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Relatório de estagio , Notas de estudo de Engenharia Agronômica

Assistência Técnica e extensão rural

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 15/09/2014

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jose-lucas-sebrian-da-silva-10 🇧🇷

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE
RONDÔNIA - CAMPUS ARIQUEMES
CURSO TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA
ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL
RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
JOSÉ LUCAS SEBRIAN DA SILVA
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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE RONDÔNIA - CAMPUS ARIQUEMES CURSO TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA

ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO

JOSÉ LUCAS SEBRIAN DA SILVA

Ariquemes, novembro de 2012.

Ariquemes, novembro de 2012.

Dados de Identificação

  1. Estagiário

1.1. Nome: José Lucas Sebrian da Silva

1.2. Curso: Técnico em Agropecuária

1.3. Turma: 3º A de Agropecuária

1.4. Município: Ariquemes, RO.

1.5. E-mail: [email protected]

  1. Empresa

2.1. Nome: Empresa Brasileira de Assistência Técnica e extensão Rural -

Estado de Rondônia (EMATER-RO)

2.2. Endereço: Rua Patrícia Marinho, 3388

2.3. Município: Alto Paraíso, RO

2.4. CEP: 76862-

2.5. Fone: (69) 3534-

  1. Estágio

3.1. Área de Realização: Assistência Técnica e Extensão Rural

3.2. Professor orientador: Claiton Baes Moreno

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE RONDÔNIA - CAMPUS ARIQUEMES CURSO TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA

O Supervisor da Empresa EMATER-RO, Marcos da Silva Ribeiro, o orientador Claiton Baes Moreno e o estagiário José Lucas Sebrian da Silva, abaixo assinados, cientificam-se do teor do Relatório de Estágio Curricular Supervisionado do Curso Técnico em Agropecuária.

ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL

Elaborado por José Lucas Sebrian da Silva

Como requisito parcial para obtenção do título de Técnico em Agropecuária


Marcos da Silva Ribeiro

(Supervisor de Estágio)


Claiton Baes Moreno

(Orientador)


José Lucas Sebrian da Silva

(Estagiário)

Ariquemes, novembro de 2012.

Sumário

 - 1. Introdução - 2. Histórico da empresa - 3. Atividades desenvolvidas - 3.1. Elaboração de projeto de Financiamento 
  • 3.2. Preenchimento de DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) - 3.3. Organização de fichários com documentos - 3. 4. Visitas técnicas
        1. Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) - 3. 6. Estudos bibliográficos - 3. 7. Cálculo de Calagem - 3. 8. Reunião com Agricultores
              1. Vacinação contra Brucelose
                1. Recepção de Agricultores - 4. Conclusão - 5. Referências

2. Histórico da Empresa

A empresa EMATER-RO foi criada para dar assistência técnica aos produtores rurais no estado Paraná, sendo criada em 20 de maio de 1956 em decorrência de convênio entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos. Era então denominado Escritório Técnico de Agricultura - ETA Projeto15.

Com a extinção do ETA Projeto15, diversas entidades paranaenses ligadas à agricultura, reconhecendo a importância das atividades desenvolvidas pela empresa, assumiram a responsabilidade pelo Projeto, dando-lhe nova denominação. Assim, em quatro de dezembro de 1959 era criada a ACARPA (Associação de Crédito e Assistência Rural do Paraná), entidade civil sem fins lucrativos, filiada à Associação Brasileira de Crédito e Assistência Rural (ABCAR) e vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e do abastecimento.

Em 1977, através da Lei 6.969, era criada a Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER/Paraná, com a finalidade de absorver as atividades da ACARPA, que iniciou seu processo de extinção.

A EMATER chegou a Rondônia em 31 de agosto de 1971 com a denominação de Associação de Crédito e Assistência Rural do Território Federal de Rondônia – ACAR/RO, entidade integrante da Associação Brasileira de Crédito e Assistência Rural – ABCAR. Fundada com a personalidade jurídica de Sociedade Civil de fins educativos e sem finalidade lucrativa, surgiu com o objetivo de promover a Extensão Rural no Território Federal de Rondônia.

Em 22 de novembro de 1976, a ACAR/RO passa a denominar-se Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural – ASTER/RO. Em 10 de maio de 1984, a ASTER/RO passou a denominar-se EMATER-RO, sem alterar sua personalidade jurídica e natureza dos serviços prestados.

