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rotaçao de quadril, Notas de estudo de Fisioterapia

movimento de rotaçao de quadril seguindo as tecnicas do ballet classico

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 24/02/2011

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natalia-azevedo-1 🇧🇷

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E.J.A. GÓIS, L.A.M. CUNHA & R. KLASSEN
20 Rev Bras Ortop _ Vol. 33, Nº 1 – Janeiro, 1998
Influência da prática do balé nas rotações dos quadris
Estudo realizado em crianças e adolescentes
na faixa etária de 6 a 17 anos
EVANDRO JOSÉ ÁGUILA GÓIS1, LUIZ ANTÔNIO MUNHOZ DA CUNHA2, RALF KLASSEN3
1. Méd. Resid. do Hosp. de Clín. da Univ. Fed. do Paraná (R3).
2. Chefe do Grupo de Ortop. Pediátr. do Hosp. de Clín. da Univ. Fed. do
Paraná.
3. Méd. Resid. do Hosp. de Clín. da Univ. Fed. do Paraná (R2).
Endereço para correspondência: L.A.M. Cunha, Rua Buenos Aires, 1.020 –
80250-070 – Curitiba, PR.
RESUMO
Com o objetivo de determinar a influência da prática
do balé nas rotações internas e externas do quadril, fo-
ram examinadas 190 bailarinas em diferentes faixas etá-
rias e níveis de especialização e comparadas com um gru-
po-controle de 208 meninas. As bailarinas e o grupo-con-
trole foram avaliados pelo mesmo examinador, utilizando
um goniômetro especial. Elas foram também agrupadas
de acordo com a faixa etária em: grupo 1 (6 a 8 anos);
grupo 2 (9 a 11 anos); grupo 3 (12 a 14 anos) e grupo 4 (15
a 17 anos). Foi realizada a análise estatística pelo teste t
de Student, comparando-se as diferentes faixas etárias
entre si e com o grupo-controle. Observou-se que o tempo
de prática do balé aumenta a rotação externa e diminui a
rotação interna do quadril, exceto quando comparadas
as rotações externas dos grupos 2 e 3 (p > 0,05). Na com-
paração com o grupo-controle observou-se que as baila-
rinas apresentam rotações externas maiores e rotações in-
ternas menores, exceto na comparação com o grupo 1, no
qual as rotações externas são semelhantes (p > 0,05). A
prática do balé, com método, aumenta as rotações exter-
nas e diminui as rotações internas do quadril. Os autores
sugerem que essas alterações podem estar relacionadas
às adaptações das partes moles do quadril tais como: cáp-
sula, ligamentos e musculatura rotadora.
Unitermos Balé; rotação interna; rotação externa; partes moles
SUMMARY
Influence of ballet dancing in the rotation of the hip joint.
Study in children and adolescents (6 to 17 years old)
In order to evaluate the influence of ballet dancing in the
range of internal and external rotation of the hip joint, the
authors examined 190 classical ballet dancers, at different
ages and dancing levels, and compared to a group of 208
girls. The rotation was clinically measured with a goniome-
ter device by the same examiner. The dancers and the control
group were divided into four groups: group 1 (6 to 8 years
old); group 2 (9 to 11 years old); group 3 (12 to 14 years old)
and group 4 (15 to 17 years old). Student “t” test was used
for statistical analysis. Classical ballet dancers were observed
to have their external rotation increased and internal rota-
tion decreased after some time of practice, except for groups
2 and 3 (p > 0.05). Dancers were also observed to have an
increased external rotation and a decreased internal rota-
tion in all groups, except for group 1 (p > 0.05), when com-
pared to the control group. External rotation increase and
internal rotation decrease of the hip joint are related to the
practice of classical ballet dancing. The authors suggest that
the alterations of the movements of the hip joint are related
to the modification of soft tissues (capsule, ligaments and
musculature).
Key words Ballet; internal rotation; external rotation; soft tis-
sues
INTRODUÇÃO
É comum no consultório do ortopedista a alteração da
marcha, na qual as crianças apresentam a ponta dos pés vol-
tada para dentro. Isso produz um defeito cosmético que preo-
cupa os pais, principalmente pela possibilidade de seqüelas
futuras.
A causa mais freqüente de rotação interna dos membros
inferiores está relacionada ao aumento da anteversão do colo
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E.J.A. GÓIS, L.A.M. CUNHA & R. KLASSEN

Influência da prática do balé nas rotações dos quadris

Estudo realizado em crianças e adolescentes

na faixa etária de 6 a 17 anos

E VANDRO J OSÉ ÁGUILA G ÓIS 1 , L UIZ ANTÔNIO M UNHOZ DA CUNHA^2 , RALF KLASSEN 3

  1. Méd. Resid. do Hosp. de Clín. da Univ. Fed. do Paraná (R3).
  2. Chefe do Grupo de Ortop. Pediátr. do Hosp. de Clín. da Univ. Fed. do Paraná.
  3. Méd. Resid. do Hosp. de Clín. da Univ. Fed. do Paraná (R2).

