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Determinação da Constante de Velocidade de Mutarrotação da Glucose por Polarimetria, Trabalhos de Cinética Química

Um relatório de um experimento realizado na universidade federal do oeste da bahia (ufob), no centro de ciências exatas e tecnologias (ccet), colegiado de química, sobre a determinação da constante de velocidade de mutarrotação da glucose por polarimetria. O documento aborda a teoria da polarização da luz, as propriedades ópticas dos monossacarídeos redutores, o procedimento experimental e os resultados obtidos. O objetivo principal do experimento é determinar a constante de velocidade da reação de mutarrotação da glucose.

Tipologia: Trabalhos

2020

Compartilhado em 05/05/2020

joseana-souza-4
joseana-souza-4 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA/UFOB
CENTRO DAS CIÊNCIAS EXATAS E DAS TECNOLOGIAS - CCET
COLEGIADO DE QUÍMICA
CINÉTICA DE UMA REAÇÃO QUÍMICA POR POLARIMETRIA
Barreiras
2018
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA/UFOB

CENTRO DAS CIÊNCIAS EXATAS E DAS TECNOLOGIAS - CCET

COLEGIADO DE QUÍMICA

CINÉTICA DE UMA REAÇÃO QUÍMICA POR POLARIMETRIA

Barreiras

Andressa Stephanie Vianna de Carvalho

Joseana Caroline Palmeira de Souza

Marcelo Santos de Jesus

Experimento V

Barreiras

Relatório apresentado à Universidade Federa do

Oeste da Bahia, como requisito parcial para

avaliação da Disciplina físico-química experimental

II do Curso de Química.

Prof. Dr. Cristine Carneiro

1 INTRODUÇÃO

A luz que se propaga no espaço livre é uma onda transversal eletromagnética,

com isso, os campos elétrico e magnético são ambos perpendiculares à direção de

propagação da onda em todos os instantes de tempo. Sendo a luz composta por eixos

tridimensionais, a ponta do vetor campo elétrico (E) em um plano transversal à direção

de propagação é chamado de polarização da onda eletromagnética. Desta forma, a

direção da polarização é definida pelo campo elétrico, não ao magnético. (HALLIDAY

et al, 2004)

Os carboidratos são as moléculas biológicas mais abundantes, e geralmente,

nestas moléculas há presença de carbonos quirais, ou seja, que têm quatro grupos

diferentes diretamente ligados ao carbono. Sendo pré-requisito para que o composto seja

um enantiômero, ou seja, molécula com imagem especular não sobreponível.

(BARRETO et al , 1997)

No equipamento polarímetro, um feixe de luz ao ser submetido a um cristal

especial, passa a vibrar em um único plano. Com isso, a solução que contém um

enantiômero, quando submetida à técnica polarimétrica pode desviar o plano para a

direita ou a esquerda. Respectivamente, a substancia é denominada levógira e

dextrógira. Sendo a rotação óptica uma propriedade dos enantiômeros. (LIMA, 1997)

A rotação óptica de cada substância depende do número de moléculas

interpostas no trajeto da luz, ou seja, é proporcional à concentração, dada em gramas de

soluto por 100g de solvente e ao comprimento em decímetros, do tubo que contem a

amostra. (FATOBENE, 2007)

Monossacarídeos redutores como a D-glicose quando em solução adquirem

forma cíclica, ao sofrer uma reação de isomeração denominada mutarrotação, que se

refere à interconversão entre as formas α e β D-glicose, o ácido age como catalisador da

reação. É sabido que no equilíbrio a forma beta prevalece sobre a forma alpha. Sendo

ainda a mutarrotação a variação na rotação óptica que acompanha o equilíbrio de α para

β. Estas formas são isômeros ópticos que diferem um do outro somente pela

configuração quiral C-1.(VOLPE et al , 2018).

Por contas das formas alfa e beta serem isômeros opticamente ativos, a cinética

do processo de mutarrotação pode ser observado por meio da polarimetria. Para que

haja o tratamento cinético de uma reação reversível de primeira ordem envolve-se duas

constantes de velocidade, uma para o sentido direto e outra para o sentido reverso

(OLVEIRA et al, 2007; FLORENCE e ATTWOOD, 2003).

β -D-glicose α -D-glicose

A mudança na rotação óptica é um fator que acompanha mudança de equilíbrio entre

dois epímeros

(diastereoisômeros que possuem

a configuração oposta em

apenas um dos dois ou mais

centros estereogênicos). Para o

caso de açúcares o fenômeno

geralmente ocorre no átomo de carbono hemiacetal (IUPAC, 2006).

