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Collor e Lula: Crises Políticas e Economias em Brasil, Notas de estudo de História

As campanhas eleitorais de fernando collor e luiz inácio lula da silva, incluindo suas posições contra a corrupção e inflação, transferências de votos entre estados, viagens internacionais e nomeações de ministros. Adicionalmente, o texto aborda as crises enfrentadas pelos respectivos governos, como a disputa envolvendo collor e paulo césar farias, a denúncia de corrupção contra lula e o escândalo do mensalão.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 08/08/2011

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carmen-lucia-loschi-7 🇧🇷

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GOVERNO
FERNANDO COLLOR DE MELLO
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GOVERNO

FERNANDO COLLOR DE MELLO

Fernando Affonso Collor de Mello (Rio de Janeiro, 12 de agosto de 1949) é um empresário e político brasileiro, atualmente filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro. Foi o primeiro presidente da República eleito por voto direto após o Regime Militar , em 1989, pelo período de 1990 e 1992.

Fernando Collor iniciou sua carreira política na ARENA e foi nomeado prefeito de Maceió em 1979 pelo então governador Guilherme Palmeira, cargo ao qual renunciou em 1982, ano em que foi eleito deputado federal pelo PDS. Nessa qualidade votou a favor das Diretas Já em 25 de abril de 1984 e com a derrota dessa proposição votou em Paulo Maluf no Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985.

Com vistas a angariar apoios na campanha presidencial que estava por vir, a imprensa o tornou conhecido nacionalmente como “Caçador de Marajás”. Orientado por profissionais de marketing, anunciou com estardalhaço a cobrança de 140 milhões de dólares dos usineiros do estado para com o Banco do Estado de Alagoas , havendo diversas repercussões positivas na imprensa. Eleito como Governador de alagoas pelo PMDB, teve seu primeiro pedido de impeachment devido ao seu programa de enxugamento da máquina administrativa alagoana, feito à base de demissões de funcionários públicos e extinção de cargos, órgãos e empresas públicas.

Graças a essa postura de "guardião da moralidade" Collor fez uso de uma elaborada estratégia de marketing com o fito de captar os temas e anseios que permeavam a população. Seu discurso reproduzia o que diziam os institutos de pesquisa variando conforme a necessidade momentânea, fosse o combate à corrupção ou a vertiginosa taxa de inflação, por exemplo. Fiel a sua estratégia rumo ao Palácio do Planalto elegeu o governo José Sarney como responsável por todas as mazelas e descalabros político-administrativos que assolavam o país naquele momento, postura que o levaria a deixar o partido (PMDB) e a ingressar no PRN

Renunciou ao Governo de Alagoas em 14 de maio de 1989, transferindo o cargo a Moacir Andrade. Em seguida, iniciou as articulações para a formação de uma chapa viável de modo a compensar a tibieza de sua origem política em um dos menores estados da federação e, nesse contexto, fixou-se na escolha de um candidato a vice-presidente oriundo do segundo maior colégio eleitoral do país, o estado de Minas Gerais, escolha que recaiu sobre o senador Itamar Franco após as recusas de políticos como Hélio Garcia e Júnia Marise.

Fernando Collor ganhou em todos os estados com exceção de Pernambuco, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. O Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro conseguiram transferir os votos de Brizola para Lula, em São Paulo o fenômeno foi a transferência de votos de Covas para Collor, ainda que Covas, pessoalmente, tenha apoiado Lula.

Governo Collor

ao tomar posse o número de ministros nomeados por Collor era o menor dos trinta anos anteriores a 1990 e dentre os agraciados com um cargo no primeiro escalão estava sua também prima Zélia Cardoso de Mello, nomeada Ministra da Economia. Convidou também o ex-jogador de futebol Artur Antunes Coimbra, o Zico , que logo deixaria o cargo. Com o tempo o insucesso de sua política econômica e as freqüentes denúncias envolvendo seus auxiliares diretos (incluída a primeira-dama Rosane Malta, presidente da Legião Brasileira de Assistência) redundaram em um desgaste progressivo de seu governo.

A maior crise enfrentada pelo governo Collor tomou forma em junho de 1991 graças a uma disputa envolvendo seu irmão Pedro Collor e o empresário Paulo César Farias a partir da aquisição, por este último, do jornal Tribuna de Alagoas visando montar uma rede de comunicação forte o bastante para eclipsar a Gazeta de Alagoas e as Organizações Arnon de Mello.

Oficialmente afastado por conta de “perturbações psicológicas”, Pedro Collor não tardou a contra-atacar: primeiro apresentou um laudo que atestava sua sanidade mental e a seguir concedeu nova entrevista a Veja em 23 de maio na qual acusou PC Farias de operar uma extensa rede de corrupção e tráfico de influência na qualidade de “testa-de- ferro” do presidente, o qual não reprimia tais condutas por ser um beneficiário direto daquilo que ficou conhecido como “esquema PC”.

Quarenta e oito horas depois a Polícia Federal abriu um inquérito destinado a apurar as denúncias de Pedro Collor e no dia seguinte o Congresso Nacional instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar a veracidade das acusações. Pouco tempo depois Fernando Collor foi à televisão e rechaçou as denúncias feitas contra sua administração e com isso sentiu-se à vontade para conclamar a população a sair de casa vestida em verde e amarelo em protesto contra as “intenções golpistas” de determinados setores políticos e empresariais interessados em apeá-lo do poder.

Em 26 de agosto o relatório final da “CPI do PC” foi aprovado e nele constava a informação de que o presidente da República e seus familiares tiveram despesas pessoais pagas pelo dinheiro recolhido ilegalmente pelo “esquema PC” que distribuía tais recursos por meio de uma intrincada rede de “laranjas” e de “contas fantasmas”. Como exemplos materiais desse favorecimento foram citadas a reforma na “Casa da Dinda” (residência de Fernando Collor em Brasília) e a compra de um automóvel Fiat Elba.