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Roteiro aula prática Salmonella spp, Notas de estudo de Microbiologia

Roteiro prática salmonella spp da aula de microbiologia de alimentos

Tipologia: Notas de estudo

2022

Compartilhado em 02/07/2022

gabriela-pontoli
gabriela-pontoli 🇧🇷

4.5

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Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Campus Campo Mourão
Disciplina de Microbiologia dos Alimentos
Profa. Leila Larisa M. Marques
PESQUISA DE Salmonella – parte 2
PROVAS BIOQUÍMICAS
Baseia-se na evidenciação das propriedades
fisiológicas e metabólicas das culturas
suspeitas, por meio da verificação da presença
de urease; fermentação de açúcares no meio
TSI; descarboxilação da lisina; produção de
H2S; motilidade e produção de indol, etc.
Todas as provas bioquímicas serão feitas a
partir do ágar não seletivo (ágar nutriente).
1. Prova da Oxidase
Método: Usando palitos de madeira, de
plástico descartáveis ou pipetas Pasteur,
estéreis, ou alça de platina, realizar a prova de
oxidase espalhando a cultura sobre papel filtro
impregnado com o reativo para oxidase, ou
sobre tiras de papel para teste de Oxidase,
disponíveis comercialmente.
Fazer a leitura em 10 a 20 segundos. Após esse
tempo, podem ocorrer reações falso-positivas.
Resultado: O aparecimento de cor azul
(N'N'N'N'-tetrametil-parafenileno-diamina) ou
vermelho intenso (oxalato de para-amino-
dimetilanilina) é indicativo de reação positiva.
Obs.: Não utilizar alças de níquel-cromo ou
alças de aço para realizar a prova de oxidase,
pois traços de óxido de ferro na superfície
flambada podem produzir reação falso-positiva.
2. Prova da Urease
Princípio: determinar a habilidade de um
determinado microrganismo em degradar,
enzimaticamente, a uréia pela urease, com a
formação de duas moléculas de amônia.
A alteração da cor amarela (original do meio)
para rosa intenso do meio é indicativa de
alcalinização do meio devido à formação de
amônia. A visualização da cor é promovida pelo
vermelho de fenol, adicionado ao meio.
Método: semear maciçamente em caldo ou ágar
uréia. Incubar a 36ºC por 18 a 24 horas.
Resultado: 99% das Salmonellas não produzem
urease (cor do meio continua amarelo ou rosa
bem claro).
3. Descarboxilação da lisina
Princípio: determinar a habilidade enzimática de
um determinado microrganismo em
descarboxilar o aminoácido lisina, com a
consequente alcalinização do meio de cultivo,
pela presença da enzima lisina descarboxilase.
A visualização da cor é promovida pelo
indicador púpura de bromocresol, que tem cor
violeta em pH alcalino.
Método: Inocular com picada profunda o ágar
LIA (lisina-ferro), estriando na superfície
inclinada do bisel. Adicionar selo estéril
(vaselina), visando evitar o contato do meio com
o ar e o consequente aparecimento de uma
falsa alcalinização na superfície do meio por
degração aeróbia do substrato protéico. Incubar
a 36 ºC por 24 a 30 horas.
Resultado: a maioria (96%) das salmonelas é
capaz de produzir a lisina descarboxilase. O
meio passa de amarelo para violeta e produzem
H2S.
4. Meio SIM ( Indol Sulfeto Motilidade)
Princípio: verificação da motilidade dos
microrganismos, da capacidade de produção de
H2S e de indol.
Método: inocular com picada, o meio de cultura
SIM. Incubar a 36ºC por 24 a 30 horas. Após a
leitura da motilidade e da produção de H2S,
adicionar algumas gotas de reativo de Kovac’s
aos tubos para verificar se houve a produção de
indol (anel vermelho).
Resultado: a motilidade é caracterizada pela
difusão do crescimento por todo o meio. Se for
restrito à linha de semeadura, indica que o
microrganismo é imóvel.
A maioria das Salmonelas produz H2S, são
móveis e não produzem indol (não forma anel
vermelho).
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Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Campo Mourão Disciplina de Microbiologia dos Alimentos Profa. Leila Larisa M. Marques PESQUISA DE Salmonella – parte 2 PROVAS BIOQUÍMICAS Baseia-se na evidenciação das propriedades fisiológicas e metabólicas das culturas suspeitas, por meio da verificação da presença de urease; fermentação de açúcares no meio TSI; descarboxilação da lisina; produção de H 2 S; motilidade e produção de indol, etc. Todas as provas bioquímicas serão feitas a partir do ágar não seletivo (ágar nutriente).

1. Prova da Oxidase Método: Usando palitos de madeira , de plástico descartáveis ou pipetas Pasteur, estéreis, ou alça de platina , realizar a prova de oxidase espalhando a cultura sobre papel filtro impregnado com o reativo para oxidase, ou sobre tiras de papel para teste de Oxidase, disponíveis comercialmente. Fazer a leitura em 10 a 20 segundos. Após esse tempo, podem ocorrer reações falso-positivas. Resultado: O aparecimento de cor azul (N'N'N'N'-tetrametil-parafenileno-diamina) ou vermelho intenso (oxalato de para-amino- dimetilanilina) é indicativo de reação positiva. Obs.: Não utilizar alças de níquel-cromo ou alças de aço para realizar a prova de oxidase, pois traços de óxido de ferro na superfície flambada podem produzir reação falso-positiva. 2. Prova da Urease Princípio: determinar a habilidade de um determinado microrganismo em degradar, enzimaticamente, a uréia pela urease, com a formação de duas moléculas de amônia. A alteração da cor amarela (original do meio) para rosa intenso do meio é indicativa de alcalinização do meio devido à formação de amônia. A visualização da cor é promovida pelo vermelho de fenol, adicionado ao meio. Método: semear maciçamente em caldo ou ágar uréia. Incubar a 36ºC por 18 a 24 horas. Resultado: 99% das Salmonellas não produzem urease (cor do meio continua amarelo ou rosa bem claro). 3. Descarboxilação da lisina Princípio: determinar a habilidade enzimática de um determinado microrganismo em descarboxilar o aminoácido lisina, com a consequente alcalinização do meio de cultivo, pela presença da enzima lisina descarboxilase. A visualização da cor é promovida pelo indicador púpura de bromocresol, que tem cor violeta em pH alcalino. Método: Inocular com picada profunda o ágar LIA (lisina-ferro), estriando na superfície inclinada do bisel. Adicionar selo estéril (vaselina), visando evitar o contato do meio com o ar e o consequente aparecimento de uma falsa alcalinização na superfície do meio por degração aeróbia do substrato protéico. Incubar a 36 ºC por 24 a 30 horas. Resultado: a maioria (96%) das salmonelas é capaz de produzir a lisina descarboxilase. O meio passa de amarelo para violeta e produzem H 2 S. 4. Meio SIM (Indol Sulfeto Motilidade) Princípio: verificação da motilidade dos microrganismos, da capacidade de produção de H 2 S e de indol. Método: inocular com picada, o meio de cultura SIM. Incubar a 36ºC por 24 a 30 horas. Após a leitura da motilidade e da produção de H 2 S, adicionar algumas gotas de reativo de Kovac’s aos tubos para verificar se houve a produção de indol (anel vermelho). Resultado: a motilidade é caracterizada pela difusão do crescimento por todo o meio. Se for restrito à linha de semeadura, indica que o microrganismo é imóvel. A maioria das Salmonelas produz H 2 S, são móveis e não produzem indol (não forma anel vermelho).

H 2 S:

INDOL:

5. Açúcares – agar TSI Princípio: No ágar TSI, estão presentes glicose (1g/L), lactose (10g/L) e sacarose (10g/L). Como a glicose é um monossacarídeo e está em baixa concentração, será rapidamente fermentada anaerobicamente, formando ácido no fundo do tubo, o que torna o meio amarelo pela viragem do indicador vermelho de fenol (todos os membros da família Enterobacteriaceae fermentam a glicose com produção de ácido). Método: Inocular o ágar TSI através de picada profunda e estriamento na superfície inclinada do bisel. Incubar a 36ºC por 18 a 24 horas. Resultados: a grande maioria das salmonelas não fermenta a sacarose e a lactose. Como a fonte de carbono utilizável (glicose) é rapidamente esgotada, a Salmonella passa a degradar aerobicamente o substrato protéico do meio, produzindo amoníaco, o que confere ao meio um pH alcalino, modificando a coloração do bisel para rosa intenso. Em resumo, a maioria das salmonelas apresenta no TSI as seguintes reações:  Produção de H 2 S (enegrecimento de certa parte do meio) e gás (podem também não apresentar produção de H 2 S);  O ápice do meio se torna amarelo devido a fermentação da glicose;  A superfície inclinada apresenta coloração vermelha devido a não fermentação da lactose e da sacarose. 6. Fenilalanina desaminase Princípio: determinar a capacidade do MO de desaminar a fenilalanina em ácido fenilpirúvico, por sua atividade enzimática, com conseqüente acidez. No teste negativo, como não existe o ácido fenilpirúvico, permanece a cor do reativo FeCl 3 , que é amarela. Método: Inocular a superfície do ágar fenilalanina por estriamento. Incubar a 36 ± 1ºC por 18 a 24 horas. Adicionar 2 a 3 gotas de solução de cloreto férrico 10%. Resultado: A alteração da coloração da cultura na superfície do bisel para verde indica reação de desaminação da fenilalanina. Salmonella não desamina a fenilalanina. 7. Citrato Princípio: caracterizar microrganismos capazes de utilizar o citrato como a única fonte de carbono, os quais provocam a elevação do pH do meio de cultivo devido a metabolização de íons citrato. Método: transferir a bactéria a ser testada para ágar citrato de Simmmons. Incubar os tubos a 37ºC por 24 a 48 horas. Após a incubação, examinar as culturas contidas nos tubos com o meio inclinado e avaliar a presença ou a ausência de crescimento da bactéria, verificando qualquer alteração na cor do meio de verde para azul. Resultado: após a incubação a 37ºC, tem-se:  Positivo: o meio se torna azul intenso, principalmente no ápice;  Negativo: a cor natural do meio não muda, permanecendo verde. 8. Vermelho de metila-VM. Princípio: determinar a habilidade de algumas bactérias em oxidar a glicose e levar à produção de ácidos orgânicos como produto final. Método: transferir o microrganismo a ser testado para tubos de ensaio com caldo VM-VP (meio de Clark e Lubs). Incubar os tubos a 37°C por 24 a 48 horas. Na leitura é adicionado 5 gotas de uma solução de vermelho de metila.