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Revista CRTR-SP, Notas de estudo de Radiologia

revista - revista

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 09/11/2010

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daniel-palin-2 🇧🇷

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37º Edição - Março 2008
Câncer de Mama:
Diagnóstico Precoce Auxilia
no Combate à Doença
página 9
A Mamografi a
nos dias
atuais
página 6
Politrauma de Bacia
página 10
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37º Edição - Março 2008

Câncer de Mama:

Diagnóstico Precoce Auxilia

no Combate à Doença

página 9

A Mamografia

nos dias

atuais

página 6

Politrauma de Bacia

página 10

CRTR Rev Ed37.inddCRTR Rev Ed37.indd 11 12/2/200812/2/2008 13:07:1113:07:

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Estamos inaugurando nossa terceira De legacia Regional em Bauru. Com seriedade na administração dessa Au- tarquia vamos cumprir nossas propostas de campanha. Queremos fazer ainda uma Delegacia para atender os profissionais do Vale do Paraí- ba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira e outras mais que forem necessárias e dentro das possibilidades dos nossos recursos. O Conselho exerce um importante papel na defesa da sociedade, fiscaliza e impõe anui- dades aos profissionais. Nada mais justo que ofereça serviços de qualidade para esses profissionais. Nas regiões onde temos Delegacias existem também os Sindicatos da categoria, que são importantes também, pois eles devem lutar por melhorias nas condições de trabalho e salário. Nós sempre defendemos a atuação conjunta das entidades representativas dos profissio- nais das Técnicas Radiológicas pelo simples fato de que duas cabeças pensam melhor que uma, que unidos somos mais fortes. E as eventuais divergências que existirem, devem ser superadas através do debate demo- crático. Idéias brigam, pessoas não. Essas entidades são sustentadas pelo nosso suor, portanto elas devem espelhar os an- seios dos profissionais, senão perdem sua razão de existir. O Conselho é um serviço público federal, portanto está submetido aos controles da Administração Pública. Já um sindicato é uma organização civil e a sua administração e o uso correto do patri- mônio deve ser fiscalizado pela categoria que ele diz representar. Um dos grandes males da sociedade brasileira, senão o maior, é o fato de não fiscalizar- mos aqueles que elegemos para nos representar. Quando votamos em qualquer pessoa para qualquer cargo, outorgamos um mandato para sermos representados. Mas se não acompanharmos essa representação, corremos o risco maior de sermos víti- mas de corruptos que trazem vários prejuízos, dilapidando nosso patrimônio, fechando acordos contrários aos nossos interesses. E o que é pior, ficando impunes, pois sabem que não são fiscalizados. Portanto, temos que aproveitar essas oportunidades. Nós, profissionais das Técnicas Radiológicas, temos hoje a melhor estrutura para fazer valer nossos direitos e lutar por melhorias. Vamos tomar conta de nossas Delegacias e Sindicatos e exigir de nossos representan- tes seriedade na administração de nossas entidades e defesa intransigível de nossos interesses.

Um abraço e boa leitura. José Paixão de Novaes

EDITORIAL

Palavra do Presidente EXPEDIENTE

Diretoria Executiva:

Presidente José Paixão de Novaes

Diretora Secretária Vânia Regina da Silva Lopes

Diretor Tesoureiro Gabriel Gonçalo Copque Daltro

Conselheiros Efetivos Antônio Facin Cássio Valendorf Xavier Monteiro Erik da Silva Lima Jerre Carlos de Oliveira João Lucas de França Filho Rubens Sant´ana

Conselheiros Suplentes Arnaldo Honorato de Amorim Júlio César dos Santos Lázaro Domingos Sobrinho Lúcio José Feitosa Marcelino Silvestre dos Santos Mary Bernardes de Oliveira Nélio Tadeu Alves Tereza Travagin Vilmar Lopo da Silva

Delegado Regional de Campinas Lázaro Domingos Sobrinho

Delegado Regional de Ribeirão Preto Marcelino Silvestre dos Santos

Jornalista Responsável Adriana Teodoro MTB: 31237 - SP [email protected]

Publicidade Marcelo Alves e-mail: [email protected] Tel.: (11) 2189-

Impressão Ativa/M Editorial Gráfica Tel.: (11) 6602-

Projeto Gráfico e Diagramação Moai Comunicação www.moaicomunicacao.com.br

CRTR-SP

Conselho Regional de Técnicos em Radiologia de São Paulo R. Herculano, 169 - Sumaré - São Paulo - CEP: 01257- Tel.: (11) 2189-5400 - www.crtrsp.org.br - [email protected] Disque-Denúncia: 0800- Revista CRTR/SP, dos profissionais das técnicas radiológicas. É uma publicação do Conselho Regional dos Técnicos em Radiologia de São Paulo, distribuída gratuitamente aos profissionais com registro no Conselho. O CRTR/SP não se responsabiliza por opiniões emitidas pelos entrevistados e por artigos assinados. Revista CRTR/SP - 37ª edição - Março 2008 - Tiragem: 23.000 exemplares - 200 cds em áudio

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CIENTÍFICO

RADIOGRAFANDO

AXIAL ÍNFERO-SUPERIOR INCIDÊNCIA DE LAWRENCE.

PERFIL DE ESCÁPULA

(NEER)

“ PORTAL DO SUPRA

ESPINHAL”

“ PERFIL ACROMIAL”

“ OUTLET VIEW”

“ PERFIL ACROMIAL

Figura 1 - Radiografia Figura 2 - Esquema para posicionamento Referência: C.A.ROCKWOOD,JR – FRATURAS IN ADULTS

Walter Luiz Caetano

  • Técnico em Radiologia formado pelo curso Rafael de Barros (FMUSP- HC) desde 1991
  • Graduando no curso de Radiologia pela Universidade Paulista SP (UNIP)
  • Docência pelo SENAC-SP nos cursos de Radiologia e Ressonância Magnética
  • Experiência nas áreas de Ultrassonografia, Tomogra fia Computadorizada, Ressonância Magnética e Raios-x Convencional e Contrastados.

Paciente preferencialmente em posição or- tostática (em pé). Face anterior do ombro a ser radiografado coincidindo com a linha central da estati- va. Ombro a ser radiografado coincidindo com a linha central da estativa. O plano coronal faz um ângulo de aproxi- madamente 40° com a estativa. Dicas: Cotovelo ligeiramente afastado do centro da estativa garante que o úmero não seja projetado sobre a escápula, quando o estudo for dirigido para escápula. A espinha da escápula deve ficar perpendi- cular à estativa. Apnéia no momento da exposição evita re- petições por movimento respiratório. Raio central incidindo no terço médio da espinha escapular com angulação caudal de aproximadamente 15°, passando pela cabeça umeral e emergindo no centro do fi lme. Distância foco filme: um metro. INDICAÇÕES: Síndrome do impacto Trauma Luxações

Paciente em decúbito dorsal. Membro superior, do lado a ser radiogra- fado, em abdução, fazendo um ângulo de 90° com o plano mediano sagital (mão em rotação externa) Raio central incidindo na prega axilar e

passando no centro da articulação glenou- meral e emergindo no centro do fi lme. Dica: colocar um apoio entre a mesa e a escápula facilita a centralização da ima- gem no fi lme Esta posição facilita estudo de luxações e

pesquisa de lesões da face anterior e pos- terior da cabeça umeral Quando bem posicionado visibilizamos a articulação acromioclavicular projetada na cabeça umeral e o processo coracóide sobre ao terço distal da clavícula.

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Figura 1 Esquema para posicionamento e radiografia posição ínfero-supeior. Usualmente fazemos uma variante deste posicionamento, que é o AXIAL SÚPERO- INFERIOR, onde o posicionamento é menos complexo, como veremos a seguir:

  • Paciente sentado, cotovelo (cúbito) apoian- do na mesa.
  • Úmero fazendo um ângulo de 90° com a coluna.
  • Chassi (18x24) sob a prega axilar
  • Raio central súpero-inferior incidindo na articulação acromioclavicular passando pelo espaço glenoidal e emergindo no cen- tro do filme.
  • A apnéia no momento da exposição minimi- za repetições por movimento respiratório.

Paciente ao plano do tórax (tórax paralelo a estativa). Ombro a ser radiografado coinci- dindo com a L.C.E. (linha central da estativa). R.C. com angulação variando de 10° a 20° cefálico incidindo no centro da articulação. Membro superior ao longo do corpo em posi- ção anatômica. Distância foco-filme: um metro. Notamos nesta projeção, melhor visibilidade da articulação acromioclavicular devido à angulação do raio central, “abrindo” o espa- ço articular e projetando a articulação livre de superposição. Dica: Apnéia no momento da exposição evi- ta repetições por movimento. Para melhor análise da articulação usar técnica de baixa Kilovoltagem ou diminuir a miliamperagem, utilizando dois terços da técnica usual para o “ombro frente”. Exemplo: se utilizarmos 60kVp com 30mAs, aconselho que diminua o mAs para 10 (um terço do mAs). Lembrar que a espessura da articulação acromioclavicular em A.P comparada com a da articulação glenumeral é, em média, um terço, o que explica que se o ombro ficar bom, a articulação fica escura e vice-versa.

Figura 2 Radiografia e foto demonstrando posiciona- mento para axial súpero-inferior. INDICAÇÕES: Luxação aguda e recidivante Trauma , Osteoartrose

Figura 1

Figura 2

Figura 1 - Angulação Raio

Figura 3 - Demonstra diferença de espessura ,da articulação acromioclavicular e a glenumeral.

Figura 2 - Radiografi a

REFERÊNCIA: C.A.ROCKWOOD,JR – FRATURAS IN ADULTS

INCIDÊNCIA DE ZANCA PARA ESTUDO DA ARTICULAÇÃO

ACROMIOCLAVICULAR

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importância de estudos seriados. É impor- tante sempre levar os exames anteriores quando da realização de exames mamo- gráficos ou ultrassonográficos.

CRTR- Estudos mostram que a irradiação de uma célula ou nódulo benigno sem de- terminado espaço de tempo pode se trans- formar em uma célula cancerígena. Com sua experiência, quantas exposições ra- diográficas devem ser feitas anualmente? Dr. Zucchi: A recomendação atual de- termina um rastreamento anual para as pacientes assintomáticas e sem alterações clínicas ou mamográficas. Evidente que estudos adicionais como mag- nificação e compressão focal devem ser orientados sempre que ocorrer uma lesão suspeita ou achado novo, comparado com estudos anteriores avaliados pelo médico que acompanha o exame ou solicitados pelo clínico que orienta a paciente.

CRTR- O conhecimento da patologia e anatomia da mama, pelo técnico em ra- diologia, ajuda no diagnóstico, uma vez que opta por fazer uma incidência a mais? Dr. Zucchi: Seguramente é fundamental a participação de um técnico. Outro dia uma técnica que realizava o exame veio me co- municar (antes de eu analisar) ter visto as radiografias de uma paciente e em um dos exames seguramente era BIRADS 5, e esta paciente nunca tinha realizado mamogra- fia anteriormente. Ao examinar as películas

vi que se tratava de em carcinoma invasivo com retração cutânea e com micro calcifi- cações bem típicas desta patologia. O estudo já me foi apresentado com inci- dências convencionais de compressão e magnificação denotando conhecimento da patologia pela técnica.

CRTR- Hoje existe grande incidência de mamografia em homens. Quais são as do- enças mais comuns? Dr. Zucchi: O homem tem glândulas ma- marias que também sofrem a influências de estímulos proliferativos hormonais. Quando ocorre ginecomastia (aumento do volume da glândula), podemos estar dian- te de alterações fisiológicas ou de doenças sistêmicas, na maioria das vezes já diagnos- ticadas, ou geralmente, unilateral que deve ser cuidadosamente esclarecido devido à possibilidade de uma neoformação ma- ligna. Além do exame clínico, a estratégia consiste em realizar a mamografia em inci- dência oblíqua médio-lateral inicialmente, já nos permitindo a orientação diagnóstica.

CRTR- Quando se deve realizar uma duc- tografia? Podemos classificar este exame como exame contrastado da mama? Em que circunstância é indicado? Dr. Zucchi: Como ductografia entende-se o exame do sistema de ductos lactíferos por meio de contraste geralmente hidrossolú- vel. Ela geralmente é solicitada na presen- ça de secreções patológicas, geralmente unilateral. Estas secreções geralmente são espontâneas, com cor marrom esverdeada, sanguinolenta ou apresentam células ma- lignas em análise citológica. Cumpre lembrar as contra-indicações: pro- cesso inflamatório / infeccioso agudo e a

hipersensibilidade ao meio de contraste injetado.

CRTR- Quais as incidências deste exame? É um exame realizado com ou sem acom- panhamento do médico? Dr. Zucchi: Inicialmente é a posição con- fortável da paciente. Uma lente de aumento ou uma lupa e boa iluminação são funda- mentais para a cateterização do ducto lac- tífero. Deve-se executar manobras para es- vaziamento do mesmo antes de instilar 0,1 a 0,5 ml de contraste, se possível não iônico, e tomar o máximo de cuidado para que a injeção seja feita sem a entrada de ar. Este exame deve ser realizado por médico com razoável experiência no procedimento. Os achados normalmente encontrados po- dem ser: sistema ductal normal, compro- vação de sistema ductal dilatado, defeitos de enchimento e interrupções ductais es- tas podendo corresponder a detritos intra luminares, papilomas ou papilomatose e carcinomas. Realizar a documentação em películas ma- mográficas nas incidências craneo-caudal, se assim forem necessárias para a docu- mentação.