A transferência de ácido clorídrico para a solução contendo α-glucose desencadeou a

formação da β-glucose, alterando também a rotação ótica apresentada pela solução. As

alterações nas propriedades ópticas registradas conforme a reação se processava são

apresentadas na tabela abaixo:

Tabela 1. Medidas de desvio da luz polarizada em intervalos de 1 minuto.

Utilizando os valores de desvio da luz obtidos durante o experimento é possível obter a constante de

velocidade da reação. (RANGEL,2006)

k. t = ln [(α 0

  • α E ) / (α t - α E )] (Equação 1)

α 0 = Rotação medida no momento inicial;

α E = Rotação medida no momento de equilíbrio;

Figura 1. Diastereoisômeros D-glucose cristalizadaglucose. Encontrada em:

https://www.quora.com/What-glucose cristalizadaare-glucose cristalizadathe-glucose cristalizadadifferences-glucose cristalizadabetween-glucose cristalizadaalpha-glucose cristalizadaand-glucose cristalizada

beta-glucose cristalizadaglucose-glucose cristalizadaand-glucose cristalizadawhat-glucose cristalizadaare-glucose cristalizadasome-glucose cristalizadaexamples-glucose cristalizadaof-glucose cristalizadaeach

Análise no polarímetro Desvio da luz

1 18,5 (rotação inicial = α 0

2 17,7 (α t

3 17,0 (α t

4 16,6 (α t

5 15,8 (α t

6 15,5 (α t

7 15,0 (α t

8 14,5 (α t

9 14,0 (α t

10 13,65 (α t

11 13,4 (α t

12 13,2 (α t

13 13,2 (rotação no equilíbrio = α E

α t = Rotação medida no tempo t

Intervalo a partir da

junção entre as

soluções de ácido

clorídrico e glucose

Rotação observada (α t

  • α E ) X =[(α 0 - α E ) / (α t -

α E )]

ln [X]

2 17,7 (α t ) 4,5 1,177777778 0,

3 17,0 (α t ) 3,8 1,394736842 0,

4 16,6 (α t ) 3,4 1,558823529 0,

5 15,8 (α t ) 2, 2,038461538 0,

6 15,5 (α t ) 2, 2,304347826 0,

7 15,0 (α t ) 1,8 2,944444444 1,

8 14,5 (α t ) 1,3 4,076923077 1,

9 14,0 (α t ) 0, 6,625 1,

10 13,65 (α t ) 0,45 11,77777778 2,

11 13,4 (α t ) 0,2 26,5 3,

Inicialmente observa-se como o {ln [(α 0

  • α E ) / (α t - α E )]} se comporta com o passar do

tempo:

Da equação 1 temos o coeficiente de velocidade (k):

K

obs = ln [(α 0

  • α E ) / (α t - α E )]. t -

Para cada intervalo de 1 minuto é possível obter uma constante de velocidade:

Intervalo a partir da junção entre as

soluções de ácido clorídrico e

glucose

ln [(α 0

  • α E

) / (α t

  • α E

)]

Constante de

velocidade observada

(K)

2 0,163629424 0,

3 0, 0,

4 0,443931389 0,

5 0,712195376 0,

Gráfico 1. O gráfico ao lado

expressa a variação de ln(x) em função do

tempo, onde (x) é o quociente entre a

variação total de rotação da luz e variação

de rotação do tempo inicial até o tempo tx.

É possível observar que conforme o valor da constante de velocidade aumenta, temos

uma diminuição no tempo de meia vida da α-glucose.

No momento em que a solução entra em equilíbrio temos k 1 = k

5 CONCLUSÃO

Através do experimento é possível observar a dependência da velocidade da

reação com o pH, conforme a reação se processa temos um aumento do valor da

constante de velocidade.

6 REFERÊNCIAS

IUPAC. Compendium of Chemical Terminology, 2nd ed. (the "Gold Book"). Compiled by A. D.

McNaught and A. Wilkinson. Blackwell Scientific Publications, Oxford (1997). XML on-line

corrected version: http://goldbook.iupac.org (2006-) created by M. Nic, J. Jirat, B. Kosata;

updates compiled by A. Jenkins. ISBN 0-9678550-9-8.

Encontrado em: https://doi.org/10.1351/goldbook.

RANGEL, Renato Nunes. Práticas de Físico Química. 3 ed. - São Paulo: