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respostas do manual de filosofia - 10, Exercícios de Filosofia

respostas do manual de filosofia com interesse

Tipologia: Exercícios

2024

Compartilhado em 04/10/2024

suri-almeida
suri-almeida 🇵🇹

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CENÁRIOS DE RESPOSTA
Página 182
1. (D).
Página 184
1. Kant conclui que a boa vontade é o mais elevado bem, pois só a boa vontade é boa em si mesma, isto é,
absolutamente boa, sem reservas. Como afirma o filósofo no documento, «nada é possível pensar que possa
ser considerado como bom sem limitação a não ser uma coisa: uma boa vontade». Talentos do espírito,
como o discernimento e a capacidade de julgar, qualidades do temperamento, como a coragem e a constância,
ou dons da fortuna, como o poder ou a riqueza, são características boas e desejáveis, sem dúvida, mas podem
ser também más e indesejáveis, dependendo do uso que a vontade delas fizer. Nenhuma destas qualidades
será boa se a vontade não o for em si mesma.
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1.1. Não. A ação não tem valor moral, por muito amável que possa ser. Trata-se de uma ação correta, mas
apenas em conformidade com o dever. Cumpre o dever, mas a sua realização acontece porque daí resulta um
benefício ou a satisfação de um interesse. Tal como Zuckerberg afirma, tem como objetivo melhorar o mundo
e torná-lo num lugar melhor. A própria divulgação da ação revela, implicitamente, a inclinação de a ver
reconhecida. Apenas as ações por dever, praticadas por puro respeito ao dever (aquelas em que o dever é um
fim em si mesmo) são verdadeiras ações morais.
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1. Não. Para Kant, fazer o que está certo é condição necessária, mas não suficiente para agir moralmente.
Importa conhecer a intenção (ou motivo) subjacente ao cumprimento do dever. Por exemplo, um merceeiro
que escolhe a honestidade para não perder os seus clientes faz o que é correto, cumpre o dever, mas a sua
ação não possui, diz Kant, qualquer valor moral. O seu interesse assim o exigia. A sua intenção foi, portanto,
egoísta. Do mesmo modo, faz o que é correto a pessoa que é caridosa e solidária, porque encontra prazer em
espalhar alegria à sua volta e se alegra com o contentamento dos outros, mas também neste caso a sua ação
carece de valor moral, por muito generosa que possa ser. Tanto num como noutro caso, falamos de ações em
conformidade com a lei, pois a ação cumpre o dever, respeita a lei, mas a sua realização acontece porque daí
resulta um benefício ou a satisfação de um interesse. Apenas as ações por dever, praticadas por puro respeito
ao dever (aquelas em que o dever não é um meio, mas um fim em si mesmo) são verdadeiras ações morais.
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1. Universalidade: «Temos de poder querer que uma máxima da nossa ação se transforme em lei universal».
Agir moralmente implica adotar uma perspetiva universal, colocar de parte os sentimentos e os interesses
particulares, escolher imparcialmente e poder responder racional, afirmativamente e sem reservas à seguinte
questão: Podes tu querer também que a tua máxima se converta em lei universal? Se não pudermos, então
devemos rejeitá-la.
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1. Não. A lei moral, o imperativo categórico, não depende de cada um de nós enquanto seres humanos com
interesses e desejos. Não é uma lei subjetiva. A lei moral é uma lei objetiva que é estabelecida pela razão, sem
admitir exceções ou considerações particulares. Se se considerar apenas o ponto de vista imparcial da razão,
todas as pessoas chegarão à mesma conclusão, a um imperativo universal que todas reconhecem como válido.
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1. (C).
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CENÁRIOS DE RESPOSTA

Página 182

1. (D). Página 184 1. Kant conclui que a boa vontade é o mais elevado bem, pois só a boa vontade é boa em si mesma, isto é, absolutamente boa, sem reservas. Como afirma o filósofo no documento, «nada é possível pensar que possa ser considerado como bom sem limitação a não ser uma só coisa: uma boa vontade». Talentos do espírito, como o discernimento e a capacidade de julgar, qualidades do temperamento, como a coragem e a constância, ou dons da fortuna, como o poder ou a riqueza, são características boas e desejáveis, sem dúvida, mas podem ser também más e indesejáveis, dependendo do uso que a vontade delas fizer. Nenhuma destas qualidades será boa se a vontade não o for em si mesma. Página 186 1.1. Não. A ação não tem valor moral, por muito amável que possa ser. Trata-se de uma ação correta, mas apenas em conformidade com o dever. Cumpre o dever, mas a sua realização acontece porque daí resulta um benefício ou a satisfação de um interesse. Tal como Zuckerberg afirma, tem como objetivo melhorar o mundo e torná-lo num lugar melhor. A própria divulgação da ação revela, implicitamente, a inclinação de a ver reconhecida. Apenas as ações por dever, praticadas por puro respeito ao dever (aquelas em que o dever é um fim em si mesmo) são verdadeiras ações morais. Página 187 1. Não. Para Kant, fazer o que está certo é condição necessária, mas não suficiente para agir moralmente. Importa conhecer a intenção (ou motivo) subjacente ao cumprimento do dever. Por exemplo, um merceeiro que escolhe a honestidade para não perder os seus clientes faz o que é correto, cumpre o dever, mas a sua ação não possui, diz Kant, qualquer valor moral. O seu interesse assim o exigia. A sua intenção foi, portanto, egoísta. Do mesmo modo, faz o que é correto a pessoa que é caridosa e solidária, porque encontra prazer em espalhar alegria à sua volta e se alegra com o contentamento dos outros, mas também neste caso a sua ação carece de valor moral, por muito generosa que possa ser. Tanto num como noutro caso, falamos de ações em conformidade com a lei, pois a ação cumpre o dever, respeita a lei, mas a sua realização acontece porque daí resulta um benefício ou a satisfação de um interesse. Apenas as ações por dever, praticadas por puro respeito ao dever (aquelas em que o dever não é um meio, mas um fim em si mesmo) são verdadeiras ações morais. Página 190 1. Universalidade: «Temos de poder querer que uma máxima da nossa ação se transforme em lei universal». Agir moralmente implica adotar uma perspetiva universal, colocar de parte os sentimentos e os interesses particulares, escolher imparcialmente e poder responder racional, afirmativamente e sem reservas à seguinte questão: Podes tu querer também que a tua máxima se converta em lei universal? Se não pudermos, então devemos rejeitá-la. Página 191 1. Não. A lei moral, o imperativo categórico, não depende de cada um de nós enquanto seres humanos com interesses e desejos. Não é uma lei subjetiva. A lei moral é uma lei objetiva que é estabelecida pela razão, sem admitir exceções ou considerações particulares. Se se considerar apenas o ponto de vista imparcial da razão, todas as pessoas chegarão à mesma conclusão, a um imperativo universal que todas reconhecem como válido. Página 192 1. (C).

Páginas 196- 197

1. A; I; O; S; U; W; X; Y; Z. 2. Não. Kant defende o caráter objetivo e absoluto do dever moral de não maltratar pessoas inocentes, o que está em clara oposição com a lei Gjakmarrja do código Kanun. Matar uma pessoa inocente é errado, sejam quais forem as circunstâncias do agente e as consequências de não a matar. O que aconteceria se, neste caso, a minha máxima – Devo vingar a morte do meu familiar matando alguém da família do assassino – fosse transformada em lei universal? Uma máxima como esta, logo que transformada em lei universal, daria origem a uma sequência infindável de homicídios e tornaria inviável qualquer sociedade. A lei Gjakmarrja do código Kanun não é, portanto, universalizável sem que se anule a si mesma. Além disso, vê no outro um meio para alcançar fins. Agir moralmente implica adotar uma perspetiva universal, agir racionalmente e respeitar o valor absoluto de cada ser humano. 3.1. O excerto faz referência à possibilidade de conflito entre regras, que decorre da ideia kantiana de que as regras morais são absolutas. **Página 200

  1. a)** O utilitarismo propõe a utilidade ou o princípio da maior felicidade como critério de moralidade. Tal significa que a felicidade que uma ação proporciona é o critério para aferir a moralidade dessa ação. b) Stuart Mill correlaciona a felicidade com o prazer e, consequentemente, com a ausência de dor. Por outro lado, a infelicidade é definida como dor e privação do prazer. Considera, por isso, que a o fim último de qualquer ação deve ser a maximização do prazer. A felicidade (prazer) é assim encarada como bem último. Página 201 1. (C). Página 203 1.1. O utilitarismo é uma teoria consequencialista, na medida em que avalia a correção ou incorreção moral dos atos em virtude dos seus resultados ou consequências, independentemente das intenções ou motivos dos agentes. 1.2. O utilitarismo distingue-se de outras formas de consequencialismo por avaliar os resultados dos atos considerando apenas o prazer ou dor gerados. Página 205 1. O texto remete para o hedonismo qualitativo de Mill e para a distinção entre prazeres superiores e prazeres inferiores. Esta distinção refuta algumas críticas de que o utilitarismo foi alvo. Os prazeres superiores são os relativos ao intelecto e são mais satisfatórios para os seres humanos. Os prazeres inferiores são relativos ao corpo e são menos satisfatórios para os seres humanos. Entre um prazer superior e um prazer inferior, devemos, por isso, sempre que possível, optar por um superior. Mais do que a quantidade de prazer importa, para Mill, a sua qualidade. Página 206 1.1. Não. No texto, Mill refere-se claramente à distinção qualitativa entre prazeres superiores e inferiores. Para Bentham, a quantidade, isto é, a intensidade e duração do prazer – independentemente da sua classe – é o único critério que deve orientar a escolha dos agentes relativamente à maior felicidade agregada. É irrelevante, para Bentham, se nos referimos aos prazeres partilhados entre porcos e humanos (intrinsecamente inferiores, na perspetiva de Mill) ou aos prazeres apenas acessíveis a humanos (intrinsecamente superiores, na perspetiva de Mill), se nos referimos aos prazeres do corpo ou da mente.

GRUPO III

1.1. Não. Trata-se de uma ação claramente contra o dever – imoral, portanto. Por um lado, cometer suicídio é agir contra a razão (que o proíbe) e deixar-se determinar por desejos e inclinações. Por outro lado, o suicídio não pode ser universalizado. É impossível existir um mundo no qual todos decidamos cometer suicídio. Não podendo existir tal mundo, o suicídio é condenado. 1.2. Sim. Na perspetiva de Mill, a ação descrita poderá ter valor moral. Ao contrário do deontologismo, utilitaristas como Mill defendem que não há deveres absolutos. Dependendo das circunstâncias e das alternativas, algumas ações habitualmente consideradas incorretas ou imorais, como matar, podem ser consideradas corretas. Segundo o princípio da maior felicidade, o fim último é uma existência isenta tanto quanto possível de dor e tão rica quanto possível em prazeres. A ação moralmente correta será aquela que, tendo em conta as alternativas, maximiza a felicidade do maior número. Ora, a doença, irreversível e incurável causa a Maria sofrimento físico e psicológico intolerável, impedindo-a de usufruir dos prazeres da vida por conta da dor. Tal leva-a a ela e, por consequência, aos seus, a considerar a morte um bem, ao invés de um mal. Neste sentido, na perspetiva de Mill, a ação de Ángel pode ser considerada correta e moral. 2.1. A ética de Kant é deontológica: valoriza as intenções do agente, os seus motivos e despreza os resultados da ação. Tal como refere o texto, «o essencialmente bom na ação reside na disposição, seja qual for o resultado». A única disposição ou intenção moralmente aceitável é o respeito absoluto pelo dever moral. Já a ética de Mill é consequencialista: valoriza os resultados previsíveis da ação e despreza as intenções do agente. As disposições ou motivos do agente dizem respeito ao caráter do agente e são, para Mill, irrelevantes. 2.2. Para Kant, os deveres morais assumem a forma do imperativo categórico. São princípios absolutos, aplicam-se incondicionalmente (ordenam imediatamente e não se relacionam com a matéria da ação). Já para Mill, os deveres morais orientam-se pelo critério da utilidade. São relativos às condições existentes e aos resultados previsíveis face a elas.