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Relatório de Visita Técnica
Tipologia: Provas
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Relatório técnico exigido como comprovação da visita realizada pela disciplina de Microbiologia Ambiental à Unidade de Compostagem da Universidade Federal de Campina Grande no dia 10/07/13. Professora: Maria Sallydelândia Farias
Todo resíduo orgânico de origem animal e vegetal produzido nas casas, nas escolas e pela natureza é reciclado naturalmente pela ação cíclica da Biosfera. No entanto existem algumas técnicas que os seres humanos podem adotar para evitar a degradação do meio ambiente por esse lixo e transformá-lo em um adubo que pode ser utilizado para diversos fins agrícolas, como veremos adiante. Entres as técnicas:
O presente relatório diz respeito à visita realizada à UNIDADE DE COMPOSTAGEM na Universidade Federal de Campina Grande; Instituição de ensino superior, localizada na cidade de Campina Grande - Paraíba, no dia 10 de Julho de 2013, sob a supervisão do monitor da disciplina de Microbiologia Ambiental, Ângelo Tulio Maia.
O principal objetivo da visita foi apresentar a UNIDADE DE COMPOSTAGEM da Instituição à turma da disciplina de Microbiologia Ambiental a fim de introduzir os conhecimentos a cerca das atividades de reciclagem orgânica pela VERMICOMPOSTAGEM e COMPOSTAGEM para obtenção de adubo orgânico.
2.1 Descrição Física do Local Visitado
Nossa atuação limita-se a uma área localizada no Bloco B da Instituição por trás de alguns laboratórios. O tanque do minhocário fica localizado de frente a um lote de criação de abelhas sem ferrão e as composteiras dividem espaços com algumas árvores, ao lado de uma estrada que é separada por um muro.
O local é usado exclusivamente para as técnicas de compostagem, não havendo qualquer interferência de outra atividade.
2.2 Descrições das Atividades de Atuação
A dinâmica da visita compreende a aquisição de conhecimentos e técnicas voltadas para o desenvolvimento dos trabalhos citados.
Neste dia 10 de Julho de 2013 foram instruídos os conhecimentos a respeito das técnicas utilizadas e o dos seus benefícios para a construção de trabalhos científicos em nossa vida acadêmica.
2.3 Unidade de Vermicompostagem
O minhocário está situado em um tanque coberto por telhas finas. Possui um desnível de 2 (dois) centímetros para garantir que o líquido presente nos alimentos que é liberado pelo processo de degradação escoe por pequenos canos e para que a água de manutenção da matéria seca não se acumule, evitando o excesso de água que atrapalham o desempenho das atividades das minhocas ou mesmo afogando-as.
Para a disposição das COMPOSTEIRAS obtém-se o MATERIAL ORGÂNICO de restos de comida, neste caso do Restaurante Universitário da própria Instituição, e material seco, no caso folhas de árvores que podem ser trituradas, dispondo em camadas e cobrindo com uma lona para garantir que a umidade seja preservada.
O uso da lona é justificado pela localização da nossa região. Em outros lugares possivelmente a disposição de palha seca sobre o material seria o bastante para manter a UMIDADE, no entanto, estamos em uma região bem seca e a cobertura com palha seca não seria eficaz como a potencialidade que o uso da lona apresenta nos resultados finais. O uso da lona evita ainda a presença de organismos indesejados.
No ínicio, as leiras são dispostas em camadas que possuem em média 1 (um) metro de altura, porém com o passar do tempo as leiras diminuem de tamanho pelo processo natural de compactação pela degradação do material orgânico. Um exemplo notório das transformações que ocorrem nas composteiras é que a leira, que inicialmente tinha um 1 (um) metro de altura, no final do processo poderá ter 60 (sessenta) centímetros de atura.
