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SPME: Um método de amostragem por sorção por fibra ótica para análises cromatográficas, Resumos de Química

A spme (solid phase microextraction), um método de amostragem por sorção por fibra ótica utilizado em análises cromatográficas. A spme permite a isolamento e concentração de analíticos a níveis adequados, sem utilizar solventes, sendo aplicável a vários tipos de matrizes e facilitando o transporte do material extraído para o cromatógrafo. O procedimento consiste em um bastão de fibra ótica recoberto por um polímero, que se encontra dentro de um tubo hipodérmico. A extração e pré-concentração de analíticos ocorrem na microescala. A spme tem aplicabilidade em diversas áreas, como análises ambientais, de solos, água, alimentos, produtos naturais e farmacêuticos, análises clínicas e forenses. O método se divide em duas etapas: estabelecer os perfis de extração dos analíticos e otimizar a transferência do material extraído para a coluna cromatográfica.

Tipologia: Resumos

Antes de 2010

Compartilhado em 01/12/2010

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carolina-borges-9 🇧🇷

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SPME
A qualidade de um método analítico depende da técnica de amostragem, onde
selecionam-se uma porção representativa da amostra que será analisada.
Devido a possíveis interferências que a matriz pode gerar, são empregados
procedimentos de preparo da amostra, como a SPME, com os quais procuram-se isolar
e concentrar os analitos a níveis adequados e obter um nível de limpeza da amostra que
não comprometa a sua analise química.
A SPME é um procedimento que vem sendo usado em CG, porque não utiliza
solvente; tem alto poder de concentração; é aplicável a muitos tipos de analitos e facilita
o transporte do material extraído para o cromatográfo. A teoria de SPME baseia-se na
cinética de transferência de massa entre fases e na termodinâmica que descreve o
equilíbrio de partição do analito entre elas.
Consiste em um bastão de fibra ótica de sílica fundia, recoberta com um filme fino
de um polímero, fixado em um tubo essa fibra fica dentro do tubo hipodérmico. O
manuseio se da através de um amostrador (uma espécie de seringa).
É uma microtécnica, onde os processos de extração e pré-concentração de analitos
ocorrem. A operação completa para extração e dessorção para análise cromatográfica é
descrita na figura abaixo:
SPME tem aplicações em áreas como análise ambiental e de solos, água,
alimentos, produtos naturais e farmacêuticos, análise clínica e forense.
O método de SPME se divide em duas etapas: estabelecer os perfis de extração do
analitos e otimizar a transferência do material extraído para a coluna cromatográfica.
Para isso devemos estabelecer quais analitos de interesse e preparar uma amostra
sintética a partir de seus padrões e então podemos analisar e coletar informações para:
Selecionar o modo de extração:
As opções são direta e de headspace. SPME direta não é aplicável em matrizes
solidas ou aquosas contendo particulados. SPME headspace é indicado para analitos de
medias e alta volatilidade e para matrizes solidas. Em matrizes aquosas “limpas” ambas
as alternativas devem ser avaliadas. Por exemplo, uma analise feita com SPME direta
erroneamente, pode contaminar a matriz, danificar a fibra, impedir a analise por CG.
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SPME

A qualidade de um método analítico depende da técnica de amostragem, onde selecionam-se uma porção representativa da amostra que será analisada. Devido a possíveis interferências que a matriz pode gerar, são empregados procedimentos de preparo da amostra, como a SPME, com os quais procuram-se isolar e concentrar os analitos a níveis adequados e obter um nível de limpeza da amostra que não comprometa a sua analise química. A SPME é um procedimento que vem sendo usado em CG, porque não utiliza solvente; tem alto poder de concentração; é aplicável a muitos tipos de analitos e facilita o transporte do material extraído para o cromatográfo. A teoria de SPME baseia-se na cinética de transferência de massa entre fases e na termodinâmica que descreve o equilíbrio de partição do analito entre elas. Consiste em um bastão de fibra ótica de sílica fundia, recoberta com um filme fino de um polímero, fixado em um tubo – essa fibra fica dentro do tubo hipodérmico. O manuseio se da através de um amostrador (uma espécie de seringa). É uma microtécnica, onde os processos de extração e pré-concentração de analitos ocorrem. A operação completa para extração e dessorção para análise cromatográfica é descrita na figura abaixo:

SPME tem aplicações em áreas como análise ambiental e de solos, água, alimentos, produtos naturais e farmacêuticos, análise clínica e forense. O método de SPME se divide em duas etapas: estabelecer os perfis de extração do analitos e otimizar a transferência do material extraído para a coluna cromatográfica. Para isso devemos estabelecer quais analitos de interesse e preparar uma amostra sintética a partir de seus padrões e então podemos analisar e coletar informações para:

  • Selecionar o modo de extração: As opções são direta e de headspace. SPME direta não é aplicável em matrizes solidas ou aquosas contendo particulados. SPME headspace é indicado para analitos de medias e alta volatilidade e para matrizes solidas. Em matrizes aquosas “limpas” ambas as alternativas devem ser avaliadas. Por exemplo, uma analise feita com SPME direta erroneamente, pode contaminar a matriz, danificar a fibra, impedir a analise por CG.
  • Seleção do tipo de fribra: A tabela abaixo mostra os tipos de fibras disponíveis comercialmente:

Essa tabela é útil como ponto de partida, mas cada fibra deve ser analisada experimentalmente. Por exemplo, a umidade um fator relacionado com as características da amostra, pode afetar a extração. A literatura reporta usos e características de fibras, estas informações também podem ser localizadas em notas técnicas dos fabricantes.

  • (^) Estudos dos perfis de extração Procedimentos que otimizam o tempo de extração:
  • Espessura da fibra ótica e sua afinidade com os analitos: fibras com recobrimentos menos espessos são convenientes para extrações mais rápidas (deve-se, porém considerar que com recobrimentos finos a quantidade de material extraído é menor, o que pode limitar a sensibilidade analítica).
  • Agitação do sistema: o tempo de equilíbrio é menor sob agitação, porque este procedimento facilita o contato do analito com a fibra.
  • Temperatura do sistema: entre a permitida pela fibra e a volatilidade dos analitos.
  • Tipo de frasco utilizado
  • Seleção da técnica de agitação A otimização da agitação é essencial para diminuir o tempo de extração. A agitação magnética, por sua simplicidade, é a mais utilizada.
  • Otimização da dessorção
  • Com a fibra colocada no centro da zona aquecida do injetor.
  • Com arraste rápido dos compostos dessorvidos da fibra.
  • Com o injetor em temperatura que seja um compromisso entre a permitida pela fibra e a volatilidade dos analitos.
  • Otimização dos volumes utilizados na extração