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Guias e Dicas
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Resumo Neoclássico e Ecletismo, Notas de aula de Urbanismo

Anotações de história da arquitetura nos períodos Neoclássico e Eclético, envolvendo acontecimentos paralelos como a Escola de Chicago e outros.

Tipologia: Notas de aula

2022

À venda por 12/09/2023

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Revisão 1
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Data
Aluna Vitória Sarmento
Neoclássico
Contextualização
Barroco e rococó → Vinha da riqueza extrema dos reis e do absolutismo do
século 18
Século 19 → Início da revolução industrial (1ª fase) → Máquinas com força
hidráulica (a vapor)
Ascensão da alta burguesia → Pediam o enfraquecimento da nobreza e do
clero
Mudanças filosóficas → Iluminismo
Mudanças sociais → Revolução francesa
Início de uma ciência arqueológica que fortalece a imagem do clássico →
Escavações de Herculano e Pompeia
Produção de teatros e casas de show para entretenimento da burguesia
Inspirações greco-romanas, mas atualizadas com novas finalidades e
tecnologias
Proposta de Paris como cidade-monumento
Características
Modelo arquitetônico dos templos greco-
romanos
Uso das proporções clássicas
Pórticos com colunas
Fachadas pouco ornamentadas
Sem torres ou cúpulas semi-elípticas
@25 de abril de 2022
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Revisão

Data Aluna Vitória Sarmento

Neoclássico

Contextualização

Barroco e rococó → Vinha da riqueza extrema dos reis e do absolutismo do século 18 Século 19 → Início da revolução industrial (1ª fase) → Máquinas com força hidráulica (a vapor) Ascensão da alta burguesia → Pediam o enfraquecimento da nobreza e do clero Mudanças filosóficas → Iluminismo Mudanças sociais → Revolução francesa Início de uma ciência arqueológica que fortalece a imagem do clássico → Escavações de Herculano e Pompeia Produção de teatros e casas de show para entretenimento da burguesia Inspirações greco-romanas, mas atualizadas com novas finalidades e tecnologias

Proposta de Paris como cidade-monumento

Características

Modelo arquitetônico dos templos greco- romanos Uso das proporções clássicas Pórticos com colunas Fachadas pouco ornamentadas Sem torres ou cúpulas semi-elípticas

@25 de abril de 2022

Edificações simplificadas e harmoniosas nas proporções França e Itália → Jardins geométricos Inglaterra → Jardins naturalísticos Arcos → Implantados a cada batalha vencida como demonstração de poder → Napoleão e sua família retratados de forma enganosa, como deuses do período clássico

Cidade industrial

Revolução e vida na cidade

Revolução industrial → Conjunto de transformações técnicas e econômicas, cujo termo foi reconhecido por historiadores franceses somente em 1830 → Buscou criar um mercado consumidor, apoiando o êxodo rural e a abolição da escravatura

1ª fase → Máquinas a vapor, carvão como fonte de energia, força de trabalho não especializada, predomínio têxtil

2ª fase → Energi elétrica, petróleo como forma de energia, mão de obra especializada e desenvolivemento de indústrias

Revolução agrícola → Cultivo mais rápido, em maiores áreas e com o processo industrializado (novos instrumentos e técnicas) → Tomada das terras, camponeses expulsos Renovação nos sistemas de comunicação → Estradas, canais e ferrovias Mudança no local de trabalho → Camponeses/artesões indo de espaços domésticos (oficinas) para trabalahr como proletariados assalariados nas fábricas O modo de trabalho (por fases) gerava dependência e evitava que o trabalhador tomasse os meios de produção

Inglaterra → Formação de bairros

França → Instabilidade

Portugal → Terremoto de Lisboa, reconstrução

Panteão de Paris, França

Revolução industrial como marco de origem do pensamento paisagístico, antes visto de forma superficial, como um produto Reformas urbanísticas → Cidade como um sistema/modelo e cidade apenas como desenho

Socialismo utópico

Anotações do livro

“Durante a monarquia de Julho, vários escritores falam da

cidade ideal, que substituirá a atual, desordenada e triste, e

misturam, frequentemente, com ingenuidade, questões

urbanísticas e reinvidicações sociais. Por vezes, falam-se, em

termos totalmente fantásticos [...] C. Duveyrier imagina a nova

Paris como uma planta em formato de homem prester a

caminhar [...]”

Robert Owen

Primeiro e mais significativo dos reformistas utópicos Pensamento baseado na análise sem preconceitos das relações econômicas → Montou uma fábrica com máquinas modernas, jornadas moderadas, bons salários e moradias salubres de forma que mantivesse grandes lucros Um dos pioneiros da legislação do trabalho, das organizações sindicais e dos direitos trabalhistas Idealiza a unificação da indústria e da agricultura → Agricultura como principal ocupação de toda população e indústria como apêndice Modelo de cidade → Auto-suficiente, trabalho no campo e na oficina Idealiza um número máximo de habitantes e de terras a serem cultivadas Idealiza as edificações, de forma que sirvam à comunidade como se fosse uma só família → Cozinhas coletivas, alojamentos com dormitórios comuns para as crianças, apartamentos privados sem cozinha Incentiva que a iniciativa de produzir essas cidades parta de proprietários de terras, capitalistas e empresários

Idealiza que, tirados o necessário para manutenção da comunidade, os produtos produzidos na cidade sejam utilizados como moeda de troca Mantém a ideia de uso de uam lei comum na cidade como forma de regular os deveres da comunidade para com as autoridades locais → Pagamento de taxas e alistamento militar, mas dispensa a necessidade de tribunais e prisões Tentou várias vezes implantar suas ideias, chegando até a adquirir uma cidade nos Estados Unidos → A forma arquitetônica da cidade não correspondia e a passagem da teoria para a prática não funcionou

Charles Fourrier

Se baseia na teoria den que as ações dos seres humanos derivam da atração das paixões, não do proveito econômico → 12 paixões fundamentais, em que cada período a cidade muda com a sociedade Os direitos dos proprietários devem se mesclar com os dos demais e a valorização dos imóveis por conta das melhorias da cidade deve vser, em parte, restituída à comunidade 7º estágio → Estágio definitivo, de harmonia, em que a vida e a propriedade são inteiramente coletivizadas nos falanstérios, edifícios coletivos (como um grande hotel, ao invés de alojamentos separados) Tentou implantar os falanstérios várias vezes (na França, na Argélia e nos Estados Unidos) mas não obteve êxito O empresário J.B. Godin implanta, em Guisa, um sistema semelhante e consegue mantê-lo por bastante tempo → Diferente de Fourrier, apoia a iniciativa em uma indústria e abole a vida coletiva, construindo “familistérios” , alojamentos individuais para as famílias

Etienne Cabet

Icaria → Cidade idealiazada com base em uma organização socialista da propriedade e da produção, visando a criação de uma grande metrópole, com casas e ruas iguais (todas em ângulos retos) Lança um manifesto anunciando a compra de um terreno no Texas e incentivando a migração → Não obteve êxito Funda a cidade ideal no estado de Iowa → Seu êxito incial se deu pelo número reduzido de habitantes mas, posteriormente, se subdividiu em dois grupos que

Manifesto do partido comunista → Sociedade baseada na exploração capitalista como condenada a ceder caminho a uma sociedade sem exploração e sem opressores Luta dos trabalhadores → Força motriz da históriak, todas as sociedades foram construídas através da luta de classe Igualdade urbana + individualidade dos habitantes → Cada um como peça fundamental para construção da cidade Estado no socialismo → Responsável por estabelecer e manter o sistema Modelo de cidades com base no socialismo → Setorização como estratégia de aumento de controle e atuação do Estado Contexto do século 19 → Enriquecimento das nações, expansão das fronteiras a partir da produção (industrialização de outros países e colonialismo) → Impacto na forma de ocupação das cidades

Reformas urbanísticas pós-revolução

Os urbanistas pós-revolução não se encaixavam como utopistas nem como progressistas, pois não buscavam mudar o sistema vigente

Paris de Haussman

Panorama da cidade → Insalubre, violenta e com problemas causados pela grande densidade populacional Napoleão III escolhe o prefeito de Sena, Haussman, para modificar a “Paris industrial” e domar o caos urbanístico e social (revoltas populares, barricadas) Criação de artérias viárias (avenidas) para circulação fácil e cômoda, de maneira autoritária e sobrepondo a cidade original → Imposição de uma nova organização, sem levar em consideração o que já existe Abertura de novas pontes, implantação de estruturas viárias como principal base de transformação e construção de edifícios institucionais e culturais Melhor qualidade de vida nas cidades → Eliminação da insalubridade e da degradação dos bairros, espaçamentos entre edificações (ventilação e iluminação), paisagismo urbano e criação de parques e avenidas arborizadas

Terras → Quanto maior a densidade populacional, menor o valor → Edificações idealizadas para uma família sendo utilizada por várias (alugueis para complementar renda)

Revalorização e reenquadramento de monumentos → Utilização dos eixos viários para manipular as perspectivas, de forma que os monumentos fossem dados destaque, com o objetivo de exaltar ícones de poder

Traçado de avenidas (boulevards), praças com confluência de vias, cruzamentos viários com rotatórias e organização de edificações por quadras → Cada lote difinido pelas ruas perpendiculares

Edificações com alturas e ornamentos padronizados para manter um tecido arquitetônico regular

Quarteirao → Fim do quarteirão impenetrável, agora ele recebe funções em seu interior, através da sobreposição em vários pisos e da implantação de pequenas indústrias, lojas, armazéns, oficinas, jardins e galerias comerciais

Pontos negativos → Homogenização da paisagem, valorização imobiliária das regiões de intervenção (aumento do m²), expulsão da população pobre

Le Bois de Boulogne Le Bois de Vincennes

Vista aérea da Champs-Élysées e adjacências, Paris

controle do Estado e do sistema acima da população

como um todo; deram origem às cidades modernas e às cidades-jardins

Revivalismo/historicismo

Arquitetura do século XIX

A ideia de “revivalismo” não passava de uma expressão superficial, como máscaras mortuárias Mudança na forma de se fazer arquitetura → Tipo x método Arquitetura por tipo → Tinha como base elementos como arcos e colunas (definindo a tipologia) Arquitetura por método → Tinha como base o programa de necessidades (introdução à metodologia) Destaque da época → Restauro de Notre-Dame Influência da revolução industrial na arquitetura → O trabalho manual cedia espaço para a produção mecânica e os conceitos de “estilo” e “beleza” se tornavam compulsivo e repetitivos Época de construções ilimitadas, sem estilo natural próprio Avanços na construção civil, novas possibilidades construtivas → Fundição de ferro e aço, permitiu construções em larga escala Ecletismo → Combinação de influências provenientes de várias épocas e estilos num mesmo edifício Exotismo → Tendência que se desenvolveu através do gosto pelo estranho, diferente ou estrangeiro à cultura ocidental

Revivalismo ou historicismo

Movimento artístico que reproduz técnicas e regras estéticas de correntes anteriores (neoclássico, neogótico, neoromânico, neobizantino) Aparência e organização espacial dos edifícios → Tem de estar de

acordo com a importância e a finalidade da edificação As formas estilísticas do passado limitam o uso pleno das novas possibilidades técnicas de construção Produção de edificações resultantes da revolução, não produzidos na época dos períodos no qual são inspirados (como ferrovias que utilizam elementos clássicos) Pastiche → Obra que imita abertamente um estilo já existente

Arquitetura do ferro ou racionalismo

Necessidade de modernizar os sistemas e processos construtivos, aproveitando os recursos industriais e avanços na engenharia (pontes suspensas) Desenvolveu novos gostos e outros conceitos estéticos, ligados aos elementos estruturais (não mais a elementos decorativos)

Ópera Garnier, Paris - Neobarroco

Sacre Coeur, Paris - Neobizantino Palácio de Westminster, Londres - Neogótico

Palácio de cristal, Londres

Art Noveau

Contextualização

Virada do século 19 para o 20 → Novas formas de viver, propostas de inovações, surgimento dos antibióticos Pela primeira vez, desde Bruneleschi, foi oferecido um estilo completamente novo aos construtores europeus Chamado de Art Nouveau, Estilo Liberty, Jungenstil ou Secessão

Características

Inspirado nas teorias de libertação dos estilos históricos por William Morris Ideia de leveza, uso linhas sinuosas e formas orgânicas (da natureza) → Preocupação em tornar mais agradável os objetos industrializados Revalorização do artesanato, das artes manuais

Avanços no campo de interiores → Maior

Gare du Nord, Paris - Estação de trem St. Pancras Station, Londres

Casa Milà, Barcelona - Gaudí

Ausência de linhas retas, uso linhas finas, assimetria e detalhamento Simplicidade e precisão → Fim do excesso de adornos Muito comum o uso de bay window e escadas de concreto (desenhos novos) Guimard → Arquiteto de destaque na França, desenvolveu uma tipografia própria Produção de joalherias, objetos de decoração e móveis → Referências da natureza

detalhamento, elementos inéditos, feitos especificamente para aquela edificação/ambiente Gaudi → Leva a arquitetura ao patamar de escultura, sendo referência de arte

Escola de Chicago

Contextualização

Nas primeiras décadas da origem de Chicago, eram feitas edificações em madeira, sem mão de obra especializada → Forte cultura de “faça você mesmo” Em 1871, um grande incêndio destruiu grande parte da cidade de Chicago e cerca de 300mil pessoas ficaram sem casa → A indústria de construção civil foi forçada a buscar formas de construir mais em menos tempo, como forma de suprir a necessidade por habitações causadas pelos incêndios e pelo aumento populacional Avanços teóricos → Teóricos urbanistas tomando mais espaço, George Simmel Teoria das janelas quebradas → “Basicamente, essa teoria defende que o cometimento de infrações penais (crimes e contravenções) é maior, nos locais

Casa Batlló, Barcelona - Gaudí

Pilares externos em alvenaria, montantes metálicos no interior Parede externa com função estrutural → Conserva parte em alvenaria compacta estrutural em forma de colunas clássicas, pilares na fachada dando relevo externo

Manhattan building: Primeiro edifíco de 16 andares Fachada com ritmo, maior na base e menor no topo

2ª Geração

Louis Sullivan, Daniel Burnham Steelframe, estrutura separada da vedação Masonic temple → 22 andares, base com arcos e coroação, telhado íngrime

Auditorium building:

Home insurance building - Jenney

Manhattan building - Jenney

Auditorium building - Sullivan

Masonic temple - Burnham

Influenciado por Richardson, com inspirações neo-românicas Bossagem em pedra e prática de diferenciação entre os pavimentos (térreo destinado para comércio) Construído em terreno argiloso → Utilização de sapatas profundas na fundação

Pré modernistas

Frank Lloyd Wright

Influência da escola de Chicago → Estudou engenharia e trabalhou com Adler e Sullivan Influência oriental (exotismo) → Viagem para o Japão, implantou o uso de lajes estendidas e beirais em algumas de suas obras Influência da arquitetura maia → Geometrização, remete aos zigurates Outras influências → Teoria de Froebel e Art Nouveau Inovações → Fazia implantação levando em consideração o potencial dos terrenos, as escalas humanos e o conforto lumínico

Igreja Unity

Igreja em concreto, espaço interno prolongado para cima Intensa luminosidade interna, constratando com o exterior pesado Referências maias Uso de escalas humanas → Redução do pé direito

Igreja Unity - Externo Igreja Unity - Interno

Residência de veraneio em concreto armado, contexto rural, mais conhecida como casa da cascata Planos geométricos + elementos verticais Fusão com a natureza, tinha como objetivo cobrir com folhas de ouro Núcleo de pedras para pique niques

Casa e estúdio para o inverno, em concreto em armação de madeira e telhado em lona Foi necessário um esforço arqueológico, com materiais da própria área

Museu de Guggenheim:

Museu de arte em concreto, interior prolongado para cima em espiral, forma seguindo a função Comparação com os zigurates Não-funcional, apresenta rachaduras e rampas constantes e cansativas

Edifício Cera Johnson:

Escritório e laboratório de pesquisa em concreto e tijolos Cogumelos de iluminação com função estrutural também

Mies van der Rohe

Era filho de pedreiro, tinha pouca educação formal (acadêmica) mas bastante habilidades práticas Um dos fundadores do movimento moderno, chegando a assumir Bauhauss

Museu de Guggenheim Hotel imperial, Tokyo

Criou o 1º esquema habitacional junto com Le Corbusier e Gropius Arquitetura extremamente leve Simplifica as formas para alcaçar a função → Sem detalhes de ornamentação

Pavilhão de Barcelona:

Planos verticais que se articulam Pedras polidas (diferente de Wright) Minimalismo na estrutura (metálicas, pilares) Desenhou os pufs e outros móveis

Casa Tugendhat:

Muitas transparências Montantes cada vez mais distantes Vidros maiores Concreto com tinta epoxi

Farnsworth House:

Começo do pilotis Cadeiras desenhadas por ele Divisão de ambientes com mobiliário Surgminento do trabalho com laminados e compensados

Outras obras de destaque:

Lake shore drive apartments Crown hall Nova Galeria Nacional de Berlim Edifício Seagram, Nova Iorque → Apresenta problemas bioclimáticos, dispersão do calor

Decoração:

Espuma expandida Couro Cadeiras, poltronas e mesas

Pavilhão de Barcelona

Casa Tugendhat, Tchecoslováquia Farnsworth House, Illinois