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Relatório de 2017 sobre chumbo, Manuais, Projetos, Pesquisas de Metalurgia

Relatório relativo ao ano de 2017 sobre a produção, consumo e reaproveitamento do chumbo no Brasil

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2019

Compartilhado em 09/09/2019

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alberto-suarez-5 🇧🇷

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CHUMBO
Juliana Ayres de A. Bião Teixeira DNPM/BA
1 OFERTA MUNDIAL 2016
Em 2016, as reservas mundiais de chumbo atingiram 88 milhões de t (Mt) e as brasileiras somaram 74 mil t (kt),
representando 0,1% da reserva global. A produção mundial de concentrado de chumbo em 2016 alcançou 4,8 Mt de
metal contido, sendo registrado um decréscimo de 1% em relação a 2015. Os principais produtores de chumbo primário
são os países detentores das maiores reservas do mundo, e suas produções em 2016 foram: 2,4 Mt na China, 500 kt na
Austrália, 335 kt nos Estados Unidos da América, 310 kt no Peru e 250 kt no México. A produção brasileira em 2016 de
concentrado de chumbo, em metal contido, foi de 8 kt, representando 0,2% da produção mundial.
Segundo dados divulgados pela International Lead and Zinc Study Group (ILZSG), a produção global do chumbo
metálico refinado em 2016 somou 11,2 Mt, um crescimento de 3% em relação ao ano anterior, enquanto a produção
brasileira do metal refinado (secundário) foi de 156,2 kt, correspondendo a 1,4% da produção mundial.
Tabela 1 Reserva e produção mundial
Discriminação
Reservas (103 t)
Produção (2) (103 t)
Países
2016 (p)
2015 (r)
2016 (p)
(%)
Brasil (1)
74
9
8
0,2
Austrália
35.000
652
500
10,4
China
17.000
2.340
2.400
49,8
Estados Unidos da América
5.000
367
335
6,9
Índia
2.200
136
135
2,8
México
5.600
254
250
5,2
Peru
6.300
316
310
6,4
Rússia
6.400
225
225
4,7
Outros Países
10.426
651
657
13,6
TOTAL
88.000
4.950
4.820
100,0%
Fonte: ANM/DIPLAM; MDIC/SECEX; USGS: Mineral Commodity Summaries 2017.
(1) reserva lavrável em metal contido; (2) metal contido no concentrado; (p) preliminar; (r) revisado.
2 PRODUÇÃO INTERNA
A produção brasileira de concentrado de chumbo em 2016, oriunda do município de Paracatu (MG), foi de
11.559 t, e em metal contido do concentrado atingiu 9.440 t, representando uma queda de 14% na produção do
concentrado em relação ao ano anterior. Toda a produção do concentrado de chumbo é exportada. O Brasil não tem
produção primária de chumbo metálico refinado. Toda a produção deste metal é obtida a partir de reciclagem,
especialmente de baterias automotivas, industriais e de telecomunicações. As usinas refinadoras estão em Pernambuco,
Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Segundo dados pelo IBER (instituto Brasileiro de
Energia Reciclável), a produção secundária do chumbo metálico, em 2016, foi de 156,2 kt, um incremento de 2,6% em
relação ao ano anterior, o que correspondeu a 15,8 milhões de baterias vendidas para o mercado de reposição, em um
universo de 16,1 milhões de baterias coletadas para reciclagem.
3 IMPORTAÇÃO
As importações brasileiras de bens primários, produtos manufaturados, semimanufaturados e compostos
químicos de chumbo representaram um desembolso de US$ 126,6 milhões. Não houve importação de bens primários. Os
bens semimanufaturados importados somaram 65 kt, custando US$ 124,6 milhões, procedentes principalmente da
Argentina, que respondeu por 22% do total importado, seguido por México, 19%, Israel, 15%, Equador, 12%, e França,
8%. Os manufaturados corresponderam a 228 t, totalizando um desembolso de US$ 944,1 mil, sendo procedentes da
Alemanha, 38%, Espanha, 28%, Estados Unidos, 18%, Reino Unido, 5%, e Itália, 4%. Os compostos químicos importados,
constituídos por monóxido de chumbo, outros óxidos de chumbo, sulfato neutro de chumbo, cromato de chumbo,
titanato de chumbo, plumbatos e outras obras de chumbo, alcançaram 340 t e custaram US$ 1,1 milhão, sendo oriundos
principalmente da Alemanha, 55%, Peru, 35%, Colômbia, 4%, e Estados Unidos, 3%.
4 EXPORTAÇÃO
As exportações de concentrado de chumbo alcançaram 18,7 kt, rendendo US$ 14,3 milhões, e tiveram como
principais destinos China (74%), e Japão (26%). Os semimanufaturados exportados perfizeram 10,6 kt, o que
correspondeu a um faturamento de US$ 20,9 milhões, destinados para os Estados Unidos (98%), Emirados Árabes (1%), e
França (1%). Os manufaturados representaram 120 t, o que gerou um faturamento de US$ 810 mil. Estes produtos
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Baixe Relatório de 2017 sobre chumbo e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Metalurgia, somente na Docsity!

