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Resumo da professora, Resumos de Saúde do Idoso

Resumo importante, saúde do idoso, gayton

Tipologia: Resumos

2026

Compartilhado em 21/04/2026

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/9 ESTRUTURA DO CAPÍTULO (Z Introdução [Z Missão do Centro de Material e Esterilização (CME) EZ Área fisica — Práticas Recomendadas [Z Localização — Práticas Recomendadas EM Elementos construtivos — Práticas Recomendadas [Z Sala de recepção e limpeza — Práticas Recomendadas Área exclusiva para produtos consignados — Práticas Reco- mendadas EZ Área de preparo — Práticas Recomendadas £Z Área de esterilização — Práticas Recomendadas (Z Sala de desinfecção química — Práticas Recomendadas [Z Área de monitoramento do processo de esterilização — Práticas Recomendadas (7 Sala de armazenamento e distribuição de materiais esteriliza- dos — Práticas Recomendadas [Z Acabamento da construção — Práticas Recomendadas [Z Ambientes de apoio — Práticas Recomendadas £Z Dinâmica e fluxo no CME - Práticas Recomendadas [Z Limpeza ambiental do CME — Práticas Recomendadas [ Aspectos gerenciais do CME [Z Comitê de Processamento de Produtos para Saúde - CPPS — Práticas Recomendadas FZ Terceirização do processamento de PPS — Práticas Reco- mendadas [Z Gestão de PPS consignados — Práticas Recomendadas [Z Referências Scanned with : [9 CamsScanner: PARTE 1 ME) v o x fo, < N po = E [a] o E Ú 3 Diretrizes de Práticas em Enfermagem Perioperatória e Processamento de Produtos para Saúde - SOBECÇ INTRODUÇÃO «== MISSÃO DO CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO s PPS críticos devem obrigatoriamen- te ser processados pelo CME; aqueles que per- tencem à categoria dos semicríticos e não crí- ticos podem, opcionalmente, ser processados no local onde a assistência acontece (unidades satélites), mediante procedimento operacional padrão elaborado pelo CME. Entretanto, diante das recentes evidências de surtos de infecção , nm relacionados ao uso de materiais semicríticos, o CME deve ter como prioridade assumir, tan- to em caráter técnico, quanto administrativo, o processamento desses itens, em especial os uti- lizados em procedimentos endoscópicos, mesmo que em unidades satélites, visando à padroniza- ção e adesão às boas práticas? O que se espera, como resultado da imple- mentação das boas práticas recomendadas no processamento de PPS, é o paciente livre de eventos adversos associados ao uso desses ma- teriais, incluindo infecção. ÁREA FÍSICA seems TE esmo “organizacional adequadas, garantindo a quaji. “dade do processamento dos PPS*?. O CME é “0 cuidado ao paciente, A Resolução da Direto. ria Colegiada (RDC) nº 15, de 15 de março de 2012, da Agência Nacional de Vigilância Sanj. tária (Anvisa)!, que regulamenta os requisitos de boas práticas para o processamento de pro. dutos para a saúde, Embora com finalidade e objetivos clara- mente definidos, o CME não existia no passado como unidade independente e autônoma, como é visto na atualidade; era a unidade do Centro Cirúrgico (CC) que, além de centralizar as salas operatórias, também se responsabilizava pelo processamento, incluindo a esterilização de PPS necessários para a prestação de assistên- cia a todos os pacientes hospitalizados ou em tratamento ambulatorialº. A diferenciação das atividades realizadas pelo CME e pelo CC, asso- ciada ao intenso desenvolvimento so dos últimos anos e qustroraa o aendenjsualente atoa «portantes quanto o CC. Assim, os hospitais pas- Scanned with ' E CamScanner: PARTE 1 E Ê l CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO (CME) 36 Diretrizes de Práticas em Enfermagem Perioperatória e Processamento de Produtos para Saúde - SOBECC rizando o espaço físico para o desenvolvimento de seus processos de trabalho. Para isso, deve contar com sistemas de comunicação ágeis e competentes, principalmente com as unidades consumidoras, como monta-cargas, elevadores e corredores exclusivos, sem prejuízo na provi- são de materiais, especialmente para o CC. ELEMENTOS CONSTRUTIVOS mm A área física dessa unidade deve ser planeja- da e construída de forma a atender aos requisi- tos dos processos de trabalho que nela são exe- cutados e garantir resultados satisfatórios. PRÁTICAS RECOMENDADAS 1. Considerar os seguintes critérios para o planejamento da área física do CME: demanda diária de produtos a serem processados, núme- ro e especificidade de leitos do hospital, exis- tência de CC, quantidade de salas cirúrgicas e média diária de cirurgias, especialidades cirúrgi- cas a serem atendidas, adoção ou não de mate- rial de uso único, inventário do arsenal cirúrgi- co, modo de armazenagem e de distribuição dos produtos esterilizados às unidades consumido- ras! 11.13, Adicionalmente, recomenda-se prever uma área fisica para recebimento, conferência e devolução de materiais consignados para aque- les CME de hospitais que realizam cirurgias com essa modalidade de fornecimento de PPS!. D Força da recomendação: | — forte; qualida- de da evidência: C-EO. Justificativa: esses critérios influenciarão a dimensão da área física do CME pelo volume de PPS a serem processados e armazenados. Se- gundo Donabedian', a estrutura física devida. mente dimensionada é o ponto-chave para que os processos de trabalho aconteçam satisfato. riamente, resultando em produtos qualificados, 2.0 SS que contar com CC, centro obstétri. co e/ou ambulatorial, hemodinâmica, emergên. cia de alta complexidade e urgência, deverá ter o CME ou se servir de empresa terceirizada de processamento que siga as normativas da RDC ANVISA n. 15/2012! ) Força da recomendação: | — forte; qualida- de da evidência: CEO. Justificativa: essa determinação é da RDC ANVISA nº 307, publicada em 14 de novembro de 2002", e pela RDC ANVISA nº 15/2012', ten- do em vista a segurança do paciente no quesito controle de infecção relacionado a PPS. 3. Reconhecer a classificação dos CME em classes le Il. D Força da recomendação: | — forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: a RDC ANVISA nº 15/2012', que regulamenta os requisitos de boas práticas para o processamento de PPS, classifica os CME em classe | e II. CME classe | é aquele que “realiza o processamento de PPS não críticos, semicríticos e críticos de conformação não complexa, pas- síveis de processamento” como, por exemplo, em consultórios e Unidades Básicas de Saúde. O CME classe Il é aquele que “realiza o proces- samento de PPS não críticos, semicríticos e crí- ticos de conformação complexa e não comple- xa, passíveis de processamento”. Os serviços de saúde que possuam CC (inclusive ambulatorial), Scanned with ' E CamScanner: T mana Capítulo 1 - Aspectos Organizacionais do Centro de Material e Esterilização 37 centro obstétrico, hemodinâmica, emergência de alta complexidade e urgência devem consti- tuir CME classe II, pois, rotineiramente, utilizam PPS de conformação complexa. Assim, o CME só poderá processar produtos que sejam compati- veis com sua capacidade técnica operacional e de acordo com sua classificação. Essa RDC de- fine ainda os PPS críticos de conformação com- plexa como aqueles que possuam lúmen inferior a cinco milímetros ou com fundo cego, espaços internos inacessíveis para a fricção direta, reen- trâncias ou válvulas. Como PPS de conformação não complexa, estão aqueles cujas superfícies internas e externas podem ser atingidas por es- covação durante o processo de limpeza e tenham lumens com diâmetro superior a cinco milíme- tros. Para o CME classe Il, há uma série de exi- gências, com destaques para a obrigatoriedade de separar fisicamente a área de recepção e lim- peza dos PPS das demais áreas; possuir lavadora ultrassônica com conector para canulados e que utilize tecnologia de fluxo intermitente; dispor de água purificada; ter secadora de PPS e pistolas de ar comprimido medicinal de gás inerte ou ar filtrado, seco e isento de óleo; ter seladoras de embalagens; dentre outras exigências. 4. Independentemente da classificação do CME, devem ser observados os mesmos princípios de segurança no processamento dos PPS? !520, D Força da recomendação: | — forte; qualidade da evidência: B-NR. Justificativa: a segurança do paciente no uso de PPS processados deve ser priorizada, in- dependentemente do nível de complexidade do SS onde são realizados os procedimentos?!. 5. Distinguir os cinco setores que, minima- mente, devem compor o CME classes 1 e Il. D Força da recomendação: | - forte; qualidade da evidência: C-EO. Os cinco setores são: * recepção e limpeza; * preparo e esterilização; e desinfecção química, quando aplicável; e local para monitoramento do processo de esterilização; * armazenamento e distribuição de materiais esterilizados. Justificativa: essas áreas são propostas pela RDC ANVISA nº 15/2012!, em consonância com a RDC ANVISA nº 307/2002", tendo em vista a organização e a otimização do processo de tra- balho. O CME comporta áreas restritas (onde apenas os profissionais do setor circulam, tais como os ambientes técnicos para limpeza, preparo, desinfecção, esterilização e armaze- namento dos PPS) e áreas semirrestritas (que permitem acesso de demais pessoas), como vestiários, copa, salas administrativas e de trei- namento. Recomenda-se que a separação entre essas áreas seja por meio de parede, vestiários de barreira, porta-balcão ou sistema de porta dupla (pass-through). O CME pode ainda ser di- vidido em área contaminada — destinada a re- ceber materiais sujos e proceder à limpeza dos mesmos -— e área limpa, onde os PPS são secos, inspecionados, preparados, acondicionados, es- terilizados, guardados e distribuídos. Essa sepa- ração visa minimizar os riscos de contaminação cruzada. As dimensões das áreas do CME devem ser determinadas em função da demanda e dos métodos de processamento utilizados. Para o CME classe |, pode haver apenas barreira téc- Scanned with ' E CamScanner: (3WD) OVÍVZNINILSA 3 IVINILVW 30 OHLNID Capítulo 1 - Aspectos Organizacionais do Centro de Material e Esterilização 39 3. Monitorar periodicamente a qualidade da água e o sistema de tratamento. D Força da recomendação: | — forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: o CME deve manter protocolo institucional sobre a periodicidade, número de amostras e pontos de coleta da água potável e da água purificada!. A análise deve incluir a mensuração da pureza da água, pH, íons clore- to, cobre, ferro, manganês, a carga microbiana e endotoxinas, de modo a garantir a segurança do processamento dos PPS e a documentação de conformidade dos parâmetros de qualidade da água. 4, Suprir o CME com equipamentos automa- tizados para a lavagem de PPS de conformação simples. D Força da recomendação: | — forte; qualidade da evidência: C-LD. Justificativa: os equipamentos automati- zados para a lavagem de PPS substituem, com vantagens, a limpeza manual de PPS de confor- mação simples, feita item por item, minimizan- do os riscos biológicos, os acidentes perfuro- cortantes e os riscos ergonômicos, pela posição postural do trabalhador ao proceder à lavagem manual desses produtos. Outra vantagem é que os métodos automatizados de limpeza ofere- cem agilidade e padronização do processo, com registro do desempenho do ciclo e minimização de erro humano. 5. Os equipamentos destinados à limpeza au- tomatizada devem ser instalados de maneira a não obstruir a circulação da sala de recepção e limpeza, obedecendo às especificações técnicas do fabricante". ) Força da recomendação: | - forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: proporcionar segurança ao tra- balhador, além de economia de tempo e movi- mento. São exemplos de lavadoras mais utiliza- das no CME: as de jato de água sob pressão — que possuem suportes distintos para instrumental, para produtos com lúmen, materiais ventilatórios e materiais com conformação côncavo-convexa; e os equipamentos ultrassônicos — com sistema de fluxo intermitente e obrigatório para CME classe II. Cada instituição deve escolher os equipamen- tos que melhor atendam às necessidades do ser- viço quanto aos tipos e capacidades e deve tam- bém estabelecer e implementar um programa de avaliação da efetividade desses equipamentos!. 6. Manter a temperatura ambiente entre 18 e 22ºC, com vazão mínima de ar total de 18 m?/hora/m?, e exaustão forçada do ar da sala com descarga para o exterior da edificação". ) Força da recomendação: llb — fraca; quali- dade da evidência: B-NR. Justificativa: é uma determinação da RDC ANVISA nº 15/2012!. Não há evidências de ris- cos ocupacionais decorrentes do ar da sala de limpeza. Um estudo comparou a quantidade de microrganismos no ar da área de limpeza com a quantidade deles no local de preparo em CME com e sem pressão negativa. Verificou-se que, mesmo em CME sem pressão negativa na área de limpeza, os resultados da quantidade de mi- crorganismos presentes no ar foram irrelevan- tes, abaixo do limite máximo estabelecido pela Scanned with : [9 CamsScanner: n z 4 ã õ R z E +] z Ea z a 2 e a 5 A 2 o) a z PARTE1 CENTRO DEN “0 Diretrizes de Práticas em Enfermagem Perloperatória e Processamento de Produtos para Saúde - SOBECÇ Anvisa para ambientes de SS climatizados arti- ficialmente”-?, Portanto, a principal função do controle é o conforto da equipe, especialmente devido ao intenso uso de EPI na área. ÁREA EXCLUSIVA PARA PRODUTOS CONSIGNADOS A área para recebimento, conferência e de- volução de produtos consignados é necessária frente à importância que essa modalidade de fornecimento de PPS tem adquirido nos SS que fazem procedimentos com órteses, próteses e materiais especiais (OPME). PRÁTICAS RECOMENDADAS 1. Planejar sua dimensão de acordo com o vo- lume de trabalho desenvolvido, para recepção, conferência e devolução desses produtos. Dis- por de bancada com dimensões que permitam a conferência dos materiais consignados!. D Força da recomendação: | — forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: proporcionar estrutura física, ao trabalhador, com um ambiente seguro e con- fortável para recebimento, conferência e devo- lução de materiais consignados. ÁREA DE PREPARO A área de preparo é o local onde os PPS são se- cos e inspecionados quanto à presença de sujida- de — por meio de testes visuais e químicos — e rea- lização de testes de integridade e funcionalidade. Há ainda algumas controvérsias sobre o local em que se deva fazer a secagem, pelo entendi- mento de que consiste em ato consecutivo à lim. peza e, portanto, poderia ser efetuada na mesma área, desde que com técnica limpa e em banca. das onde não haja risco de respingos de água contaminada após a remoção de EPI e higiene das mãos. Entretanto a RDC ANVISA nº 15/2012!, no Art. 53, estabelece que sejam instaladas as secadoras na sala de preparo e, com base nessa determinação, entende-se que a etapa de seca. gem manual deva ser efetuada também nessa área. Endossando este pensamento, ressalta-se que a secagem manual é uma técnica limpa e um importante momento para a inspeção da limpe. za, controle prévio essencial ao preparo dos PPS. Na área de preparo, os materiais são ainda avaliados quanto à funcionalidade e à integrida- de; os campos e os aventais cirúrgicos de teci- do, quando não vêm dobrados pela lavanderia, devem ser dobrados; os pacotes/caixas são mon- tados e acondicionados de acordo com a padro- nização adotada na instituição. As estações de trabalho na área do preparo destinam-se aos diferentes PPS, como instru- mental cirúrgico, diversos materiais, tecido, vi- draria e produtos especiais como, por exemplo, materiais de videocirurgias e OPMESs. Ao se comparar o volume de material a ser preparado, de alguns anos atrás com o dos dias atuais, percebe-se grande redução, em razão da opção pelos produtos de pronto uso, como também pela contratação de prestadores de ser- viços terceirizados de lavanderia, que não só la- vam os campos cirúrgicos e aventais de tecido, mas os dobram e os acondicionam e, em alguns serviços, até mesmo os esterilizam. Por outro lado, embora o volume de trabalho aparentemente tenha diminuído, o processo fi- cou mais complexo devido à variedade, especi- Scanned with : [9 CamsScanner: ) CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO (CM! 42 Diretrizes de Práticas em Enfermagem Perioperatória e Processamento de Produtos para Saúde - SOBECC Justificativa: é uma determinação da RDC ANVISA nº 15/2012! para proporcionar conforto térmico aos trabalhadores. 2. Todos os equipamentos de esterilização devem ser submetidos à qualificação de insta- lação, seguida pela qualificação de operação e de desempenho, visando garantir as condições de infraestrutura para o seu perfeito funciona- mento no CME. D Força da recomendação: | - forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: é uma determinação da RDC ANVISA nº 15/2012! com base nas principais di- retrizes de processamento de PPS!!.3+36, SALA DE DESINFECÇÃO QUÍMICA A sala de desinfecção química deve ser ex- clusiva para essa finalidade, podendo estar lo- calizada fora do ambiente do CME. PRÁTICAS RECOMENDADAS 1. Dispor de uma bancada com uma cuba para limpeza e outra para enxágue do material desinfetado, com profundidade e dimensiona- mento que favoreçam a acomodação completa do produto ou equipamento, mantendo distan- ciamento entre as cubas!. D Força da recomendação: | — forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: garantir condições neces- sárias para a limpeza prévia à desinfecção; o distanciamento entre as cubas é importante para que não ocorra transferência acidental de líquidos. 2. Dispor de água que atenda aos padrões de potabilidade definidos em normatização es- pecífica (Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 20213, agregada na Portaria de Consolida- ção nº 5 de 2017%) para o enxágue dos produ- tos desinfetados!. ) Força da recomendação: | - forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: evitar eventos adversos ao pa- ciente e danos aos PPS submetidos à desinfec- ção química. 3. O sistema de climatização deve garantir vazão mínima de ar total de 18 m'hora/m?, e prover exaustão forçada do ar para o exterior da edificação". D Força da recomendação: | - forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: é uma determinação da RDC ANVISA nº 15/2012 e da RDC ANVISA nº 6/2013” para minimizar o risco ocupacional decorrente do vapor tóxico emanado das soluções desin- fetantes, mesmo que seja utilizada desinfecção química automatizada. ÁREA DE MONITORAMENTO DO PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO rememums A área de monitoramento proporciona am- biente planejado para a guarda e realização dos indicadores biológicos e químicos, além da guarda dos impressos de lote das cargas de esterilização e desinfecção, dos registros Scanned with ' E CamScanner: Capítulo 1 - Aspectos Organizacionais do Centro de Material e Esterilização RE dos parâmetros físicos dos esterilizadores e das demais documentações que possibilitem a rastreabilidade dos PPS processados e com- provem a conformidade do processamento. A guarda dos arquivos deve perdurar por cinco anos, em meio físico ou digital, desde que com sistemas eletrônicos de segurança compatíveis com arquivos de informações em saúde. PRÁTICAS RECOMENDADAS 1. A área de monitoramento do processo de esterilização deve estar localizada em região limpa e dispor de sistema para a guarda dos re- gistros de monitoramento por cinco anos!; após esse período, o armazenamento pode ser feito em ambiente fora do CME. D Força da recomendação: | — forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: é uma determinação da RDC ANVISA nº 15/2012! para disponibilizar os re- gistros dos monitoramentos sempre que forem solicitados ou necessários. SALA DE ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS ESTERILIZADOS A sala de armazenamento e distribuição de PPS esterilizados no CME classe Il tem por fi- nalidade centralizar todo o material processado e esterilizado/desinfetado para posterior distri- buição às unidades consumidoras. PRÁTICAS RECOMENDADAS 1. Ser um local exclusivo e de acesso restrito, não podendo situar-se em área de circulação, mesmo que temporariamente; ser um local lim- po e seco, sob proteção da luz solar direta!. ) Força da recomendação: | — forte; qualida- de da evidência: C-EO. Justificativa: garantir a integridade do siste- ma de barreira estéril e da selagem dos produ- tos armazenados e consequente manutenção da esterilidade. 2.A sala de armazenamento e distribuição de materiais esterilizados deve ser dimensionada de acordo com o quantitativo dos produtos e as dimensões dos mobiliários utilizados para essa finalidade". D Força da recomendação: | — forte; qualida- de da evidência: C-EO. Justificativa: possibilitar armazenamento adequado, evitar eventos relacionados e econo- mizar tempo e movimento para o trabalhador. 3. Contar com armários, prateleiras e cestos aramados, escadas e equipamento de transpor- te com rodízios!. D Força da recomendação: | — forte; qualida- de da evidência: C-EO. Justificativa: possibilitar armazenamento seguro e adequado dos PPS, protegendo-os de eventos relacionados, e minimizar riscos ocupa- cionais. 4. As prateleiras e os armários devem ser de material não poroso, resistente à limpeza úmida e ao uso de produtos saneantes!. ) Força da recomendação: | - forte; qualida- de da evidência: C-EO. Scanned with 9 CamScanner; al E E õ 9 R 5 E E > 2 m G q B S 5 Ea) 2 õ a E Capítulo 1 - Aspectos Organizacionais do Centro de Material e Esterilização 45 não seja uma área higienizada com a mesma fre- quência e intensidade que os pisos e as paredes, o material empregado deve permitir o grau de limpeza necessário; nas áreas em que vapores estão presentes e podem entrar em contato com o forro, deve-se optar por um material im- permeável. Outro aspecto importante a ser ob- servado é a junção perfeita das placas do forro, eliminando vãos e frestas entre elas. D Força da recomendação: | — forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: propiciar maior facilidade de manutenção e durabilidade, além de maior con- trole de limpeza e vetores no setor! 12.13.38, 4. Portas: devem ser de material durável e re- sistente, pois estão constantemente sujeitas à lavagem e a impactos mecânicos. D Força da recomendação: | - forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: garantir maior facilidade de ma- nutenção e durabilidade! !213.38, 5. Bancadas: destinam-se à realização de di- versas atividades, algumas leves ou administra- tivas, outras sujeitas a impactos e riscos. A esco- lha do material deve ser adequada à natureza do trabalho a ser realizado, à resistência, à limpeza úmida e ao uso de produtos saneantes; a altura deve proporcionar a postura ergonômica do tra- balhador de Enfermagem. D Força da recomendação: | — forte; qualida- de da evidência: C-EO. Justificativa: garantir maior facilidade de ma- nutenção e durabilidade, assim como prevenção de riscos ocupacionais! 213.38, 6. Cores: não há um padrão determinado, embora predominem as cores claras; um projeto sobre as cores a serem utilizadas no CME pode contribuir para o maior conforto e melhor de- senvolvimento do trabalho nesse ambiente. D Força da recomendação: | - forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: proporcionar conforto am- biental e melhorar o desempenho dos traba- lhadores! 12.13.38, 7. Iluminação: o CME deve ter iluminação ge- ral satisfatória, além da específica, em algumas bancadas de trabalho que requeiram maior acui- dade visual. A iluminação natural é desejável, tomando os devidos cuidados de projeto. D Força da recomendação: | — forte; qualida- de da evidência: C-EO. Justificativa: proporcionar conforto visual aos trabalhadores e maior eficiência na inspeção e preparo de PPS! 121338, Scanned with 9 CamScanner; a fe) 9 R z 5 q 2 > z m E â E] 2 5 Fa) 2 õ a z E) as Diretrizes de Práticas em Enfermagem Perioperatória e Processamento de Produtos para Saúde - SOBECC Níveis de iluminação recomendados para diferentes ambientes de trabalho do Centro de Material e Esterilização e Eu puii Terceiritáda de Processamento, segundo a AAMI, 2017. ; Rep Lminosidademédi |“ Atalminotndo | | luminontdadetato | e cana Inspeção geral 500 lux 750 lux 1000 lux Inspeção detalhada 1000lux 1500 lux 2000 lux Area de lavagem 500 lux 750 lux 1000 lux Area de trabalho em geral 200 lux 300 lux 500 lux Area de armazenamento 200 lux 300 lux 500 lux Nota: Deve-se adotar Iluminação apropriada para garantir a acuidade visual maximizada para as diferentes faixas etárias dos profissionais. Segundo o guia ANSVAAMI ST79:2017, um profissional com idade acima de 60 anos necessita de 500 LUX, ou seja, cinco vezes mais de lumi- nosidade para enxergar com a mesma nitidez, que um profissional com idade de 25 anos, que precisa de apenas 100 LUX de luminosidade. A Idade dos trabalhadores interfere na demanda de iluminação nos diferentes postos de trabalho em CME. Profissionais com menos de 40 anos requerem menor quantidade de iluminação do que pessoas com 40 a 55 anos, que demandam iluminação média, Sugere-se a possibilidade de uminação complementar, quando necessário. 8. Acústica: como as atividades executadas no CME produzem ruídos, alguns cuidados po- dem ajudar a reduzir esses problemas, como o isolamento de áreas que geram mais ruídos (por exemplo, a casa das máquinas da autoclave), bancadas com material amortecedor de som sob o tampo, dutos de exaustão/insuflamento de ar com isolamento ou atenuadores de som, moto- res e compressores colocados fora do ambien- te sempre que possível, pé-direito mais alto e adoção de equipamentos mais eficientes e que produzam menor ruído. ) Força da recomendação: | - forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: proporcionar ao trabalhador conforto acústico e redução de risco ocupacio- nal! 12.13, 8, 9, Dispor de ventilação/ exaustão/ ar condi- cionado: em razão da quantidade e do tipo de equipamentos utilizados, o CME é uma unidade com temperatura elevada, e o desconforto tér- mico é a principal queixa dos trabalhadores de Enfermagem para a não adesão ao uso de EPI, As áreas consideradas “sujas” e “limpas” podem contar com sistema de ar-condicionado, garan- tindo o número de trocas de ar; as áreas onde estão instaladas as lavadoras termodesinfetado- ras e as autoclaves requerem atenção especial quanto à exaustão do vapor de água próximo às portas. D Força da recomendação: | - forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: proporcionar conforto térmico aos trabalhadores, favorecendo a adesão ao uso de EPI e a redução de risco ocupacional. 10. Água energi e energia elétrica no CME é muito alto, a esco- lha dos equipamentos e o desenho das insta- lações devem ser rigorosos, buscando por sis- : como o consumo de água temas mais eficientes, que consumam menos desses recursos naturais e finitos, o que vale para qualquer outro aspecto que envolva ma- terial e tecnologia, como forma de garantir a sustentabilidade para o planeta. Nesse sentido, Scanned with : [9 CamsScanner: AO ALE ESTE CENTRO DE 48 Diretrizes de Práticas em Enfermagem Perioperatória e Processamento de Produtos para Saúde - SOBECC gido impermeável com tampa identificadora de material sujo (por exemplo, tampa de cor ver- melha) e o limpo de outra cor, por exemplo, de cor verde. Esta situação deve ser olhada como exceção. Há sempre uma forma de minimizar cruzamentos do material limpo com o sujo, mesmo que precise de mudanças de processos de trabalho e pequenas reformas. Os produtos a serem processados no CME vêm das unidades consumidoras - especialmen- te do CC, do centro obstétrico, das unidades de internação, do ambulatório e do setor de en- doscopia — ou das unidades fornecedoras, como lavanderia e almoxarifado, quando materiais novos ou descartáveis não foram adquiridos pelo SS previamente esterilizados. Deve haver um empenho do CME para que os PPS críticos descartáveis sejam adquiridos já esterilizados, pelo fabricante, para pronto uso. Tem-se, como exemplo problemático, o material de implante Spine da Empresa Abbott, que orienta o CME esterilizar em um ciclo que não é padroni- zado pela ABNT ISO 17665-2%: “25 min/270ºF Pre-vacuum”, Além disso, idealmente, materiais implantáveis não deveriam ser processados no CME, esses já deveriam ser embalados indivi- dualmente esterilizados, prontos para uso. Os produtos fornecidos pelo almoxarifado, quando previamente esterilizados e prontos para uso, devem ser armazenados em área pró- pria, onde são controlados e distribuídos; alguns SS designam a farmácia para sua responsabilida- de ou unidade de suprimentos. Quando se tra- tar de materiais críticos novos, não previamente esterilizados, estes devem ser recebidos na área de preparo do CME para o acondicionamento e posterior esterilização, armazenamento e distri- buição. Contudo, no caso de instrumental cirúr- gico, a sujidade residual de fabricação (muitas vezes de composição oleosa) deve ser submeti- da à limpeza para a remoção cuidadosa. As roupas limpas vindas da lavanderia, como aventais e campos cirúrgicos, são recebidas na área de preparo e acondicionamento, inspecio- nadas quanto a: integridade, presença de cor- pos estranhos, manchas e sujidades. Convém que venham dobradas e embaladas, de acordo com a padronização adotada pelo SS, e encami- nhadas para a esterilização e posterior armaze- namento e distribuição. Os PPS encaminhados pelas unidades con- sumidoras são recebidos na área de recepção e limpeza, conferidos e separados conforme o tipo (instrumental cirúrgico, outros materiais de aço inoxidável, vidro, materiais específicos como equipamentos óticos e pneumáticos, pe- ças de equipamentos, acessórios de ventilação mecânica e outros). Após a limpeza, são enca- minhados à área de preparo e acondicionamen- to, onde são inspecionados, embalados, identifi- cados e enviados à esterilização para posterior armazenamento e distribuição. Scanned with : [9 CamsScanner: Capítulo 1 - Aspectos Organizacionais do Centro de Material e Esterilização FIGURA 1. Fluxograma dos materiais utilizados na assistência à saúde processados no CME. PRÁTICAS RECOMENDADAS 1. Estabelecer um fluxo contínuo e unidire- cional no processamento dos PPS. D Força da recomendação: | — forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: assegurar a racionalização do tra- balho e a prevenção de contaminação cruzada", LIMPEZA AMBIENTAL DO CME A limpeza das áreas do CME deve proporcio- nar a seus trabalhadores um ambiente limpo e seguro para o desenvolvimento de suas ativida- des e a garantia da qualidade dos PPS que são processados nessa unidade. Medidas de limpe- za ambiental concorrente são necessárias no início, durante e ao final de cada dia de traba- lho, seguindo rotinas e periodicidade estabele- cidas pelo serviço de higiene hospitalar junto ao CME, com base no risco de contaminação, geração de resíduos e fluxo de pessoas na área. As superfícies altamente tocadas, tais como maçanetas, interruptores, bancadas, pias, tor- neiras, instalações sanitárias, aparelho telefô- nico, computadores, dentre outros, requerem limpeza e desinfecção com maior periodicida- Scanned with | : [9 CamsScanner: (WD) OVÍVZNINALS 3 IVIVILVW IA OUINTD Capítulo 1 - Aspectos Organizacionais do Centro de Material e Esterilização 51 * Grupo B: resíduos químicos desinfetantes. O detalhamento do gerenciamento de re- síduos no CME está abordado no capítulo 12 “Sustentabilidade e Gerenciamento de Resí- duos" — Parte 4 desta obra. ASPECTOS GERENCIAIS DO CME COMITÊ DE PROCESSAMENTO DE PRODUTOS PARA SAÚDE - CPPS A RDC ANVISA n. 15/2012! estabelece que hospitais com movimento cirúrgico acima de 500 cirurgias mês (excetuando partos) devem constituir o CPPS formado, minimamente, por um representante da diretoria do SS; o respon- sável pelo CME; um representante do serviço de Enfermagem; um da equipe médica; e um da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), sendo o coordenador do Comitê o res- ponsável pelo CME. Este comitê visa dar suporte institucional ao CME e favorecer a tomada de decisão compartilhada relativa a processamento de PPS na instituição, tais como: definição de produtos para a saúde a serem processados no CME ou que devem ser encaminhados a servi ços terceirizados contratados; participação da especificação para a aquisição de produtos para a saúde, de equipamentos e de insumos a se- rem utilizados no processamento de produtos para a saúde; participação da especificação para a aquisição de produtos para a saúde a serem processados pelo CME; estabelecimento de cri- térios de avaliação das empresas processadoras terceirizadas para a contratação desses servi- ços, promovendo sua avaliação sempre que for considerada necessária; e análise e aprovação de indicadores para o controle de qualidade do processamento dos produtos propostos pelo responsável pelo CME. Dentre as atribuições do CPPS, também está a de garantir que todos os PPS que não pertençam ao serviço e que necessitem de processamento, antes da sua utilização, devam obedecer às de- terminações técnicas do CME, o que inclui os materiais de propriedade particular de médicos ou de outros profissionais de saúde, os mate- riais emprestados e os consignados. A interface e a pactuação com os envolvidos requerem es- forço institucional para que sejam cumpridas to- das as etapas do processamento em segurança. Quando o serviço de saúde não se enquadra no quantitativo de 500 cirurgias mensais, as competências do CPPS são atribuídas ao pro- fissional responsável pelo CME'. Mesmo assim, visando ao apoio institucional que o CPPS pro- picia ao CME, sua implantação poderia ser de- sejável independente do movimento cirúrgico. PRÁTICAS RECOMENDADAS 1.0 serviço de saúde que executa mais de quinhentas cirurgias por mês, excluindo partos, deve constituir o CPPS!, D Força da recomendação: | — forte; qualidade da evidência: C-EO. Justificativa: propiciar suporte institucional ao CME e favorecer o compartilhamento de to- mada de decisões!. TERCEIRIZAÇÃO DO PROCESSAMENTO == A principal razão para terceirizar uma ati- vidade nos SS é a otimização da produção, da Scanned with | 9 CamScanner; a E q E q s A 2 õ a CENTRO DE MATERIA s2 Diretrizes de Práticas em Enfermagem Perioperatória e Processamento de Produtos para Saúde - SOBECÇ qualidade, do lucro e da competitividade, sim- plificando-se a estrutura organizacional, a fim de que o SS possa concentrar seus esforços para a obtenção do melhor resultado de sua ativida- de-fim, ou seja, a assistência aos pacientes que buscam a recuperação e a promoção da sua saú- de*-!, Utilizando-se desses argumentos e com a visão equivocada de que a atividade de proces- samento de PPS é meramente de apoio, a tercei- rização total do CME já é um fato em algumas realidades brasileiras. A terceirização no âmbito do CME de que, tradicionalmente, se tinha experiência era a da etapa de esterilização pelo óxido de etileno, po- rém, atualmente, sua atuação estende-se para todas as etapas do processamento, incluindo a limpeza, a inspeção, o preparo, a esterilização e a entrega do PPS pronto para uso no SS, in- dependentemente do método de esterilização empregado. Prestam ainda rigoroso controle no julgamento de reúso de materiais de uso único; algumas empresas assumem, junto ao hospital, o processo de validação e de controle do núme- ro de reúso desses materiais. Atualmente, existem dois modelos de tercei- rização de CME nos SS: intra e extra-hospitalar. No modelo intra-hospitalar, a empresa contra- tada instala-se dentro da área física do SS, com sua equipe, insumos, equipamentos e proto- los de trabalho para executar as atividades. im alguns contratos, a prestadora de serviços pode responsabilizar-se inclusive pela reforma e adequação da estrutura física e renovação dos equipamentos de grande porte do CME. As van- tagens desse modelo é que a proximidade fa- cilita a comunicação entre as terceirizadas com as equipes usuárias, imprime agilidade na reso- lução de situações imprevistas, preserva a área física do CME na instituição e propicia atualiza, ção da estrutura e de equipamentos, alinhando. se às inovações do mercado. No modelo extra “hospitalar, os materiais a serem processados são recolhidos dos SS para uma sede própria da empresa processadora e o material é entregue de volta pronto para uso. Este modelo só é in. dicado para serviços de baixa demanda de PPg críticos e com plano de contingência para ne. cessidades extraordinárias. Ambos os modelos apresentam desvanta. gens que merecem ser cuidadosamente estuda. das para a tomada de decisão, sendo a principal a perda da expertise e da autonomia da equipe do SS em processamento de PPS. No caso de ter. ceirização intra-hospitalar, deve-se prever um plano de contingência para a reforma da área do CME e da fase de transição das equipes. No modelo extra-hospitalar, as desvantagens são bem maiores: dependência de transporte ex- terno para envio e recebimento de materiais, vulnerável a problemas de tráfego; necessida- de de planejamento de estoque e demanda de materiais processados, com eventual exigência de aumento do arsenal; perda de espaço para o CME no SS, mas tendo que manter, minimamen- te, a área de limpeza e de guarda de PPS; maior dificuldade institucional, caso haja o interesse de reverter a modalidade de serviço terceiriza- do para serviço próprio. Portanto, a contratação de um serviço tercei- rizado exige muita cautela e reflexão quanto aos limites e às possibilidades, sempre permeadas pelo princípio de responsabilidade compartilha- da. Na terceirização do CME ou de parte das ta- refas inerentes a ele, é necessária a participação ativa do CPPS para suporte no controle técnico e administrativo do serviço contratado. Deve-se Scanned with ' E CamScanner: