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Um relatório de um experimento realizado na universidade federal do oeste da bahia (ufob), no centro de ciências exatas e tecnologias (ccet), colegiado de química, sobre a determinação da constante de velocidade de mutarrotação da glucose por polarimetria. O documento aborda a teoria da polarização da luz, as propriedades ópticas dos monossacarídeos redutores, o procedimento experimental e os resultados obtidos. O objetivo principal do experimento é determinar a constante de velocidade da reação de mutarrotação da glucose.
Tipologia: Trabalhos
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Barreiras
Andressa Stephanie Vianna de Carvalho
Joseana Caroline Palmeira de Souza
Marcelo Santos de Jesus
Experimento V
Barreiras
Relatório apresentado à Universidade Federa do
Oeste da Bahia, como requisito parcial para
avaliação da Disciplina físico-química experimental
II do Curso de Química.
Prof. Dr. Cristine Carneiro
A luz que se propaga no espaço livre é uma onda transversal eletromagnética,
com isso, os campos elétrico e magnético são ambos perpendiculares à direção de
propagação da onda em todos os instantes de tempo. Sendo a luz composta por eixos
tridimensionais, a ponta do vetor campo elétrico (E) em um plano transversal à direção
de propagação é chamado de polarização da onda eletromagnética. Desta forma, a
direção da polarização é definida pelo campo elétrico, não ao magnético. (HALLIDAY
et al, 2004)
Os carboidratos são as moléculas biológicas mais abundantes, e geralmente,
nestas moléculas há presença de carbonos quirais, ou seja, que têm quatro grupos
diferentes diretamente ligados ao carbono. Sendo pré-requisito para que o composto seja
um enantiômero, ou seja, molécula com imagem especular não sobreponível.
(BARRETO et al , 1997)
No equipamento polarímetro, um feixe de luz ao ser submetido a um cristal
especial, passa a vibrar em um único plano. Com isso, a solução que contém um
enantiômero, quando submetida à técnica polarimétrica pode desviar o plano para a
direita ou a esquerda. Respectivamente, a substancia é denominada levógira e
dextrógira. Sendo a rotação óptica uma propriedade dos enantiômeros. (LIMA, 1997)
A rotação óptica de cada substância depende do número de moléculas
interpostas no trajeto da luz, ou seja, é proporcional à concentração, dada em gramas de
soluto por 100g de solvente e ao comprimento em decímetros, do tubo que contem a
amostra. (FATOBENE, 2007)
Monossacarídeos redutores como a D-glicose quando em solução adquirem
forma cíclica, ao sofrer uma reação de isomeração denominada mutarrotação, que se
refere à interconversão entre as formas α e β D-glicose, o ácido age como catalisador da
reação. É sabido que no equilíbrio a forma beta prevalece sobre a forma alpha. Sendo
ainda a mutarrotação a variação na rotação óptica que acompanha o equilíbrio de α para
β. Estas formas são isômeros ópticos que diferem um do outro somente pela
configuração quiral C-1.(VOLPE et al , 2018).
Por contas das formas alfa e beta serem isômeros opticamente ativos, a cinética
do processo de mutarrotação pode ser observado por meio da polarimetria. Para que
haja o tratamento cinético de uma reação reversível de primeira ordem envolve-se duas
constantes de velocidade, uma para o sentido direto e outra para o sentido reverso
(OLVEIRA et al, 2007; FLORENCE e ATTWOOD, 2003).
β -D-glicose α -D-glicose
A mudança na rotação óptica é um fator que acompanha mudança de equilíbrio entre
dois epímeros
(diastereoisômeros que possuem
a configuração oposta em
apenas um dos dois ou mais
centros estereogênicos). Para o
caso de açúcares o fenômeno
geralmente ocorre no átomo de carbono hemiacetal (IUPAC, 2006).
