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Resina Epoxi, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

Resian epoxi

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 15/10/2009

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fernando-silva-83 🇧🇷

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Eduardo Antonio Leite
AVALIAÇÃO DOS RISCOS OCUPACIONAIS PROVOCADOS PELA RESINA
EPÓXI AOS TRABALHADORES DO SETOR DE MÁRMORES E GRANITOS DE
CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES
Monografia de Conclusão do curso
de Especialização em Perícia
Médica da Universidade Gama
Filho e Fundação Unimed.
Vitória – ES
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Eduardo Antonio Leite AVALIAÇÃO DOS RISCOS OCUPACIONAIS PROVOCADOS PELA RESINA EPÓXI AOS TRABALHADORES DO SETOR DE MÁRMORES E GRANITOS DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES Monografia de Conclusão do curso de Especialização em Perícia Médica da Universidade Gama Filho e Fundação Unimed. Vitória – ES

Dedico este trabalho aos meus funcionários; Paulo Macedo, Michael de Oliveira, Janete Rizenente e Lucineia Peterle; Pela ajuda neste trabalho e a minha esposa Alda de Cássia Cipriano Leite, Meus filhos Luana, Laís e Jonatan E aos diversos colaboradores.

RESUMO

Os primeiros relatos de resina epóxi datam de 1927, sendo, portanto, uma substância recente. Em 1936 foi patenteado um dos primeiros produtos com finalidade de produzir molduras e dentaduras. Hoje à aplicabilidade da resina epóxi são múltiplas e variadas indo desde a produção de adereços ou artesanatos até usos em automóveis e naves espaciais. Por isto a sua aplicação é muito difundida em vários setores da indústria e largamente utilizada no nosso dia a dia. No decorrer do trabalho, conceituamos e classificamos algumas resinas, mostrando a variabilidade de produtos e utilizações. Em Cachoeiro de Itapemirim esta resina passou nesta década a ser largamente utilizada no setor de mármores e granitos como forma de eliminar algumas imperfeições, algumas rachaduras e trincas. Com isto observou-se uma grande diminuição nas perdas de matéria prima e conseqüentemente houve aumento dos ganhos. Com a evolução das técnicas observou- se uma melhoria na qualidade do material e conseqüentemente uma maior valorização dos mesmos. Isto colocou definitivamente a resina epóxi como um componente a mais na linha de produção de mármores e granitos beneficiados e acabados. Os despreparos dos trabalhadores que manipulam estes produtos são gritantes. Haja vista, que anteriormente não existia a função de resinador. Até então, o mesmo trabalhador que sabia fazer polimento ou acabamento, é quem punha “a mão na massa” para resinar os materiais; no caso mármore e granito. Com isto, os trabalhos a respeito do assunto são muito recentes e contraditórios. Objetivando um conhecimento maior a respeito do assunto, e com isto, obter subsídios para relacionar os riscos dos trabalhadores; com as resinas; em seu ambiente de trabalho. Procuramos através de uma ampla pesquisa a respeito do assunto; que inclui “internet” e revisão bibliográfica; levantamento de ficha técnica dos produtos, suas implicações para com o ser humano e fazendo observações e questionamento “in loco” a respeito do assunto e de dúvidas por ventura existentes. Voltado para os trabalhadores foram feitos questionários apropriados para avaliar os que estão diretamente expostos e os indiretamente expostos aos prováveis danos causados pelas resinas. Foram feitas análises dos resultados, onde se pode constatar além dos riscos a saúde dos trabalhadores de forma imperceptível ou invisível, foram observadas grandes incidências de alergias ou dermatites de contato ou atopias dos trabalhadores pesquisados. E por fim foram feitas análises de vapores orgânicos em varias indústrias em busca de algum agente acima do limite de tolerância. Para nossa surpresa isto raramente ocorreu ou quando ocorreu foi de forma insignificante do ponto de vista estatístico. Fica então, o legado, de que o limite de tolerância para os trabalhadores com resina epóxi no setor de mármore e granito ainda carece de uma reavaliação mais cuidadosa e criteriosa. Haja vista, que os odores e os vapores são riscos evidentes no setor.

SUMÁRIO

  • CAPITULO I - INTRODUÇÃO
  • CAPITULO II – OBJETIVOS
  • CAPITULO III – REVISÃO BIBLIOGRAFICA
  • III.1 - TIPOS DAS RESINAS EPÓXI
    • III.1.a. Resinas Epóxi a base de Bisfenol A
    • III.1.b. Resinas Epóxi a base de Bisfenol F e/ou Novolac
    • III.1.c. Resinas Epóxi Bromadas
    • III.1.d. Resinas Epóxi Flexíveis
  • III.2 - EMPREGABILIDADE DAS RESINAS EPÓXI
    • III.2.a.Manutenção industrial e construção civil
    • III.2.b. Adesivos ilustrados
    • III.2.c. Laminadas com fibras
    • III.2.d. Confecção de Moldes e matrizes
    • III.2.e. Bijuterias e Brindes
  • III.3 - LISTA DE TABELAS PARA CLASSIFICAÇÃO DAS RESINAS.......................
  • III.4 - AGENTES DE CURA PARA RESINA EPÓXI
    • III.4.a. Aminas alifáticas
      • 4.a.1. Adutos de Aminas
      • 4.a.2. Poliamidas
      • 4.a.3. Aminas cicloalifáticas
      • 4.a.4. Anidridos..................................................................................................
    • III.4.b. Poliaminoamidas ou poliamidoaminas
    • III.4.c. Aminas aromáticas
    • III.4.d. Polissulfetos
    • III.4.e. Polioxipropilaminas
    • III.4.f. Polimercaptanas
    • III.4.g. Diciandiamida (Dicy) e Trifluoreto de Boro (BF3)
  • III.5 - DICAS E MACETES COM RESINA EPÓXI
    • III.5.a. Orientações
    • III.5.b. Dica de mistura
    • III.5.c. Substratos de Mistura e Misturadores
    • III.5.d. Tempo de secagem
    • III.5.e. Precauções na hora da compra
    • III.5.f. Diluição............................................................................................................
    • III.5.g. Coloração do epóxi
    • III.5.h. Valorização da aplicação
    • III.5.i. Sinônimo
    • III.5.j. Orientações
    • III.5.k. Aplicação do epóxi
  • III.6 - INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA E FICHA TECNICA DO PRODUTO.......
    • III.6.a. Identificação de perigos
      • 6.a.1. Principais riscos
      • 6.a.2. Saúde
      • 6.a.3. Efeitos
      • 6.a.4. Perigos específicos...................................................................................
    • III.6.b. Medidas de primeiros socorros
      • 6.b.1. Inalação
      • 6.b.2. Contato com a pele
      • 6.b.3. Contato com os olhos
      • 6.b.4. Ingestão
    • III.6.c. Proteção para os prestadores de primeiros socorros
      • 6.c.1. Medidas de prevenção e combate a incêndio
    • III.6.d. Medidas de controle para derramamento/Vazamento
      • 6.d.1. Métodos para remoção e limpeza
    • III.6.e. Manuseios e armazenamentos
    • III.6.f. Controle de exposição e proteção individual
    • III.6.g. Propriedades físico-químicos
    • III.6.h. Estabilidade e relatividade
    • III.6.i. Informações toxicológicas
    • III.6.j. Informações ecológicas
    • III.6.k. Considerações sobre tratamento e disposição
    • III.6.l. Informações sobre transporte
    • III.6.m. Regulamentação
    • III.6.n. Outras informações
      • 6.n.1. Siglas utilizadas
  • CAPITULO IV – METODOLOGIA
  • IV.1 - QUESTIONÁRIO APROPRIADO
  • IV.2 - AVALIAÇÃO DOS VAPORES ORGÂNICOS
  • CAPITULO V – RESULTADOS E DISCUSSÕES
  • V.1 - ANÁLISES DOS RESULTADOS
    • V.1.a. Questionários enviados à empresa Itamazi Indústria de Granitos Ltda.
    • V.1.b. Questionários enviados à empresa M.R.D. Thomazini
    • V.1.c. Questionários enviados à empresa Nova Aurora Már. e Granitos Ltda.

V.1.d. Questionários enviados à empresa Polimento Alto São José ......................... 41 V.1.e. Questionários enviados à empresa Polimento Internacionale ....................... 41 V.1.f. Questionários enviados à empresa Serraria de Már. Santo Antonio .............. 41 V.2. AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DAS ANÁLISES DE VAPORES ORGÂNICOS .................................................................................................................................................. 42 CAPITULO VI – CONCLUSÃO ......................................................................................... 43 CAPITULO VII – BIBLIOGRAFIA ................................................................................... 44 ANEXO I - QUESTIONÁRIOS RESPONDIDOS PELOS TRABALHADORES QUE LIDAM COM RESINA E OS COMUNICANTES............................................................. 46 ANEXO II – ANÁLISE PROBATÓRIA DOS RESULTADOS DOS QUESTIONÁRIOS RESPONDIDOS..................................................................................................................... 75 ANEXO III – ANÁLISES DE VAPORES ORGÂNICOS.................................................. 80

Mais recentemente trabalhadores com funções completamente diferentes como polidores, cortadores, acabadores, começaram a apresentar problemas de saúde que se agravam no ambiente de trabalho. Foi aí que observando a cadeia produtiva encontramos odores e aerodispersois a vários metros de distância do local onde estavam sendo feito os trabalhos com a resina. Se as resinas são tão úteis para tantas coisas e fazem tantos bens para a humanidade qual será seu efeito no organismo humano? Como proteger o conjunto de trabalhadores destes efeitos? Com isto o trabalho procura acompanhar “in loco” a situação dos trabalhadores expostos diariamente a estes produtos direta ou indiretamente e trazer este conhecimento de forma mais especializada e satisfatória. Ao angariar estes recursos práticos advindos destas observações e fazer à somatória do conhecimento adquirido no decorrer do trabalho, podemos abrir varias discussões e debates a respeito do assunto objetivando uniformizar ou padronizar conduta frente a essa nova realidade. Ao avaliar as medidas atuais feitas através do PCMSO das empresas e anexa-las aos objetivos deste trabalho, teremos subsídios para questioná-las, altera-las e forçar uma mudança baseada em argumentos e conhecimentos específicos. Desta forma, o trabalho não se resume nos conjuntos de trabalhadores diretos e indiretamente expostos, e sim, a uma gama de estruturas a eles associados. Por si só, estas observações, já nos levam ao campo da medicina do trabalho, e da engenharia de segurança do trabalho, aos proprietários de empresas e aos órgãos fiscalizadores. A fim de abrir varias discussões sobre o assunto para tomar medidas preventivas no ambiente de trabalho. Com isto, a de se questionar, qual será o efeito da resina epóxi ao conjunto de trabalhadores expostos por muitos anos e qual o tamanho do problema que estes trabalhadores terão. Ou seja, ainda é cedo para avaliar os efeitos da resina epóxi nos trabalhadores após anos de exposição.

CAPITULO II

OBJETIVO

O objetivo deste trabalho é trazer conhecimentos reais e especializados sobre o uso de resina epóxi pelos trabalhadores no setor de mármores e granitos de Cachoeiro de Itapemirim- ES. Ver e acompanhar “in loco”, a situação dos trabalhadores exposto diretamente e indiretamente a estes produtos. Por si só, a observação anterior já nos conduz a repensar nas avaliações de medicina do trabalho dos “comunicantes” do setor de acabamento com resina epóxi. Até onde difere o risco de um trabalhador que lida diretamente com o produto do outro que se encontra no mesmo ambiente de trabalho, mas não manipulam tais produtos. Como demonstrar a eficácia ou não dos equipamentos de proteção individual a exposição das resinas epóxi também constitui um dos objetivos. Objetivar uma apresentação sobre as resinas epóxi em seu amplo contexto foge do objetivo deste campo de trabalho, pois a composição química do epóxi os seus diversos subprodutos as suas diversas combinações são citadas neste trabalho, mas com objetivo de ser uma porta de entrada para estudar a respeito. Por ser cachoeiro de Itapemirim o maior pólo produtor de rochas ornamentais do país e por ser a resina epóxi; hoje; largamente utilizada, torna-se objetivo maior a pesquisa e a divulgação dos seus resultados através de obras como esta.

  • A figura acima é um exemplo de Resina epóxi à base de Bisfenol A: É utilizada geralmente no setor de odontologia, a diafanização com a resina epóxi de bisfenol A permite que o dente fique exposto ao ar sem perder sua transparência. III.1.b. Resinas epóxi à base de Bisfenol F e/ou Novolac: a troca do Bisfenol A pelo Bisfenol F propicia as resinas epóxi maior cross-link e melhor desempenho mecânico, químico e térmico, principalmente quando curado com aminas aromáticas ou anidridos;
  • A figura acima é um exemplo de resina epóxi à base de Bisfenol F e/ou Novolac: É utilizada para modelar nosso sistema epóxi mais avançado. O epóxi novolac é sintetizado por epóxidação seletiva das múltiplas hidroxilas fenólicas da resina novolac. A estrutura compacta resultante exibe resistência química a temperaturas elevadas, é utilizada no setor de mármore e granito. III.1.c. Resinas epóxi Bromadas: são resinas à base de Epicloridrina, Bisfenol A e Tetrabromobisfenol A, com essas quatro moléculas adicionais de bromo, confere às resinas a característica de auto-extinguível;
  • A figura acima é um exemplo de resina epóxi Bromadas: É usado na maioria para fabricação de venenos, esse produto é altamente inflamável e tóxico.

III.1.d. Resinas epóxi flexíveis: são resinas que possuem longas cadeias lineares substituindo os bisfenóis por poliglicóis pouco ramificados, são resinas de baixa reatividade que normalmente são utilizados como flexibilizantes reativos em outras resinas melhorando a resistência a impacto com acréscimo da flexibilidade;

  • A figura acima é um exemplo de resinas epóxi flexíveis: As resinas epóxi flexíveis têm sido largamente utilizadas como polímero para composição de moldes devidos sua grande estabilidade dimensional, baixa contração, resistência térmica e resistências químicas e mecânicas. Outra grande vantagem é à praticidade e facilidade de uso dos sistemas para confecção de moldes. Também utilizado largamente no setor de mármore e granito associado a agente de cura. III.2 - EMPREGABILIDADE DAS RESINAS EPÓXI As resinas Epóxi são produtos obtidos por reações de condensação (na presença de hidróxido de sódio) entre a Epicloridrina (1-cloro-2,3-epóxi-propano) e o Bisfenol A [ 2,2- bis(4`-hidroxifenil) propano ]. A resina epoxídica mais utilizada é o éter de diglicidil bisfenol A ( DGEBA ). O resultado desta reação é um polímero de cadeia longa constituída de grupos epoxídicos em suas extremidades, tal como pode ser visto logo abaixo: É possível conseguirmos uma variedade muito grande de resinas com viscosidades que vão de líquidas até sólidas, variando seu peso molecular. Este tipo de resina apresenta características bastante interessantes no que se refere á interação química com outras resinas termoendurecíveis, fornecendo produtos finais com muito boas propriedades de resistência á abrasão, química, dielétrica, flexibilidade e aderência. As resinas epoxídicas não secam por si só e necessitam serem modificadas com certos ácidos graxos ou combinadas com agentes de cura, formando uma estrutura tridimensional por

III.2.a. Manutenção industrial e construção civil: As resinas epóxi são utilizadas em manutenção industrial e como adesivo, calafetante, solda a frio, primer anti-corrosivo, revestimento com resistência química, etc. Na construção civil elas são utilizadas para reconstituição de concreto, adesão de concreto novo com velho, remenda de trincas e fissuras, junta de dilatação e rejunte piso industrial monolítico. Apesar de termos vários produtos de linha, em alguns casos são necessários formular para uma aplicação especifica, por isso diversas vezes fazemos resinas especialmente formuladas para cada usuário. Um exemplo desta parceria bem sucedida são os produtos especialmente formulados para a empresa “ Stop Leaking” , especializada em reparos de emergência em situações críticas em linhas de alimentação que não podem parar em indústrias químicas e petroquímicas e plataformas marítimas, além de aplicações em revestimentos especiais em reservatórios e pisos. Foto. 01 Foto. 02 Foto. 03 FOTOS 01; 02 e 03: Resinas Utilizadas em reparos e manutenção industrial. III.2.b. Adesivos Industriais: Além de uso como adesivos nas industrias eletrônicas e na construção civil, as resinas epóxi também são utilizadas como adesivos de metais e madeiras para colagem automotivas, naval, lazer (ex.: skateboard), moveis, aeronaves, estruturas, aeromodelismo e onde houver necessidade de um adesivo termofixo de grande poder aderente, com boa resistência química, térmica e mecânica. Foto. 04 Foto: 06 FOTOS 04 e 05: Resinas epóxi utilizada em colagem automotiva e naval. III.2.c. Laminados com fibras:

As resinas epóxi líquidas são muito utilizadas em laminados de fibra sintéticas como o de vidro, carbono, kevlar e também com naturais como juta, sisal, algodão, etc. Devido a sua alta resistência mecânica e química, ela é utilizada em laminados especiais onde as resinas convencionais de laminação, como os poliésteres insaturados, não atendem o necessário. São muito utilizados em tubulações, tanques, aeronaves, embarcações, veículos de alta performance, artigos esportivos, revestimentos especiais, etc. Foto. 06 Foto. 07 Foto. 08 Foto: 09 FOTOS 06; 07 e 08: Utilização de Resina epóxi em tubulações e veículos de alta performance. III.2.d. Confecção de moldes e matrizes: Devido a suas características de alta resistência mecânica e estabilidade dimensional, elas são usadas para confeccionar protótipos, modelos e moldes com muita rapidez, com um custo muito inferior a moldes metálicos. Possuem boa resistência à abrasão, impactos e podem ser moldados a frio sem necessidade de calor. Foto. 10 Foto. 11 Foto. 12 FOTOS 10; 11 e 12: Utilização de Resina como molde. III.2.e. Bijuterias e Brindes:

SQ 2001/SQ 3140 Adesivo standard de excelente aderência SQ 2001/SQ 3141 Idem acima um pouco mais rápido SQ 2050/SQ 3140 Adesivo standard de excelente aderência e menor viscosidade. Tabela 03. SQ 2004/SQ 3131 Sistema de baixa viscosidade de secagem rápida SQ 2004/SQ 3140 Sistema de baixa viscosidade, secagem lenta, semi rígida. SQ 2050/SQ 3131 Sistema de média viscosidade, secagem rápida. SQ 2132/SQ 3140 Sistema de média viscosidade, secagem lenta, semi-flexivel. SQ 2001/SQ 3131 Resina líquida para enchimento com mistura de cargas em moldes maciços ou vacuum forming. SQ 2152/SQ 3131 Resina de superfície standard de uso geral SQ 2407 AB Resina de superfície altamente resistente a abrasão. SQ 2409 AB Resina de superfície com boas propriedades mecânicas SQ 2410 AB Resina de superfície usinável e resistente a choques térmicos Tabela 04. Resinas rígidas SQ 2001 Alta viscosidade/espessura SQ 2050 Média viscosidade/espessura SQ 2004 Baixa viscosidade/espessura Resina flexível SQ 2220 Todas com o Endurecedor SQ 3154 Método de resinagem de chaveiros, etiquetas, brindes e bijuterias. Tabela 05. Lite Mass Massa de baixíssima densidade composta de microesferas de vidro ocas. Usada principalmente onde necessite de flutuabilidade e isolamento térmico. Naval, petroquímico, etc.. SQ 2153 Argamassa bicomponente para preenchimento e colagem. É de fácil lixamento e usinagem. Fiberglass, tuning de carros, metais, madeira, etc.. SQ 2196 Pasta tixotrópica usado para recobrimento de terminais eletrônicos por imersão ou em revestimento das pontas das cerdas de escovas. Tabela 06. TABELAS 01; 02; 03; 04; 05 e 06: Classificação das resinas epóxi em relação a sua adesividade e viscosidade entre outras propriedades.

III.4 - AGENTES DE CURA PARA RESINAS EPÓXI

O uso de aminas como agentes de cura ( DETA ou TETA ) por exemplo, implica no uso de embalagens separadas – sistema bi-componente – pois a reação entre ambos é exotérmica. Este sistema confere muito boas propriedades, porém apresenta alguns inconvenientes:

  • Ocorrência de blush.
  • Sensibilidade á água.
  • Desprendimento de vapores irritantes. Assim sendo, ao invés do uso direto da amina, pode-se optar por um aduto da resina epóxi com amina, reagindo-se aminas em excesso com resinas de epóxi de médio peso molecular. Isto feito, apenas alguns grupos reativos dessas aminas combinar-se-ão, disponibilizando-se o restante para combinações com outra parte da resina epóxi. As poliamidas usadas como agente de cura, apresentam filmes com melhor flexibilidade e resistência á água que as poliaminas. Apresentam também excelente resistência química de um modo geral e, portanto são utilizadas para acabamentos em concreto; estruturas metálicas e tanques (neste caso as resinas do tipo Bisfenol F são as mais indicadas, devido sua excelente resistência térmica e química), entre outras. BI SFENOLF Nos acabamentos á estufa com uso de resinas líquidas, ocorrem reações importantes na cura de epóxies quando usamos reticulantes á base de resina fenólica, uréia-formaldeído ou melamina-formaldeído. São reações que ocorrem com grupos metilol, hidroxila e fenólico, acima de 100ºC e oferecem alta resistência química ao filme formado, de enteresse em medicina do trabalho. As reações envolvidas podem ser vistas nos quadros abaixo.