CHUMBO

Juliana Ayres de A. Bião Teixeira – DNPM/BA

1 OFERTA MUNDIAL – 2016

Em 2016, as reservas mundiais de chumbo atingiram 88 milhões de t (Mt) e as brasileiras somaram 74 mil t (kt),

representando 0,1% da reserva global. A produção mundial de concentrado de chumbo em 2016 alcançou 4,8 Mt de

metal contido, sendo registrado um decréscimo de 1% em relação a 2015. Os principais produtores de chumbo primário

são os países detentores das maiores reservas do mundo, e suas produções em 2016 foram: 2,4 Mt na China, 500 kt na

Austrália, 335 kt nos Estados Unidos da América, 310 kt no Peru e 250 kt no México. A produção brasileira em 2016 de

concentrado de chumbo, em metal contido, foi de 8 kt, representando 0,2% da produção mundial.

Segundo dados divulgados pela International Lead and Zinc Study Group (ILZSG), a produção global do chumbo

metálico refinado em 2016 somou 11,2 Mt, um crescimento de 3% em relação ao ano anterior, enquanto a produção

brasileira do metal refinado (secundário) foi de 156,2 kt, correspondendo a 1,4% da produção mundial.

Tabela 1 Reserva e produção mundial

Discriminação Reservas (10^3 t) Produção (2)^ (10^3 t) Países 2016 (p)^2015 (r)^2016 (p)^ (%) Brasil (1)^ 74 9 8 0, Austrália 35.000 652 500 10, China 17.000 2.340 2.400 49, Estados Unidos da América 5.000 367 335 6 , 9 Índia 2.200 136 135 2, México 5.600 254 250 5, Peru 6.300 316 310 6, Rússia 6.400 225 225 4, Outros Países 10.426 651 657 13, TOTAL 88.000 4.950 4.820 100,0% Fonte: ANM/DIPLAM; MDIC/SECEX; USGS: Mineral Commodity Summaries – 2017. (1) reserva lavrável em metal contido; (2) metal contido no concentrado; (p) preliminar; (r) revisado.

2 PRODUÇÃO INTERNA

A produção brasileira de concentrado de chumbo em 2016, oriunda do município de Paracatu (MG), foi de

11.559 t, e em metal contido do concentrado atingiu 9.440 t, representando uma queda de 14% na produção do

concentrado em relação ao ano anterior. Toda a produção do concentrado de chumbo é exportada. O Brasil não tem

produção primária de chumbo metálico refinado. Toda a produção deste metal é obtida a partir de reciclagem,

especialmente de baterias automotivas, industriais e de telecomunicações. As usinas refinadoras estão em Pernambuco,

Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Segundo dados pelo IBER (instituto Brasileiro de

Energia Reciclável), a produção secundária do chumbo metálico, em 2016, foi de 156,2 kt, um incremento de 2,6% em

relação ao ano anterior, o que correspondeu a 15,8 milhões de baterias vendidas para o mercado de reposição, em um

universo de 16,1 milhões de baterias coletadas para reciclagem.

3 IMPORTAÇÃO

As importações brasileiras de bens primários, produtos manufaturados, semimanufaturados e compostos

químicos de chumbo representaram um desembolso de US$ 126,6 milhões. Não houve importação de bens primários. Os

bens semimanufaturados importados somaram 65 kt, custando US$ 124,6 milhões, procedentes principalmente da

Argentina, que respondeu por 22% do total importado, seguido por México, 19%, Israel, 15%, Equador, 12%, e França,

8%. Os manufaturados corresponderam a 228 t, totalizando um desembolso de US$ 944,1 mil, sendo procedentes da

Alemanha, 38%, Espanha, 28%, Estados Unidos, 18%, Reino Unido, 5%, e Itália, 4%. Os compostos químicos importados,

constituídos por monóxido de chumbo, outros óxidos de chumbo, sulfato neutro de chumbo, cromato de chumbo,

titanato de chumbo, plumbatos e outras obras de chumbo, alcançaram 340 t e custaram US$ 1,1 milhão, sendo oriundos

principalmente da Alemanha, 55%, Peru, 35%, Colômbia, 4%, e Estados Unidos, 3%.

