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Relatório de aula prática, Esquemas de Química Orgânica

Prática de laboratório de Extração de óleos essenciais

Tipologia: Esquemas

2025

Compartilhado em 30/04/2026

Alene
Alene 🇧🇷

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ CAMPUS TOLEDO
Centro de Engenharias e Ciências Exatas
Curso de Química Bacharelado
Extração Descontínua da Cafeína
Química Orgânica Experimental I
Profaº Draº Maria Luiza Fernandes Rodrigues
Acadêmicas: Alene Cristina da Silva
Mariana Lorençatto
Nicole Luize Zorzi
Toledo - PR
2025
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ CAMPUS TOLEDO Centro de Engenharias e Ciências Exatas Curso de Química Bacharelado

Extração Descontínua da Cafeína

Química Orgânica Experimental I

Profaº Draº Maria Luiza Fernandes Rodrigues Acadêmicas: Alene Cristina da Silva Mariana Lorençatto Nicole Luize Zorzi

Toledo - PR 2025

1. Resultados e Discussão

Durante a prática de extração descontínua da cafeína, observou-se inicialmente a formação de uma solução amarelada após ser colocado de três saquinhos de chá em 100 mL de água fervente a aproximadamente 58 °C. Após o resfriamento em banho de gelo, a solução foi transferida para o funil de separação, onde se realizaram três extrações sucessivas com 20 mL de diclorometano (CH₂Cl₂). A fase orgânica, de coloração ligeiramente amarelada, correspondia à porção contendo compostos extraídos do chá, incluindo a cafeína. Após as lavagens com solução de hidróxido de sódio 6 mol L⁻¹ e água destilada fria, observou-se que a fase orgânica se tornou mais límpida, indicando a remoção de impurezas ácidas e pigmentos vegetais. Em seguida, a camada de CH₂Cl₂ foi seca com sulfato de sódio anidro, filtrada e evaporada na estufa. Ao final, observou-se a formação de cristais brancos sobre o vidro de relógio, característicos da cafeína bruta (BRENELLI, 2003). Esse procedimento foi realizado também com café, mas não foi colocado sulfato de sódio nele, para que fosse comparado os resultados dos dois. Segue figura da estrutura da cafeína abaixo:

Figura 1. Estrutura química da cafeína.

Os resultados obtidos mostraram diferença significativa entre as amostras analisadas. Para o chá, a massa inicial foi de 5,7366 g e a massa final de 4,4700 g, resultando em rendimento de 78 %. Para o café, a massa inicial foi de 5,3000 g e a massa final de 1,7000 g, o que corresponde a um rendimento de 32 %. Essa diferença pode ser explicada pela natureza química de cada matriz vegetal pelas características físico-químicas da cafeína presente em cada uma delas e pela ausência de sulfato de sódio no café. De acordo com Brenelli (2003), o chá preto contém cafeína em forma mais livre, menos complexada com outras substâncias, o que facilita sua extração para o solvente orgânico. O café, por outro lado, especialmente após o processo de

emulsões e volatilização do solvente, a técnica mostrou-se adequada e compatível com valores encontrados na literatura.

3. Referências

BRENELLI, E. C. S. A extração de cafeína em bebidas estimulantes – uma nova abordagem para um experimento clássico em química orgânica. Química Nova , v. 26, n. 1, p. 136–138, 2003.

MANO, E. B.; SEABRA, A. P. Práticas de Química Orgânica. 3. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1987.

PAVIA, D. L. et al. Introduction to Organic Laboratory Techniques – A Small Scale Approach. Orlando: Saunders College Publishing, 1988.