A transferência de ácido clorídrico para a solução contendo α-glucose desencadeou a
formação da β-glucose, alterando também a rotação ótica apresentada pela solução. As
alterações nas propriedades ópticas registradas conforme a reação se processava são
apresentadas na tabela abaixo:
Tabela 1. Medidas de desvio da luz polarizada em intervalos de 1 minuto.
Utilizando os valores de desvio da luz obtidos durante o experimento é possível obter a constante de
velocidade da reação. (RANGEL,2006)
k. t = ln [(α 0
α 0 = Rotação medida no momento inicial;
α E = Rotação medida no momento de equilíbrio;
Figura 1. Diastereoisômeros D-glucose cristalizadaglucose. Encontrada em:
https://www.quora.com/What-glucose cristalizadaare-glucose cristalizadathe-glucose cristalizadadifferences-glucose cristalizadabetween-glucose cristalizadaalpha-glucose cristalizadaand-glucose cristalizada
beta-glucose cristalizadaglucose-glucose cristalizadaand-glucose cristalizadawhat-glucose cristalizadaare-glucose cristalizadasome-glucose cristalizadaexamples-glucose cristalizadaof-glucose cristalizadaeach
Análise no polarímetro Desvio da luz
1 18,5 (rotação inicial = α 0
2 17,7 (α t
3 17,0 (α t
4 16,6 (α t
5 15,8 (α t
6 15,5 (α t
7 15,0 (α t
8 14,5 (α t
9 14,0 (α t
10 13,65 (α t
11 13,4 (α t
12 13,2 (α t
13 13,2 (rotação no equilíbrio = α E
α t = Rotação medida no tempo t
Intervalo a partir da
junção entre as
soluções de ácido
clorídrico e glucose
Rotação observada (α t
α E )]
ln [X]
2 17,7 (α t ) 4,5 1,177777778 0,
3 17,0 (α t ) 3,8 1,394736842 0,
4 16,6 (α t ) 3,4 1,558823529 0,
5 15,8 (α t ) 2, 2,038461538 0,
6 15,5 (α t ) 2, 2,304347826 0,
7 15,0 (α t ) 1,8 2,944444444 1,
8 14,5 (α t ) 1,3 4,076923077 1,
9 14,0 (α t ) 0, 6,625 1,
10 13,65 (α t ) 0,45 11,77777778 2,
11 13,4 (α t ) 0,2 26,5 3,
Inicialmente observa-se como o {ln [(α 0
tempo:
Da equação 1 temos o coeficiente de velocidade (k):
obs = ln [(α 0
Para cada intervalo de 1 minuto é possível obter uma constante de velocidade:
Intervalo a partir da junção entre as
soluções de ácido clorídrico e
glucose
ln [(α 0
) / (α t
Constante de
velocidade observada
2 0,163629424 0,
3 0, 0,
4 0,443931389 0,
5 0,712195376 0,
Gráfico 1. O gráfico ao lado
expressa a variação de ln(x) em função do
tempo, onde (x) é o quociente entre a
variação total de rotação da luz e variação
de rotação do tempo inicial até o tempo tx.
É possível observar que conforme o valor da constante de velocidade aumenta, temos
uma diminuição no tempo de meia vida da α-glucose.
No momento em que a solução entra em equilíbrio temos k 1 = k
Através do experimento é possível observar a dependência da velocidade da
reação com o pH, conforme a reação se processa temos um aumento do valor da
constante de velocidade.
IUPAC. Compendium of Chemical Terminology, 2nd ed. (the "Gold Book"). Compiled by A. D.
McNaught and A. Wilkinson. Blackwell Scientific Publications, Oxford (1997). XML on-line
corrected version: http://goldbook.iupac.org (2006-) created by M. Nic, J. Jirat, B. Kosata;
updates compiled by A. Jenkins. ISBN 0-9678550-9-8.
Encontrado em: https://doi.org/10.1351/goldbook.
RANGEL, Renato Nunes. Práticas de Físico Química. 3 ed. - São Paulo: