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RESUMO ÁLGEBRA.aux, Resumos de Matemática

Resumo de Álgebra Linear do Curso de Matemática

Tipologia: Resumos

2012

Compartilhado em 18/12/2012

mauricio-aragao-2
mauricio-aragao-2 🇧🇷

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Cap´ıtulo 8
Operadores e Produto Interno
No referente cap´ıtulo estudaremos sobre operadores normais. Ser´a apresentado o
Teorema espectral, muito importante para o curso de ´
Algebra Linear. Os oper-
adores ortogonais tamb´em ser˜ao estudados, de forma mais detalhada.
8.1 Operador Transposto
Dado o operador linear A:RnRn, queremos determinar um operador linear,
ooperador transposto de A, representado por At:RnRn, que tem a seguinte
propriedade
hv, A(w)i=At(v), w,(8.1)
para v, w Rn. Para determinar o operador linear, basta conhecer sua matriz
canˆonica. Escrevendo
[A] = [vij]=[A(e1), A(e2), ..., A(en)]
indica-se que a j-´esima coluna ´e
vj=A(e1)=(v1j, v2j, ..., vnj)
.
Logo, a entrada vij ´e calculada pelo produto interno
vij =hei, A(ej)i
.
No entanto, a matriz canˆonica do operador linear procurada, At, ´e dada por
At=At(e1), At(e2), ..., At(en)
.
Do mesmo modo, as entradas uij de [At] ao obtidas por uij =hei, At(ej)i. Portanto,
temos
uij =ei, At(ej)=At(ej), ei=hej, A(ei)i=vji.
Logo, est´a demonstrado que o operador procurado satisfaz a condi¸ao [At]=[A]t. A
matriz do operador transposto de Adeve ser a transposta da a matriz de A. Como
a rela¸ao entre o Rne matrizes n×n´e biun´ıvoca, o tem um operador linear que
satisfaz a condi¸ao (8.1), logo, o operador transposto deve ter a matriz canˆonica [A]t.
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pfe
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Cap´ıtulo 8

Operadores e Produto Interno

No referente cap´ıtulo estudaremos sobre operadores normais. Ser´a apresentado o Teorema espectral, muito importante para o curso de Algebra Linear.´ Os oper- adores ortogonais tamb´em ser˜ao estudados, de forma mais detalhada.

8 .1 Operador Transposto

Dado o operador linear A : Rn^ → Rn, queremos determinar um operador linear, o operador transposto de A, representado por At^ : Rn^ → Rn, que tem a seguinte propriedade

〈v, A(w)〉 =

At(v), w

para ∀ v, w ∈ Rn. Para determinar o operador linear, basta conhecer sua matriz canˆonica. Escrevendo

[A] = [vij ] = [A(e 1 ), A(e 2 ), ..., A(en)]

indica-se que a j-´esima coluna ´e

vj = A(e 1 ) = (v 1 j , v 2 j , ..., vnj )

. Logo, a entrada vij ´e calculada pelo produto interno

vij = 〈ei, A(ej )〉

. No entanto, a matriz canˆonica do operador linear procurada, At, ´e dada por

[ At

]

[

At(e 1 ), At(e 2 ), ..., At(en)

]

Do mesmo modo, as entradas uij de [At] s˜ao obtidas por uij = 〈ei, At(ej )〉. Portanto, temos

uij =

ei, At(ej )

At(ej ), ei

= 〈ej , A(ei)〉 = vji.

Logo, est´a demonstrado que o operador procurado satisfaz a condi¸c˜ao [At] = [A]t. A matriz do operador transposto de A deve ser a transposta da a matriz de A. Como a rela¸c˜ao entre o Rn^ e matrizes n × n ´e biun´ıvoca, s´o tem um operador linear que satisfaz a condi¸c˜ao (8.1), logo, o operador transposto deve ter a matriz canˆonica [A]t.

I

Preposi¸c˜ao 8. 1. 1 Dado um operador linear A em R^2 existe um ´unico oper-

ador linear At^ em Rn^ tal que

〈v, A(w)〉 =

At(v), w

para quaisquer v, w ∈ Rn. Vale tamb´em a rela¸c˜ao matricial [At] = [A]t.

Ex: Seja A : R^2 → R^2 , A(x, y) = (x − 4 y, − 2 x + y). Para determinar o oper- ador linear At^ : R^2 → R^2 tal que

〈v, A(w)〉 =

At(v), w

para quaisquer vetores v, w ∈ R^2 , basta considerar a transposta da matriz de A,

[A] =

[

]

, [A]t^ =

[

]

e definir At(x, y) = (x − 2 y, − 4 x + y). Esses operadores satisfazem a condi¸c˜ao (8.1), calculando ent˜ao

i) 〈(x, y), A(x, y)〉 = 〈(x, y), (x − 4 y, − 2 x + y)〉 = x^2 + y^2 − 6 xy;

ii) 〈At(x, y), (x, y)〉 = 〈(x − 2 y, − 4 x + y), (x, y)〉 = x^2 + y^2 − 6 xy.

Preposi¸c˜ao 8. 1. 2 Seja A : Rn^ → Rn^ um operador linear. Valem as afirma¸c˜oes.

i) A ´e invert´ıvel ⇔ At^ ´e invert´ıvel. Nesse caso, A−^1 t = At−^1.

ii) O polinˆomio caracter´ıstico de A e At^ s˜ao iguais.

Prova

i) Pela Proposi¸c˜ao (2. 1 .2 - Seja [A] uma matriz n × n e [A]t^ a sua matriz transposta. Ent˜ao det[A]t^ = det[A].) Como vale a rela¸c˜ao matricial [At] = [A]t, ent˜ao det[A] 6 = 0 se, e somente det[At] 6 = 0.

Se A ´e invert´ıvel ent˜ao A−^1 ◦ A = Id. Calculando a transposta dessa composi¸c˜ao, obt´em-se At^ ◦ A−^1

t = Id. Pelo Corol´ario 7. 1 .1, (p´ag. 166), pode-se afirmar que A−^1 t = At−^1.

ii) Denotamos por pA(λ) e pAt^ (λ) os polinˆomios caracter´ısticos de A e At, respecti- vamente. Observe que λId = λIdt. Logo,

pA(λ) = det[λId − A] = det[λId − A]t^ = det[λIdt^ − At] = det[λId − At] = ptA(λ).

II

8 .3 Operadores sim´etricos

Sabe-se que um operador sim´etrico A do Rn^ satisfaz a condi¸c˜ao

〈v, A(w)〉 = 〈A(v), w〉 ,

para quaisquer dois vetores v, w ∈ R, ou seja, At^ = A

Exemplo 8. 3. 1 Seja A : R^3 → R^3 ,

A(x, y, z) = (7x − 2 y, − 2 x + 6y − 2 z, − 2 y + 5z).

Para verificar que 〈v, A(w)〉 = 〈A(v), w〉 para quaisquer vetores v, w ∈ R^3 , basta examinar a matriz

[A] =

 (^) = [A]t

Como a matriz ´e sim´etrica, o operador linear ´e sim´etrico.

Lema 8. 3. 1 Sejam A um operador linear sim´etrico em Rn^ e β = {v 1 , v 2 , ..., vk}

um conjunto formado por autovetores de A associados aos autovalores λ 1 , λ 2 , ..., λk, respectivamente. Se os autovalores s˜ao distintos dois a dois, ent˜ao os vetores de β s˜ao ortogonais dois a dois.

Prova Seja i 6 = j. Seja a seguinte sequˆencia de iqualdades,

λi 〈ui, uj 〉 = 〈λiui, uj 〉 = 〈A(ui), uj 〉 = 〈ui, A(uj )〉 = 〈ui, λj uj 〉 = λj 〈ui, uj 〉.

Portanto, (λi − λj ) 〈ui, uj 〉 = 0. Como λi 6 = λj segue que 〈ui, uj 〉 = 0

Teorema 8. 3 .1 (Teorema espectral em R^2 ) Se o operador linear A

em R^2 ´e sim´etrico ent˜ao:

a) o polinˆomio caracter´ıstico de A possui 2 ra´ızes reais contando as repeti¸c˜oes, {λ 1 , λ 2 };

b) existe uma base ortonormal de R^2 formada por autovetores, β = {u 1 , u 2 }, onde A(ui) = λiui.

Diz-se que a base β ´e uma base espectral de A.

(Teorema espectral 8. 3 .2) Se o operador linear A em Rn^ ´e sim´etrico ent˜ao:

a) o polinˆomio caracter´ıstico de A possui n ra´ızes reais contando as repeti¸c˜oes, {λ 1 , λ 2 , ..., λn};

IV

b) existe uma base ortonormal de Rn^ formada por autovetores, β = {u 1 , u 2 , .., un}, onde A(ui) = λiui.

8 .4 Operadores ortogonais I

Seja um operador linear U do Rn, este ´e dito ortogonal se satisfizer a condi¸c˜ao

U ◦ U t^ = Id = U t^ ◦ U, (8.3)

matricialmente, U ´e um operador ortogonal se, e somente se,

[U ][U ]t^ = [Id] = [U ]t[U ].

Ou ainda, o operador U em Rn^ ´e ortogonal quando

〈U (v), U (w)〉 = 〈v, w〉 ,

para quaisquer v, w ∈ Rn.

Pela Defini¸c˜ao, (8.3), conclui-se que um operador ortogonal U ´e invert´ıvel e que U −1 = U t.

Corol´ario 8. 4. 1 Um operador linear U : Rn^ → Rn^ ´e ortogonal se, e somente se,

U ´e invert´ıvel e U −1 = U t. Mais ainda, o operador inverso ´e ortogonal.

Seja o operador linear U : R^2 → R^2.

U (x, y) =

x −

y,

x +

y

As matrizes na base canˆonica de [U ] e [U ]t^ s˜ao, respectivamente,

[U ] =

[ √

2 2 −

√ 2 √ 2 2 2

√ 2 2

]

e [U ]t^ =

[ √

2 2

√ 2 2 −

√ 2 2

√ 2 2

]

Verificou-se que [U ][U ]t^ = [Id] = [U ]t[U ], portanto, o operador ´e ortogonal.

Preposi¸c˜ao 8. 4. 1 Um operador linear U : Rn^ → Rn^ ´e ortogonal se, e somente

se, β = (U (e 1 ), U (e 2 , ..., U (en)) ´e uma base ortonormal de Rn.

Prova Veja o produto matricial descrito na Proposi¸c˜ao 8. 2 .1,

[U ]t[U ] =

〈U (e 1 ), U (e 1 )〉 〈U (e 1 ), U (e 2 )〉 · · · 〈U (e 1 ), U (en)〉 〈U (e 2 ), U (e 1 )〉 〈U (e 2 ), U (e 2 )〉 · · · U (e 2 ), U (en) · · · · · · · · · · · · 〈U (en), U (e 1 )〉 〈U (en), U (e 2 )〉 · · · 〈U (en), U (en)〉

V

〈U (v), U (w)〉 =

U t^ ◦ U (v), w

= 〈v, w〉.

(2. ⇒ 3 .) Suponha que U preserva o produto interno. Seja β = {u 1 , ..., un} uma base ortonormal do Rn. Mostrar que U (β) = {U (u 1 ), ..., U (un)} ´e um conjunto de vetores unit´arios dois a dois ortogonais. Calcula-se agora,

〈U (ui), U (uj )〉 = 〈ui, uj 〉 = δij

onde δij ´e o delta de Kronecker. De acordo com a Preposi¸c˜ao 5. 7 .1, (p´ag. 124), U (β) ´e uma base ortonormal de Rn.

(3. ⇒ 1 .) Assuma que U transforma bases ortonormais em bases ortonormais. Logo, o conjunto U (C) = {U (e 1 ), U (e 2 ), ..., U (en)} uma base ortogonal. De acordo com a proposi¸c˜ao 8. 4 .1, U ´e um operador ortogonal.

VII

Cap´ıtulo 9

Formas bilineares

Nesse cap´ıtulo ser´a generalizado o conceito de produto interno. Ser´a apresentado formas quadr´aticas, que utilizaremos para classificar cˆonicas e qu´adricas.

9 .1 Funcionais lineares

Um funcional linear em Rn^ ´e uma aplica¸c˜ao f : Rn^ → R tal que

f (v + λw) = f (v) + λf (w),

para quaisquer vetores v, w ∈ Rn^ e para qualquer escalar λ ∈ R. Identificando R com R^1 , um funcional linear no Rn^ ´e uma transforma¸c˜ao linear, logo pode ser expresso como

f (x 1 , x 2 , ..., xn) = a 1 x 1 + a 2 x 2 + ... + anxn.

Na constru¸c˜ao de funcionais lineares no Rn, basta tomar um vetor v 0 ∈ Rn^ e definir f : Rn^ → R,

f (v) = 〈v, v 0 〉 ,

onde 〈 , 〉 representa o produto interno. Portanto, f ´e um funcional linear, pois

f (v + λw) = 〈v + λw, v 0 〉 = 〈v, v 0 〉 + λ 〈w, v 0 〉 = f (v) + λf (w).

Ex: Escolhido o vetor v 0 = (2, − 4 , 1) ∈ R^3 , definimos o funcional linear f : R^3 → R por

f (x, y, z) = 〈(x, y, z), (2, − 4 , 1)〉 = 2x − 4 y + z.

O vetor v 0 foi recuperado selecionando os coeficientes das vari´aveis do funcional lin- ear, v 0 = (f (e 1 ), f (e 2 ), f (e 3 )). Por outro lado, a matriz de f ´e matriz 1 × 3

[f ] = [f (e 1 ), f (e 2 ), f (e 3 )] = [2 − 4 1].

Teorema 9. 1 .1 (Representa¸c˜ao de um funcional linear) Para cada

funcional linear f : Rn^ → R existe um ´unico vetor vf ∈ Rn^ tal que

f (v) = 〈v, vf 〉 ,

VIII

Exerc´ıcio 9. 3. 1 A forma bilinear g : R^2 × R^2 → R,

g((x 1 , y 1 ), (x 2 , y 2 )) = x 1 y 2 + x 2 y 1 ,

´e sim´etrica, pois g(v, w) = 〈v, A(w)〉 onde o operador linear A : R^2 → R^2 que a representa, A(x, y) = (y, x), ´e sim´etrico, propriedade identificada pela matriz

[A] =

[

]

Pela defini¸c˜ao de operador sim´etrico, temos

g(v, w) = 〈v, A(w)〉 = 〈A(v), w〉 = 〈w, A(v)〉 = g(w, v)

Identificar quando uma forma bilinear ´e sim´etrica examinando o operador que a representa ´e um procedimento geral.

Seja A : Rn^ → Rn^ o operador linear que representa a forma bilinear g. Sendo assim, g ´e sim´etrica se, e somente se, A ´e sim´etrico. Pelas defini¸c˜oes, temos

〈v, A(w)〉 = g(v, w) = g(w, v) = 〈w, A(v)〉.

Como

〈v, A(w)〉 = 〈w, A(v)〉 = 〈A(v), w〉 ,

segue que A ´e um operador sim´etrico, Se¸c˜ao 8. 3. Portanto, g ´e uma forma bilinear sim´etrica se, e somente se, sua matriz [A] ´e sim´etrica.

9 .4 Forma quadr´atica

Uma fun¸c˜ao f : Rn^ → R ´e homogˆenea de grau r se f (λv) = λrf (v), para todo v ∈ Rn^ e λ ∈ R.

Defini¸c˜ao 9. 4. 1 Uma aplica¸c˜ao q : Rn^ → Rn^ ´e uma forma quadr´atica se ex-

iste uma forma bilinear g em Rn^ tal que q(v) = g(v, v).

Preposi¸c˜ao 9. 4 .1 (Representa¸c˜ao de uma forma quadr´atica)

Dada uma forma quadr´atica q em Rn^ existe um operador linear sim´etrico A do Rn tal que q(v) = 〈v, A(v)〉 para todo v ∈ Rn.

Prova Da defini¸c˜ao 9. 4 .1, (p´ag. 226), existe uma forma bilinear sim´etrica g do

Rn^ tal que q(v) = g(v, v). Pelo Teorema 9. 2 .1, (p´ag. 221), existe um ´unico operador linear B do Rn^ que representa g. Logo, q(v) = 〈v, B(v)〉, ∀ v ∈ Rn.

X

Seja o operador linear sim´etrico A = 12 (B + Bt). O operador A ´e sim´etrico, pois

At^ =

(B + Bt)t^ =

(Bt^ + Bt t ) =

(Bt^ + B) = A.

Da defini¸c˜ao de operador transposto, a seguinte identidade ´e v´alida

〈v, B(w)〉 =

Bt(v), w

para quaisquer vetores v, w ∈ Rn, calculando ent˜ao,

〈v, A(v)〉 =

v, 12 (B + Bt)(v)

= 12 〈v, B(v)〉 + 12 〈v, Bt(v)〉

= 12 〈v, B(v)〉 + 12 〈B(v), v〉

= 〈v, B(v)〉

= q(v)

XI

Defini¸c˜ao 11. 1. 2 Uma hip´erbole ´e um conjunto de pontos de E^2 tais que o

m´odulo da diferen¸ca das distˆancias a dois pontos fixos, F 1 e F 2 , chamados de focos, ´e uma constante 2 a menor que a distˆancia 2 c entre os focos.

Considerando a defini¸c˜ao e procedendo de modo an´alogo `a demonstra¸c˜ao da elispe, obtemos a equa¸c˜ao da h´ıp´erbole, que ser´a

x^2 a^2

y^2 b^2

onde c^2 = a^2 + b^2 → b^2 = c^2 − a^2.

Considerando a forma quadr´atica q : R^2 → R,

q(x, y) =

[

x y

]

[ 1

a^2 0 − (^) b^12

] [

x y

]

a hip´erbole ´e o gr´afico da curva de n´ıvel E : q(x, y) = 1. Os autovalores do operador sim´etrico

A : R^2 → R^2 , A(x, y) =

a^2

x, −

b^2

y

s˜ao n˜ao nulos, sendo um positivo e o outro negativo.

Defini¸c˜ao 11. 1. 3 Uma par´abola ´e o conjunto dos pontos do plano Euclidi-

ano E^2 equidistantes de uma reta r, chamado de diretriz, e de um ponto F n˜ao pertencente `a reta, chamada de foco.

Preposi¸c˜ao 11. 1. 3 A equa¸c˜ao da par´abola em E^2 com foco F (c, 0) e reta dire-

triz r : y = −c ´e

4 cy − x 2 = 0

Prova pela defini¸c˜ao, um ponto P (x, y) pertence `a par´abola se, e somente se,

d(P, F ) = d(P, r),

em coordenadas temos que

√ x^2 + (y − c)^2 =

(y + c)^2 ,

o que equivale a

x^2 + y^2 − 2 cy + c^2 = y^2 + 2cy + c^2

XIII

11 .2 Cˆonicas II

Nesta se¸c˜ao ser´a examinado equa¸c˜oes quadr´aticas em duas vari´aveis onde o termo xy tem coeficiente n˜ao nulo.

Seja a equa¸c˜ao

E : 2x^2 − y^2 + 4xy − 1 = 0,

escrevendo de forma matricial, temos

E :

[

x y

]

[

] [

x y

]

Considere a forma quadr´atica q : Rn^ → R, definida me forma matricial por

q(v) = [v]t[A][v],

onde [A] ´e a matriz na base canˆonica do operador linear sim´etrico A : R^2 → R^2 A(x, y = (2x + 2y, 2 x − y).

Para que o termo xy n˜ao apare¸ca, escolhemos eixos coordenados em E^2 cujas dire¸c˜oes s˜ao determinadas pelos autovalores de A.

O polinˆomio caracter´ıstico de A ´e p(λ) = (λ − 3)(λ + 2) e seus autovalores s˜ao λ 1 = 3 e λ 2 = −2. Se β = {v 1 , v 2 } ´e uma base espectral com A(v 1 ) = 3v 1 e A(v 2 ) = − 2 v 2 , pela Proposi¸c˜ao 10. 7 .1, (p´ag. 262), substituindo

[v] = [id]β C [v]β , onde [v]β =

[

x′ y′

]

na equa¸c˜ao (11.3) obtemos

E : [v]β [A]ββ [v]β =

[

x′^ y′^

]

[

] [

x′ y′

]

Fazendo as multiplica¸c˜oes obtemos

E : 3x′^2 − 2 y′^2 =−→ E :

x′^2 ( √^1 3

) 2 −^

x′^2 ( √^1 2

Portanto, o gr´afico da equa¸c˜ao ´e uma hip´erbole no plano Cartesiano.

XIV

que pode ser escrita de forma matricial como

E :

[

x y y

]

x y z

Agora, diagonaliza-se a forma quadr´atica q : Rn^ → R, definida por

q(v) = [v]t[A][v],

em que [A] ´e a matriz na base canˆonica do operador linear sim´etrico A : R^2 → R^2 , A(x, y) = (z, −y, x). Para que os termos mistos desapare¸cam, escolhe-se eixos coordenados de E^3 onde as dire¸c˜oes s˜ao determinadas pelos autovalores de A.

fazendo o c´alculo do polinˆomio de A, obtemos

p(λ) = (λ^2 − 1)(λ + 1).

Logo, os autovalores de A s˜ao λ 1 = 1, λ 2 = −1 e λ 3 = −1. Seja β = {v 1 , v 2 , v 3 } base espectral tal que A(v 1 ) = v 1 , A(v 2 ) = −v 2 e A(v 3 ) = −v 3. Pela Preposi¸c˜ao 10. 7 .1, (p´ag. 262), substituindo

[v] = [id]β C [v]β , onde [v]β =

x′ y′ z′

na equa¸c˜ao 11.6 obtemos

E : [v]β [A]ββ [v]β =

[

x′^ y′^ z′^

]

x′ y′ z′

Fazendo as devidas multiplica¸c˜oes obtemos

E : x′^2 − y′^2 − z′^2 = 1

Portanto, o gr´afico da equa¸c˜ao ´e um hiperbol´oide de duas folhas.

XVI