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Conceito, quadro clinico, classificações, diagnóstico e tratamento das dermatozooses em geral
Tipologia: Resumos
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→ Escabiose ou sarna , é uma dermatose bem característica, produzida por um ácaro. → Transmitida por contato pessoal , sem preferência por idade, sexo ou raça. ↳ A transmissão por roupas é excepcional (= rara) Agente etiológico :
particularmente nas áreas de eleição da parasitose, as quais podem alcançar vários milímetros de espessura. O quadro não diagnosticado pode desencadear surtos de escabiose em asilos, hospitais e casas de repouso. Diagnose:
→ Agente etiológico: Pediculus humanus corporis (o piolho do corpo) → Caracteriza-se por prurido de intensidade variável e urticas , que podem ter pontos purpúricos centrais. → Áreas de hiperpigmentação e eczematização podem ocorrer. → As áreas comumente afetadas são interescapular, ombro, face posterior das axilas e nádegas. → A diagnose confirma-se pelo achado do parasita nas pregas de roupa → Tratamento: a higiene e a lavagem da roupa são suficientes para a cura.
→ Agente etiológico: Phthirus pubis → Transmissão: o contato é inter-humano, mas também pode ser sexual devido o piolho ter preferência por pelos genitais, axilares, e algumas vezes os cílios → marcador DST. → Localiza-se quase exclusivamente nos pelos pubianos e perianais, podendo, entretanto, atingir pelos axilares, do tronco, das coxas e até das sobrancelhas e cílios. → A presença é suspeitada pelo prurido (> do que na pediculose do corpo). → A diagnose é feita pelo achado do parasita na pele, com frequência com a cabeça parcialmente introduzida em folículo piloso, e pelo encontro das lêndeas aderentes às hastes pilosas. → A ftiríase pode, eventualmente, determinar, pelo prurido, escoriações e eczematizações. → Tratamento:
amplamente encontrada nas zonas rurais, em chiqueiros e currais. ↳ São vistos a olho nu. ↳ São hematófagos, porém o macho, após alimentar- se, abandona o hospedeiro, enquanto a fêmea fecundada penetra na pele, introduzindo a cabeça e o tórax na epiderme, deixando de fora o estigma respiratório e o segmento anal para a postura dos ovos. Alimentando-se do sangue do hospedeiro, os ovos desenvolvem-se e o abdome dilata-se enormemente, podendo alcançar a dimensão de uma ervilha. Expelidos os ovos, o parasita completa o ciclo vital. Quadro clínico: → Discreto prurido na fase inicial, com posterior aparecimento de sensação dolorosa. → O exame mostra pápula amarelada (batata) com ponto escuro central, que é o segmento posterior contendo os ovos → surge com o tempo, quando a fêmea dilata o abdome e fecunda os ovos. → As lesões são encontradas, geralmente, ao redor das unhas dos artelhos (dedo do pé), nas pregas interartelhos e nas plantas → áreas que vão ter contato com o solo → Eventualmente, pode ocorrer infecção secundária, como piodermite ou celulite. Tratamento:
→ Na miíase primária, a larva da mosca invade o tecido sadio e nele se desenvolve, sendo, pois, parasita obrigatória nessa fase. → 2 tipos: miíase migratória (não existente em nosso meio) e miíase furunculoide (frequente)
→ Na miíase secundária, a mosca coloca seus ovos em ulcerações da pele ou mucosas, e as larvas desenvolvem-se nos produtos da necrose tecidual. São parasitas ocasionais. → Há três formas de miíases secundárias, consoante a localização: cutânea, cavitária e intestinal.