mediu-se a temperatura da água (T1). Posteriormente, foram adicionados 80 ml de água fria na proveta, que foi colocada dentro do béquer e levada para a fonte térmica até atingir o ponto de ebulição, neste momento a temperatura foi medida novamente (T2). Em seguida, com o auxílio de um pano, transferiu-se a água quente para o calorímetro no qual estava contido a água fria, fechando-o rapidamente. A partir deste ponto a temperatura foi averiguada a cada um minuto com o termômetro. Todo o procedimento foi repetido no total de 5 vezes.
Durante a prática foram avaliadas a capacidade térmica de um calorímetro e as condições para que houvesse conservação da quantidade de calor entre água fria e água quente. No processo, foram coletados os seguintes dados:
Tabela 1: Dados da massa e temperatura da agua fria e quente e suas respectivas incertezas
N (𝑴𝟏 ± 𝝈𝑴𝟏)𝒈
(𝑴𝟐 ± 𝝈𝑴𝟐)𝒈
(𝑻𝟏 ± 𝝈𝑻𝟏)℃
(𝑻𝟏 ± 𝝈𝑻𝟏)℃
(^1) 100 ± 1 80 ± 1 23 , 0 ± 0 , 5 94 , 0 ± 0 , 5
(^2) 100 ± 1 80 ± 1 24 , 0 ± 0 , 5 94 , 0 ± 0 , 5
3 100 ± 1 80 ± 1 25 , 0 ± 0 , 5 94 , 0 ± 0 , 5
4 100 ± 1 80 ± 1 25 , 0 ± 0 , 5 94 , 0 ± 0 , 5
5 100 ± 1 80 ± 1 25 , 0 ± 0 , 5 94 , 0 ± 0 , 5 Para coletar os dados referentes a temperatura presentes nessa tabela foram feitas medições em um termômetro analógico, considerando sua incerteza para cada medida. Erros podem ter sido cometidos pelos estudantes ao observar o termômetro. Já para os dados da massa, foi utilizado um densímetro e o volume medido em uma proveta, utilizando e considerando ambas as incertezas. Com essas informações, de densidade e volume, foi possível calcular a massa e sua incerteza. Os dados obtidos não estavam nas unidades do Sistema Internacional (S.I.), por isso ao final dos calculos é recomendável a conversão dos dados para as unidades do S.I.
Dessa forma, os dados seriam (100 ± 1)x10-3^ kg para a massa da água fria, em todas as cinco etapas, (80 ± 1)x10-3^ kg para a massa da água quente em todas as cinco etapas, (296,0 ± 0,5) K para a primeira etapa de medições da água fria, (297,0 ± 0,5) K para a segunda etapa e (298,0 ± 0,5) K para as próximas etapas. Essa diferença no valor medido acredita-se ter ocorrido devido a absorção de calor das etapas finais em relação às etapas iniciais. Para a água quente, os valores obtidos foram iguais em todas as etapas: (367 ± 05) K. Tabela 2: Temperatura de equiibrio da agua e capacidade térmica do calorímentro N (𝑻𝒆 ± 𝝈𝑻𝒆)℃ (𝑪 ± 𝝈𝑪)𝒄𝒂𝒍/℃ 1 49 , 0 ± 0 , 5 38 ± 10 2 51 , 0 ± 0 , 5 27 ± 7 3 52 , 0 ± 0 , 5 24 ± 7 4 52 , 0 ± 0 , 5 24 ± 7 5 52 , 0 ± 0 , 5 24 ± 7 〈𝑴〉 XXXXX 27 , 4 ± 6 , 1
Nesta tabela, os dados da temperatura de equilíbrio da água foram obtidos através da medição da temperatura dentro do calorímetro após a mistura de água fria com água quente. Essa medição foi efetuada utilizando cinco repetições com intervalos de um minuto entre cada medição iniciadas logo após a transferência da água quente para o calorímetro. O objetivo desse procedimento foi observar a temperatura estabilizar e coletar a temperatura correta, evitando erros. Os dados, convertidos para os valores do S.I. são (322,0 ± 0,5) K para a primeira etapa do procedimento, (324,0 ± 0,5) K para a segunda etapa e (325,0 ± 0,5) K para as etapas seguintes. Já a capacidade térmica (C 3 ) foi calculada igualando a soma de todas as quantidades de calor a zero. Dessa forma, isolou-se a capacidade térmica e calculou-se seu valor para cada etapa. Também através dessa equação fez-se o cálculo de incertezas para cada etapa. Os valores de C 3 foram diminuindo durante as três primeiras etapas do experimento e então se estabilizou, já que os resultados de medições e cálculos para as três últimas etapas foram os mesmos. O valor médio final da capacidade calorífica foi de (114.641,5 ± 6,1) J/K em unidades do S.I.