2.4.3 Produto Final das Técnicas de Compostagem
A finalidade da compostagem é a DEGRADAÇÃO DE MATÉRIA ORGÂNICA apenas pela ação de microrganismos. Quando o composto passa pelos estágios de degradação dos microrganismos a matéria final é uma “terra” de coloração escura. Matéria escura, úmida, inodora. O produto final das duas técnicas de reciclagem são parecidos, no entanto, em se tratando de questões químicas, a quantidade de carbono do composto, por exemplo, é inferior à do húmus. Em questões de aparência, o HÚMUS (resultado da VERMICOMPOSTAGEM) é mais úmido que o COMPOSTO (resultado da COMPOSTAGEM). O húmus possui uma retenção maior de umidade e a estabilidade do material que a VERMICOMPOSTAGEM oferece tem particularidades que só com a ação dos microorganismos não é possível. A granulometria ou o tamanho da partícula é diferente, a potencialidade do material do húmus é superior ao do composto pelo motivo de sofrer menos lixiviação.
2.5 O custo e o Benefício
A compostagem exige menos custos que a técnica de utilizar as minhocas. No entanto, a técnica de compostagem exige em média 3 (três) meses para a leira produzir um composto e exige muito espaço para a disposição do material orgânico, o que na realidade são os fatores básicos para o desempenho aprimorado de reciclagem orgânica. Numa produção de larga escala, a compostagem apresenta dificuldades para uma produção eficaz pois ocuparia muito espaço e o resultado seria bastante demorado. No caso do uso das minhocas, dependendo da população, em um mês elas podem degradar toneladas de material orgânico, obtendo em menos tempo o composto final. Um dos empecilhos que a vermicompostagem pode apresentar é a aquisição das minhocas que pode custar caro ou mesmo a dificuldade para encontrar. No entanto, alguns órgãos ambientais como a EMATER fazem distribuições e doações.
2.6 Técnicas de Reciclagem Doméstica
Qualquer pessoa pode desenvolver técnicas de reciclagem orgânica natural em sua residência.
Para quem mora na zona urbana a compostagem apresenta o problema de espaço para manter uma composteira doméstica pelo fato de ser difícil a aeração, de manter a umidade etc. Já um minhocário doméstico poderia ser desenvolvido utilizando um recipiente de 20 litros como um balde, por exemplo, sem grandes dificuldades.
É importante ressaltar que o uso de alimentos processados, de derivados do leite e ovos, além de celulose, podem comprometer o desenvolvimento dos microrganismos e consequentemente do composto final que pode ser alterado, e acaba atraindo pelo mau cheiro ocasionado pela degradação dos alimentos de origem animal a presença de ratos e outros animais indesejáveis. Quanto mais vegetariano for o material orgânico, mais qualidade terá o composto.
2.6.1 Processos Utilizados
Nos processos de reciclagem utilizam-se material seco, material molhado e esterco. Na Unidade visitada utiliza-se o esterco curtido ao invés do esterco verde. Para transformar um esterco verde (fresco, direto) em esterco curtido irriga-se diariamente por um mês para retirar o mau cheiro e deixa-se ao sol para proporcionar o aquecimento e desenvolvimento de microrganismos.
Para a disposição das camadas: uma camada de areia, uma camada de esterco, uma camada de matéria seca e dos restos de comida e de frutas, e uma camada de matéria seca.
Ao final da experiência vivenciada na Unidade de Compostagem, compreendemos a importância da maturação dessas técnicas como meio de reduzir os impactos que as ações humanas causam ao meio ambiente.
Evidenciou-se a importância das técnicas apresentadas, propondo aplicá-las ao nosso dia-a-dia com a possibilidade de restauração de áreas degradadas, o uso de adubos naturais, o processamento ecológico de restos de comidas e outros materiais que degradam o meio ambiente, e que por meio da ação de microrganismos podem ser transformados em compostos nutritivos que ajuda no fechamento dos ciclos da natureza.
Figura: Local onde é armazenado o composto final Foto: Ângelo Tulio Maia
Figura: As minhocas e a Vermicompostagem
Fonte: http://cdn.hortabiologica.com/wp-content/uploads/2012/12/vermicompostagem.jpg