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Saber eletrônica 445, Notas de estudo de Eletrônica

Saber eletrônica 445

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 13/01/2013

ze-das-couves-7
ze-das-couves-7 🇧🇷

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www.mecatronicadegaragem.blogspot.com
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4 I SABER ELETRÔNICA 445 I Fevereiro 2010

índice

Editorial

Seção do Leitor

Acontece

Opinião

03

06

08

65

Instituto Monitor ............................................................... 5 Tyco ..................................................................................... 7 ALV ....................................................................................... 13

Tato ..................................................................................... 13 Globtek .............................................................................. 33 Duodigit .............................................................................. 39

Microchip .................................................................... 2ª capa IR .................................................................................. 3ª capa Cyka ............................................................................. 4ª capa

Índice de anunciantes

17

30

42

Tecnologias

12 EMR Technology (Eletro-Magnetic Resonance)

Circuitos Práticos

14 10 Osciladores CMOS

Projetos

17 Display de senhas com o Arduíno

Desenvolvimento

20 Drivers de LEDs

26 LTSpice Simulação – Filtros

Instrumentação

30 Cinco Dicas para Redução de Ruído nas

Medições

34 Erros de Medidas em Multímetros Digitais

36 Medições de Campos Eletromagnéticos

causados por sistemas de transmissão

Sensores

40 Sensor de Temperatura Isolado

42 Curso sobre Sensores

Microcontrolador

51 Tambor Eletrônico

Componentes

54 Técnicas de Extração de Circuitos Integrados

57 Curso Rápido de Retrabalho Manual em

Componentes Montados em Superfície (SMD) –

Parte 3

61 O Transistor 2N

 I SABER ELETRÔNICA 445 I Fevereiro 2010

acontece

Curtas

De olho no crescente mercado

de substituição de telefones

móveis antigos por modelos

mais equipados, a fabricante do

BlackBerry, Research in Motion

(RIM), vai iniciar no Brasil sua

primeira produção de aparelhos

na América Latina fora do

México, após fechar acordo com a

Flextronics.

O copresidente-executivo da

Research in Motion, Jim Basillie,

em visita ao Brasil, anunciou no

início de março a produção com a

fabricante terceirizada Flextronics,

em São Paulo. Inicialmente

produzirá um modelo, o Curve

8520, voltado para usuários

iniciantes e jovens interessados

por redes sociais, como twitter,

facebook, orkut, myspace etc.

Em entrevista à Reuters, Basillie

afirmou que a empresa está

avaliando mais modelos para

produção no país, onde até agora

apenas aparelhos importados da

marca são vendidos sob incidência

de custos de importação.

A empresa japonesa de robótica,

Cyberdyne, criou uma perna artificial

ortopédica, capaz de movimentar-se

a partir das ordens recebedidas pelos

sinais do cérebro, o que permite ao

usuário caminhar de forma natural,

sem a ajuda de muletas.

A tecnologia utilizada é a mesma do

revolucionário traje-robô batizado

como HAL, apresentado em 2008. O

sistema da perna tem sensores que

podem ler os sinais enviados pelo

cérebro. Quando os sensores detec-

tam as ordens de movimento à perna,

os pequenos motores instalados na

extremidade artificial movimentam de

forma automática os mecanismos do

tornozelo e joelho.

A empresa pretende aplicar os mesmos

princípios robóticos para fabricar

braços artificiais com fins ortopé-

dicos. Até o momento, o principal

produto da companhia era o “HAL”,

uma espécie de armadura cibernética

que aumenta as capacidades físicas do

corpo humano e é recomendado a

idosos e a pacientes com problemas

musculares ou incapacidades físicas.

Produção verde-amarela Perna ortopédica

A Texas Instruments (TI), lançou a linha

de microcontroladores MSP430 Value

Line, que oferece consumo baixo de

corrente pelo preço de microcontrola-

dores de 8 bits.

Os novos microcontroladores têm

suporte das ferramentas MS430, sof-

tware grátis e ampla rede de suporte

de parceiros, possibilitando tempo

menor para chegada ao mercado por

toda uma gama de aplicações sensíveis

a custo, incluindo aplicações de segu-

rança e sensores sensíveis ao toque.

A linha Value Line assegura que projetis-

tas que utilizam microcontroladores 8

bits não precisarão sacrificar a eficiência

de energia, escalabilidade por causa de

preços ou desempenho.

Os microcontroladores MSP430G2xx

possuem código compatível com toda

a plataforma dos microcontroladores

MSP430, permitindo fácil migração de

código e upgrade para dispositivos mais

avançados, de acordo com a evoluação

das necessidades da aplicação.

Para informações sobre disponibilidade

e preço do produto, entrem no site

www.ti.com

Microcontroladores

O balanço divulgado no mês de fe-

vereiro na Suécia mostra que 2009,

ano da crise econômica global, foi

de crescimento para a Axis Com-

munications. A fabricante sueca

de câmeras de monitoramento,

decodificadores e outros equipa-

mentos de vídeo IP obteve, no ano

passado, 2,301 bilhões de coroas

suecas, ou 317 milhões de dólares

de receita em vendas líquidas, 17%

a mais que em 2008.

Esta expansão é resultado do bom

desempenho das vendas do con-

tinente americano, trazendo para

a empresa números positivos.

Américas puxam crescimento de vendas da Axis

Nas Américas, as vendas líquidas

atingiram 1,085 bilhão de coroas

suecas (145 milhões de dólares),

27% maior na comparação com o

ano anterior.

“E todos esses sistemas de vigilân-

cia, em grande parte graças à Axis,

estão abandonando as plataformas

analógicas e abraçando o vídeo IP,

ou já nascem mesmo totalmente

dedicados ao vídeo em rede”, con-

clui a diretora.

A fabricante aumentou também

os investimentos em pesquisa

e desenvolvimento. Em 2009, a

receita para o setor chegou a 332,

milhões de coroas suecas (45,7 mi-

lhões de dólares), valor 24% maior

que 2008.

“Para manter nosso market share

(33,5% do mercado global de

câmeras IP, de longe o maior do

mundo) e nossa liderança de mer-

cado, assim como assegurar nossa

competitividade, a Axis continuará

seu foco em lançamento de produ-

tos inovadores para vídeo em rede,

ampliará as parcerias com desen-

volvedores de software e outros

fabricantes e manterá a ampliação

da equipe”, explica Ray Mauritsson,

CEO da companhia.

10 I SABER ELETRÔNICA 445 I Fevereiro 2010

acontece

Produtos

Analisador PXA de Sinais

Este analisador de sinais PXA N9030A

da Agilent é o membro de mais alta

performance da série X de analisa-

dores de sinais, sendo o substituto

ideal para os equipamentos equivalen-

tes atuais. O instrumento pode cobrir

frequências que alcançam 26,5 GHz e

apresenta flexibilidade para o presente

e para o futuro através de capacidades

operacionais de medida e de expansão

de hardware.

Dentre as aplicações para este equi-

pamento estão as que envolvem

tecnologia aeroespacial, defesa, comu-

nicações comerciais e outras. A sua

linguagem de comunicação compatível

com outras tecnologias possibilita seu

interfaceamento com analisadores

de espectro tanto da própria Agilent

quanto da HP.

Destaca-se ainda neste aparelho sua

performance, que reduz as incertezas

das medidas e revela detalhes de sinais

em níveis a partir de 75 dB de faixa

dinâmica livre de espúrios, numa faixa

de 140 MHz de largura. Especificações

adicionais incluem um ruído de fase de

-128 dBc/Hz em 10 kHz de offset

(1 Ghz), precisão absoluta de amplitude

de +/- 0,19 dB e sensibilidade de -

dBm apresentada com nível médio de

ruído (DANL) em 2 GHz.

Os novos instrumentos estão disponíveis

em quatro faixas de frequências:

  • N9030A-503, cobrindo de 3 Hz a 3,

GHz;

  • N9030A-508, cobrindo de 3 Hz a 8,

GHz;

  • N9030A-513, cobrindo de 3 Hz a 13,

GHz;

  • N9030A-525, cobrindo de 3 Hz a 26,

GHz.

N9030A – Analisador PXA de Sinais, da Agilent.

LEDs com a maior luminosidade do mercado

A Belmetal se consolida no

segmento de comunicação

visual e lança novas soluções em

LEDs, alternativa de iluminação

que tem crescido em todo o

mundo principalmente pela sua

particularidade de economizar até

90% a mais de energia em relação

a uma lâmpada comum, não emitir

calor e ter uma duração de 20 a 30

vezes maior.

De olho neste mercado, a Belmetal

traz uma linha de produtos para

este setor. “Há uma grande

expectativa de crescimento do

mercado de LEDs no Brasil.

Acredito que aqui o produto

ainda esteja começando a ser

descoberto”, explica Victor

Figueiredo, Supervisor Nacional de

Produtos da Belmetal.

Os LEDs da Belmetal têm uma

luminosidade acima da média de

mercado, com mais pontos por

metro – 30 por metro. No mercado

a média é de 20 pontos por metro.

O custo-benefício da iluminação

por LEDs também é bastante

atrativo para o consumidor. “Em

alguns projetos o LEDSIGN, como

é conhecido, fica mais barato que

o próprio néon”, afirma o supervisor.

Além deste produto, a Belmetal traz

ao consumidor uma consultoria

técnica com profissionais

especializados em suas 11 filiais

espalhadas pelo Brasil além da sua

matriz corporativa em São Paulo,

que dão ao cliente a solução ideal

para cada projeto.

A aplicação dos LEDs pode ser

bastante variada, e tem sido usada

principalmente com objetivos de

comunicação corporativa. “Nosso

foco será atender especificamente

empresas fabricantes de luminosos e

Letra Caixa, assim como especificar

e homologar o produto em grandes

corporações”, diz Victor Figueiredo.

O produto está disponível na Belmetal

nas cores verde, vermelho, azul,

branco frio e branco quente, e tem

uma garantia de 80.000 horas, além

de ser a prova d’água.

Fevereiro 2010 I SABER ELETRÔNICA 445 I 13

tecnologias

Sem baterias ou fios, temos uma caneta

bem mais leve e fácil de manusear, sem a ne-

cessidade da troca da bateria, que envolveria

a abertura da caneta para tal. A caneta tem

um circuito ressonador (LC), que responde

refletindo o próprio campo, induzindo as

bobinas que estão colocadas abaixo do LCD

da tablet, observe isto na figura 2.

O circuito LC que compõe a caneta é

simplesmente um indutor ligado em para-

lelo a um capacitor, tornando-se assim um

filtro que elimina determinadas faixas. Desta

forma, quanto maior a indutância e menor a

capacitância maior é a faixa, o circuito LC é

apresentado na figura 3.

Abaixo dos sensores temos uma camada

adesiva e uma outra camada que é uma

blindagem. Esta blindagem tem como função

bloquear qualquer campo magnético gerado

por quaisquer agentes internos ou externos

ao sistema. Se não houvesse esta blindagem,

qualquer campo iria interferir nos sensores,

como se a caneta estivesse naquele lugar

onde o falso campo foi gerado.

Outros agentes podem gerar campos

magnéticos e poderiam interferir na leitura

dos dados, como por exemplo o dedo do usu-

ário ou simplesmente a borda metálica que

prende o display LCD ao conjunto da tablet,

porém o campo gerado por estes agentes é

de menor intensidade que a própria caneta.

Com este cenário em mente é possível

imaginar a quantidade de sensores utilizados

na matriz, devido a sua resolução, agora

pense no processamento necessário para

calcular todos estes sinais, além disso ima-

gine o recurso necessário para calcular a

distância e inclinação da caneta tendo como

base o campo induzido de cada sensor em

seus diversos níveis. Por isso um chip da fa-

mília W8001 foi desenvolvido, onde os sinais

analógicos são convertidos em digitais e é

através destes dados que o processamento

é feito. Como este processamento é execu-

tado pelo próprio circuito da tablet, pouco

sobra de trabalho para a CPU, podendo ser

instalados em computadores com processa-

dores de baixa performance.

F2. As camadas que compõem o display.

F3. Circuito LC.

E

14 I SABER ELETRÔNICA 445 I Fevereiro 2010

Circuitos Práticos

E

mbora a frequência máxima de ope- ração de um circuito lógico CMOS dependa da tensão de alimentação, se precisarmos gerar sinais que não excedam alguns megahertz, ele consiste na solução ideal pelo seu baixo custo, simpli- cidade e facilidade de configuração. Os circuitos dados a seguir podem ser usados nas aplicações em que se necessita de sinais retangulares de baixas e médias frequências, empregando circuitos inte- grados convencionais da família CMOS.

Oscilador com Porta NAND

4093 ou Inversor 40106

Nosso primeiro oscilador é o mais simples de todos, tendo sua frequência determinada pela rede RC. Essse circui- to, mostrado na figura 1 , gera um sinal retangular com aproximadamente 50% de ciclo ativo em frequências que podem passar de 1 MHz. O circuito integrado mais usado nesta aplicação é o 4093, mas funções inversoras disparadoras como as do 40106 também funcionam satisfatoriamente. O valor míni- mo de R esté em torno de 1 kohms e para C o valor mínimo recomendado é 100 pF. Podemos modificar esse circuito para operar com uma rede LC, gerando sinais de frequências mais altas, até uns 7 MHz com 10 V, seguindo a configuração apre- sentada na figura 2. Nas frequências mais altas o sinal de sa- ída já não será perfeitamente retangular.

Oscilador a Cristal

Na figura 3 temos uma forma de confi- gurar um inversor (NAND ou NOR) para gerar sinais com a frequência controlada por um cristal de quartzo.

Osciladores

10 CMOS

Funções lógicas CMOS podem

ser configuradas para resultar em

excelentes osciladores retangula-

res com frequências até uns 7 MHz.

Esses circuitos podem ser usados

como base para uma infinidade

de projetos que vão de geradores

de efeitos sonotos a clocks para

configurações lógicas.

Neste artigo, focalizamos 10

osciladores CMOS para o leitor

empregar em seus projetos

A frequência máxima deste circuito está em torno de 4 MHz, e o capacitor deve ser cerâmico. O sinal também é retangular, com pequena deformação nas frequências mais elevadas.

F1. Oscilador com Porta NAND.

F2. Oscilador p/ freq. mais altas.

F3. Oscilador com cristal de quartzo.

Newton C. Braga

16 I SABER ELETRÔNICA 445 I Fevereiro 2010

Circuitos Práticos

nentes indicados, gera sinais na faixa de áudio e a forma de onda é retangular. Outras funções CMOS que possam ser configuradas como inversores, funciona- rão perfeitamente nesse oscilador.

Oscilador com Três

Inversores

Maior estabilidade para a geração dos sinais pode ser conseguida com o oscila- dor ilustrado na figura 6. Os três inversores são de um circuito integrado 40106, mas outros circuitos integrados que possam ser empregados na mesma função servirão. O sinal de saída é retangular e a frequ- ência depende de R 1 e C 1. Para os valores indicados, o circuito gera sinais na faixa de áudio.

Oscilador sem

Componentes Externos

No oscilador exibido na figura 7 a frequência de operação depende do tem- po de propagação do sinal através das funções inversoras. Como esse tempo depende da tensão de alimentação, podemos controlar a fre- quência pelo potenciômetro de 10 k ohms que ajusta a tensão no circuito. O sinal gerado pode chegar a alguns megahertz e é rico em harmônicas, servin- do o oscilador como excelente gerador de sinais. Outras funções inversoras podem ser empregadas no mesmo circuito e o nú- mero de portas deve ser sempre ímpar.

Oscilador Disparado

Na figura 8 temos um circuito que en- tra em oscilação quando o pino de entrada for levado ao nível alto.

A frequência é determinada por R 1 e C 1. R 2 deve ser sempre maior do que 10 vezes o valor de R 1. Com os valores in- dicados, o circuito gera um sinal na faixa das audiofrequências. Outras funções que possam ser confi- guradas como inversor e controle podem ser empregadas. Por exemplo, podemos usar em lugar do 4069 o próprio 4011 como inversor. O sinal obtido na saída deste circuito é retangular com um ciclo ativo de apro- ximadamente 50%.

Oscilador com Portas NOR

Na figura 9 mostramos como obter um oscilador usando as portas NOR de um circuito integrado 4001. O sinal gerado é retangular e a sua frequência depende basicamente de C 1 e R 2. R 1 deve ser pelo menos 10 vezes maior que R 2.

Oscilador de

Frequência Variável

No circuito da figura 10 podemos ajustar a frequência do sinal gerado em um potenciômetro comum. A frequência gerada depende do ca- pacitor e para o valor indicado estará na faixa de áudio. Qualquer circuito integrado CMOS que possa ser configurado como inversor funcionará neste circuito.

Conclusão

Os circuitos que vimos são apenas alguns que podem ser usados como osciladores. Lembramos que a velocidade de operação dos circuitos CMOS depende

muito da sua tensão de alimentação. Assim, para uma alimentação de 5 V, um circuito alcança no máximo 3 MHz enquanto que alimentado com 15 V pode chegar a 8 MHz. A frequência máxima, em cada caso, depende do circuito integrado utiliza- do. Consulte os manuais em caso de dúvidas.

F7. Osciladopr sem com- ponentes externos.

F8. Oscilador disparado.

F9. Oscilador com 2 portas NOR.

F10. Oscilador de frequência varíavel.

