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Meio Ambiente e Saneamento: Desafios e Soluções, Resumos de Engenharia Civil

Este documento discute a importância do meio ambiente na política de desenvolvimento, focando no saneamento básico e o problema do lixo. O texto aborda a história do envolvimento do meio ambiente na política, o aumento do desempenho eleitoral de partidos ambientalistas e a multiplicação de acordos internacionais. O saneamento básico é discutido como um problema ambiental e social, com ênfase no brasil e na necessidade de uma rede universal de coleta e tratamento de esgotos. O documento também aborda o problema do lixo, sua produção em massa na era do consumismo e as consequências negativas de seu acúmulo, como contaminação do solo e saúde humana. Além disso, são apresentadas possíveis soluções para o problema do lixo, como a retorno ao solo de lixo orgânico e a compostagem. O texto também aborda o problema da falta de água doce e a poluição das águas.

Tipologia: Resumos

2018

Compartilhado em 15/08/2021

Helder-Dutra
Helder-Dutra 🇧🇷

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GESTÃO DO AMBIENTE URBANO
UNIDADE V
Formas de mitigação de impactos associados ao ambiente
urbano
Conteudista: Rafael Chaves Vasconcelos Barreto
Apresentação da unidade
Historicamente, foi com a criação de ministérios nos países
desenvolvidos que o meio ambiente passou a ocupar espaço no debate
político. A partir do final dos anos 1970, começaram a surgir os ministérios do
Meio Ambiente, com a criação, em 2 de dezembro de 1970, da Agência de
Proteção Ambiental dos Estados Unidos, durante a administração Nixon,
seguida, em janeiro de 1971, pela França e, em maio do mesmo ano, pela
Austrália. Aos poucos, todos os países desenvolvidos teriam um ministério de
Meio Ambiente com mais ou menos importância, e muitas vezes resultado de
uma tragédia ambiental, como foi na Alemanha após o desastre de Chernobyl.
Figura 1: Conferência Mundial sobre Homem e o Meio Ambiente, ocorrida em Estocolmo 1972
Fonte: Adaptado de ONU.
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Baixe Meio Ambiente e Saneamento: Desafios e Soluções e outras Resumos em PDF para Engenharia Civil, somente na Docsity!

GESTÃO DO AMBIENTE URBANO

UNIDADE V

Formas de mitigação de impactos associados ao ambiente

urbano

Conteudista: Rafael Chaves Vasconcelos Barreto

Apresentação da unidade

Historicamente, foi com a criação de ministérios nos países desenvolvidos que o meio ambiente passou a ocupar espaço no debate político. A partir do final dos anos 1970, começaram a surgir os ministérios do Meio Ambiente, com a criação, em 2 de dezembro de 1970, da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, durante a administração Nixon, seguida, em janeiro de 1971, pela França e, em maio do mesmo ano, pela Austrália. Aos poucos, todos os países desenvolvidos teriam um ministério de Meio Ambiente com mais ou menos importância, e muitas vezes resultado de uma tragédia ambiental, como foi na Alemanha após o desastre de Chernobyl.

Figura 1: Conferência Mundial sobre Homem e o Meio Ambiente, ocorrida em Estocolmo – 1972 Fonte: Adaptado de ONU.

Desde então, a defesa do meio ambiente tem tido papel crescente no debate político, com a criação de partidos verdes. O desempenho eleitoral desses partidos em países desenvolvidos tem geralmente aumentado, desde a década de 1980 aos dias de hoje. A questão ambiental tornou-se um tema político muito importante.

A conscientização quanto aos efeitos devastadores do crescimento industrial desordenado, os impactos relacionados à urbanização e o medo em relação à falta de garantia de um futuro seguro para a humanidade levaram à internacionalização do fenômeno e seu papel crescente no mundo da política. Ações internacionais relacionadas ao meio ambiente se multiplicaram com cúpulas internacionais, acordos e protocolos, criação do dia mundial, evolução das leis etc.

Em virtude disso, muito tem se discutido a respeito de formas de mitigação dos impactos da ação humana no meio ambiente, embora a velocidade com que ocorrem essas discussões não é a mesma da implementação de ações.

Figura 2: Logotipo da Rio+ Fonte: ONU.

Nesta Unidade veremos algumas questões relacionadas à mitigação de impactos ambientais no ambiente urbano e discutiremos um poucos a respeito das dificuldades em sua implementação.

A implantação de uma rede universal de coleta e tratamento de esgotos exige, por exemplo, grandes investimentos; por isso, nos países pobres, grande parte da população continua sem dispor dessa importante infraestrutura.

Segundo a ONU, 39% da população mundial (aproximadamente 2, bilhões de pessoas) não têm acesso à rede de esgotos. No Brasil, em 2001, pouco mais da metade dos domicílios urbanos estava ligada à rede coletora de esgotos, mas isso varia muito de cidade para cidade, de estado para estado e de região para região. A alternativa mais barata é a construção de fossas sépticas, que recolhem o esgoto e fazem a decantação dos dejetos. É uma opção melhor que lançar os esgotos em fossa rudimentar, que pode contaminar o aquífero, ou em cursos de água.

Box Conceito: Saneamento básico Saneamento é o conjunto de medidas que visa preservar ou modificar as condições do meio ambiente com a finalidade de prevenir doenças e promover a saúde, melhorar a qualidade de vida da população e a produtividade do indivíduo e facilitar a atividade econômica. No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei nº 11.445/07 como o conjunto dos serviços, infraestrutura e Instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais. Embora atualmente se use no Brasil o conceito de saneamento ambiental como sendo os quatro serviços citados antes, o mais comum é que o saneamento seja visto como os serviços de acesso à água potável, à coleta e ao tratamento dos esgotos. Fonte: http://www.tratabrasil.org.br/saneamento/o-que-e-saneamento. Acesso em 23 jun.

Aula 15

Principais desafios para a coleta: gerenciamento, destinação e

tratamento adequados de resíduos nas cidades

Durante muito tempo na história da humanidade, a produção de lixo foi pequena. A partir da primeira Revolução Industrial, com o início dos processos de industrialização e urbanização, entretanto, essa produção aumentou geometricamente. Hoje em dia, nas modernas sociedades tecnológicas, na era do consumismo, dos modismos passageiros, da rápida obsolescência tecnológica e dos produtos descartáveis, a produção do lixo sólido atingiu a cifra de milhões de toneladas diárias.

Tradicionalmente, nos lugares onde há serviços de coleta o lixo é depositado em terrenos usados exclusivamente para esse fim, os chamados “lixões” (depósitos a céu aberto), ou então enterrado e compactado em aterros sanitários. É comum também o lixo ser depositado em terrenos baldios. Essa prática também é muito frequente nas grandes cidades dos países subdesenvolvidos, nos bairros onde os serviços de coleta não são suficientes ou onde a população tem pouco acesso à informação e pouca consciência ambiental. O acúmulo de lixo nos solos traz uma série de problemas como:

 Proliferação de insetos (baratas, moscas) e ratos, que podem transmitir várias doenças, como peste bubônica e dengue;  Decomposição bacteriana da matéria orgânica (a fração biodegradável do lixo, predominantemente nos países subdesenvolvidos), que, além de gerar mau cheiro típico, produz um líquido escuro e ácido, denominado chorume, que, nos grandes lixões, infiltra-se no subsolo, contaminando o lençol freático (você verá mais informações sobre o chorume mais à frente);  Contaminação, com produtos tóxicos, do solo e das pessoas que manipulam o lixo;  Acúmulo de materiais biodegradáveis;  Outros fatores, como danos de ordem estética causados à paisagem.

dos resíduos sólidos depositados em aterros sanitários é um processo dinâmico comandado por organismos decompositores de matéria orgânica – em sua maioria bactérias heterotróficas aeróbias e facultativas. Essa decomposição pode ser descrita pelas fases aeróbia e anaeróbia.

A fase aeróbia ocorre durante o primeiro mês de deposição e recobrimento do lixo na vala. A ação de decomposição é realizada pelas bactérias aeróbias, que utilizam o oxigênio presente no interior do aterro. É mais intensa no início; à medida que o oxigênio vai ficando escasso, a decomposição torna-se mais lenta. A presença de águas pluviais exerce grande influência sobre essa fase, pois facilita a redistribuição de nutrientes e microrganismos ao longo do aterro sanitário.

Figura 4: Lagoa de tratamento de chorume Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=25766. Acesso em: 23 jun. 2020.

Quando todo o oxigênio é consumido, inicia-se a fase anaeróbia, em que a decomposição ocorre por meio dos organismos anaeróbios e/ou facultativos que hidrolisam e fermentam celulose e outros materiais presentes no resíduo.

Essa fase é caracterizada pela redução da concentração de carbono orgânico, altos níveis de amônia e largo espectro de metais, representando considerável potencial de risco para o meio ambiente. A fase anaeróbia pode demorar vários anos para estar completa.

Diversos fatores contribuem para que o resíduo da decomposição do lixo (chorume) seja complexo e apresente significativas variações em sua composição. Dentre as mais importantes contam-se: dinâmica de decomposição ao longo do tempo, variações na forma de operação do aterro sanitário, na composição dos resíduos depositados, no volume de chuvas e outras alterações climáticas.

estejam mais concentrados nas áreas urbanas, eles ocorrem também nos ecossistemas naturais e agrícolas.

Figura 5: Despejo no Riacho do Bodocongó, em Campina Grande/PB, de Paulo Libânio Fonte: http://pnqa.ana.gov.br/enquadramento-bases-conceituais.aspx. Acesso em: 23 jun.

Nas cidades, principalmente nas grandes áreas urbanas, a questão da poluição atinge proporções catastróficas, porque nas cidades se concentram os maiores contingentes populacionais e a maioria das indústrias e dos serviços. Nelas, há um elevado consumo de água e uma infinidade de fontes poluidoras, tanto na forma de esgotos domésticos como de efluentes industriais.

Na maioria dos países desenvolvidos, o consumo doméstico médio de água é da ordem de 150 litros per capita ao dia. Somando-se a esse consumo as necessidades comunitárias (hospitais, escolas, comércio, lavagem de ruas, rega de espaços verdes etc.), chega-se facilmente a 200 litros diários por habitante. Além disso, uma volumosa quantidade de água é consumida pelas atividades industriais: no transporte de calor (nos processos de resfriamento ou

de aquecimento), na lavagem de equipamentos e de instalações, no transporte de resíduos industriais nos efluentes (esgotos), na fabricação de produtos das indústrias químicas, de bebidas etc.

Levando em consideração que a água faz parte do ciclo hidrológico, temos que uma enorme quantidade utilizada pelas atividades domésticas e industriais não é propriamente consumida; é retirada da natureza e depois devolvida. Em águas poluídas, esse ciclo se torna problemático, pois a maior parte dessa água, depois de utilizada, é devolvida ao meio ambiente parcial ou totalmente degradada, carregada de substâncias tóxicas não biodegradáveis ou de matérias orgânicas em quantidade superior à capacidade de absorção dos córregos, rios, lagos e mares.

A poluição orgânica desequilibra o ecossistema aquático que a recebe, ao, por exemplo, matar os peixes por asfixia, em consequência do processo de eutrofização (excesso de nutrientes, proporcionando a proliferação de algas que consomem o oxigênio disponível), enquanto a poluição tóxica mata por envenenamento. Derivada exclusivamente dos efluentes industriais, metade da poluição tóxica é lançada pelas indústrias químicas e cerca de um terço pelas fábricas de metais.

A solução para o problema da poluição das águas depende somente de um tratamento eficaz. Torna-se necessário implantar sistemas de coleta e tratamento dos esgotos domésticos e industriais para que, depois de utilizada, á água retorne limpa aos cursos de água.

Referências bibliográficas

ACSELRAD, H.; MELLO, C. C. A. Conflito social e risco ambiental: o caso de um vazamento de óleo na Baía de Guanabara. In: ALIMONDA, H. (Org.). Ecologia Política – Naturaleza, Sociedad y Utopia. Buenos Aires: Clacso, 2002. p. 293-317.

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). Introdução ao gerenciamento de recursos hídricos. 2001. Disponível em: