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Aplicação do Kit Cotton em Safra e Safrinha
Tipologia: Notas de estudo
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Magno Rodrigo Moreira Novembro - 2011
Utilização do Kit Cotton, em áreas de algodão no estado de Mato Grosso, em safra e safrinha 2011
A produção da colheita pode ser maximizada melhorando a nutrição da planta e a fertilidade de solo. Freqüentemente as condições do solo não suportam o crescimento, ou melhor, devido à falta de ou as doses baixas de nutrientes específicos.
Micronutrientes O termo “micro” ou o “traço” consultam à quantidade requerida por plantas e NÃO à importância regulativa dos nutrientes.
Função dos Micronutrientes
A fotossíntese, usando a energia da luz converte água e dióxido carbono em açúcares. Os açúcares são a matéria-prima para a biossíntese de produtos vegetais e outros, através da respiração, fornecer a energia necessária.
Muito interligado via metabólica operam nas plantas e os micronutrientes estão intimamente envolvidos com todos eles. As proteínas organometálicas, co-fatores de enzimas e de catalisadores. Quando a oferta de micronutrientes é restrita aos processos metabólicos são afetados em última instância, para o desenvolvimento de sintomas de deficiência. Curiosamente sintomas visuais podem ser explicados em nível bioquímico.
Bioestimulantes
S ão misturas de biorreguladores ou mistura entre um ou mais biorreguladores com outros compostos de natureza química diferente como: aminoácidos, enzimas, vitaminas, sais minerais, etc. (CASTRO, 2006). Esse produto químico pode, em função da sua composição, concentração e proporção das substâncias, incrementar o crescimento e desenvolvimento vegetal estimulando a divisão celular, diferenciação e o alongamento das células, podendo também, aumentar a absorção e a utilização de água e dos nutrientes pelas plantas (CASTRO; VIEIRA, 2001).
Função dos Fitormônios
O desenvolvimento das plantas é controlado por diversos fatores, como genéticos e ambientais e fatores fisiológicos ou hormonais. A germinação de sementes, crescimento, floração, frutificação entre outros, são influenciados por compostos orgânicos. A palavra hormônio vem do termo grego horman que significa excitar, e nas plantas este termo e utilizado como fitormônio, para definir substancias orgânicas que ocorrem naturalmente e tem a função de regulação nas plantas (FlOSS, 2008)
O crescimento e o desenvolvimento de plantas são regulados tanto por fatores endógenos como por fatores externos. Os fatores endógenos são ativos não somente em nível celular e molecular, afetando os processos metabólicos via transcrição e tradução, mas têm também a função de coordenação do organismo como um todo, realizada por meio dos hormônios vegetais.
Taiz e Zeiger (2006) definiram hormônios vegetais como moléculas vegetais sinalizadoras, que funcionam como mediadores na comunicação intercelular e interagindo com proteínas especificas chamadas de receptoras. Eles ressaltam que estes sinalizadores são responsáveis por efeitos marcantes nos vegetais, mesmo em concentrações pequenas.
O balanço hormonal das plantas é feito basicamente por 3 hormônios principais: auxina, giberelina e citocinina.
Segundo TAIZ & ZEIGER, 2004, auxina é produzida no meristema apical (ponteira) nas folhas jovens, nos frutos e nas sementes em desenvolvimento e translocada principalmente em direção ás raízes pelo floema, ou seja, associada aos tecidos com rápida divisão celular, especialmente nas partes aéreas. A auxina é ativa no afrouxamento da parede celular mediado, em parte, pela acidificação da parede. Ela atua junto á citocinina na multiplicação celular e junto com a giberelina na elongação celular, de forma sinérgica e complementar.
A citocinina é produzida principalmente nas raízes e translocada via xilema para as partes aéreas, atuando basicamente na divisão celular. A planta trabalha assim com a auxina induzindo raízes, que por sua vez quando formadas, produzem citocinina. Se aportarmos um deles fazemos a "roda" hormonal girar produzindo mais e mais de cada um dos dois hormônios. Em nossos produtos (Vitta Spray em especial) temos duas fontes de auxina, uma de liberação lenta e outra de liberação rápida (0,1%) que quando aplicado na parte aérea, se transloca para as raízes, induzindo a maior produção endógena de citocinina. Aplicado no início da florada, o Vitta Spray induzirá a uma maior multiplicação celular (auxina e citocinina) e no elongamento celular (junto ao sinergismo com a giberelina endógena), resultando em maior e mais uniforme floração e maior pegamento de flores e frutos.
Os lag-times das giberelinas mais longos que das auxinas, apontam para um mecanismo distinto daquele da auxina. Consistentemente com a existência de um mecanismo independente de afrouxamento da parede giberelina – específico, as respostas de crescimento à aplicação de giberelinas e auxinas são aditivas.
Há evidências de que a enzima xiloglucano endotransglicolase (XET) está envolvida na extensão de parede promovida pela giberelina. A função da XET pode ser facilitar a entrada de expansinas na parede celular, lembrando que as expansinas são proteínas da parede celular causadoras do seu afrouxamento em condições de acidez, por enfraquecer as ligações de hidrogênio entre os polissacarídeos.
Tanto as expansinas quanto as XET podem ser necessárias para o alongamento celular estimulado por giberelina. Mostrando que as auxinas e giberelinas são sinérgicas no alongamento celular.
97 64
(^175 )
(^22 17 0 )
311 235
0 0 14/04/ Kit Cotton
14/04/ Padrão Faz.
20/05/ Kit Cotton
20/05/ Padrão Faz.
Grupo DGF - Faz. Santa Maria da Amazônia Sorriso, Mato Grosso
Nº Maças Nº Flores Nº Botões Florais
bactéria já morta e o fernit, que após seco é colocado à venda. Por sua forma de fabricação é para originar um aminoácido (Lisina) que será usado em rações animais, o processo usa apenas matérias primas de grau alimentar, sem impurezas e excesso de acidez, características que são transmitidas ao Fernit. Em conseqüência o Fernit tem características químicas (N e S) do sulfato de amônio, mas pelo fato de não ter acidez livre, nem óleos em sua composição, tem alta solubilidade e baixa toxidez às plantas, possibilitando o uso em adubações foliares, o que não pode ser feito com o sulfato de amônio comum e a lanço. O nitrogênio (N) está na forma amoniacal, portanto tem baixa volatilidade e menor risco de lixiviação no solo, e o enxofre (S) na forma de sulfato tem alta assimilação pelas folhas e raízes.
Foram instaladas diversas áreas no estado de Mato Grosso, de acordo com as tabelas abaixo e as aplicações seguiram o protocolo de utilização, em relação a doses e épocas de aplicação.
Tratamento Produtos Estágio Aplicação Dose/ha
1º Tratamento
Vitta Spray 1º Botão floral permanente
1,25 kg Citromix 1,5 kg Fernit 4 kg
2º Tratamento
Vitta Spray 14 dias após a primeira
1,25 kg Citromix 1,5 kg Fernit 4 kg
AVALIAÇÕES DE CAMPO Foram realizadas diversas avaliações de campo com contagens de botões florais, flores e maças, de acordo com esse levantamento segue abaixo alguns dos resultados. Na fazenda Santa Maria da Amazônia o trabalho foi conduzido na variedade IMA 6001 LL, a qual o plantio foi realizado no dia 28/01/2011, iniciando os tratamentos com o Kit Cotton no dia 23/03/2011 com a primeira aplicação e no dia 07/04/2011, realizada a segunda e última aplicação. O gráfico ao lado representa a avaliação do dia 14/04/2011.
Na fazenda Ribeiro do Céu o trabalho foi conduzido na variedade BAYER 966 LL, o qual o plantio foi realizado no dia 07/02/2011, tendo início dos tratamentos como Kit Cotton no dia 08/04/2011 com a primeira aplicação e no dia 23/04/2011, realizada a segunda e última aplicação. O gráfico acima se refere à avaliação do dia 14/05/2011.
Na fazenda Uirapuru o trabalho foi conduzido na variedade IMA 6001 LL, o qual o plantio foi realizado no dia 08/01/2011, tendo início dos tratamentos como Kit Cotton no dia 05/04/2011 com a primeira aplicação e no dia 19/04/2011, realizada a segunda e última aplicação. O gráfico abaixo se refere à avaliação do dia 13/05/2011.
222
19
68
174
13
48
Nº Maças Nº Flor Nº Botão
Grupo Vanguarda do Brasil - Faz. Ribeiro do Céu Nova Mutum, Mato Grosso
Plant Defender - Kit Cotton Testemunha - Padrão Faz.
74 47
267
190
(^27 ) 0 0
175 131
(^39 )
19/04/ Kit Cotton
19/04/ Padrão Faz.
14/05/ kit Cotton
14/05/ Padrão Faz.
O Telhar - Faz. Uirapuru Nova Mutum, Mato Grosso
Nº Maças Nº Flor Nº Botão
Foram realizadas diversas áreas no estado de Mato Grosso, com de acordo com as tabelas e gráficos abaixo com os respectivos resultados. A tabela abaixo se refere aos trabalhos realizados no algodão plantio safra 2011.
Produtor Município
Área (ha)
Testemunha @/(ha)
Kit Cotton @/(ha)
Incremento @/(ha)
Época Plantio Esp. Sebastião Pereira Campo Verde, MT 80 311,63 347,46 35,83 Safra José Nei Lazarrine Campo Verde, MT 20 342,22 360,01 17,79 safra Rafael Shenkel Campo Verde, MT 40 266,19 278,34 12,15 Safra John Alberto Lehnen Jaciara, MT 50 312,10 322,33 10,23 Safra Carlos Schineider Jaciara, MT 40 319,60 327,53 7,93 Safra Onofre Botan Campo Verde, MT 40 331,86 336,75 4,89 Safra MÉDIA GERAL 45 313,93 328,74 14,
(^80 20 40 50 40 40) 45,
311,63 (^) 342, 266,19 312,10^ 319,60^ 331,86^ 313,
347,46 (^) 360, 278,
322,33 327,53 336,75^ 328,
35, 17,
12,
10,23 (^) 7,93 4,89 14,
Esp. Sebastião Pereira Campo Verde, MT
José Nei Lazarrine Campo Verde, MT
Rafael Shenkel Campo Verde, MT
John Alberto Lehnen Jaciara, MT
Carlos Schineider Jaciara, MT
Onofre Botan Campo Verde, MT
MÉDIA GERAL
Resultados Kit Cotton - Safra 2011 Incremento @/(ha) Kit Cotton @/(ha) Testemunha @/(ha) Área (ha)
A tabela abaixo se refere aos trabalhos realizados no algodão plantio safrinha 2011
Produtor Município
Área (ha)
Testemunha @/(ha)
Kit Cotton @/(ha)
Incremento @/(ha)
Época Plantio SLC - Faz. Paiaguas Diamantino, MT 20 233,20 242,10 8,90 Safrinha Alberto F.Fritz Campo Verde, MT 100 222,05 244,42 22,37 Safrinha Edson Zanquet Jaciara, MT 40 255,22 273,63 18,41 Safrinha Américo Matsui Campo Verde, MT 40 264,22 278,60 14,38 Safrinha Djoges Ceron Campo Verde, MT 70 281,42 298,81 17,39 Safrinha Valdemar de Sá Campo Verde, MT 40 232,31 244,48 12,17 Safrinha Antônio C. de Sá Campo Verde, MT 40 212,16 220,04 7,88 Safrinha Vanguarda do Brasil Nova Mutum, MT 20 177,40 182,30 4,90 Safrinha MÉDIA GERAL 46,25 234,75 248,05 13,
Os tratamentos foram realizados de acordo com a necessidade de cada cliente, onde os produtos relacionados acima não necessariamente foram todos aplicados nas mesmas áreas. Os resultados ilustrados acima mostram as áreas submetidas ao tratamento Plant Defender em relação à área comercial dos clientes, qual a tecnologia que vinha aplicando como padrão da propriedade, foi inferior ao tratamento com o Kit Cotton. A utilização do produto Fernit, não foi conduzida em todas às áreas, mas em relação ao resultado que obteve onde foi realizado, o produto passa a fazer parte do Kit Cotton a partir do ano de 2012.
20
(^100 40 40 70 40 ) 20 46,
233,
222, 255,22 264,^
281, 232,31 (^) 212, 177,
234,
242,
244,42 (^) 273,63 278,
298,
244,48 (^) 220,
182,
248,
8,
22,37 (^) 18, 14,
17,
12, 7, 4,
13,
SLC Diamantino, MT - Faz. Paiaguas Campo Verde, MT Alberto F.Fritz Edson Zanquet Jaciara, MT Campo Verde, MT Américo Matsui Campo Verde, MT Djoges Ceron Campo Verde, MT Valdemar de Sá Campo Verde, MT Antônio C. de Sá Vanguarda do Brasil Nova Mutum,MT MÉDIA GERAL
Resultados Kit Cotton - Safrinha 2011 Área (ha) Testemunha @/(ha) Kit Cotton @/(ha) Incremento @/(ha)
(^1) Magno Rodrigo Moreira 2 Roberto da Rocha Leão
CONFEA-CREA 220427810-6 Plant Defender Tec. Agricola RTV Região Noroeste/Oeste Diretor Técnico Brasil
(^3) Crégio Venâncio 4 Luiz Roberto Buzetti
RTV Região Centro Sul/Sudeste Diretor Comercial Campagnin & Venâncio Ltda
(^5) Luiz Ricardo
RTV Região Centro Sul/Sudeste Campagnin & Venâncio Ltda