E

Fevereiro 2010 I SABER ELETRÔNICA 445 I 17

Projetos

E

ste projeto não tem como finali- dade ser o produto final de um sistema de sequência de senhas, porém é um módulo simples que serve de base para as implementações mais sofisticadas. O sistema apresentado consiste em um display LCD de 2 x 16, um Arduíno (neste caso utilizamos o Tatuíno), uma matriz de contatos e alguns componentes. Não abordaremos neste artigo como se faz para instalar o compilador e como funciona o Arduíno, que já foi apresenta- do em artigos anteriores, e vamos direta- mente para a montagem do projeto. Para os leitores que desejam saber mais sobre o Arduíno, recomendo a leitura de artigos que se encontram no site www.sabere- letronica.com.br ou no site da própria equipe de desenvolvedores do Arduíno ( www.arduino.cc ).

A lógica do funcionamento

O sistema consiste em ligar o Arduíno, que ficará em loop até que o botão seja pressionado. Neste momento o display

Display de senhas

com o Arduíno

Este artigo mostra um módulo

que serve de base para a constru-

ção de um display LCD que exibe

na tela a próxima senha chama-

da, emitindo um sinal sonoro. Este

sistema já é muito utilizado em

bancos e clínicas, porém nesta

montagem utilizando o Arduíno

é possível mostrar o seu simples

funcionamento.

Renato Paiotti

que está exibindo “Saber Eletronica” na primeira linha e “Senha: 0” na segunda, emitirá um sinal sonoro pelo buzzer e exibirá “Senha: 1” na segunda linha. A cada toque no botão, uma senha subse- quente será chamada. A reinicialização do processo, ou seja, a volta à senha número “0” é feita pressionando-se o pino Reset do Arduíno.

O display

O display utilizado neste sistema foi um de 2 linhas por 16 caracteres. Este tipo de display possui alguns pinos de contato externo, mas os dados são passa- dos pelos pinos D0 a D7. Iremos usar os pinos D4 a D7, porém não precisaremos nos preocupar como e o que deveremos passar através destes pinos para apre- sentar os dados, isso porque na hora de compilarmos o código-fonte, estaremos adicionando uma biblioteca chamada LiquidCrystal.h, que faz todo o trabalho de pegar a frase que digitamos (ou as variáveis que desejamos apresentar no display) e exibi-las.

Fevereiro 2010 I SABER ELETRÔNICA 445 I 19

gundos, pois o clique no botão leva mais de 1 milissegundo, e sem esta pausa um clique no botão executa- ria diversas vezes a condição “if”. Depois do delay, encontramos outra condição que é o “for (int i=0; i<=10; i++)”, e esta condição irá executar 10 vezes as linhas ani- nhadas a ele. Dentro deste comando “for” temos o comando “analogWrite(sirene, 50),” este último tem como função enviar um sinal elétrico de forma analógica para o pino “sirene”, esta saída analógica está na faixa de 0 a 255, onde 255 é a corrente máxima e 0 a interrupção dela. Logo abaixo desta função temos um pequeno delay que deixará a saída do pino “sirene” em 50 por um tempo, até o momento em que a mesma função “analogWrite(sirene,0)” seja cha- mada novamente, porém como a saída analógica está setada em zero o sinal é interrompido. Este sinal fica interrompido por um outro delay de 20 milissegundos. É desta forma, alternando estes estados do pino “sirene”, que mudamos o tom e o tempo do buzzer. No final da condição “if” pegamos a variável “contador” e adiciona- mos mais 1 a ela (contador++), e por fim enviamos ao display. É fácil notar que todo o código apre- sentado se divide em três etapas, onde na primeira delas temos as inclusões da biblioteca e a criação das variáveis, na segunda temos a função “setup()” onde setamos os pinos como entrada e saída, e na terceira a função “loop()” onde o código escrito dentro dele ficará rodando infinitamente até algo o interromper. Se não existisse a possibilidade de inse- rir a biblioteca LiquidCrystal.h no código, teríamos um código-fonte bem extenso, tratando as saídas passo- a- passo para o display, e isso é que torna o Arduíno uma ferramenta útil para simulações de proje- tos ou como o próprio projeto final.

Fazendo modificações

A ideia deste artigo é passar o módulo de funcionamento, porém é possível fazer melhorias neste sistema, a primeira delas envolve segurança, dentre elas as falhas

humanas, que podem ser desde senhas que não são ouvidas e os atendentes aca- bam chamando a senha seguinte, tendo que voltar a chamar a senha anterior; o acionamento indevido por parte do aten- dente; ou simplesmente a queda de energia com senhas já distribuídas. Nestes casos a saída se encontra no programa, onde pode ser armazenado o valor “contador” na memória reservada, e o acréscimo de um botão para incrementar ou decrementar o valor de “contador”. É possível adicionar mais botões no projeto para viabilizarmos mais atenden- tes, neste caso um sistema deve ser imple- mentado para que evite que duas pessoas apertem o botão ao mesmo tempo. Aqui é importante informar no display qual botão (mesa) está requisitando a senha. Como o display possui duas linhas, fica fácil colocar na primeira a senha e na segunda a mesa que chamou.

