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Relatorio celula de arnold, Trabalhos de Engenharia de Transportes

Relatorio descritivo de pratica em laboratório utilizando Celula de Arnold

Tipologia: Trabalhos

2019
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Compartilhado em 25/11/2019

bruno-kaik
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
FACULDADE DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA
BRUNO KAIK COSTA DA SILVA - 21353295
JÚLIO CÉSAR QUEIROZ DE ARAÚJO - 21354657
LIVIA IBERNON PEREIRA 21551426
RUY JARLEY BRANCHES MATOS 21453439
PRÁTICA CÉLULA DE ARNOLD
Manaus AM
2019
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

FACULDADE DE TECNOLOGIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA

BRUNO KAIK COSTA DA SILVA - 21353295

JÚLIO CÉSAR QUEIROZ DE ARAÚJO - 21354657

LIVIA IBERNON PEREIRA – 21551426

RUY JARLEY BRANCHES MATOS – 21453439

PRÁTICA CÉLULA DE ARNOLD

Manaus – AM

BRUNO KAIK COSTA DA SILVA - 21353295

JÚLIO CÉSAR QUEIROZ DE ARAÚJO - 21354657

LIVIA IBERNON PEREIRA – 21551426

RUY JARLEY BRANCHES MATOS – 21453439

PRÁTICA CÉLULA DE ARNOLD

Manaus – AM

Trabalho solicitado pela Profª. Ângela Costella da

disciplina de FTQ - 031 Laboratório de Fenômenos de

Transporte, para obtenção de nota parcial.

RESUMO

Este relatório apresenta os dados e resultados acerca da prática de Fenômenos de

Transportes, onde fora utilizada uma célula de Arnold a fim de observar a difusão de um

líquido através de um gás estagnado em regime pseudo-estacionário, bem como calcular

o coeficiente de difusão de A em B em duas temperaturas (40°C e 50°C). As espécies

envolvidas foram acetona PA (A) e ar puro sob pressão (B). A determinação do D AB

pôde

ser realizada observando a queda de altura da coluna do líquido (A) no interior da célula

de Arnold ao passar do tempo. Com os dados obtidos e posterior análise, foram

encontrados valores de 3,4x

  • 8

m²/s (para 40°C) e 1,06x

  • 7

m²/s (para 50°C). Em

relação ao valores teóricos, observou-se um desvio de 100% dos valores encontrados.

Palavras-chave: difusão, Arnold, coeficiente, transporte, altura.

ABSTRACT

This paper presents the data and results over the experimental class of Transport

Phenomena, where an Arnold cell was used to observe the diffusion of a liquid through a

stagnant pseudo-stationary gas, as well as to calculate the diffusion coefficient of A in B

at two temperatures (40 ° C and 50 ° C). The species involved were acetone PA (A) and

fresh air under pressure (B). D AB

determination could be performed by observing the fall

of the liquid column height (A) inside the Arnold cell over time. With the data obtained

and subsequent analysis, values of 3.4x10-8 m² / s (at 40 ° C) and 1.06x10-7 m² / s (at 50

° C) were found. Regarding the theoretical values, a deviation of 100% of the found values

was observed.

Keywords: diffusion, Arnold, coefficient, transport, height.

ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 1. Dados coletados dos experimentos da célula de Arnold para duas temperaturas.

Tabela 2. Parâmetros A, B, C para acetona ............................................................ 24

Tabela 3. Pressão de vapor para acetona ................................................................ 25

Tabela 4. Valores de DAB experimentais para acetona ........................................... 25

Tabela 5. Parâmetros para cálculo de DAB teórico. ................................................ 25

1. 0 INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

Os fenômenos de transporte de massa são fundamentais para a engenharia química

como um todo. Desde aplicações simples do dia-a-dia como a liberação de aromas em um

perfume até aplicações mais complexas como catálise heterogênea, a transferência de

massa é importante.

Mecanismos como convecção e difusão são caracterizados por ações externas a nível

macroscópico ou por interações e movimentos a nível molecular. A difusão pode ser

descrita como a transferência de massa que ocorre a partir de movimentos aleatórios de

moléculas, sem que haja influência externa. Conceitos como gradiente de concentração,

resistência à difusão e difusividade fazem parte do mecanismo de transferência de massa

por difusão.

Balanços materiais são fundamentais para qualquer operação envolvendo

transferência de massa, tanto a nível de bancada quanto a nível industrial. A partir de

balanços materiais é possível realizar toda a modelagem exigida no dimensionamento de

equipamentos como destiladores, colunas de absorção etc., equipamentos estes que são

importantes para indústrias químicas.

Para se realizar cálculos se utilizam ferramentas matemáticas desenvolvidas como a

equação de Antoine, ou para descrever comportamentos do sistema como a lei de Raoult

ou a lei de Fick.

É importante ressaltar que na universidade todos os problemas apresentados são mais

simples do que os do mundo real, ou são simplificados a ponto de tornar a modelagem

das possíveis soluções mais fácil.

1.1 Objetivos Gerais

  • Calcular o coeficiente de difusão espécie química utilizando-se da modelagem da

difusão pseudo-estacionária num gás estagnado.

1.2 Objetivos Específicos

  • Calcular o coeficiente de difusão da acetona em um meio com gás estagnado

(mistura binária).

Então pode-se dizer que a transferência de massa é um fenômeno de transporte

que é caracterizado pela diferença de concentração (potencial químico) de um soluto a

partir de um ponto de maior concentração para outro de menor concentração.

Essa diferença de concentração do soluto é denominada de força motriz , sendo

esta, a “força” necessária para que haja movimento de matéria do soluto de uma região a

outra.

𝑀𝑜𝑣𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑎𝑡é𝑟𝑖𝑎 ∝ 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 𝑀𝑜𝑡𝑟𝑖𝑧 ( 3 )

Só que para o movimento de matéria existe uma determinada resistência realizada

pelo meio em relação ao movimento do soluto que pode ser dado como:

𝑀𝑜𝑣𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑎𝑡é𝑟𝑖𝑎

1

𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎

𝐹𝑜𝑟ç𝑎 𝑀𝑜𝑡𝑟𝑖𝑧

A resistência da equação (4) está relacionada com:

  • interações com o soluto-meio (difusão)
  • interações com o soluto-meio + ação externa (convecção)

2.2 Difusão

A interação soluto-meio implica dizer que existe uma relação intrínseca entre esse

par. O transporte de matéria acontece a nível molecular, onde ocorre movimento aleatório

das moléculas, cujo fluxo líquido obedece à segunda lei da termodinâmica (CREMASCO,

Nessa situação há a formação de um gradiente de concentração do soluto que

serve como força motriz, ocorrendo com isso uma ação considerável da própria

concentração do soluto. Quando isso ocorre tem-se a chamada difusão.

Com isso pode-se dizer que a difusão molecular de um componente é uma

transferência que ocorre de forma individual, dependendo de forças intermoleculares, por

meio de um gradiente de concentração.

É importante frisar que o movimento randômico de matéria que caracteriza a

difusão, é proveniente de um fluido que se encontra em repouso.

Figura 1. Transferência de massa de forma genérica.

Fonte: Autores, 2019.

É claro que o movimento de matéria não depende exclusivamente da diferença de

concentração do soluto. Também é possível que o movimento de matéria ocorra a partir

de uma diferença de temperatura, sendo assim, uma união entre os transportes de massa

e calor, caracterizando fenômenos cruzados.

O conceito de difusão é aplicado em diversas áreas do conhecimento como: física,

química, biologia, sociologia, economia, e finanças (como difusão de pessoas, ideias e

valores de preços), porém conceitos aplicados a essas diferentes áreas retém o mesmo

conceito de partir de um ponto com maior concentração de elementos (pessoas,

moléculas, ideias, etc.)

Existem vários tipos de difusão. A difusão pode ocorrer com ou sem reação

química, tanto em regime permanente quanto em transiente, e ela pode ocorrer tanto em

fluidos (líquidos e gases) quanto em sólidos.

Quanto a aplicações na indústria diversas operações se utilizam da difusão como

mecanismo de transferência de massa. Operações que envolvam adsorção ou absorção

tem a difusão como mecanismo principal.

A adsorção é usada em catálise heterogênea, ativação de carvão, na produção de

resinas sintéticas, na purificação de água, cromatografia, dentre outros.

2.3 Lei de Fick

A primeira lei de Fick relaciona o fluxo difusivo à concentração sob a suposição

de estado estacionário. Postula que o fluxo vai de regiões de alta concentração para

O sinal negativo indica que o fluxo está em sentido oposto ao eixo z, da região de

maior concentração para a de menor concentração.

Em termos genéricos essa lei pode ser escrita como:

2.4 Difusividade Mássica

A primeira lei de Fick associa o coeficiente de difusão ao inverso da resistência a

ser vencida pelo soluto e que é governada pela interação soluto-meio (CREMASCO,

1

𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 à 𝑑𝑖𝑓𝑢𝑠ã𝑜

Quando há a interação entre as moléculas de soluto e o meio dentro uma

determinada região ou área, sendo assim intrínseco ao par soluto-meio, pode-se analisar

e afirmar que o coeficiente de difusão pode ser interpretado como a mobilidade ou a

facilidade de um determinado soluto de percorrer um determinado meio e essa mobilidade

é regida pela interação soluto-meio.

A difusividade apresenta uma relação com as propriedades do meio. Ou seja, ela

mostra informações sobre o comportamento da difusão, o efeito da energia cinética no

sistema. Basicamente, quanto mais agitado um sistema é, melhor é a mobilidade do

soluto.

Essa tal mobilidade é diminuída conforme a dimensão das moléculas aumenta.

Para a difusão de um soluto gasoso A em um meio também gasoso B, a primeira

lei de Fick expressa:

𝐴,𝑧

𝐴𝐵

𝑑𝐶

𝐴

𝑑𝑧

Onde D AB

expressa a difusão de um soluto A no meio B. Esse coeficiente é

chamado de coeficiente de difusão mútua, no caso de um meio gasoso, que tem A

difundindo no meio B e B difundindo no meio A.

2.5 Difusão e modelagem pseudo-estacionária através de um gás estagnado

A modelagem de qualquer tipo de transferência de massa deve ser iniciada com um

balanço de massa.

𝐺

𝐶

Considerando regime estacionário, não há acúmulo no sistema, e considerando que não

há reação química, o termo de geração-consumo deixa de existir, passando então o

balanço molar para uma equação da forma:

Figura 2. Volume de Controle.

Fonte: Autores, 2019.

Tem-se então que a massa de uma espécie A atravessa a superfície (área) de um

volume de controle. A taxa líquida mássica do componente nas três direções é dada por:

𝐴,𝑥

𝑥+∆𝑥

𝐴,𝑥

𝑥

∆𝑦∆𝑧 𝑛𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜 𝑥

𝐴,𝑦

𝑦+∆𝑦

𝐴,𝑦

𝑦

∆𝑥∆𝑧 𝑛𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜 𝑦

𝐴,𝑧

𝑧+∆𝑧

𝐴,𝑧

𝑧

∆𝑥∆𝑦 𝑛𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜 𝑧

Considerando unidirecional em z os termos nas direções x e y deixam de existir.

𝐴,𝑧

𝑧+∆𝑧

𝐴,𝑧

𝑧

Divide-se então a expressão pelo volume de controle ΔxΔyΔz.

𝑁 𝐴,𝑧

|

𝑧+∆𝑧

∆𝑥∆𝑦−𝑁

𝐴,𝑧

|

𝑧

∆𝑥∆𝑦

∆𝑧

Aplica-se então o limite com ∆𝑧 → 0.

uma fronteira do sistema. A difusão ocorre em regime permanente tendo a variação lenta

da superfície de fronteira (contorno), o caracteriza regime pseudo-estacionário.

  • Nível de altura do líquido diminui lentamente
  • Difusão unidirecional em z
  • Regime pseudo-estacionário
  • Sem reação química
  • Mistura binária entre A e B
  • Gás estagnado

Figura 3. Representação da difusão pseudo-estacionária em um capilar.

Fonte: Autores, 2019.

O fluxo global de matéria é dado então pela equação:

𝐴,𝑧

𝐴𝐵

1

2

ln (

𝐴, 1

𝐴, 2

𝐵,𝑚é𝑑𝑖𝑜

Que se transforma em:

𝐴,𝑧

𝐴𝐵

ln (

𝐴, 1

𝐴, 2

𝐵,𝑚é𝑑𝑖𝑜

A altura do líquido é uma função dependente do tempo. Então como visto no esquema

acima deve-se encontrar uma equação para o tempo t f

para que o nível caia do ponto z 0

em t = 0 para z f

em t=t f

. Faz-se C = n/V = P/RT, vindo da equação dos gases ideais, onde

PV=nRT. Então substitui-se na equação:

𝐴

𝐴𝐵

2

1

ln (

𝐴 2

𝐴 1

Tem-se então que a altura z é uma função do tempo.

Com isso tem-se que a equação do fluxo fica:

𝐴

𝐴𝐵

ln (

𝐴 2

𝐴 1

Com o nível variando tem-se:

𝐴

𝐴

𝐴

Iguala-se então as equações:

𝐴

𝐴

𝐴

𝐴𝐵

ln (

𝐴 2

𝐴 1

Integra-se as equações:

𝐴

𝐴

𝑧𝑓

𝑧 0

𝐴𝐵

ln (

𝐴 2

𝐴 1

𝑡𝑓

0

O resultado obtido é o tempo final em função das alturas e da pressão parcial:

𝑓

𝐴

𝑓

2

0

2

𝐴

𝐴𝐵

𝑃 ln (

𝐴 2

𝐴 1

Com esse resultado também pode-se estimar as alturas a partir das pressões e do

tempo.

2.6 Célula de Arnold

A célula de Arnold inventada pelo matemático russo Vladimir Arnold, é um

dispositivo feito de vidro que tem forma semelhante a um tridente, e permite a medição

simples e rápida de coeficientes de difusão mássica, através da altura do nível de líquido

no capilar central analisada por um determinado período de tempo.

𝐴

𝐴

𝑛

𝑛

Se um soluto não volátil (pressão de vapor zero, não evapora) é dissolvido em um

solvente para formar uma solução ideal, a pressão de vapor da solução final será menor

que a do solvente. A diminuição da pressão de vapor é diretamente proporcional à fração

molar do soluto em uma solução ideal.

A lei de Raoult é uma lei fenomenológica que assume um comportamento ideal

com base na simples suposição microscópica de que as forças intermoleculares entre

moléculas diferentes são iguais às forças entre moléculas semelhantes: as condições de

uma solução ideal. Isso é análogo à lei do gás ideal, que é uma lei limitadora válida

quando as forças interativas entre moléculas se aproximam de zero, por exemplo, quando

a concentração se aproxima de zero.

A lei de Raoult é válida se as propriedades físicas dos componentes forem

idênticas. Quanto mais parecidos são os componentes, mais o seu comportamento se

aproxima do descrito pela lei de Raoult. Por exemplo, se os dois componentes diferem

apenas no conteúdo isotópico, a lei de Raoult é essencialmente exata.

A comparação das pressões de vapor medidas com os valores previstos pela lei de

Raoult fornece informações sobre a verdadeira força relativa das forças intermoleculares.

Se a pressão do vapor for menor que o previsto (um desvio negativo), menos moléculas

de cada componente do que o esperado deixara a solução na presença do outro

componente, indicando que as forças entre moléculas diferentes são mais fortes. O

inverso é verdadeiro para desvios positivos.

Figura 5. Pressões parciais - Lei de Raoult

Fonte: UFMG, 2010.

2.8 Equação de Antoine

A Equação de Antoine é uma expressão matemática conjunto de correlações semi-

empíricas que ajudam a descrever o comportamento da relação entre o vapor de pressão

e a temperatura para substâncias puras. Ela deriva da relação de Clausius-Clayperon, que

é uma forma de caracterizar transições de fase entre duas fases de um mesmo componente.

A forma básica da equação de Antoine é dada por:

log 𝑝 = 𝐴 −

Uma forma mais simples de expressar a equação de Antoine é retirando um dos

coeficientes, ficando com a forma:

log 𝑝 = 𝐴 −

A forma da equação de Antoine isolando e explicitando a temperatura é:

𝐴 − log 𝑝

A, B e C são parâmetros distintos denominados “coeficientes de Antoine” que

variam de substância para substância.

A equação de Antoine é um ajuste simples de 3 parâmetros para pressões de vapor

experimentais medidas em uma faixa de temperatura restrita.

A equação de Antoine não pode ser usada para toda a faixa de pressão de vapor,

do ponto triplo ao ponto crítico, porque não é suficientemente flexível. Portanto, dois

conjuntos de coeficientes são comumente usados: um conjunto para pressões de vapor em

temperaturas abaixo do ponto de ebulição normal e um conjunto para pressões de vapor

em temperaturas acima do ponto de ebulição normal.

Várias das suposições feitas na derivação da equação falham a alta pressão e perto

do ponto crítico, e nessas condições a equação de Clausius-Clapeyron fornecerá

resultados imprecisos. Os químicos ainda gostam de usar a equação porque é boa o

suficiente na maioria das aplicações e porque é fácil derivar e justificar teoricamente.