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Resumo dentística operatória, Notas de estudo de Anatomia Dentária

Resumo sobre pontos principais de dentística durante o periodo laboratorial.

Tipologia: Notas de estudo

2018

Compartilhado em 30/11/2021

larissa-sandy-12
larissa-sandy-12 🇧🇷

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Dentística Operatória
Larissa Sandy 2018
Nomeclaturas
Planos Dentários
Plano Horizontal: perpendicular ao eixo do
dente
Plano vestibulingual-axiobucolingual:
paralelo ao eixo do dente
Plano Mesiodistal-axiomesiodistal: paralelo
ao eixo do dente
Tipos de Cavidade
1. Cavidade patológica: produto do
metabolismo bacteriano
Cavidade com forma e dimensão
irregulares causada pela destruição
dos tecidos duros dos dentes
2. Cavidade Terapêutica: executadas pelo CD
Cavidade com forma geométrica e
dimensões definidas, resultante de
um processo cirúrgico que visa
remover o tecido cariado chamado
de preparo cavitário.
Classificação das Cavidades
A. Classificação de BLACK (classe de I a V
Classificação universal)
Classe I
Ocorre em regiões de má coalescência do
esmalte, em cicatrículas e fissuras;
Oclusal de Pré-Molares e Molares;
2/3 Oclusais da face vestibular e da face
palatina dos molares;
Palatina dos incisivos e caninos
superiores.
Classe II
Executadas na porção proximal dos
posteriores
Faces proximais de molares e pré-molares
(independente de pegas os 2/3 oclusais na
hora de ter acesso)
Sempre que na proximal dos posteriores,
independente do nº de faces atingidas (2
proximais etc)
Classe III
Faces proximais dos Incisivos e Caninos
sem o comprometimento do ângulo incisal.
Classe III é estritamente proximal.
Classe IV
Proximais de Incisivos e Caninos com
comprometimento do ângulo incisal
(remoção ou restauração do mesmo)
Geralmente se inicia na classe III podendo
se transformar em classe IV de acordo com a
evolução da cárie traumatismo também
leva à quebra desse ângulo.
Classe V
Cavidades preparadas no 1/3 gengival ou
cervical vestibular e lingual de todos os
dentes.
Exceto nas fossetas e palatinas dos
anteriores, sendo que nesse caso é classe I.
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Nomeclaturas

Planos Dentários  Plano Horizontal: perpendicular ao eixo do dente  Plano vestibulingual-axiobucolingual: paralelo ao eixo do dente  Plano Mesiodistal-axiomesiodistal: paralelo ao eixo do dente Tipos de Cavidade

  1. Cavidade patológica: produto do metabolismo bacteriano  Cavidade com forma e dimensão irregulares causada pela destruição dos tecidos duros dos dentes
  2. Cavidade Terapêutica: executadas pelo CD  Cavidade com forma geométrica e dimensões definidas, resultante de um processo cirúrgico que visa remover o tecido cariado – chamado de preparo cavitário. Classificação das Cavidades A. Classificação de BLACK (classe de I a V – Classificação universal)  Classe I  Ocorre em regiões de má coalescência do esmalte, em cicatrículas e fissuras;  Oclusal de Pré-Molares e Molares;  2/3 Oclusais da face vestibular e da face palatina dos molares;  Palatina dos incisivos e caninos superiores.  Classe II  Executadas na porção proximal dos posteriores  Faces proximais de molares e pré-molares (independente de pegas os 2/3 oclusais na hora de ter acesso)  Sempre que na proximal dos posteriores, independente do nº de faces atingidas ( proximais etc)  Classe III  Faces proximais dos Incisivos e Caninos sem o comprometimento do ângulo incisal.  Classe III é estritamente proximal.  Classe IV  Proximais de Incisivos e Caninos com comprometimento do ângulo incisal (remoção ou restauração do mesmo)  Geralmente se inicia na classe III podendo se transformar em classe IV de acordo com a evolução da cárie – traumatismo também leva à quebra desse ângulo.  Classe V  Cavidades preparadas no 1/3 gengival ou cervical vestibular e lingual de todos os dentes.  Exceto nas fossetas e palatinas dos anteriores, sendo que nesse caso é classe I.

B. Classificação quanto à finalidade  Terapêutica Protética: cavidade com ou sem lesão da cárie, cujo objetivo é servir de suporte para uma peça protética. (Prótese fixa – substituir o elemento que falta) C. De acordo com o nº de faces em que ocorre  Simples: uma face  Composta: duas faces  Complexa: três ou mais faces D. De acordo com as faces evolvidas  Oclusal, Mesio-Oclusal, Disto-oclusal, Mésio-ocluso-distal Partes Constituintes de uma cavidade  Paredes – limites internos de uma cavidade  Circundantes: laterais da cavidade – recebem nome da face mais próxima a que se encontram do dente (M,D,L,V)  Fundo: paredes correspondentes ao assoalho da cavidade – nem sempre envolvem a polpa. Pode ser pulpar (perpendicular ao eixo longitudinal do dente – B) ou axial (paralela ao eixo – B):  Ângulos – linha ou ponto resultante de 2 paredes ou mais  Â Diedros: o 1º Grupo: 2 paredes circundantes o 2º grupo: circundante + fundo o 3º grupo: encontro dos fundos  Â Triedros: o Disto-Lingual-Pulpar o Vestibulo-Cervical-Axial  Cavo-superficial o Limite externo da cavidade (linha do forro) o Paredes cavidade + superfície externa. 1º Grupo: 2º Grupo: 3º Grupo: Triedros: (cavidade classe III no encontro de V-I-L, sendo chamado de triedro incisal) Â. Cavo-superficial

 Instrumentos Abrasivos de Revestimento: confeccionados com uma fina camada abrasiva cimentada em base flexível. Ex: Discos (dão um refinamento ao processo cavitario ou restauração).  Instrumentos Abrasivos Aglutinados: confeccionados de pequenas partículas abrasivas fixadas com uma substância aglutinante a haste metálica. Ex: pontas diamantadas, pedras e pontas de carborundo. Utilização dos Instrumentos Rotatórios  Calor Friccional: a energia cinética da broca ou pedra em contato com o dente se transforma em calor.  Refrigeração: Quando o instrumento girar mais de 400 rpm deve haver refrigeração,que é feita com ar-água e elimina também os dendritos acumulados.  Velocidade Axial e Periférica: velocidade periférica é maior que a axial.  Torque: capacidade de o instrumento rotatório resistir à ação da pressão produzida pelo contato de superfície (de cortar).  Concentricidade: simetria da ponta ativa da broca, maior efeito vibracional.  Excentricidade: está relacionada com o eixo intermediário e a haste da broca. Uma broca excêntrica tem – efetividade de corte.  Potencial de corte ou desgaste (desenho das lâminas) o Brocas: lâmina mais afastada (convencional) – maior potencial de corte. o Brocas: lâmina mais próxima (multilaminada) – não corta, alisa. o Pontas: quanto > a partícula, > o desgaste. o Pontas: quanto < a partícula, < o desgaste (acabamento).

Princípios Gerais dos Preparos Cavitários

 Desenvolvido por Black  Ordem Geral de procedimento do preparo cavitário:

  1. Forma de contorno
  2. Forma de resistência
  3. Forma de retenção
  4. Forma de conveniência (forma do preparo – não é a mesma coisa que forma de contorno)
    • Remoção do tecido cariado
    • Acabamento das margens
    • Limpeza da cavidade *Cada material tem um preparo Amálgama
  5. Forma de contorno – definição da superfície do dente a ser incluída no preparo cavitário.  Quanto menor remoção de estruturas, melhor;  Istmo da cavidade (encontro da caixa proximal com a caixa oclusal)  Preservação das estruturas de reforço: cristas marginais, vertentes das cúspides e arestas marginais *Sempre levar em consideração a idade do paciente: jovens possuem a câmera/volume pulpar maior, então é mais fácil expor polpa do que o individuo mais velho.
  6. Forma de resistência – característica dada à cavidade para que as estruturas remanescentes e a restauração e a restauração sejam capazes de resistir às forças mastigatórias.  Esmalte deve estar sempre apoiado em dentina

 Dentina artifical: CIV – substitui a dentina abaixo do esmalte  As paredes circundantes da caixa oclusal devem ser ligeiramente convergentes para oclusal;  As paredes V e L conpara a caixa proximal.  Parede pulpar e gengival devem ser planas e paralelas entre si e perpendicular ao longo eixo do dente.  Ângulos internos devem ser arredondados (aumentam a distribuição de força)

  1. Forma de retenção – forma dada à cavidade para torná-la capaz de reter a restauração, evitando seu deslocamento  Preparo para amálgama: profundidade maior que a largura
  2. Forma de conveniência – etapa que visa possibilitar a instrumentação adequada do preparo da cavidade e a inserção do material restaurador  Instrumentos adequados ao ato cirúrgico, isolamento absoluto, afastadores dentais, matrizes e cunhas
  3. Acabamento das margens – visa oferecer uma interface mecanicamente resistente e promover vedamento marginal entre o material restaurador e a superfície dental  Como a Remoção de prismas de esmalte sem suporte e acabamento do â cavo- superficial.
  4. Limpeza da Cavidade – pode ser feita com solução de floreto de sódio a 1,24% ph 4  Limpa e remineraliza. Resina Composta
  5. Forma de Contorno – apenas se remove o tecido cariado, conserva o tecido dental sadio.  Abertura V-L preservando as estruturas de suporte o mais conservador possível.
  6. Forma De Resistência - As caixas oclusais, proximais, parede pulpar e gengival em forma de gota.  Ângulos arredondados e paredes circundantes lisas.
  7. Forma de Retenção:Condicionamento ácido do esmalte e dentina.   Faz uma descalcificação seletiva do esmalte  Prisma de esmalte se assemelha a um buraco de fechadura. O ácido descalcifica o interior dos primas.  Dentina tem túbulos e fibras colágenas. O ácido sensibiliza os túbulos e o sistema adesivo se mistura as fibras colágenas da dentina formando a camada híbrida.
  8. Forma de Conveniência - Instrumento adequado ao ato cirúrgico,isolamento absoluto, afastadores, matrizes e cunhas.
  9. Acabamento das Margens - face V, preparo III, IV e V fazendo um bisel com a ponta diamantada no ângulo cavo-superficial da face V. Face L não precisa. (Desgaste de 2mm)
  10. Limpeza da Cavidade - Já foi feito no condicionamento ácido (ácido fosfórico à 37% condicionamento esmalte/dentina).

Isolamento Absoluto

Indicações de Isolamento RELATIVO  Aplicação de flúor e clorexidine  Restaurações provisórias (curativos) – ART  Executo quando não tenho um equipamento odontológico  Colagem de braquetes ortodônticos  Erupção parcial de dentes  Pacientes alérgicos a borracha e derivados  Pacientes com dificuldades respiratórias  Contra-indicações:  Terapias pulpares  Restaurações adesivas  Cimentações adesivas Procedimentos para o Isolamento Relativo  Profilaxia - > algodão ou gaze - > secagem dos elementos - > ejetor de saliva - > umidecedor  Espelho afasta a língua e a bochecha: colocar algodão  Dentes posteriores/Superiores: a musculatura do bucinador etc que mantém o rolo de algodão em posição

 Estabiliza o conjunto ao ser utilizado como amarria em volta do colo do dente *O grampo é sempre colocado no dente posterior ao que vai ser instrumentado. 2º M tem que se virar nos 30 e por nele mesmo *Não se esquecer de enlaçar o grampo como medida de segurança para que o paciente não o engula.

  1. Lubrificante: aplicado ao lado gengival do dique para tornar mais fácil a passagem pela coroa (K-ypssilon)
  2. Godiva: material anelástico indicado para estabilização adicional dos grampos.  “Cimento” o grampo nas outras estruturas para segurar o grampo, em casos de caninos por exemplo. Método de demarcação para perfuração do lençol de borracha A. Marcação na boca: prendo o lençol e levo na boca o paciente e faço a marcação no centro da coroa B. Mordida em cera 7: ele morde e eu transfiro isso para o lençol de borracha C. Carimbo quando o paciente tem os dentes perfeitamente alinhados. Sequência para colocação do dique de borracha  Técnica: Grampo + arco + lençol
  3. Procedimentos prévios: profilaxia, teste dos contatos proximais, remoção das cristas cortantes, lubrificação dos lábios do paciente para não ocorrer ressecamento já que os procedimentos demoram.
  4. Grampo com asa : serve para fixar o lençol de borracha – abrir devagar com pinça, encaixar, fechar, retirar.
  5. Liberação o lençol da asa para saliva não minar para o dente – O LENÇL DEVE FICAR ABAIXO DA ASA – liberação com espátula não cortante
  6. Remoção do dique com tesoura – passar novamente o fio dental para retirar todo e qualquer lençol  Técnica de Ingraham: para grampos sem asa
  7. Grampo + borracha + porta dique Estabilização do dique de borracha  Amarrias com fio dental, anéis anelásticos (pediatria), wedjets etc Métodos Químicos de campo operatório  Droga Anti Sialogogas: substância química de uso sistêmico que diminui o fluxo salivar, gástrico, lacrimal e sudoríparo.  Indicado para quem tem salivação intensa.  Contra indicado para doenças cardíaca,glaucoma e lactantes.  Derivados de atropina (atroveran) e derivados de escapolamina (dramamine).

Preparo Cavitário Classe I - Oclusal

Restauração por Amálgama  Indicações  Lesões médias e profundas: lembrar que as restaurações de amálgama necessitam de espessura mínima como forma de resistência  Pacientes com alto risco de cárie: o amálgama resiste mais a esse tipo de intempérie.  Áreas de alto desgaste: pela alta resistência mecânica.  Pouca necessidade estética: é um dos defeitos desse material.  Dificuldade para isolamento: apesar de necessitar de campo seco, em caso de contaminação por qualquer tipo de umidade, resiste melhor a esse tipo de acidente.  CONTRA INDICAÇÕES  Cavidades rasas: nesse caso, você terá que desgastar tecido dental sadio para obter forma de resistência.  Cavidades localizadas em regiões com comprometimento estético: pela falta de estética.  Cavidades com ampla abertura vestíbulo-lingual: Devido à falta de

adesão a estrutura dental, compromete a resistência da mesma.  Procedimentos:

  1. Remoção do tecido cariado: em baixa rotação com broca esférica de corte liso e colheres de dentina. Se estiver próxima da polpa mantém uma camada de tecido amolecido.
  2. Forma de Contorno: A broca deve entrar perpendicular ao dente o que resulta em paredes convergentes para oclusal e deve acompanhar os sulcos.  Profundidade maior que a largura. Broca apoiada na dentina.  Preservar estruturas de contorno.
  3. Forma de Resistência e Retenção: assoalho da cavidade plana e perpendicular ao eixo longitudinal do dente.  Profundidade uniforme.  Paredes circundantes paralelas entre si e perpendicular a oclusal.  Ângulos internos arredondados.  Regularizar a parede pulpar.  Ângulo Cavo-Superficial das cavidades em 90°. Para compensar a baixa resistência desse material.
  4. Limpeza: Dentina muito profunda usa se CIV. Polpa exposta usa hidróxido de cálcio.
  5. Após a amalgamação, leva ele para a cavidade com o porta amálgama e a inserção deve ser feita em excesso.
  6. Depois vem a condensação que preenche e adapta o amálgama – elimina as porosidades e reduz o conteúdo de mercúrio
  7. Brunidura pré-escultura - remover o excesso de mercúrio, obter superfície lisa e melhor adaptação marginal, movimentando o brunidor com sentindo mesiodistal, vestibulopalatal e lingual.
  8. Escultura e brunidura pós-escultura.
  9. Verificar a oclusão e mandar o paciente embora. E após 24hrs acabamento – brocas multilaminadas, e polimento – borrachas abrasivas marrom, verde e azul. *OBS: Em 1°PM inferior, devido as características anatômicas, como uma parte de esmalte grossa e a altura e volume da cúspide V maior que a L. Faz 2 cavidades: fosseta mesial e distal. O assoalho da cavidade paralelo ao plano oclusal. Broca perpendicular ao plano oclusal. Restauração por Resina Composta  Indicações  Necessidade de restaurações estéticas: permite que se chegue a resultados próximos à perfeição.  Selamento de cicatrículas e fissuras: devido à adesão, permite resistência em pequenas espessuras.  Restaurações de lesões oclusais e/ou proximais de tamanho pequeno a médio: da mesma forma que o item anterior.  Restaurações de dentes anteriores e posteriores fraturados: permite restabelecimento rápido da estética em casos de acidentes.  Restabelecimento de contato interproximal em dentes anteriores e posteriores com diastemas: o próprio material, junto com o sistema adesivo, permite a forma de retenção em superfícies sem preparo cavitário.  CONTRA-INDICAÇÕES  Dentes antagonistas com restaurações cerâmicas: pela alta resistência mecânica desse material, a resina composta pode sofrer desgastes mais acentuados.  Impossibilidade de isolamento absoluto: restaurações de resina composta não permitem qualquer tipo de contaminação por umidade.  Pacientes de alto risco de cárie: restaurações estéticas exigem que o paciente tenha boas condições de higiene bucal sob o risco de fracasso precoce.
  1. Forma de Retenção: profundidade maior que largura retentiva, largura maior que profundidade não retentiva, paredes convergentes para oclusal, parede axial perpendicular as paredes gengival, vestibular e lingual.
  2. Forma de Conveniência: Usar matriz de Sweeney e cunhas. é importante avaliar a necessidade da proteção do complexo dentina-polpa antes de inserir o amálgama
  3. Inserção do amálgama: A inserção e condensação sempre começam pelas proximais e depois vai para a caixa oclusal. A condensação ocorre em direção de vertente de cuspide.  Preparos Conservadores: A. Slot Horizontal e direto: amálgama, resina composta de CIV.  Quando há possibilidade de preservação de crista marginal (2mm da mesma) e a oclusal se encontra íntegra. B. Slot Vertical: amálgama, resina composta de CIV.  Lesões cariosas estritamente proximais, com acesso por oclusal na região de crista marginal (não há preservação da mesma). C. Túnel: Crista marginal está íntegra. Caixa oclusal sem a remoção da crista marginal sai na crista proximal. Faz-se associação de material: CIV e amálgama (oclusal). PRESERVA A CRISTA MARGINAL

NÃO PRESERVA A

CRISTA MARGINAL

Slot horizontal/Direto Convencional Túnel Slot vertical

Preparo Cavitário Classe III

 Envolve a face proximal dos dentes anteriores sem cometimento do ângulo incisal.  Quando for em Resina Composta começar com a forma de conveniência. Procedimentos:

  1. Remoção do tecido cariado: Cáries incipientes - instrumentos rotatórios. Cáries amplas - instrumentos manuais e rotatórios. (pontas diamantadas 1012 e 1014 – alta com refrigeração.)  Cuidados: movimentos intermitentes, movimentos de periferia para o centro e a broca esférica deve ser compatível com a lesão.
  2. Forma De Contorno: Arredondada, sem forma geométrica definida, com limite cervical e supragengival.
  3. Forma de Resistência: Deve preservar o ângulo incisal e a estrutura dentária (principalmente vestibular).
  4. Forma de Retenção: sistema adesivo.
  5. Limpeza da cavidade: compatível com a proteção pulpar
  6. Inserção: Colocar a resina em camadas e fotopolimerizar cada camada.  Bisel: Na face vestibular e função estética. Sua confecção se dá pela ponta diamantada esférica ou em forma de lápis ou chama, baixa ou alta rotação. A extensão deve ser de 1 a 2 mm. O bisel tem a função de permitir a transição mais gradual entre a espessura de resina e a remanescente dental.
  7. Acabamento do Preparo: com disco de feltro que da brilho e lisura.

Preparo Cavitário Classe IV

 Envolve a face proximal dos dentes anteriores com cometimento do ângulo incisal.  Pode ser por fratura ou cárie que veio de Classe III.  Avaliação prévia e demarcação dos contatos oclusais.  Fazer a dentina e depois o esmalte. Resina de dentina dá cor ao dente. Procedimentos

  1. Remoção do tecido cariado.
  2. Forma de Resistência: Confecção do Bisel.
  3. Forma de Retenção: Limpeza e procedimentos adesivos.
  4. Forma de Conveniência: Isolamento absoluto, cunha e matriz.  Um tira de poliéster servirá como base para delimitação do contorno a da restauração e para conformação da face palatal.
  5. Inserção: inserida em camadas e fotopolimerizarl cada camada.
  6. Acabamento e polimento. Classe III – Classe IV

Preparo Cavitário Classe V

 Localiza-se no terço cervical das faces vestibular/palatina de todos os dentes.  Pode ser cariosa ou não cariosa. Nesse ultimo caso, consiste em remineralização com aplicação tópica de flúor. Podem ser:

  1. Erosão: perda de estrutura dental por processos (não bacterioso)  Causa: substâncias ácidas com pH < 5,5. INTERNA EXTERNA Àc. Clorídrico do estômago: vômito, refluxo gástrico (bulemia e grávidas) Alimentação: frutas, vinho, vinagre Medicamentos: reposição de àc. Para dissolver cálculos renais. Meio ambiente: trabalho em lab. químico  Características: lisas, sem rachaduras, forma de pires (rasa), sem término nítido, sem manchas, sem acúmulo de biofilme.  Tratamento: remoção do fator etiológico – anamnese bem feita analisando a fundo o caso, hábitos alimentares, distúrbios gástricos, questões médicas e local de trabalho.
  2. Abfração: perda de estrutura dental provocada por contatos oclusais excessivos e forças excêntricas que levam à deflexão do dente.  Causa: bruxismo/apertamento, interferêcias oclusais e esforços mastigatórios.  Características: presença de rachaduras, forma de cunha ou V, término nítido, localizada, invadem o sulco gengival.  Tratamento: remoção do agente causal – ajustes oclusais ou placas miorrelaxantes.
  3. Abrasão: perda de estrutura dental causada pelo atrito com um objeto que não é o dente.  Causa: escovação com muita força, pastas muito abrasivas, uso excessivo de escova interdental e uso de drogas.

Fatores capazes de promover injúria à Polpa  Cárie Polpa Dentina reparadora Cárie Aspecto Sintoma 3ºDentina AGUDA Úmido, facilmente removido- amolecida Há dor Não CRÔNICA Escura, amarelada e seca Não há dor Sim  Utilização de instrumentos sem corte ou brocas velhas  Pressão exercida (calor): sempre trabalhar com refrigeração  Vibrações (excentricidade): broca torta atinge mais tecido  Desidratação: jatos de ar intermitentes,de formas difusas (não podem ser contínuos), algodão estéril, papel filtro. Limpeza da cavidade  Lama dentinária: smear layer – produto de manipulação cavitária capaz de penetrar nos túbulos dentinários  Clorexidine: desinfetante com bastante substantividade (produto quimico que penetra facilmente nos tecidos)  Detergente aniônico – tergensol  Condicionamento ácido Interferência oclusal  Espessura da dentina remanescente: quanto mais me aprofundo, maior são os túbulos dentinários. Ajustar os contatos após a restauração em resina.  Espessura da Dentina Remanescente:  A: limite amelodentinario 10.000 mm  B: região média 20.000 a 30.000 mm  C: próximo a polpa 50.000 mm Material Protetor Ideal do complexo dentino-pulpar  Deve ser:

  1. Bactericida
  2. Anódino
  3. Biocompatível e/ou bacteriostático
  4. Isolante térmico/elétrico
  5. Reduzir a infiltração marginal
  6. Possuir resistência mecânica
  7. Compatibilidade com o material restaurador
  8. Ser insolúvel no meio bucal. *Não existe material que possui todas essas características Indicação do material  Espessura da dentina remanescente  Qualidade e permeabilidade da dentina  Estado pulpar Películas (0,5mm) Bases (0,5 a 2mm) Adesivos Ad. dentinário Cimento de policarboxilato (subst. CIV) Não adesivos Vernizes (x), flúor Cim. Ca(OH) 2 , Cimento de ZnO e eugenol  Adesivo dentinário: vedamento dos túbulos dentinários, fazem a substituição do verniz. Possui alta solubilidade, o que diminui sua durablidade. Hibridização - > mistura de fibras colágenas com o sistema adesivo, que penetra no interior dos túbulos.  CIV: coeficiente de expansão linear semelhante à dentina (propriedade de um material expandir ou contrair em determinada temperatura ) o que dificulta de se deslocar da mesma. É biocompatível, libera flúor, e não pode ser instrumentado na mesma sessão. A aparência opaca é sinal de que não vai se aderir à cavidade dental.

 Embebição e sinérese: até que a presa

final seja atingida, caso o material

ganhe ou perca água, a formação da matriz será prejudicada, comprometendo o desempenho e a longevidade da restauração. IMPORTANTE: para prevenir que isto ocorra, é obrigatório que a superfície da restauração seja protegida com uma camada

 Vernizes: substituídos porque não possuem

resistência e são muito solúveis em meio bucal.

 Flúor: NaF+^ a 2% - > 4min

 Fluorfosfato acidulado a1,23% - >

1min (menos tempo pois possui mais ácido)

 Cimento de hidróxido de cálcio: alcalino

(ph12) - > bactericida e bacteriostático, provoca obliteração dos túbulos dentinários, possui baixo custo, de fácil utilização, mas é solúvel em ácido.

 Pasta de hidróxido de cálcio: 99% de

pureza) = hidróxido de cálcio pró- análise + água. Campeamentos diretos e indiretos em cavidades muito profundas. Não endurecem.

 Cimento de óxido de zinco e eugenol:

anódino (devido à presença do eugenol), biologicamente compatível, bom vedamento marginal, bactericida e bacteriostático, bom isolante térmico. NÃO É COMPATÍVEL COM RESINA COMPOSTA – não permite que a mesma se polimerize. Tratamento para o complexo dentino-pulpar  Tratamento expectante: adequação do meio

  • pode ser com anódino quando tenho sintomatologia e o principal objetivo é a proteção pulpar.  Forramento: tentativa de vedamento da cavidade na região de dentina empregando quando necessário materiais biológicos e naturais.  Capeamento Pulpar: ato de colocar uma cobertura sobre a polpa exposta. Direto é quando coloca hidróxido de cálcio no lugar onde houver aparecimento da polpa. (NÃO TER CONTATO C SALIVA)  Adequação do meio: tem como objetivo clínico estabilizar processo de cárie indicado em pacientes cáries ativos. Sempre associado a instrução de higiene oral, orientação de dieta e fluorterapia.  1 º sessão: Remover parcialmente o tecido cariado com instrumentos cortantes manuais e sobre ele colocar cimento de hidróxido de cálcio.  2 º sessão: Restauração definitiva *A diferença é que no expectante eu abro depois para retirar.

SISTEMA DE MATRIZES E

CUNHAS

 Tem por finalidade substituir as paredes ausentes da cavidade, manter e dar forma o material restaurador, possibilitando uma restauração com detalhes anatômicos. Requisitos:  Fácil colocação e remoção,  Não comprometer o contorno,  Resistente à pressão usada durante a condensação na altura da cúspide mais alta,  Superfície lisa e polida,  Ter espessura mínima para não impedir a formação de contato proximal. Indicações:  Classe I composta  Classe II, III e IV  Restauração complexa (reconstrução de cúspide) e atípica. Matrizes Individuais:  Matriz Soldada: matriz metálica, medida no dente e soldada para fixar.  Matriz Rebite: É o mesmo princípio da soldada, só que é o alicate n°141 que junta as partes da matriz.

Restauração  Instrumentos: condensadores, brunidores, esculpidores (hollenback), pote dappen, porta amálgama  Protocolo clínico: exame radiográfico (cárie = limite amelodentinário RL), anestesia, profilaxia, isolamento do campo, acesso-> remoção do tecido cariado, preparo, acabamento, procedimentos restauradores, acabamento e polimento.  Procedimento restaurador:  Trituração: obtenção de uma massa plástica, lisa  Inserção  Condensação: adaptação do amálgama, eliminação das porosidades, redução do conteúdo de mercúrio – inicio pelos ângulos internos da cavidade.  Preencher até o limite do ângulo cavossuperficial  Pressão de condensação: condensador fino para limalhas e maior pressão, grosso com menor pressão nas esféricas.  Brunidura pré-escultura: fazer com que o amálgama tenha melhor adaptação e que o Hg evapore.  Escultura, brunidura pós-escultura.  Ajuste oclusal: verificação de contatos oclusais.  Remoção de amálgama: ponta em forma de coquetel – 2148/  Polimento: brocas multilaminadas, pontas abrasivas (rosa<verde<azul) *Classe II:  Inicio pelas proximais, depois oclusais  Tirar o porta matriz sem movimento de bástula.

RESTAURAÇÕES COM RESINA

COMPOSTA

Classificação pelo tamanho da carga  Microparticuladas: melhor estética, brilho e transludez, maior contração de polimerização e menos resistente. (x) Carga

  • sílica pirogênica.  Híbridas: resistência favorável, polimento relativo, porém difícil de se manter – pigmentava-se facilmente e perdia o brilho superficial.  Microhíbridas: melhor polimento, menor contração de polimerização. Usada em posteriores. Carga – vidro moído + sílica coloidal  Nanohíbridas: menor contração de polimerização, fácil polimento, usada em anteriores. Classificação quanto à viscosidade  Alta: mais fáceis de serem esculpidas, baixo escoamento, dificuldade de polimento, maior rugosidade.  Baixa: usadas para assoalhos de cavidade, maior escoamento, baixa resistência, alta contração de polimerização Protocolo clínico  Fazer um polimento do elemento antes  Seleção da cor: em ambiente iluminado (pref. Natural), com a superficie do dente umedecida  Matriz: nome da cor  Croma: intensidade da cor  Valor: luminosidade que a cor apresente  Preparo cavitário – adequação cavitária  Condicionamento ácido e sistema união  Durante o condicionamento ácido do esmalte, deve-se lavar e secar para que ocorra retenção do sistema adesivo. O branqueamento das paredes indicam uma efetividade do sistema ácido.  Ácido: prepara o substrato para adesão

 Primer: solução hidrofílica compatível com dentina úmida e que possui solventes em sua composição  Adesivo: parte hidrofóbica compatível com resina composta Restaurações em dentes posteriores  Indicações  Necessidade de Restauração estética  Selamento cicatriculas e fissuras  Restauração de lesões oclusais e/ou proximais do tamanho pequeno ao médio  Substituição de Restauração Oclusais e/ou proximais de tamanho pequeno ao médio  Restaurações de posteriores fraturados  Restabelecimento de contato interproximal em dentes posteriores com diastemas.  Contraindicações  Dentes antagonistas com restaurações cerâmicas  Impossibilidade de isolamento  Alto risco de cáries Limites das restaurações em posteriores  Estresse oclusal excessivo  Impossibilidade do isolamento do campo operatório  Alto risco de desenvolvimento da doença cárie  Limite da cavidade não estar mais em esmalte Passo a passo  Seleção de cor, isolamento, preparo cavitario, condicionamento ácido do esmalte por 30 s, condicionamento ácido da dentinas 15s, lavar, adesivo, colocação de RC (técnica incremental - 1 parede circundante +1 parede de fundo), verificar a oclusão. *Pontas diamantadas: rompem o esmalte *Brocas esféricas de baixa rotação: tecido cariado e dentina. Contração de Polimerização  Quando for fotoiniciada, a RC se contrai.  Fator C = À𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑒 𝑢𝑛𝑖ã𝑜 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑐𝑎𝑣𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑒 𝑅𝐶 À𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑒 𝑅𝐶 𝑒𝑚 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑡𝑜 𝑐𝑜𝑚 𝑎 𝑐𝑎𝑣𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒  Quanto maior o Fator C, maior o estresse de contração da polimerização  Por isso deve-se utilizar a técnica incremental, nunca unindo as duas paredes circundantes de uma vez.

 RESTAURAÇÕES COM

IONÔMERO DE VIDRO

 Óxido de Zn:

VANTAGENS DESVANTAGENS

União esmalte dentina Difícil manipulação Baixo potencial irritacional Tempo de trabalho Ação antibacteriana  Vidro de alumínio Si + ácido fosfórico = cimento de Si VANTAGENS DESVANTAGENS Liberação de flúor Altamente irritável(pH) Resistência à compressão Solúvel – liberava flúor  Cimento de ionômero de vidro = Vidro de AlSi + àc. poliacrílico (cim. carboxilato)  Pó: Si, Al, Mg, Na, FCa (este ultima confere propriedade anticariogênica)  Líquido: ác. Polialcenóico, ác. Tartárico (acelerar a presa), ác. Itacônico (aumenta tempo de vida útil).  Reação de presa: geleificação  1º - Dissolução: Quando se mistura pó+ liquido ocorrem reações: àc. poliacrílico ataca as partículas de vidro, que começa a se solubilizar, liberando íons que libera L, AL, NA e CA.

 Abfração: pode ser feita a restauração indireta ou na tecnica do sanduiche (civ e resina composta)  Cimentação de Peças Proteticas, Bandas e Braquetes.  Contra Indicações:  Áreas de esforço mastigatório  Restauração de classe IV  Quando a estética é primordial  Restauração de cúspide.

ACABAMENTO E POLIMENTO DAS

RESTAURAÇÕES

Acabamento  Processo de remoção grosseira de material, no qual a restauração é contornada para remover os excessos, melhorar a adaptação e contorno, ajustar a oclusão e produzir uma superfície razoavelmente lisa. Polimento  Processo de remoção fina de material da restauração, resultando na produção de uma superfície muito lisa e altamente refletiva que não contem riscos. Amálgama  Logo após a restauração, há necessidade de verificação do contato interproximal que deve ser retirado com tira de aço. Se tiver pontos de contato na oclusão pré-maturo retira com broca multilaminada.  O acabamento após 24 hrs começa pelas brocas multilaminadas.  Polimento Inicial: pode passar para pedras abrasivas, escova de robinson na oclusão e taça de borracha na superficie lisa.  Polimento Final: Pasta de Oxido de Estanho ou oxido de zinco, escova de robinson tipo pincel, taça de borracha, borrachas abrasivas (marrom, verde e azul). Resina Composta  Acabamento Inicial: remoção de excessos grosseiros, no termino de restauração, remoção excessos proximais(tiras de lixas abrasivas).  Acabamento Imediato e Polimento: pontas para acabamento, brocas multilaminadas, disco de lixa, tiras de lixa, rodas de feltro, pasta para polimento de compositos. CIV  Perigos biológicos do processo de acabamento e polimento:  Partículas solidas: estrutura dental, materiais dentários, microrganismos.  Pneumoconiose: Inalação de Óxidos De Polimento. Doença de Grinder, materiais a base de sílica, risco de câncer pulmonar.  Controle de Aerossóis: Irrigação abundante, sugadores de alta potência, potência pessoal e sistema adequado de ventilação. FIM 😊