Endereço para correspondência: L.A.M. Cunha, Rua Buenos Aires, 1.020 – 80250-070 – Curitiba, PR.

RESUMO

Com o objetivo de determinar a influência da prática

do balé nas rotações internas e externas do quadril, fo-

ram examinadas 190 bailarinas em diferentes faixas etá-

rias e níveis de especialização e comparadas com um gru-

po-controle de 208 meninas. As bailarinas e o grupo-con-

trole foram avaliados pelo mesmo examinador, utilizando

um goniômetro especial. Elas foram também agrupadas

de acordo com a faixa etária em: grupo 1 (6 a 8 anos);

grupo 2 (9 a 11 anos); grupo 3 (12 a 14 anos) e grupo 4 (

a 17 anos). Foi realizada a análise estatística pelo teste t

de Student, comparando-se as diferentes faixas etárias

entre si e com o grupo-controle. Observou-se que o tempo

de prática do balé aumenta a rotação externa e diminui a

rotação interna do quadril, exceto quando comparadas

as rotações externas dos grupos 2 e 3 (p > 0,05). Na com-

paração com o grupo-controle observou-se que as baila-

rinas apresentam rotações externas maiores e rotações in-

ternas menores, exceto na comparação com o grupo 1, no

qual as rotações externas são semelhantes (p > 0,05). A

prática do balé, com método, aumenta as rotações exter-

nas e diminui as rotações internas do quadril. Os autores

sugerem que essas alterações podem estar relacionadas

às adaptações das partes moles do quadril tais como: cáp-

sula, ligamentos e musculatura rotadora.

Unitermos – Balé; rotação interna; rotação externa; partes moles

SUMMARY

Influence of ballet dancing in the rotation of the hip joint.

Study in children and adolescents (6 to 17 years old)

In order to evaluate the influence of ballet dancing in the

range of internal and external rotation of the hip joint, the

authors examined 190 classical ballet dancers, at different

ages and dancing levels, and compared to a group of 208

girls. The rotation was clinically measured with a goniome-

ter device by the same examiner. The dancers and the control

group were divided into four groups: group 1 (6 to 8 years

old); group 2 (9 to 11 years old); group 3 (12 to 14 years old)

and group 4 (15 to 17 years old). Student “t” test was used

for statistical analysis. Classical ballet dancers were observed

to have their external rotation increased and internal rota-

tion decreased after some time of practice, except for groups

2 and 3 (p > 0.05). Dancers were also observed to have an

increased external rotation and a decreased internal rota-

tion in all groups, except for group 1 (p > 0.05), when com-

pared to the control group. External rotation increase and

internal rotation decrease of the hip joint are related to the

practice of classical ballet dancing. The authors suggest that

the alterations of the movements of the hip joint are related

to the modification of soft tissues (capsule, ligaments and

musculature).

Key words – Ballet; internal rotation; external rotation; soft tis-

sues

INTRODUÇÃO

É comum no consultório do ortopedista a alteração da

marcha, na qual as crianças apresentam a ponta dos pés vol-

tada para dentro. Isso produz um defeito cosmético que preo-

cupa os pais, principalmente pela possibilidade de seqüelas

futuras.

A causa mais freqüente de rotação interna dos membros

inferiores está relacionada ao aumento da anteversão do colo

INFLUÊNCIA DA PRÁTICA DO BALÉ NAS ROTAÇÕES DOS QUADRIS

femoral (4,11)^ que, na maioria das vezes, está dentro dos limi-

tes da normalidade (3,4,8,9,11,14-17).

O tratamento das deformidades em rotação interna com

órteses ou exercícios físicos regulares não encontra na lite-

ratura embasamento que comprove sua eficácia para reduzir

os valores do ângulo de anteversão do colo femoral(6)^. Mes-

mo assim, alguns profissionais indicam a prática da dança

como “terapêutica” dessa deformidade, baseados simplesmen-

te no fato de bailarinas andarem em rotação externa.

O objetivo deste estudo é demonstrar a influência da prá-

tica do balé clássico, em diferentes faixas etárias e níveis de

aprendizado, nos movimentos de rotações dos quadris.

METODOLOGIA

Foram avaliadas a rotação interna e externa dos quadris de

190 alunas de balé clássico de uma renomada escola estatal,

com idades entre 6 e 17 anos e em diferentes níveis de apren-

dizado.

