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Resumo Saude da Comunidade, Resumos de Saúde Pública

Resumo Saude da Comunidade de artigo sobre idosos

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 25/10/2020

caaajacob
caaajacob 🇧🇷

3.7

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MINISTÉRIO DE EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL
Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão em Saúde
Coletiva
Disciplina Saúde da Comunidade - Farmácia
Professora: Cláudia Du Bocage Santos Pinto
Grupo: Anamnese
Alunos: Amanda Cezário Nakamura, Caroline Adriana Jacob Ferraz, Caroline Duveza Ribeiro de Lima e
Eduarda Paniz Desengrini
Medicamento e Cultura
A descoberta dos antibióticos no século 20 foi um grande marco na história farmacêutica, tornando-se um
dos segmentos mais lucrativos da produção industrial contemporânea fazendo com que houvesse
crescimento econômico e de produtos nas indústrias e formação de sistemas de previdência social. Em 1970,
surgiram as pesquisas nos efeitos nocivos da mercadização da saúde e medicamentos, e, consequentemente a
crítica a medicalização social. Atualmente, a contribuição dos laboratórios farmacêuticos no controle de
doenças convive com aspectos que colocam em questão a credibilidade no setor medicamentos como a
propaganda enganosa, apresentação cientifica inadequada de efeitos indesejados, contraindicações e
comercialização de medicamentos de uso restrito. Sendo que as reações adversas são a causa de 30% de
internações hospitalares. Em 1980, começaram a surgir as denúncias de crescentes efeitos indesejados e
então práticas naturistas começaram a ganhar espaço. Para identificar os principais sentidos que impregnam
o imaginário coletivo acerca dos medicamentos foram analisadas 237 reportagens de jornais e revistas.
Nelas, dois blocos temáticos se destacaram: benefícios dos medicamentos e seus riscos. Dentre os mais
consumidos pela população: os analgésicos, os anti-inflamatórios e antipiréticos, antibióticos, vitaminas e
suplementos alimentares. Dentro delas, 82 foram analisadas e a mais mencionada foi a ação analgésica
relacionada principalmente com as dores de cabeça. As reportagens que estimulavam o consumo destes
medicamentos tratavam os males como corriqueiros ou passageiros, enfatizando um alívio rápido do
desconforto, abordando de maneira diminuta os efeitos adversos. O texto ainda aponta que o crescimento do
consumo de remédios como esses mostram que a população se acostumou ao conceito de que dores de
cabeças não tem cura e que o mal passageiro pode ser controlado com o uso de analgésicos. Em
contrapartida, a ênfase aos riscos surgiu em 55% das reportagens, informando que o acúmulo de substâncias
analgésicas aumenta a sensibilidade da pessoa para a dor, transformando-a em crônica. A ação antipirética,
utilizada no combate à febre baixa a moderada, pode contribuir para a evolução da doença, ao invés de
controlá-la ou curá-la. Com referência à ação anti-inflamatória, seus efeitos adversos são de uma maneira
geral, problemas no sistema digestivo. Outra análise foi realizada onde 82% delas referia-se apenas aos
riscos que os antibióticos trazem a saúde. Aqueles que destacaram seus benefícios, apenas 8%, por sua vez,
não relatavam os efeitos colaterais que poderiam trazer ao organismo. Dos riscos mais comuns, o mais
citado foi o uso indevido destes medicamentos que tonam bactérias simples em “superbactérias”. Dentre
eles, o interesse financeiro por parte das farmácias, a baixa qualificação médica para prescrever tais
medicamentos e a interrupção do uso antes do tempo determinado. Tudo isso acaba fazendo com que
micróbios comuns se tornem agentes de infecções hospitalares importantes. Quanto as causas do uso
indevido, as mais citadas são a automedicação ou não-cumprimento da prescrição, prescrição pelos
médicos e pouca assepsia em hospitais. Também foram feitas pesquisas sobre as vitaminas, minerais e
outros. Em sua maioria foi verificado a apresentação dos benefícios que podem proporcionar a pele, auxilar
nas doenças senis, cardiovasculares e inapetência sexuais. Com o agito que a atualidade proporciona a
população teve um aumento no consumo de álcool, tabaco, produtos industrializados, congelamento e uso
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MINISTÉRIO DE EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL

Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão em Saúde Coletiva Disciplina Saúde da Comunidade - Farmácia Professora: Cláudia Du Bocage Santos Pinto Grupo: Anamnese Alunos: Amanda Cezário Nakamura, Caroline Adriana Jacob Ferraz, Caroline Duveza Ribeiro de Lima e Eduarda Paniz Desengrini

Medicamento e Cultura

A descoberta dos antibióticos no século 20 foi um grande marco na história farmacêutica, tornando-se um dos segmentos mais lucrativos da produção industrial contemporânea fazendo com que houvesse crescimento econômico e de produtos nas indústrias e formação de sistemas de previdência social. Em 1970, surgiram as pesquisas nos efeitos nocivos da mercadização da saúde e medicamentos, e, consequentemente a crítica a medicalização social. Atualmente, a contribuição dos laboratórios farmacêuticos no controle de doenças convive com aspectos que colocam em questão a credibilidade no setor medicamentos como a propaganda enganosa, apresentação cientifica inadequada de efeitos indesejados, contraindicações e comercialização de medicamentos de uso restrito. Sendo que as reações adversas são a causa de 30% de internações hospitalares. Em 1980, começaram a surgir as denúncias de crescentes efeitos indesejados e então práticas naturistas começaram a ganhar espaço. Para identificar os principais sentidos que impregnam o imaginário coletivo acerca dos medicamentos foram analisadas 237 reportagens de jornais e revistas. Nelas, dois blocos temáticos se destacaram: benefícios dos medicamentos e seus riscos. Dentre os mais consumidos pela população: os analgésicos, os anti-inflamatórios e antipiréticos, antibióticos, vitaminas e suplementos alimentares. Dentro delas, 82 foram analisadas e a mais mencionada foi a ação analgésica relacionada principalmente com as dores de cabeça. As reportagens que estimulavam o consumo destes medicamentos tratavam os males como corriqueiros ou passageiros, enfatizando um alívio rápido do desconforto, abordando de maneira diminuta os efeitos adversos. O texto ainda aponta que o crescimento do consumo de remédios como esses mostram que a população já se acostumou ao conceito de que dores de cabeças não tem cura e que o mal passageiro pode ser controlado com o uso de analgésicos. Em contrapartida, a ênfase aos riscos surgiu em 55% das reportagens, informando que o acúmulo de substâncias analgésicas aumenta a sensibilidade da pessoa para a dor, transformando-a em crônica. A ação antipirética, utilizada no combate à febre baixa a moderada, pode contribuir para a evolução da doença, ao invés de controlá-la ou curá-la. Com referência à ação anti-inflamatória, seus efeitos adversos são de uma maneira geral, problemas no sistema digestivo. Outra análise foi realizada onde 82% delas referia-se apenas aos riscos que os antibióticos trazem a saúde. Aqueles que destacaram seus benefícios, apenas 8%, por sua vez, não relatavam os efeitos colaterais que poderiam trazer ao organismo. Dos riscos mais comuns, o mais citado foi o uso indevido destes medicamentos que tonam bactérias simples em “superbactérias”. Dentre eles, o interesse financeiro por parte das farmácias, a baixa qualificação médica para prescrever tais medicamentos e a interrupção do uso antes do tempo determinado. Tudo isso acaba fazendo com que micróbios comuns se tornem agentes de infecções hospitalares importantes. Quanto as causas do uso indevido, as mais citadas são a automedicação ou não-cumprimento da prescrição, má prescrição pelos médicos e pouca assepsia em hospitais. Também foram feitas pesquisas sobre as vitaminas, minerais e outros. Em sua maioria foi verificado a apresentação dos benefícios que podem proporcionar a pele, auxilar nas doenças senis, cardiovasculares e inapetência sexuais. Com o agito que a atualidade proporciona a população teve um aumento no consumo de álcool, tabaco, produtos industrializados, congelamento e uso 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35

exacerbado de agrotóxicos. Assim, a indústria farmacêutica estimula o consumo de complementos alimentares, usado a vitalidade de atores e atletas que possui influência na mídia, passando uma visão que o consumo exagerado não proporciona malefícios. Mas, por insuficiência de critérios científicos, pesquisadores iniciaram estudos para analisar possíveis malefícios, a partir da hipervitaminose e viram efeitos oxidantes e cancerígenos que podem ameaçar o equilíbrio bioquímico corporal. Com a boa publicidade e falta de conhecimento dos indivíduos o faturamento global dos grandes laboratórios vem dos suplementos, superando até os analgésico e antibióticos. Parte das reportagens veicularam que elementos da ciência foram utilizados como mais uma estratégia de persuasão, em que a lógica de mercado esteve claramente sobreposta à lógica da terapêutica e da saúde. Desta forma, as pessoas são estimuladas a buscar, em fórmulas farmacológicas, soluções para encontrar mais estímulo para o trabalho, o lazer e o prazer. O que sugere uma tendência ao comando do próprio metabolismo, valorizando o medicamento como instrumento de adequação a padrões culturais impositivos. Outro fator de motivação para o consumo foi a promessa de compensar ou minimizar possíveis consequências indesejadas de práticas e hábitos de vida danosos à saúde, o que se associa a má dispensação devido os riscos do mau uso dos medicamentos indicados, representando não apenas um contínuo processo de educação da população, mas também uma agressão a saúde pública. Noções de prevenção e promoção em saúde, estilo de vida, risco e responsabilização individual pela saúde estiveram combinadas no discurso em favor do consumo de medicamentos, como uma forma de cuidado autônomo do corpo e da saúde. O que dá lugar a uma radicalização no processo de “medicamentalização” social, como tendência a se considerar as dificuldades da vida problemas solucionáveis pelo consumo de medicamentos. Dessa forma, através da divulgação de dados, pode-se por meio do argumento de uso indevido, alertar os leitores quanto os riscos do medicamento, responsabilizando-os por efeitos indesejados. Cultura do medicamento na sociedade No final do episódio a Marge diz para o Bart que nunca mais vai dar drogas perigosas para o “bebê” dela, que a partir daquele dia só seria “ar fresco, muitos abraços e a BOA e FAMOSA Ritalina. Ritalina é o nome comercial do fármaco metilfenidato e foi tratado no episódio como algo comum, habitual e sem riscos, sendo que alguns dos efeitos adversos desse fármaco são a insônia, perda de apetite, ansiedade, aumento na pressão arterial, taquicardia e dependência. Além disso, no final o Bart toma o comprimido e diz que quando ele não para quieto, ele toma a Ritalina dele e faz uma alusão ao marinheiro Popeye que comia o espinafre pra ficar forte, isso mostra muito da cultura inserida na sociedade, inclusive inserida desde cedo na vida das crianças de que um comprimido resolve tudo na vida. Por outro lado, uma consequência mais evidente e perversa desses avanços é a amplificação da medicalização para todas as dimensões da vida. Para as pessoas que vivenciam e sofrem a medicalização, resta o destino de viver o estigma da “doença”, que realiza uma segunda exclusão daqueles que já haviam sido excluídos, social, afetiva, educacionalmente. Opera-se, assim, estranho paradoxo: uma nova exclusão, protegida e disfarçada por discursos de inclusão. A medicalização tem assim cumprido 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81

Assistência Farmacêutica é o conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual como coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial e visando o acesso e estrategias pra promovero seu uso racional. 87 88 89 90 91