CRTR- Quais os efeitos do silicone na ra- diografia? Mascara na hora do dignóstico? Dr. Zucchi: Do ponto de vista mamográfi- co, somente o contorno da prótese pode ser avaliado não nos permitindo diagnosticar a presença de rutura intracapsular (rutura da prótese com cápsula fibrótica circundan- te intacta). O método mais confiável para detectar ou excluir defeitos da prótese é a (Ressonância Nuclear Magnética) que nes- tes casos são realizadas sem contraste. Quanto aos achados do parênquima, a pre- sença de tumoração localizada polilobula- da, a mamografia não nos permite distinguir com confiança entre uma rutura da próte- se, herniação ou enfraquecimento focal da mesma, a menos que possamos identificar o silicone por fora da prótese. Quanto às calcificações distróficas pós- cirúrgicas e calcificações capsulares devem entrar no diagnóstico diferencial das calcifi- cações parenquimais, às vezes necessitando de projeções adicionais, incidências tangen- ciais e magnificações. Ocorre limitação do estudo mamográfico com o uso das próteses de silicone neces- sitando, às vezes, de estudos adicionais de imagem.

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CAPA

A MAMOGRAFIA NOS DIAS ATUAIS

COMPARAÇÃO ENTRE MAMOGRAFIA E ULTRASSONOGRAFIA NO

DIAGNÓSTICO DE UM CISTO MAMÁRIO

Dr. Francisco José Zucchi – CRM: 32507

  • Graduado em Medicina pela Universidade de Brasília em 1978
  • Especialista em Diagnóstico por Imagem pelo Colégio Brasileiro de Ra diologia
  • Pós-Graduação em Medicina do Trabalho e Administração Hospitalar
  • MBA em Administração de Serviços Médicos
  • Membro Titular do Colégio Brasileiro de Radiologia
  • Médico da UNIFESP, no setor de Diagnóstico por Imagem
  • Professor de Patologia em Imagens, na pós-graduação da Universidade São Camilo
  • Responsável pelo setor de Mamografia da Clínica Santa Helena em São Paulo e Santos

CRTR- O que é mamotomia? Dr. Zucchi: É a biópsia assistida a vácuo. Recebeu este nome no Brasil por utili- zar um sistema específico denominado: MAMMOTOME (Ethcon Endosurgery - JO- HNSON & JOHNSON). Trata-se de uma biópsia percutânea de fragmento mamário com vantagens na amostragem e na técnica de procedimen- to tradicional. A grande vantagem da ma- motomia com relação aos demais proce-

dimentos de biópsia é o maior tamanho dos fragmentos obtidos levando a um número menor de diagnósticos subes- timados, ou seja, reduzindo muito a neces- sidade de novas biópsias para diagnóstico defi nitivo. A principal desvantagem do referido méto- do é o alto custo do equipamento.

CRTR- Todos os nódulos mamários cor- respondem a câncer?

Dr. Zucchi: As estatísticas provam que nem todos os nódulos são de natureza maligna, entretanto, antes de qualquer descoberta de nódulo, seja pela palpação ou estudo mamográfico, ele deve ser inves- tigado com todos os recursos disponíveis seja com estudos de imagens, mamogra- fia seriada, ultrassonografia, ressonância magnética, acompanhando as alterações no tamanho, forma, número de calcifica- ções ou na estabilidade da lesão.

De acordo com o avanço tecnológico um acelerador de partículas, equipamento usa- do para trabalhar com materiais em nível atômico, promete trazer mais precisão ao diagnóstico de tumores na mama. A tradi-

cional biopsia ainda apresenta falsos resul- tados negativos, o que dificulta o trabalho dos médicos. Essa técnica ainda está em pesquisa, reali- zada pelo Ministério da Ciência. No estudo,

o equipamento é usado para produzir um feixe de luz que emite ondas de raios-x, sen- do assim, é possível mapear as moléculas de um tecido podendo identificar se o teci- do é cancerígeno.

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ENTREVISTA

Politrauma de Bacia

A fratura pélvica constitui cerca de 30% do total de fraturas do esqueleto, e vem au- mentando sua incidência nos últimos anos, sendo citada como causa primária de mor- te em vítimas de traumas múltiplos, como conseqüência da “Era da alta velocidade” que o mundo está vivendo, principalmente nos grandes centros urbanos. O automóvel e a motocicleta são os respon- sáveis por essa fratura em cerca de 2/3 dos casos, sendo o pedestre a maior vítima em relação aos ocupantes dos veículos, segui- do por acidentes de trabalho, quedas de lo- cais altos e lesões secundárias em práticas esportivas, tentativas de suicídios e outras causas. Um trauma pequeno pode causar fraturas em idosos. Cerca de 50% destas fraturas são associadas com lesões nas extremidades de tórax e crânio. A mortalidade associada com fraturas da bacia é de cerca de 10%, causadas por hemorragia e exanguinação. “Geralmente esses pacientes politrauma- tizados chegam ao pronto socorros em es- tado grave, inconscientes e com lesões em outros sistemas que o músculo-esquelético. Esses pacientes podem apresentar grande instabilidade hemodinâmica decorrentes de lesões da bacia. É de suma importância que se faça um diagnóstico correto para dar início ao tratamento correto”, expli- ca o médico, Dr. Paulo Reis, especialista em Ortopedia e Traumatologia no Insti- tuto de Ortopedia e Traumatologia – IOT (HCFMUSP). As incidências radiológicas mais comuns para as fraturas de pelve são: AP, inlet e ou- tlet. Nessas incidências pode-se observar a integridade ou não do anel pélvico e as pos- sibilidades de tratamento emergencial, tais como a colocação de um fixador externo na pelve ou a embolização de alguma artéria local. “Neste caso, o paciente permanece em decúbito dorsal horizontal (deitado de

barriga para cima) e a ampola do aparelho é centrada sobre a bacia para a incidência AP e deslocada para a cabeça do paciente (com um ângulo de 60 graus em relação à pelve e chassi) para outlet. É deslocada para os pés do paciente(e orientada para a bacia num ângulo de 25 graus em relação à bacia e chassi) para a incidência inlet. Geralmen- te o Rx simples é suficiente para o planeja- mento do tratamento desses pacientes, não sendo necessário nenhum outro exame de imagem. Em situações de dúvida, a tomo- grafia computadorizada ajuda na elucidação do caso. Daí a importância do exame radio- lógico bem feito e por técnicos capacitados e conhecedores das principais incidências radiológicas”, completa Dr. Paulo Reis. Conforme a informação do especialista, quando existe a suspeita de uma fratura ao nível do quadril ou acetábulo existe a necessidade de incidências radiográficas especiais para aquela região apenas. São as radiografias da bacia em alar e obtura- triz, também chamadas de incidências de Judet. “A incidência obturatriz é feita com o paciente em posição supina (barriga para cima), com o quadril afetado rodado anteriormente em 45 graus, com a ampola perpendicular ao chassi que é posicionado na mesa. Nessa incidência podemos ver a coluna anterior do acetábulo e o rebordo posterior. Na incidência alar, o paciente se encontra em supino com o quadril normal rodado anteriormente em 45 graus, com a ampola direcionada perpendicularmente

ao chassi e ao quadril não afetado. Nessa incidência podemos ver a coluna posterior e o rebordo anterior. Com essas incidências podemos descobrir qual parte do acetábulo esta lesada: se a coluna posterior, anterior ou se ambas. Nos casos da fratura de ace- tábulo existe a necessidade de exame com- plementar radiológico (tomografia com- putadorizada) para futuro procedimento cirúrgico”, informa o especialista. Essas fraturas são gravíssimas e com grande potencial de complicações. É de suma importância que o exame radiológi- co inicial tenha uma boa qualidade e seja realizado por um profissional experiente e conhecedor das técnicas e posicionamentos do aparelho. “Dessa maneira o paciente apresenta uma maior chance de ser tratado com eficácia e rapidamente. Lembre-se de que o técnico de Rx faz parte da equipe do pronto socorro, assim como o médico as- sistente, residentes, enfermeiras, auxiliares entre outros profissionais”, A maioria das lesões de bacia podem ser diagnosticadas durante o exame clínico ini- cial. É fundamental que as fraturas pélvicas, as lesões arteriais, as fraturas expostas, as lesões por esmagamento e as luxações, se- jam reconhecidas e tratadas precocemente. O atendimento precoce do politraumatizado é o início de um bom resultado. Há neces- sidade de conscientização para abordagem multidisciplinar dessas lesões. Reconhecer o tipo de lesão é essencial, antes do trata- mento.

Outlet Inlet Alar Obturatriz

Por Adriana Teodoro

Dr. Paulo Reis - CRM: 52905

  • Graduado em Medicina pela Universidade de São Paulo - USP – 1985
  • Residência Médica em Ortopedia e Traumatolo- gia no Instituto de Ortopedia e Traumatologia – IOT
  • Assistente do Pronto Socorro do IOT desde 1992
  • Assistente do Grupo de Reconstrução Óssea do IOT desde 1992

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SINDICAL

Terceirização /quarteirização

onde vamos parar?

Tempo de

Conquistas

Todos os estudos de classe social, renda familiar, educação, saúde e trabalho estão diretamente influenciados pela política econômica. Essas formas de apresentar nú- meros não têm valores e a distribuição de renda é discrepante. O poder político está sempre ligado ao individualismo político e partidário. A saúde como sempre em toda a história, é a mais atingida. Alguns go- vernos estaduais constroem hospitais para campanha política e se eleitos esquecem-se de todas as promessas e abandonam esses hospitais. As condições de avaliações da saúde, que antes eram de calamidades nas campanhas políticas, quando eleitos, num passe de mágica estão indo muito bem. Na área da imagem a situação é crítica: estão quarteirizando os serviços de radiodiag- nóstico. Devido os contra- tos são absurdos onde o quadro do profissional técnico é reduzido à me- tade, muitos trabalham, são mau remunerados, sem nenhum direito trabalhista e poucos ficam com qua- se todo o capital. Dizem que estão dividindo o capi-

tal, mas nunca mostram a nota fiscal para a equipe. Por outro lado, temos os proprie- tários e diretores de hospitais e secretários de saúde, aqueles que têm cargos políticos e querem impressionar seus governos com contratos de prestação de serviços muito baixos; esses morrem de medo de perder o cargo. Isso quando é terceirizado, mas o pior é que tem a nossa brasileira quarteiri- zação, onde um só leva a melhor. E assim caminha o ridículo e a mediocridade. Não é proibido terceirizar, mas explorar com tra- balho escravo aproveitando a situação atu- al, de muita procura é desumano. O sinta- resp conquistou muitas vitórias nos últimos anos: algumas empresas tercerizadoras es- tão registrando seus funcionários e pagan- do os direitos trabalhistas graças às lutas constantes e incansáveis do nosso sindicato. Laboratórios de grande porte empregavam recepcionistas para a Densitometria Óssea, hoje, todos os profissionais são Tecnólogos e Técnicos. Não há preocupação social para muitos políticos e empresários do setor de saúde no Brasil. Temos que nos fortalecer e, a única forma, é sindicalizar e temos que ter representantes políticos em Brasília. Você sabe em quem você votou na última eleição para deputado e senador? Olha, o patrão sabe. O sindicato patronal, veja só

“sindicato patronal” tem poder e capital para contratar quantos advogados quiser e eleger representantes políticos. Contribuem com os sindicatos deles e sabem que a úni- ca forma legal de nos explorar é criando leis e meios para acabar com os nossos di- reitos trabalhistas. Em novembro de 1988, Orlando P. Nascimento deu início a uma luta para legalizar o nosso sindicato que durou 9 anos. Em 1997, o sindicato estava na legalidade não parou mais. José Ferreira (o Ferrerinha), José Paixão e o Nilson Pri- mo, entre outros, colocaram o idealismo de uma profissão justa, enfrentaram ameaças de desempregos e até físicas. Hoje o Sinta- rep é realidade, tem muita gente que estava acostumada com a impunidade. O sindica- to é de todos. Você tem que participar. Um abraço e Feliz 2008 á todos.

SINTARESP

Rua Pires da Mota, 1029 - Aclimação São Paulo / SP - CEP: 01529- Tel.: (11) 3209- e-mail: [email protected] / tnalcinotadeu@estadão.com.br Presidente: Nilson Valério Primo

Caro amigo leitor. Trazemos ao vosso conhecimento e aprecia- ção, o balanço de nossas vitórias e conquis- tas no ano de 2.007. Gostaríamos, em pri- meiro lugar, de agradecer a DEUS por nos confiar tamanha responsabilidade e estar presente a cada momento de nossas vidas e em cada ação; agradecer também a todos que fizeram parte desta luta, quer seja cole- ga de profissão, empregador, Diretor dos di- versos órgãos tanto do poder público como do privado. Faz-se necessário, portanto, o nosso agradecimento em especial ao Sr.

José Paixão Novaes, Presidente do CRTR-SP, por acreditar em nosso objetivo e potencial, a cada membro do corpo da diretoria do CRTR nossa mais profunda gratidão. O ano de 2007 foi um ano de muito trabalho, sem respaldo monetário e, de difícil aceita- ção por diversos órgãos do setor de radiolo-

gia aos novos moldes do vínculo empregatí- cio. Contudo, o que mais nos entristeceu foi o fato de deparamos com colegas de pro- fissão que ainda não entenderam o quanto estão perdendo quando se submetem às garras da ganância de alguns empregadores e aceitam trabalhar por migalhas ferindo,

nóstico tos sã quadr técnico tade, m são mau sem trab fica se Diz div

Da esquerda para a direita: Luiz Mattos - Secretário Geral, Pedro Aparecido Silva - Presidente, Silvana Marquezi - Dir. Administrativa, Lázaro Domingos - Delegado Regional de Campinas

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SINDICAL / INFO. GERAIS

Avisos da Secretaria e Informações Gerais

1

AINDA TEM PROFISSIONAIS COM
REGISTRO DEFINITIVO QUE NÃO
EFETUARAM A TROCA DE CAR-
TEIRA

O Regional, através da sua equipe de fis- cais, está notificando os profissionais que são encontrados no local de trabalho por- tando a Cédula de Identidade Profissional de Tecnólogo, Técnico ou Auxiliar de Ra- diologia, vencida ou no modelo já extinto. Desde 2004, o Regional vem alertando os profissionais para a necessidade de troca dos modelos antigos pelos modelos vigen- tes de Cédulas de Identidade Profissional instituídos pelo CONTER (publicados na Revista CRTR/SP - edição 32). Verifique se a sua habilitação é igual a uma delas; caso não seja, entre em contato com a nossa Central de Atendimento e solicite instruções a respeito da troca (Tel.: (11) 2189-5400/02/12).

2

INADIMPLÊNCIA GERA EXECU-
ÇÃO FISCAL

O (a) profissional inadimplente que já foi inscrito em Dívida Ativa da União e não atendeu ao prazo concedido no Ofício Cir- cular nº 015/07 ou seja, não firmou acordo administrativo amigável (parcelamento de débitos), será cobrado judicialmente, por meio de ação de execução fiscal (maiores esclarecimentos sobre as questões judi- ciais poderão ser solicitados através do e-mail: jurí[email protected]).

3

ENDEREÇOS DESATUALIZADOS

É muito grande o número de carnês de anuidades que são devolvidos, anualmen- te, pelo correio, por motivo de endereço

desatualizado. Além dos custos que o Re- gional têm, o profissional também perde, deixando de receber as revistas e outras correspondências de seu interesse, além de se tornar inadimplente e estar irregular junto ao Conselho. Avise o seu colega de trabalho que estiver nesta situação, para que entre em contato com o setor de cadastro através do tele- fone: (11) 2189-5426 com Rodrigo ou e- mail: [email protected] e solicite a atualização do seu respectivo endereço.

4

BAIXA DE REGISTRO DE PESSOA
FÍSICA

O Regional está sempre alertando que é de inteira responsabilidade do(a) pro- fissional que não estiver atuando na área, por quaisquer razões, requerer a baixa do seu registro profissional (pedido formal, acompanhado da documentação necessá- ria). Se o pedido de baixa for requerido entre os meses de janeiro a junho/2008, será cobrada a anuidade proporcional ao mês da solicitação de baixa e, a partir de 1º de julho será devida a anuidade integral do exercício de 2008. Eventuais débitos pendentes poderão ser parcelados mediante acordo amigável e, neste caso, o registro permanecerá sus- penso até que haja a sua total quitação, ocasião em que ocorrerá a análise da con- cessão de baixa defi nitiva do registro em Reunião Plenária do Corpo de Conselhei- ros do CRTR/SP.

5

O CERTIFICADO DE REGISTRO
DE PESSOA JURÍDICA DEVE SER
RENOVADO ANUALMENTE

O CRPJ se refere ao exercício fi scal (janeiro a dezembro), devendo ser re- novado anualmente e afi xado em lugar visível no local em que a empresa preste serviços. É importante ter conhecimento das infor- mações a seguir:

  • (^) Em dezembro/2007, o Regional, a exemplo dos anos anteriores, enviou os boletos correspondentes à Taxa de Expedição do CRPJ, com vencimen- to em 10/01/2008 e validade até 30/04/2008; igualmente, foram re- metidos, pelo CONTER, os carnês de anuidade de pessoa jurídica;
  • Após 10/01/2008, 10/02/2008 e 10/03/2008, respectivamente, o re- gional procederá ao levantamento das anuidades de 2008 que foram efetiva- mente quitadas, bem como dos boletos da taxa de expedição e emitirá os CR- PJs de 2008, com vigência até 30 de março de 2008; O CRPJ de 2008 será remetido pelo correio, após constatada a quitação da anuidade de PJ e da taxa, bem como da regularidade da empresa junto a este órgão (inclusive anuidades de exercí- cios anteriores);
  • Quando existir pendência de anuidade (s) ou de documentação da PJ ou de sócios, o responsável técnico, deverá, primeiramente, saná-la(s) e, somente então, o referido CRPJ será enviado pelo correio; Na ocasião, a empresa que estiver irre- gular com relação ao CRPJ do exercício de 2008 e vier a solicitar alteração con- tratual, terá o seu processo paralisado até que ocorra a sua regularidade.

nal dos Técnicos em Radiologia da 5ª Re- gião – São Paulo, José Paixão de Novaes. O presidente do SINTTARAD-RPR, Marcelino Silvestre dos Santos, diz que “em todos os níveis de estrutura deve existir um traba- lho em harmonia, defi nindo atribuições de cada órgão de acordo com as necessi- dades da categoria”, para que conselhos, associações e sindicatos possam agir com competência de forma plena, para que os direitos dos técnicos, tecnólogos e auxilia- res de radiologia prevaleçam, conquista- dos com anos de lutas.

SINTTARAD-RPR vai realizar o curso de Auxiliar de Radiologia para a cidade de Ri- beirão Preto e Região. Quem se interessar pelo curso, entre em contato no telefone do sindicato: (16) 3904-8920. De início serão 30 vagas. E neste ano vamos realizar o II Congresso Tecnológico de Radiologia, aguardem. Técnicos, Tecnólogos e Auxi- liares de radiologia venham fazer parte na luta pelo avanço de nossa profissão. Um abraço a todos os profissionais. Diretor Presidente: Marcelino Silvestre dos Santos

SINTTARAD

R: Visconde de Inhaúma, 868 – Centro Ribeirão Preto – SP - CEP: 14010- Tel: (16) 3904-8920 / 3636-6754 / 3011- e-mail: [email protected] Diretor Presidente: Marcelino Silvestre dos Santos

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EVENTOS

I Encontro de Técnicos, Tecnólogos

e Auxiliares em Radiologia do

Vale do Ribeira

Inauguração da

Delegacia de

Bauru e Região

I Network de Radiologia do Sinttarcre

Sindicato dos Técnicos, Tecnólogos e

Auxiliares em Radiologia de Campinas e

Região

DELEGACIA DE

RIBEIRÃO PRETO

DELEGACIA DE

CAMPINAS

No dia 15 de março de 2008, o CRTR-SP estará realizando o I Encon- tro de Técnicos, Tecnólogos e Auxiliares em Radiologia do Vale do Ribeira, no Auditório Consaude do Hospital Regional de Pariquera- Açu, na Rua Expedicionários, 140 – Centro – Pariquera-Açu – SP. Os temas abordados serão: Radiologia Digital, Mamografia, Tomo- grafia Computadorizada, Ressonância Nuclear Magnética, Raios-X

de Politraumatizados e Mercado de Trabalho. As palestras serão ministradas por professores, técnicos e tecnólogos, profissionais com ampla experiência em cada uma das áreas. Mais informações através dos telefones: (15) 8112-0199 (19) 8157-1222 ou pelo e-mail: [email protected] / [email protected].

No dia 7 de junho de 2008, o Sinttarcre e o CRTR-SP estarão re- alizando o I Network de Radiologia do Sinttarcre – Sindicato dos Técnicos, Tecnólogos e Auxiliares em Radiologia de Campinas e Região. Os temas abordados serão: Diferença entre Conselho e Sindicato,

Radiologia Digital, Radiologia Industrial, Radiologia Odontológi- ca, Radiologia Veterinária e Princípios Básicos de Radiologia para Concurso. Mais informações através do telefone do Sinttarcre : (19) 3871- 1427 ou pelo e-mail: [email protected].

As informações poderão ser obtidas através do telefone: (16) 3610- Av. Santa Luzia, 95 - Jd. Sumaré - Ribeirão Preto SP - CEP: 14025- Horário de Atendimento: das 9:30 às 16:30 horas. e-mail: [email protected]

As informações poderão ser obtidas através do telefone: (19) 3231- Av. Andrade Neves, 784 – conjunto 5 B – 5º andar - Edifício São Camilo - Campinas - SP. Horário de Atendimento: das 9:00 às 16:00 horas. e-mail: [email protected]

O Conselho Regional de Técnicos em Radiologia de São Paulo tem a honra de convidá-lo para a Inauguração da Delegacia deste Conselho, na cidade de Bauru, a realizar-se no dia 8 de março de 2008, das 10:00 às 12:00, sito na R: Antonio Alves, quadra 16 - nº 26 Centro – Bauru - SP.