4 EXPORTAÇÃO

As exportações de concentrado de chumbo alcançaram 18,7 kt, rendendo US$ 14,3 milhões, e tiveram como

principais destinos China (74%), e Japão (26%). Os semimanufaturados exportados perfizeram 10,6 kt, o que

correspondeu a um faturamento de US$ 20,9 milhões, destinados para os Estados Unidos (98%), Emirados Árabes (1%), e

França (1%). Os manufaturados representaram 120 t, o que gerou um faturamento de US$ 810 mil. Estes produtos

CHUMBO

tiveram como destinos: Argentina, 25%, Canadá, 24%, Paraguai, 18%, Uruguai, 10%, e Chile, 8%. Os compostos químicos

exportados somaram 400 t, representando um faturamento US$ 1,1 milhão. Os principais compradores dos compostos

químicos derivados do chumbo foram: Chile (47%), Argentina (29%), Estados Unidos (14%), e Canadá (10%).

5 CONSUMO INTERNO

Em 2016, o consumo aparente do concentrado de chumbo foi negativo, pois as exportações foram superiores à

produção. O Brasil não produz chumbo metálico. Cerca de 68% do consumo do chumbo metálico, contido nas baterias

automotivas de chumbo-ácido, nas baterias industriais e de motos e em outros usos é proveniente do chumbo reciclado.

Tabela 2 Principais estatísticas – Brasil

Discriminação 2014 (r)^2015 (r)^2016 (p) Produção Concentrado/Metal contido (t) 19.831/10.978 11.559/9.440 15.165/8. Metal primário (t) - - - Metal secundário (t) 160.393 152.161 156. Importação (4) Bens primários (t) 0 0 0 (10^3 US$-FOB) 0 0 0 Semimanufaturados (t) 70.486 64.800 64. 586 (10^3 US$-FOB) 155.903 12 6.722 124. Manufaturados (t) 16 725 228 (10^3 US$-FOB) 154 2.659 944 Compostos químicos (t) 1476 309 340 (10^3 US$-FOB) 6.612 994 652 Exportação (5) Bens primários (t) 19.954 18.726 18.7 16 (10^3 US$-FOB) 15.797 14.428 14. 323 Semimanufaturados (t) 62 505 10. (10^3 US$-FOB) 250 915 20. Manufaturados (t) 21 130 120 (10^3 US$-FOB) 264 1.257 810 Compostos químicos (t) 577 521 400 (10^3 US$-FOB) 2.508 1.506 1. 057 Consumo Aparente (1)^ Concentrado de chumbo (t) - - - Preço Médio Concentrado(2)^ (US$/t) 791,67 770,49 765, Metal primário (3)^ (US$/t) 2.09 6 , 00 1 .784,00 1. 872 , Fonte: ANM/DIPLAM; MDIC/SECEX; ILZSG; IBER (instituto Brasileiro de Energia Reciclável). (1) Produção + importação – exportação, dados brutos; (2) preço médio base concentrado exportado; (3) preço médio cash buyer do metal na LME; (4) e (5) vide tabela 1 do apêndice; (-) nulo; (p) preliminar; (r) revisado.

6 PROJETOS EM ANDAMENTO E/OU PREVISTOS

O Projeto Caçapava do Sul é o primeiro empreendimento da Votorantim Metais Holding no Rio Grande do Sul,

localizado no Passo do Cação, a 5 Km da vila de Minas do Camaquã. O investimento previsto para a fase inicial é de R$

371 milhões e serão gerados 450 empregos na fase de operação. Será instalada uma planta polimetálica para extração de

36 kt de chumbo contido, 16 kt de zinco contido e 5 kt de cobre contido, ao ano. A extração desses recursos se dará em

uma mina de três cavas a céu aberto, com vida útil estimada de 20 anos, com previsão para entrar em operação no final

de 2019 ou início de 2020. Será o primeiro empreendimento mineral do Brasil sem a utilização de barragens para rejeitos

ou água. As águas utilizadas no processo e áreas industriais serão recirculadas, e não haverá descarte de efluente

industrial na região. Os resíduos serão depositados a seco, podendo serem compactado.

O Projeto de Arapuanã, também da Votorantim Metais, localizado na Serra do Expedito, a 25 km da cidade de

Arapuanã-MT, é um projeto de polimetálicos de exploração (lavra subterrânea) e beneficiamento de 1,8 Mt do minério,

sendo 65 kt de zinco contido, 25 kt de chumbo contido e 4 kt de cobre contido anuais, vida útil estimada de 15 anos e

previsão para entrar em operação em 2020. O investimento projetado é de R$ 675 milhões e serão gerados

aproximadamente 1.000 empregos na fase de construção e, durante a fase de operação, cerca de 600 postos de trabalho.