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Reparo do DNA, Resumos de Genética

Uma introdução sobre o reparo do DNA, destacando a estrutura de fita dupla do DNA para restaurar um nucleotídeo danificado ao resíduo original em uma fita. São apresentados os tipos de reparo do DNA, como o reparo de malpareamento, reparo direto, reparo por excisão de bases em bactérias e reparo por excisão de nucleotídeo.

Tipologia: Resumos

2022

À venda por 26/12/2022

daiane-tiemi-sato-miquelete
daiane-tiemi-sato-miquelete 🇧🇷

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Reparo do DNA
Introdução
O reparo com frequência tira a vantagem da
estrutura de fita dupla do DNA para restaurar
um nucleotídeo danificado ao resíduo original
em uma fita, utilizando a fita complementar
como molde.
Tipos de reparo do DNA
o Reparo de Malpareamento
Acontece logo após o novo DNA ter sido
feito, e sua função é remover e substituir
as bases malpareadas (aquelas que não
foram corrigidas durante a revisão). O
reparo do malpareamento também pode
detectar e corrigir pequenas inserções e
deleções que ocorrem quando as
polimerases "deslizam" perdendo seu
local de inserção na fita molde.
Os nucleotídeos errados incorporados
durante a replicação são reparados
pela MMR (metilação). Existe 2 tipos:
MutS e a MutL.
Em bactérias, fitas de DNA originais e
recém produzidas podem ser
identificadas por uma característica
chamada de estado de metilação.
Significa que uma fita antiga de DNA
terá grupos metil ligados a algumas de
suas bases, enquanto uma fita recém
produzida ainda não terá conseguido o
seu grupo metil.
em eucariotos os processos que
permitem a fita original ser identificada
no reparo de malpareamento envolve o
reconhecimento de quebras na fita
única/simples encontrados apenas em
DNA recém sintetizado. Os eucariotos
não fazem metilação.
o Reparo direto
Reparo em base lesionada.
Exemplo: Os dímeros de pirimidinas
podem ser reparados por
fotorreativação catalisada pela
enzima DNA fotoliase,
Exemplo2: O reparo da base
alquilada O6-metilguanina
realizado pela O4-metilguanina-
DNA-Metiltransferase. Esta enzima
pega o metil para si e libera
guanina. É um reparo que
demanda muita energia.
o Reparo por excisão de bases em bactérias
Este reparo é usado para o reparo
de um único nucleotídeo. É um
mecanismo usado para detectar e
remover certos tipos de bases
danificadas.
Em bactérias é reconhecido pela
enzima DNA-glicosilase. A DNA-
glicosilase reconhece diversos
tipos de bases danificadas.
Exemplo: Células UDG mutantes
possuem alta taxa de mutação G-
C para A-T, aparece por
desaminação.
o Reparo por excisão de nucleotídeo
Detecta e corrige tipos de avarias
que distorcem a dupla hélice de
DNA.
Em
E. coli
, 4 proteínas estão
envolvidas: UvrA, UvrB, UvrC e a
UvrD São proteínas principais
para reparos em dímeros de
pirimidinas.
Exemplo: Esta via detecta bases que
tenham sido modificadas com
grupos químicos grandes, como
aqueles que ficam ligados ao seu
DNA quando ele é exposto a
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Reparo do DNA

Introdução

O reparo com frequência tira a vantagem da estrutura de fita dupla do DNA para restaurar um nucleotídeo danificado ao resíduo original em uma fita, utilizando a fita complementar como molde.

Tipos de reparo do DNA

o Reparo de Malpareamento

 Acontece logo após o novo DNA ter sido feito, e sua função é remover e substituir as bases malpareadas (aquelas que não foram corrigidas durante a revisão). O reparo do malpareamento também pode detectar e corrigir pequenas inserções e deleções que ocorrem quando as polimerases "deslizam" perdendo seu local de inserção na fita molde.  Os nucleotídeos errados incorporados durante a replicação são reparados pela MMR (metilação). Existe 2 tipos: MutS e a MutL.  Em bactérias, fitas de DNA originais e recém produzidas podem ser identificadas por uma característica chamada de estado de metilação. Significa que uma fita antiga de DNA terá grupos metil ligados a algumas de suas bases, enquanto uma fita recém produzida ainda não terá conseguido o seu grupo metil.  Já em eucariotos os processos que permitem a fita original ser identificada no reparo de malpareamento envolve o reconhecimento de quebras na fita única/simples encontrados apenas em DNA recém sintetizado. Os eucariotos não fazem metilação.

o Reparo direto

 Reparo em base lesionada.  Exemplo: Os dímeros de pirimidinas podem ser reparados por fotorreativação catalisada pela enzima DNA fotoliase,  Exemplo2: O reparo da base alquilada O6-metilguanina realizado pela O4-metilguanina- DNA-Metiltransferase. Esta enzima pega o metil para si e libera guanina. É um reparo que demanda muita energia.

o Reparo por excisão de bases em bactérias

 Este reparo é usado para o reparo de um único nucleotídeo. É um mecanismo usado para detectar e remover certos tipos de bases danificadas.  Em bactérias é reconhecido pela enzima DNA-glicosilase. A DNA- glicosilase reconhece diversos tipos de bases danificadas.  Exemplo: Células UDG mutantes – possuem alta taxa de mutação G- C para A-T, só aparece por desaminação.

o Reparo por excisão de nucleotídeo

 Detecta e corrige tipos de avarias que distorcem a dupla hélice de DNA.

 Em E. coli, 4 proteínas estão

envolvidas: UvrA, UvrB, UvrC e a UvrD – São proteínas principais para reparos em dímeros de pirimidinas.  Exemplo: Esta via detecta bases que tenham sido modificadas com grupos químicos grandes, como aqueles que ficam ligados ao seu DNA quando ele é exposto a

Reparo do DNA

produtos químicos da fumaça do cigarro.  O reparo por excisão de nucleotídeo pode ser usado também para corrigir alguns tipos de danos causados por radiação UV.  No reparo por excisão de nucleotídeo, o(s) nucleotídeo(s) danificado(s) são removidos junto com um retalho circundante de DNA. Nesse processo a helicase (enzima de abertura do DNA) abre o DNA para formar uma bolha, e as enzimas de restrição de DNA cortam a parte danificada dessa bolha. Uma DNA polimerase substitui o DNA que falta e a DNA ligase fecha a lacuna na coluna do filamento.

o Reparo de quebra de fita dupla

 As quebras na dupla fita são difíceis de reparar pela ausência de informação da dupla fita.  O reparo pode ser feito por recombinação utilizando o cromossomo homólogo. Quando não há cromossomo homólogo, a dupla fita é reparada pela junção de extremidades não homólogas.  Este reparo é altamente mutagênico e não permite replicação.

DNA polimerase translesão

Em E. coli, a principal TLS-polimerase é a Pol

V, composta pelas proteínas UmuC e UmuD. A DNA polimerase translesão permite a replicação. A síntese translesão (TLS) é quando a informação da fita complementar não está disponível para o reparo. A DNA Pol TLS não possui atividade exonuclease 3 ’- 5 ’.