QUADRO 1

Curso Horas/semana

Iniciação 1, Preparatório 4 Básico I 6 Básico II 8 Intermediário I 8 Intermediário II 10 Adiantado I 10 Adiantado II 12 Aperfeiçoamento 12

Nessa escola, a idade mínima do aluno para iniciar seus

estudos é de 6 anos. As mudanças de nível ocorrem, após as

devidas avaliações teórico-práticas, exceto para o aperfei-

çoamento, que não tem duração determinada.

O tempo de prática semanal da dança modifica-se de acor-

do com o nível de especialização, conforme o quadro 1.

O exame das rotações do quadril foi realizado sempre pelo

mesmo examinador, utilizando-se um goniômetro especial-

mente desenvolvido para esse fim (figs. 1 e 2).

As medidas obtidas foram comparadas com as de grupo-

controle de 208 meninas, não praticamentes de balé, distri-

buídas na mesma faixa etária e pertencentes a uma escola

pública com as mesmas características socioeconômicas do

grupo de bailarinas.

O exame das rotações dos quadris foi realizado com as

alunas em decúbito ventral com os quadris em extensão e os

joelhos em flexão de 90º sobre a placa menor, sendo a perna

do membro examinado apoiada ao longo da placa maior. A

rotação interna (RI) e a externa (RE) dos quadris foram men-

suradas com o goniômetro adaptado ao respectivo lado da

placa.

As alunas do curso de balé e as do grupo-controle foram

divididas em quatro faixas etárias descritas na tabela 1. A

distribuição das alunas de dança e das alunas do grupo-con-

Fig. 1 – Detalhe do goniômetro

Fig. 2 O aparelho consiste de duas placas de polipropileno, uma delas medindo 30 x 30cm e a outra, 30 x 60cm, unidas por uma dobradiça; nas bordas das placas adapta-se um goniômetro, de modo a impedir a distorção do centro de rotação.

INFLUÊNCIA DA PRÁTICA DO BALÉ NAS ROTAÇÕES DOS QUADRIS

TABELA 7

Avaliação das médias das rotações do quadril entre os grupos de bailarinas e o grupo-controle na faixa etária de 6-8 anos (grupo 1)

Grupo Média DP

RE* Bailarinas 57,95 09, Controle 57,38 09, RI Bailarinas 60,50 10, Controle 67,58 09,

  • p < 0,
  • p > 0, DP – desvio-padrão

TABELA 8

Avaliação das médias das rotações do quadril entre os grupos bailarinas e controle no grupo etário 2

Grupo Média DP

RE Bailarinas 64,33 11, Controle 55,28 09, RI Bailarinas 57,07 08, Controle 63,12 09,

p < 0, DP – desvio-padrão

TABELA 9

Avaliação das médias das rotações do quadril entre os grupos bailarinas e controle no grupo etário 3

Grupo Média DP

RE Bailarinas 65,78 13, Controle 61,22 10, RI Bailarinas 53,43 7, Controle 59,92 7,

p < 0, DP – desvio-padrão

TABELA 10

Avaliação das médias das rotações do quadril entre os grupos bailarinas e controle no grupo etário 4

Grupo Média DP

RE Bailarinas 71,69 11, Controle 58,22 10, RI Bailarinas 49,86 7, Controle 61,10 9,

p < 0, DP – desvio-padrão

mudanças estatisticamente significativas das rotações inter-

nas.

A avaliação das rotações no grupo 2 mostra RE maior e RI

menor no grupo das bailarinas quando comparadas com o

grupo-controle.

Na comparação entre as bailarinas e o grupo-controle per-

sistem RE maior e RI menor para as bailarinas.

No grupo 4, a diferença entre os valores da RE e RI está

aumentada, com RE maior e RI menor para o grupo das bai-

larinas.

DISCUSSÃO

As cinco posições básicas do balé(10,13)^ (fig. 3) exigem ro-

tação externa importante dos membros inferiores. É consi-

derada ideal a rotação externa de 90º.

No século XVII o balé iniciava sua participação em pal-

cos elevados, onde os espectadores ficavam à frente dos dan-

çarinos, ao contrário dos antigos espaços cênicos em forma

de arena, onde havia, então, a necessidade de o bailarino

posicionar-se sempre de frente para o público, mesmo quan-

do se deslocava de um lado para o outro. A solução foi a

posição em RE dos membros inferiores. Pierre Beauchamp

então descreveu em 1700 as cinco posições básicas em RE

que vigoram até hoje no balé clássico(12).

A articulação do quadril é do tipo esférico, revestida por

uma cápsula articular e por ligamentos como: o iliofemoral

e ligamentos acessórios (ligamentos pubofemoral e isquio-

femoral) (5)^. A cápsula é mais espessa nas regiões proximal e

Fig. 3

E.J.A. GÓIS, L.A.M. CUNHA & R. KLASSEN

anterior da articulação, onde é solicitada maior resistência,

principalmente nos movimentos de rotação externa, quando

existe maior tensão. A cápsula posterior é delgada e frouxa,

não opondo resistência à RI, sendo a musculatura rotadora

externa do quadril o principal elemento que restringe a RI.

O grau de anteversão do colo femoral não é alterado por

exercícios físicos ou órteses (1,6). Bauman et al. (1)^ comprova-

ram que, apesar da redução progressiva da rotação interna e

aumento progressivo da rotação externa, não houve modifi-

cação do ângulo de anteversão femoral. Porém, existem es-

truturas articulares que podem ser modificadas e alterar a

amplitude de movimento da articulação do quadril, tais como:

cápsula, ligamentos e musculatura (2,7).

Nosso estudo comprova que nas bailarinas de menor faixa

etária (grupo 1) existe diminuição da rotação interna em re-

lação ao grupo-controle e isto pode estar relacionado ao for-

talecimento da musculatura posterior (rotadores externos).

Nessa mesma faixa etária a rotação externa não está alterada

porque o tempo de alongamento das estruturas anteriores pode

não ter sido suficiente para modificar a amplitude desse mo-

vimento.

O aumento da RE mostrado nas tabelas 4-6 pode ser con-

siderado como conseqüência do alongamento da cápsula ar-

ticular anterior e do ligamento iliofemoral, como já descrito

por Bauman et al. (1)^.

A rotação interna sofre redução progressiva com a idade,

tanto no grupo de bailarinas como no grupo-controle, o que

concorda com as observações de Bauman et al. (1)^ e Sven-

ningsen et al. (16).

Nas dançarinas a relação entre a RE e a RI, provavelmen-

te, está ligada aos elementos anatômicos que restringem as

respectivas rotações (1,2,7). O ganho da RE é feito à custa do

alongamento da cápsula anterior e do ligamento iliofemoral,

sendo também acompanhado por fortalecimento da muscu-

latura rotadora externa, que é o principal elemento limitador

da RI. Podemos esperar, então, redução da RI quando há for-

talecimento da musculatura rotadora externa.

As diferenças dos valores entre bailarinas e grupo-contro-

le devem estar relacionadas às partes moles (1,2,7). Outro fator

a ser considerado é que as bailarinas de nossa série podem

estar naturalmente selecionadas por uma predisposição à ro-

tação externa. Isso poderia explicar em parte a grande dife-

rença entre as rotações internas e externas das bailarinas e

do grupo-controle no grupo 4, no qual as bailarinas em nível

de aperfeiçoamento devem, inclusive, ter aptidão natural para

a dança.

Portanto, nosso estudo demonstra que o balé clássico pra-

ticado por esse método pode levar a alterações progressivas

dos movimentos rotacionais das articulações coxofemorais,

ou seja, aumento da rotação externa e diminuição da rotação

interna. A comparação dos movimentos rotacionais dos qua-

dris de bailarinas com o grupo-controle demonstra que essas

rotações são significativamente diferentes. As bailarinas apre-

sentam rotações internas menores e rotações externas maio-

res. Nos primeiros anos de balé não existe modificação sig-

nificativa das rotações externas dos quadris.

REFERÊNCIAS

  1. Bauman, P.A., Singson, R. & Hamilton, W.G.: Femoral neck antever- sion in ballerinas. Clin Orthop 302: 57-63, 1994.
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  12. Murphy, S.B., Simon, S.R., Kijewski, P.K. et al: Femoral anteversion. J Bone Joint Surg [Am] 69: 1169-1176, 1987.
  13. Oliveira, E.J.: Alterações nas fases da marcha causadas pela posição permanente em “en dehors” na bailarina clássica , Trabalho monográ- fico da Faculdade de Reabilitação de Tuiuti.
  14. Primeros pasos en ballet clasico , Barcelona, Paramón, 1985. Cap. 1, p. 1-14.
  15. Staheli, L.T.: Intoeing in children. Prim Care 5: 97-110, 1978.
  16. Staheli, L.T.: Torsional deformity. Pediatr Clin North Am 24: 799-811,
  17. Svenningsen, S., Terjesen, T., Auflem, M. et al: Hip rotation and in-toe- ing gait. A study of normal subjects from four years until adult age. Clin Orthop 251: 177-182, 1990.
  18. Tachdjian, M.O.: “Deformidades torcionais (ou rotacionais) dos mem- bros inferiores”, in Ortopedia pediátrica , São Paulo, Editora Manole,
  19. Cap. 7, p. 2807-2836.