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Este texto discute a relação entre a liberdade e o desenvolvimento, enfatizando sua eficácia como ferramenta instrumental e objetivo primordial. O autor analisa a eficácia do mercado no crescimento econômico, mas também avisa contra o descontração de outros fatores, como a influência social e as liberdades substanciais. O texto também apresenta exemplos de países como china e japão para ilustrar as contradições teóricas sobre a liberdade e o crescimento.
Tipologia: Resumos
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Todos os indivíduos buscam a melhor qualidade de vida para si e seus familiares, mas essa qualidade de vida considerada valiosa não é constante para todos, devido a ser estabelecida através de parâmetros de valorização pessoais de cada. A pessoa na sociedade possui valorizações diferentes no qual alguns focalizam mais em educação ou saúde ou economia, ou até mesmo em ambos na mesma quantidade de valorização. Tal poder necessário para exercer essa qualidade de vida está relacionada diretamente aos diferentes tipos de liberdades que levam o indivíduo a se estabilizar na sociedade, possuindo segurança social, e influenciar vários eixos para o desenvolvimento, proporcionando um acréscimo maior a liberdade. Se torna evidente a eficácia do mercado no crescimento econômico a curto/médio prazo, porém, o desenvolvimento não deve ser relacionado apenas a esse fator devido a generalização, pois, no momento que analisamos tendo em vista apenas esse parâmetro, esquecemos de visualizar o papel da influência na sociedade das pessoas que a compõem. Várias pessoas conseguem obter acréscimo financeiro, e até mesmo a capacidade de influência social, no mercado, porém uma grande maioria não consegue obter essas mesmas características, sendo privadas de exercer suas influências na sociedade, ou seja, sendo privadas de exercer liberdade de influenciar no desenvolvimento para a forma mais benéfica da sociedade. Logo, há expansão do conceito de liberdade, fragmentando-a em um papel constitutivo, liberdade como fim primordial (objetivo) que compõe o próprio desenvolvimento, e papel instrumental, liberdade como ferramenta para alcançar o desenvolvimento. Lembrando que a eficácia dela no papel instrumental não inferioriza a mesma como fim. Contradições teóricas sobre o crédito da liberdade sobre o crescimento são constantes em discussões teóricas, pois muitos defendem que em locais que possuem menos liberdades individuais, como por exemplo os direitos civis, possuem maior crescimento, sendo a liberdade um fator não decisivo e se tornando até mesmo um obstáculo. Um exemplo para tal argumento seria a China, país em que os direitos civis para os indivíduos podem ser considerados precários, porém, apresenta um grande crescimento econômico. Tal análise pode ser vista com bastante extremismo, visto que é desconsiderado o abuso aos indivíduos, a importância das liberdades substanciais (educação, saúde, segurança social, e entre outros) que são relacionadas ao enriquecimento da vida humana. No entanto, um exemplo que contrapõe o argumento anterior seria o desenvolvimento do Japão, como mostrado no livro “Desenvolvimento como liberdade”, capítulo 2, em que meados do século XIX apresentava taxas de alfabetização maiores que a Europa, lembrando que determinado período o país não havia experimentado a industrialização e a Europa, sim, tal oportunidade tornou uma faísca em uma explosão, fazendo analogia ao favorecimento e o rápido desenvolvimento da industrialização após seu começo devido a capacidade dos indivíduos de se adaptarem e organizarem através do conhecimento já proporcionado para si mesmos. posteriormente, este evento ficou conhecido como “Milagre do Leste Asiático”. Deste modo, o papel instrumental da liberdade possui grande eficácia para o desenvolvimento econômico e social, visto que nela reside diferentes liberdades que se associam e se influenciam como raízes que se ramificam no alicerce da sociedade. Uma das liberdades que pode ser dada ênfase em relação aos seus impactos econômicos diretos são as facilidades econômicas que é a disponibilidade do indivíduo de utilizar recursos econômicos para consumo, produção e troca, proporcionando dispersão econômica de todos para a sociedade, sendo um caminho mútuo para ambas as partes, podendo ser analisada a inter- relação ainda com oportunidades sociais (educação, saúde, entre outros) que ao tornar
possível a utilização do recurso, origina uma necessidade de uma gestão do mesmo que está relacionado de forma direta à educação financeira. Desse modo, é claramente perceptível a eficácia da liberdade como instrumento para o desenvolvimento, devido sua capacidade de se inter-relacionar com outras liberdades em que todas proporcionam a capacidade do indivíduo de influenciar em diversos eixos (sociais, políticos, econômicos), para alcançar o desenvolvimento e proporcionar o papel constitutivo da mesma, que se centraliza em direitos básicos para a vida e afirmando todas as liberdades anteriores obtidas no processo. Porém, não podendo ocorrer maior valorização de uma em relação a outra, devido aos seus diferentes objetivos que se complementam.