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3. Atividades desenvolvidas

No início do estágio, fui apresentado ao quadro de funcionários do escritório da EMATER-RO, município de Alto Paraíso, e a outros estagiários que iriam estagiar no mesmo período, durante uma reunião que geralmente ocorria no início da semana para definir as atividades da semana. Foi nessa reunião que ficou decidido quem seria o supervisor de cada estagiário e as atividades que seriam desenvolvidas durante a semana e o período de estágio.

O técnico que ficou responsável pela minha supervisão foi Marcos da Silva Ribeiro que é formado em Técnico em Agropecuária pela antiga EMARC.

3.1. Elaboração de projeto de Financiamento

Logo no início do estágio, tive a oportunidade de fazer o acompanhamento da elaboração de um projeto de financiamento do Banco do Brasil e do Banco BASA para produtores rurais, tendo a oportunidade de trabalhar com as planilhas de financiamento que os bancos disponibilizam e documentos importantes para a elaboração de projetos, como os dados pessoais dos interessados e os demais documentos necessários. O supervisor pediu para todos os estagiários preencher algumas planilhas para aprender praticando como se deve construir o projeto.

O PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) é composto por vários tipos de crédito. PRONAF Custeio é para o financiamento de atividades agropecuárias e de beneficiamento ou industrialização e comercialização de produção própria ou de terceiros agricultores familiares.

PRONAF Investimento é o financiamento de implantação, ampliação ou modernização da infraestrutura de produção e serviços, agropecuários ou não, no estabelecimento rural ou em áreas comunitárias rurais próximas. O PRONAF Mulher constitui linhas de crédito destinadas a mulheres agricultoras. PRONAF Jovem compõe linhas de financiamento destinadas a jovens agricultores.

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caminhos de acesso: 1º os aplicativos homologados pela SAF (Secretaria da Agricultura Familiar) e 2º o aplicativo desenvolvido pela SAF , o DAPweb.

Para acessar o DAPWeb, há necessidade de cadastramento prévio do agente emissor, bem como de toda a estrutura organizacional do órgão ou entidade de sua vinculação.

Para facilitar o processo de coleta e registro dos dados das DAPs , a SAF preparou o Manual do Cadastrador, onde contém instruções para preenchimento das DAPs em formulário e, também, para o aplicativo DAPWeb, além, das tabelas de apoio.

3.3. Organização de fichários com documentos

Durante o período que o supervisor não se encontrava no escritório, os estagiários fizeram a organização de vários armários com fichários contendo documentos de produtores, como a DAP, cadastro do produtor, cópia de RG (Registro Geral) e CPF (Cadastro de Pessoa Física). Os fichários foram organizados em ordem alfabética por linha de atuação de cada técnico; foram reorganizados documentos que estavam em outras pastas, colocando estes em seus devidos locais.

3.4. Visitas Técnicas

Foram realizadas diversas visitas a produtores com o objetivo de dar assistência, coletar dados e verificar se o dinheiro de financiamento estava sendo aplicado da maneira correta. Durante essas visitas, foi possível ver instalações bem feitas para gado leiteiro e de corte, construídas com o dinheiro desses financiamentos realizados pela EMATER-RO. Foi possível verificar animais altamente produtivos, adquiridos através da mesma fonte, de leite, vindos do estado de Minas Gerais; animais bem cuidados e sendo suplementados com silagem, tendo o tratamento adequado para a obtenção de maior produção.

Foram feitos laudos de carência, que consiste em verificar o que acontece com o dinheiro de financiamento destinado a produtos, assim a EMATER-RO e

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os Bancos ficam sabendo se o produtor está cumprindo com o propósito do financiamento e se terá renda suficiente para quitar sua dívida quando o prazo de três anos de carência terminar.

Dentro das visitas, foi visto como os produtores recebem os funcionários do escritório; em todas as casas por onde passaram os estagiários, estes foram bem recebidos e puderam fazer o seu serviço sem dificuldade. Durante essas visitas os estagiários se deslocaram de automóvel ou motocicleta, sempre com um funcionário conduzindo.

3.5. Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)

Tive também a oportunidade de participar do acompanhamento do desenvolvimento do PAA, que é um programa do governo que visa auxiliar os agricultores familiares através de compra de produtos desses agricultores, que por sua vez são repassados para escolas, hospitais, entidades assistenciais, entre outros locais que o governo envia recursos.

Criado em 2003, o PAA é uma ação do Governo Federal para colaborar com o enfrentamento da miséria no Brasil e auxiliar no fortalecimento da agricultura familiar. Para isso, o programa utiliza mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de suas organizações, estimulando os processos de agregação de valor à produção.

Parte dos alimentos é adquirida pelo governo diretamente dos agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas e demais povos e comunidades tradicionais, para a formação de estoques estratégicos e distribuição à população em maior vulnerabilidade social.

A compra pode ser feita sem licitação. Cada agricultor pode acessar até um limite anual e os preços não devem ultrapassar o valor dos preços praticados nos mercados locais.

A EMATER-RO tem a função de receber, pesar, passar o valor que cada produtor deve receber e repassar o produto para os locais destinados, tudo isso em um único dia que a EMATER-RO combina com os interessados. O governo compra, através do PAA, laranjas, pães, limão, mamão, galinhas, diversos

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NC: necessidade de calagem. V2: Saturação deseja para a cultura que é 60% a 70%. V1: Saturação em que se encontra o solo. T: Capacidade de troca de cátions. F: Fator de correção. O fator de correção foi feito com base no calcário de Espigão d’Oeste que tem o PRNT 70%.

Para chegar o fator de correção foi usada a formula 100/PRNT. O T e V1 podem ser encontrados na análise de solo por isso não foi usada nenhuma fórmula.

Se não tiver na análise, basta fazer soma de base (SB)= K+Mg+Ca, depois fazer T= SB+(H+Al), para achar T; após faz V1=SBx100/T; depois disto, é só jogar na primeira fórmula para achar a necessidade de calagem.

3. 8. Reunião com Agricultores

As reuniões com os agricultores eram os momentos em que mais se via a integração da EMATER-RO com os produtores. Os produtores que estavam presentes nas reuniões pediam explicações, informações, questionavam, pediam a opinião do técnico. Essas reuniões tinham o objetivo principal de realizar o cadastramento desses produtores. Algumas vezes, por haver poucas pessoas na reunião, esses momentos tornavam-se objetos de transmissão de informações e de resolução de algumas dúvidas sobre financiamentos, programas, máquinas agrícolas utilizadas nos trabalhos de campo, etc.

Os estagiários que estavam presentes nestas reuniões, normalmente não falavam durante as mesmas. Éramos apresentados e acompanhávamos as reuniões ou ficávamos responsáveis por fotografar e, ao final, recolher as assinaturas dos produtores rurais.

3. 9. Vacinação contra Brucelose

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A vacinação contra Brucelose não foi uma atividade que se realizava com frequência, pois os agricultores se organizavam em grupos para facilitar a todos economizar viagem e tempo dos produtores. Muitos produtores tinham poucos animais com idade de ser realizada a vacinação, então ficava difícil para a EMATER-RO deslocar-se até o local para vacinar um ou dois animais.

Os estagiários foram juntos com dois técnicos experientes em vacinações dessa doença, onde os produtores eram responsáveis por segurar os animais, e enquanto um técnico vacinava, o outro marcava no lado esquerdo da face da bezerra para informar que aquele animal havia sido vacinado. Nessa marca, realizada a ferro quente, contém um “v” e o último número do ano da vacinação. Por exemplo, a bezerra vacinada ano 2012 era marcado com “v2”.

Os estagiários ficavam com a responsabilidade de registrar em uma planilha quantos animais tinha sido vacinados, coletar o nome e a assinatura do produtor, a área da propriedade, área de pasto e se tinha outra cultura, determinar a área destinada para ela. Após isso, o produtor levava a ficha de vacinação até o órgão responsável, a agência IDARON (Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia) para o cadastramento da vacinação.

A Brucelose é uma doença causada principalmente pela bactéria Brucella abortus e é uma zoonose, por isso que se deve ter um controle severo. O animal pode ser infectado através do aparelho digestivo e genital, e a transmissão é por contato direto com animais, resto de placentas e leites infectados.

A Brucelose também é conhecida como Febre de Malta, Febre do Mediterrâneo e Febre Ondulante.

Nas fêmeas vai causar abortos, retenção de placenta e endometrites. Nos machos causa orquites, epididimite, perda da libido e infertilidade.

Em humanos os sintomas são febre intermitente, suor com cheiro de “palha azeda”, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor no abdômen, nas costas e dependendo da forma, pode ter fraqueza muscular, falta de apetite, etc.

Para evitar a doença, existem vacinas para bovinos, que deve ser realizada nas fêmeas com três a oito meses de idade; após a vacinação, só deve

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