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RELATÓRIO DE PACIENTE COM INSUFICIÊNCIA CARDIACA CONGESTIVA, DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA, INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA E PNEUMONIA
Tipologia: Provas
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Michael Maschio
Joaçaba, SC, 2009 .
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa que resulta de uma disfunção cardíaca estrutural ou funcional, na qual o coração se torna incapaz de suprir a demanda metabólica ou se faz à custa de pressões de enchimento elevadas. Os sintomas de intolerância ao exercício são manifestações cardinais e frequentemente presentes na IC. Os mecanismos da dispnéia de esforço na IC ainda são pouco compreendidos, destacando-se, entre eles, a excessiva necessidade ventilatória (mecânica ventilatória predominantemente restritiva), a fadiga dos músculos inspiratórios, o ergorreflexo muscular exacerbado, o aumento da atividade simpática, ou até mesmo a combinação de alguns destes fatores. (MESQUITA et al, 2004)
As doenças cardiovasculares são as principais causas de morbidade e mortalidade em pacientes submetidos a tratamento dialítico, contando com quase 40% das hospitalizações e aproximadamente 50% dos óbitos. A taxa de mortalidade cardiovascular em pacientes com doença renal em fase terminal é de 10-20 vezes maior que na população em geral, sendo a taxa de sobrevida em cinco anos estimada em aproximadamente 20%. (LOCATELLI, MARCELLI e CONTE, 2000 apud MIRANDA et al 2009)
A insuficiência renal aguda (IRA) pode ser definida como perda da função renal, de maneira súbita, independentemente da etiologia ou mecanismos, provocando acúmulo de substâncias nitrogenadas (uréia e creatinina), acompanhada ou não da diminuição da diurese. A IRA é uma condição comum em pacientes críticos e é reconhecida pelo impacto causado aos pacientes admitidos em uma Unidade de Terapia Intensiva. (DRAIBE, CENDOROGLO 2001).
No Brasil, as atenções com a doença renal se restringem, quase que exclusivamente, ao seu estágio mais avançado, quando o paciente necessita de terapia de substituição renal. Contudo, a evolução da doença renal depende da qualidade do atendimento ofertado muito antes da ocorrência da falência funcional renal. Embora se conheça as vantagens do controle clínico rigoroso nestes pacientes, a instituição das medidas que retardam a progressão da doença renal e o tratamento de suas principais complicações e comorbidades estão aquém do desejado. (SOARES et al, 2003)
A terapia de substituição da função renal, a diálise, é o tratamento mais empregado quando há perda da função renal na UTI. O fundamento desse tratamento é manter o paciente
tratamento intensivo, tais como o atendi0 01 F mento a pacientes críticos que não necessitam de suporte ventilatório; assistência durante a recuperação pós-cirúr^ 0 01 F gica, com o objetivo de evitar complicações respiratórias e motoras; assistência a pacientes graves que necessitam de suporte ventilatório. Nesta fase, o fisioterapeuta tem uma importante participação, auxiliando na condução da ventilação mecânica, desde o preparo e ajuste do venti^ 0 01 F lador artificial à intubação, evolução do paciente durante a ventilação mecânica, interrupção e desmame do suporte ventilatório e extubação. (JERRE et al, 2007)
As indicações de intervenção fisioterapêutica e os tipos de condutas utilizadas variam de acordo com o local e o preparo técnico do profissional. Existem locais em que a indicação da fisioterapia é determinada pelo médico e locais em que todos os pacientes internados na UTI recebem fisioterapia. A variação de técnicas também é restrita sendo que alguns profissionais tratam a maioria dos pacientes com uma combinação de técnicas predeterminadas desconsiderando a condição patológica global. Baseado no empirismo, também é discutível se a atuação do profissional estaria relacionada com a precocidade de alta hospitalar, já que a atuação do fisioterapeuta está relacionada a um menor índice de complicações, o que seria conveniente para o sistema de saúde por reduzir despesas hospitalares e garantir rotatividade de leitos para pacientes mais graves (STILLER 2000).
O paciente O. S, 65 anos, casado, branco e natural de Campos Novos – SC, deu entrada no Hospital Universitário Santa Terezinha da UNOESC no dia 19 de agosto de 2010, com diagnóstico clinico de insuficiência cardíaca congestiva, doença pulmonar obstrutiva crônica e insuficiência renal aguda. Durante o período de 24 de Agosto de 2010 á 27 de agosto de 2010, foi realizado o atendimento no, com supervisão de estágio pelos professores Carlos e Chrystianne.
O paciente deu entrada no HUST pelo motivo de insuficiência cardíaca congestiva, dispnéia a pequenos esforços, turgência jugular e cianose em extremidades (mãos e pés), pouco se sabe sobre a história pregressa do paciente, pois manteve-se sempre na UTI sedado,
o que se sabe são dos dados contidos no prontuário do paciente. Sabe-se que o quadro de pneumonia o paciente já apresentava antes de entrar no hospital, este quadro veio a se agravar após a entrada, na UTI utilizava ventilação mecânica invasiva no modo PCV, PiO² 85%, PEEP 9 com dificuldade de manter saturação adequada. A frequencia respiratória a máquina executava 16 ciclos e o paciente executava 16, relação I/E a maquina realizava 1.3.1 e o paciente 1.3.1 também. Pressão 25 fazendo volume pulmonar em media de 0.400L. Pós aspiração o volume pulmonar aumentava para média de 500 L.
Paciente com dispnéia progressiva sem tosse produtiva, afebril, com cianose de extremidade, pressão arterial de 120-70 mmHg, MV com roncos em todos os campos pulmonares, sempre pós aspiração o quadro melhorava, possui edema de MMSS 1+/4+ e MMII 2+/4+. Paciente sedado com Dormonid 20 ml/h + Fentonil 5 ml/h extremidades aquecidas e com boa perfusão e frequencia cardíaca é 84bpm. No exame de RX tórax PA do dia 25/08 apresentou sinais de DPOC, aorta alongada com placas de ateroma calcificadas e área cardíaca aumentada. Na saturação do dia 25/08 apresentou FiO2 0210, Ph 7.338, PO 61.1mmhg, PCO2 42.3 mmhg, SO2 89.3 %, SO2 (C) 88.8%, cHCO3 21-9 mmol/L, BE -3,8mmol/L, Na 139.6 mmol/L, Cl 107.7 K 5.94 e SatO2 75%, no hemograma apresentou hematócrito 63,2, hemoglobina 19,4, leucócitos 7.280, bastonetes 4, linfócitos 12, plaquetas 93.400, creatinina 4,31 e uréia 173,
Antes de cada atendimento era realizada a ausculta pulmonar (AP) para se avaliar a real condição respiratória do paciente, em todos os atendimentos na AP notou-se MV+ com roncos em todos os campos pulmonares, o volume pulmonar na ventilação mecânica no modo PCV ficava em media de 400ml, as técnicas utilizadas para higiene pulmonar eram a manobra de vibrocompressão e aceleração do fluxo expiratório (AFE) , então o volume pulmonar caia para media de menos de 300ml, então era feita a aspiração do mesmo , paciente apresentava quadro hipersecretivo, a secreção densa e as vezes com sangue (hemoptise), após a aspiração o volume pulmonar ia para media de 500ml , sempre com a mesma FiO2 de 80%. Na função motora era realizada mobilização passiva de MMSS e MMII, mudança de decúbito, prevenção de trombose venosa profunda (PTVP) e
BARROS Chrystianne M, F. Fisioterapia respiratória em Unidades de Terapia Intensiva: revisão sistemática dos ensaios clínicos randomizados no período de 1966 a 2005. Dissertação de Mestrado em Saúde Coletiva da Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC Campus de Joaçaba para a obtenção do grau de Mestre em Saúde Coletiva
CELLI BR. Predictors of Survival in COPD: more than just the FEV1. Respir Med 2008; 102(1):S27-35.
DRAIBE S, CENDOROGLO M. Tratamento conservador da insuficiência renal crônica. Rev Diagn Tratam 2001; 6:17-23.
JERRE, George et al. Fisioterapia no paciente sob ventilação mecânica. III Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica. J Bras Pneumol. 2007; 33(Supl 2):S 142-S 150
MESQUITA ET, et al. Insuficiência cardíaca com função sistólica preservada. Arq Bras Cardiol. 2004;82:494-500.
MIRANDA, Samuel P. et al. Síndrome cardiorrenal: Fisiopatologia e tratamento. Revis. Assoc. Med. Brasil , 2009. 55(1). 89-
SOARES CMB, et al. Curso clínico da insuficiência renal crônica em crianças e adolescentes admitidos no programa interdisciplinar do HC-UFMG. J Bras Nefrol 2003 ;25:117-25.
TARANTINO, Affonso B. Doenças Pulmonares. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997
THOMÉ FS, MANFRO RC, BARTH JHD. Insuficiência renal aguda. In: Menna Barreto SS, Vieira SRR, Pinheiro CTS. Rotinas em terapia intensiva. 3a ed. Porto Alegre: Artmed; 2001. p. 263-
STILLER K. Physiotherapy in Intensive Care. Towards an evidence – based practice. Chest
2000; 118:1801- 1813