Conclusão

Todas as vezes que me vejo frente a um novo projeto, depois de esquemati- zá-lo, saio em busca de pequenos trechos já resolvidos por outros desenvolvedo- res, os quais podem ser implementados no projeto. Muitos, assim como eu, gostam de mostrar os resultados obtidos com o seu trabalho, e isso me ajuda bastante. Então conforme vou encontrando soluções, tan- to na internet como em revistas, começo a copiar e colar esquemas e códigos, porém gosto de entender o funcionamento dos projetos encontrados, primeiro procuro melhorar e otimizar o código copiado, e depois se o sistema apresentar algum problema, tenho meios de resolver. Por estes motivos resolvi apresentar este projeto básico, pois se para mim foi útil, num projeto maior, também será proveitoso para outros.

BOX1 : Código-fonte

#include <LiquidCrystal.h> int buttonPin = 8; int contador = 0; int sirene = 9;

LiquidCrystal lcd(12, 11, 5, 4, 3, 2); // indicamos os pinos conectados ao LCD

void setup() { lcd.begin(16, 2); // indicamos e inicializamos o formato do lcd: lcd.print(“Saber Eletronica”); // Mensagem que será impressa. pinMode(buttonPin, INPUT); // Setamos o pino do botão pinMode(sirene, OUTPUT); // Setamos o pino da sirene }

void loop() { lcd.setCursor(0, 1); // Movemos o cursor para a posição 0 linha 1 lcd.print(“Senha:”); // Escreve Senha lcd.setCursor(6, 1); // Move o cursor para a posição 6 if(digitalRead(buttonPin)) { // Se o botão for acionado, executa delay(100); // Dá uma pausa de 100 ms. for (int i=0; i<=10; i++) // Executa 10 interações { analogWrite(sirene, 50); // Envia um sinal para o pino sirene de forma analógica delay(70); analogWrite(sirene, 0); delay(20); analogWrite(sirene, 200); delay(50); analogWrite(sirene, 0); delay(10); } contador++; // próxima senha } lcd.print(contador); // exibe a próxima senha }

E

20 I SABER ELETRÔNICA 445 I Fevereiro 2010

Desenvolvimento

Todo projeto envolvendo LEDs faz o projetista esco-

lher o melhor driver, com o melhor consumo aliado ao

melhor rendimento. Neste artigo o autor selecionou os

4 melhores drivers publicados no “Livro de Receitas” da

Texas Instruments sobre controle de LEDs.

LED Ref. Design Cookbook - T.I.

Tradução: Eutíquio Lopez

Drivers de LEDs

Lanterna Solar de 3

watts (com LEDs)

O CI TPS 61165 funciona com tensão de entrada entre 3 e 18 V, liberando na saí- da uma tensão de até 38 V. O dispositivo controla até 10 LEDs em série através da sua chave FET, especificada para 40 V. Ele opera numa frequência de chaveamento fixada em 1,2 MHz para reduzir o ripple de saída, melhorar o rendimento da conversão, e permitir o uso de pequenos componentes externos. A corrente de ajuste do WLED é determinada por um resistor sensor externo RSET e a tensão de realimentação é regulada para 200 mV. Em ambos moodos de dim- ming (digital ou PWM), o ripple de saída do CI sobre o capacitor de saída é pequeno, não gerando ruído audível associado com o “dimming” de controle on/off comum. Para proteção durante condição de LED aberto, o TPS 61165 corta o chaveamento, protegendo a saída da ultrapassagem dos limites máximos especificados. O PMP3598 utiliza o TPS 61165 em uma configuração “boost” assíncrona. Um circui- to adicional implementado em torno do amp. op. fornece as indicações de sobretensão/car- ga da bateria e também o elo entre o painel solar e as entradas da bateria. O circuito T1. Especificações incorpora ainda as necessárias proteções de Projeto.

Parameter Input Voltage Output Voltage Output Ripple Output Current Switching Frequency

Minimum

0

Typical 6

1200

Maximum

50 350

Unit Volts Volts mV pp mA kHz