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mal de parkinson- estudo de caso
Tipologia: Provas
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Mayra Gabriela Fachini
Joaçaba, SC Abril de 2012.
A doença de Parkinson (DP) foi descrita primeiramente por James Parkinson em seu ensaio intitulado Shaking Pulse” (1807), é uma patologia neurológica crônica e degenerativa do sistema nervoso central que acomete os gânglios da base. A DP é caracterizada pela redução de dopamina na via negro-estriatal, resultante da morte de neurônios da substância negra cerebral. A etiologia específica não é conhecida, porém, durante os últimos anos, tem-se considerado fatores hereditários, infecciosos, tóxicos, genéticos e ambientais. Essa doença é caracterizada classicamente por um conjunto de quatro sintomas motores: tremor, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural. (MORRIS, 2000.)
O tremor é descrito como de repouso, com frequência de quatro a seis ciclos por segundo, e costuma envolver preferencialmente as mãos, configurando a alternância entre pronação e supinação, ou flexão e extensão, dos dedos, mas também pode atingir os lábios, os membros inferiores e raramente acomete pescoço, cabeça ou voz. (SAMII, NUTT e RANSOM, 2004)
A rigidez é caracterizada pela cocontração da musculatura agonista e antagonista gerada por um aumento da contratilidade muscular basal, ocasionando, por consequência, uma limitação na amplitude de movimento articular. A principal característica é a resistência à movimentação do membro afetado, podendo ser contínua ou intermitente, com essa última configurando o fenômeno de roda denteada. (BARBOSA e SALLEN, 2005)
A bradicinesia é um dos sintomas mais incapacitantes da DP, sendo caracterizada por pobreza de movimento e lentidão na iniciação e na execução de atos motores voluntários e automáticos e associada à dificuldade na mudança de padrões motores (SILVA, DIBAI FILHO e FAGANELLO, 2011)
A instabilidade postural, ou perda de reflexos posturais, é definida como uma deficiência do equilíbrio por conta da redução dos ajustes posturais, tanto os compensatórios como, em especial, os que antecipam os movimentos voluntários. (JANKIVIC, 2008)
Paciente P. D., com 85 anos, casado, aposentado, residente em Joaçaba -SC. Com diagnóstico de Doença de Parkinson há 10 anos.
2.1 História da Doença Pregressa
Paciente relatou os primeiros sintomas há dez anos, iniciando com tonturas, perda de equilíbrio e fraqueza muscular. Depois de receber o diagnóstico iniciou tratamento medicamentoso e fisioterapia na Clínica Escola de Fisioterapia da Universidade Do Oeste de Santa Catarina – UNOESC, enquanto residia em Luzerna – SC. Quando passou a residir em Joaçaba – SC, passou a ter atendimento fisioterápico domiciliar conveniado ao SUS uma vez semanal.
2.2 História da Doença Atual
Paciente apresenta tônus rígido, tremores de repouso em pouca frequencia, com força muscular parcialmente preservada, déficit de equilíbrio acentuado provocando distúrbios de marcha e faz uso de sonda vesical. Apresenta perda de aplitude de movimento em grande parte das articulações e faz uso de órtese (bengala) para deambulação. Apesar das dificuldades, consegue realizar suas atividades de vida diária sem auxílio.
Seu tratamento medicamentoso é feito com Sifrol, Okineton, Mantidon, Riss, Epez e Macro.
A conduta de tratamento fisioterápico das três semanas de atendimento, baseou- se em adquirir e preservar a força muscular, manter as amplitudes de movimento, melhora de quilíbrio e marcha. Foram realizados exercícios de fortalecimento muscular, alongamentos, exercícios proprioceptivos para equilíbrio e teino de marcha com correção de movimentos inadequados. Foram dadas orietações para realizar os exercícios por pelo menos três vezes por semana.
Tendo em vista o numero de atendimentos semanais realizado, o paciente apresenta bom quadro de estacionamento da doença, devido ao tempo de fisioterapia realizado desde o diagnóstico. Pelo tempo de doença, apresenta poucas sequelas e tem tido boa evolução na fisioterapia. Deve-se levar em conta a boa vontade do paciente em realizar a fisioterapia, o que favorece muito o tratamento e sua evolução.
BARBOSA, ER, SALLEM, FAS. Doença de Parkinson: diagnóstico. Revista Neurociências. v.13. n.3. p.158-65. 2005
CAIXETA, L; VIEIRA, RT. Dementia in Parkinson’s disease. Revista Brasileira de Psiquiatria v. 30, n.4 , p.375-83. 2008.
HAASE, DCBV; MACHADO, DC; OLIVEIRA, JGD. The physiotherapy’s performance in the patient with illness of Parkinson. Fisioterapia em Movimento .v.21. n.1. p.79-85 jan/mar 2008.
JANKOVIC J. Parkinson’s disease: clinical features and diagnosis. J Neurol Neurosurg Psychiatry. v.79,n.4. p. 368-76. 2008.
MARSDEN, CD. Parkinson‘s disease. J Neurol Neurosurg Psychiatry. v.57. n. 6. p. 672-81. 1994.
MORRIS, ME. Movement disorders in people with parkinson disease: a model for physical therapy. Phys Ther. v. 80. n. 6. p.578-97. 2000.