Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


saude do homem, Notas de estudo de Enfermagem

saude do homem

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 16/11/2009

gi-da-silva-3
gi-da-silva-3 🇧🇷

4.7

(10)

15 documentos

1 / 25

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Conteúdo desta Apostila
1. SAÚDE DO HOMEM
2. SAÚDE DO IDOSO
3. SAÚDE COLETIVA
0 0
0 1
1. SAÚDE DO HOMEM
Homens e saúde na pauta a saúde coletiva
A temática discutida gira em torno de três eixos de aproximação sob a perspectivados
exercícios das masculinidades: saúde sexual e reprodutiva; violência e gênero e
morbi-mortalidade em homens. Aponta-se as contribuições que estes eixos produzem,
ao tempo em que revelam novas problemáticas para a área da saúde: a paternidade, o
exercício interativo da sexualidade, a violência interpessoal no âmbito da vida
privada, a hiper-masculinidade na violência entre homens, o cuidado de si e o cuidado
em saúde para os homens.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19

Pré-visualização parcial do texto

Baixe saude do homem e outras Notas de estudo em PDF para Enfermagem, somente na Docsity!

Conteúdo desta Apostila

1. SAÚDE DO HOMEM

2. SAÚDE DO IDOSO

3. SAÚDE COLETIVA

0 0 0 1

1. SAÚDE DO HOMEM

Homens e saúde na pauta a saúde coletiva

A temática discutida gira em torno de três eixos de aproximação sob a perspectivados exercícios das masculinidades: saúde sexual e reprodutiva; violência e gênero e morbi-mortalidade em homens. Aponta-se as contribuições que estes eixos produzem, ao tempo em que revelam novas problemáticas para a área da saúde: a paternidade, o exercício interativo da sexualidade, a violência interpessoal no âmbito da vida privada, a hiper-masculinidade na violência entre homens, o cuidado de si e o cuidado em saúde para os homens.

Ao longo das duas últimas décadas, pesquisadores de diferentes campos disciplinares buscam entender os riscos diferenciados de adoecimentos e mortes para homens e mulheres. O foco específico na relação homem e saúde vem ocorrendo, nos últimos anos, tanto nos meios acadêmicos quanto ao âmbito dos serviços de saúde. No entanto, incluir a participação do homem nas ações de saúde é, no mínimo, um desafio, por várias razões. Os estudos sobre homens, gênero e esaúde, apontam várias análises críticas desde a década de 70 em vários lugares do mundo e por diferentes autores, todos eles na busca pelo entendimento dos comportamentos masculinos. Tendo em vista as várias temáticas privilegiadas, a masculinidade ou o ser homem é associado a numerosos assuntos, com predominância à trabalhos que os relacionam a HIV/AIDS. Faz-se necessária um ainclusão dos homens na temática da saúde reprodutiva, no sentido de apoiar o comportamento e as decisões reprodutivas das mulheres. Na temática das violências e gênero, os homens se envolvem mais na violência relacionada ao trabalho e ao crime e as mulheres em conflitos domésticos. É de fundamental importância que, no estudo da masculinidade, evitar redução nas análises apenas à traços ou caracteristicas diretamente associáveis ao hegemônico ou a seu polar marginalizado, pois na vida cotidiana deve-se levar e conta a posição concreta e particular dos sujeitos e cada grupo de referência.

A inserção dos homens nos estudos de gênero:

Contribuições de um sujeito histórico

A entrada dos homens nos então estudos de gênero serviu para valorizar outras espectativas, coerente com aquilo que as feministas acreditavam e por isso alguns altores homens que viveram esse período, deram seus depoimentos de acordo com suas visões sobre essas relações de gênero. Kaufman, por exemplo, não nega a denominação do homem mas acredita que os homens são marcados pelo mesmo sistema que os dá seus privilégios e poder. Acredita também, que a violência contra a mulher e contra a si mesmo reflete a violência cotidiana de uma sociedade de classes autoritárias, hierárquica e individual. Michael Kimmel postula a masculinidade nos WUA com suas violências e em seguranças podem ser relacionadas à política externa agressiva do país. Acredita também que embora as masculinidades variam em raças, classes, idade, etnia ou orientação sexual, todas significam não ser como as mulheres. Horowitz e Kaufman enfocam a sexualidade masculina e a pornografia inseridas na sociedade de consumo; na medida em que o binarismo proíbe e suprime a passividade nos homens, esta masculinidade é a ideologia patriarcal de mais repressão e a pornografia compõe um mercado insaciável que dão a oportunidade de os homens terem prazer sexual de forma passiva. Werneck acredita que como as mulheres, os homens estão se transformando em bens de consumo pois participam de propagandas comerciais cada vez mais; essas novas imagens refletem mudanças que ocorrem no padrão patriarcal como forma de riquezas, poder e status.

distância, por meio do TELESSAUDE, para diagnóstico de patologias e câncer do trato genital masculino;

  1. Apoiar a implantação da política de atenção à saúde do homem nas secretarias estaduais e nas capitais a partir da pactuação na Comissão Intergestores Tripartite;

  2. Lançar a Semana de Promoção da Saúde do Homem, em agosto deste ano, no Dia dos Pais;

  3. Distribuir 26,1 milhões de cartilhas sobre prevenção, diagnóstico, tratamento de câncer e promoção da saúde;

  4. Ampliar em 20% ao ano o número de consultas para diagnóstico de patologias do trato genital masculino e de cânceres de próstata, vesícula, uretra, bolsa escrotal, testículos e pênis;

  5. Ampliar em 10% ao ano o número de cirurgias para as patologias e cânceres do trato genital masculino.

CIRURGIAS UROLÓGICAS: Durante o encontro, o secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, lembrou que, no final de dezembro, o ministro anunciou reajustes de 10% a 30% em diversos procedimentos urológicos. A média de reajuste para serviços profissionais foi de 14%. Já para os procedimentos cirúrgicos os reajustes ficaram em 24% em média.

Além disso, o secretário afirmou que boa parte da demanda reprimida ou a fila de espera por cirurgias pode ser resolvida por meio dos projetos de cirurgias eletivas. Atualmente existem 193 projetos nos estados e municípios para diversas áreas, alguns incluem cirurgias urológicas. “A curto prazo, serão realizadas 3,5 mil cirurgias. A SBU poderia ajudar os gestores a identificar essa demanda e construir os projetos”

O homem cuida muito menos de sua saúde do que as mulheres. Talvez seja um problema cultural, talvez seja um condicionante biológico. Apesar dos estudos científicos terem demonstrado que a mulher é mais resistente à dor e à doença do que o homem, o sexo masculino é que tem fama de ser o "sexo forte".

A saúde do homem merece toda a nossa atenção. Várias são as particularidades envolvendo o sexo masculino, que merecem maior esclarecimento e orientação, em prol da saúde e da qualidade de vida.

A questão sexual, uma das que mais preocupam os homens, é um tema que ainda envolve uma série de mitos e preconceitos. Esclarecê-los é de fundamental importância para que o homem aprenda a lidar melhor com o próprio corpo e, quando necessário, busque ajuda médica no momento certo.

A saúde do homem deve ser vista de maneira global, com todos os aspectos cruciais para uma boa qualidade vida. De forma alguma o homem deve se conformar com problemas ou dúvidas que estejam lhe afligindo. Conhecer o próprio corpo, buscar

informações, aliás, é de vital importância para que o homem possa cuidar melhor da sua saúde. Saber o que muda com o passar dos anos, o que acontece com o seu organismo (o coração, a próstata), aprender sobre fatores de risco, a importância da adoção de hábitos de vida mais saudáveis...

Tudo isso, sem dúvida, contribui para a conscientização do homem sobre a importância de adotar medidas preventivas e de, quando for o caso, dar a devida atenção aos sinais que seu corpo apresenta. Saber mais sobre os problemas que afligem especificamente os homens é tão importante quanto sucesso no trabalho e resistência perante as intempéries da vida objetivando a felicidade pessoal. A seguir, discutiremos alguns dos temas que mais afligem o homem no que se refere à questão saúde, incluindo algumas dicas para contornar tais problemas. CALVÍCIE

A queda de cabelos ou calvície é um tema que comumente aflige o homem. Frequentemente é alvo de piadas, brincadeiras e até apelidos de gosto duvidoso. O que pode acabar repercutindo negativamente na auto-estima masculina, afetando a qualidade de vida como um todo - tanto na esfera profissional e social, como no aspecto conjugal, gerando insegurança e ansiedade. Portanto, a calvície não é simplesmente uma questão de vaidade.

É importante saber que há o que fazer. Toda iniciativa deve começar com uma consulta médica. Essa é a melhor maneira de esclarecer dúvidas e tratar o assunto de forma adequada.

A perda de cabelos é um processo natural do nosso organismo. Diariamente uma pessoa perde de 70 a 100 fios de cabelo, que são repostos periodicamente. Na calvície, porém, essa reposição não acontece - em virtude de alterações orgânicas que promovem a atrofia do folículo piloso (raiz do cabelo).

A calvície atinge bem mais o homem do que a mulher e, na maior parte dos casos, sua causa está ligada a 2 aspectos:

» Fator hereditário: definido pela combinação de genes que o homem recebe da mãe e do pai. Isso faz com que o homem que tenha casos de calvície na família tenha mais chances de ser também calvo.

» Fator hormonal: certos mecanismos envolvendo hormônios masculinos (testosterona) têm papel importante - seja afetando diretamente as células responsáveis pelo crescimento dos cabelos, ou alterando o nível dos nutrientes e fluxo sangüíneo da raiz. Sem nutrientes adequados, os folículos capilares não podem ter um crescimento saudável e acabam por morrer e cair. Nesses casos, não é mais possível a produção de um novo fio.

Porém, vale ressaltar que existem outras causas possíveis para a queda de cabelo. Ela pode estar associada a fatores emocionais, fisiológicos, inflamatórios e traumáticos, além de deficiências nutricionais. Mais um motivo para que se consulte o médico, a fim de checar se está tudo bem com a sua saúde.

seu estagio inicial, podendo promover a cura, e tratamento adequado nos estágios posteriores da doença. O diagnóstico precoce será feito através de exame laboratorial do sangue (pesquisa do PSA) e exame urológico (toque retal), além de outros exames complementares quando necessário.

IMPOTÊNCIA SEXUAL

A impotência quase sempre tem cura e para curá-la o homem tem à sua disposição vários recursos que vão desde a psicoterapia até injeções e próteses sofisticadas. A impotência dá medo, mas a recíproca também é verdadeira: O medo também causa impotência. Este medo tem enorme base cultural, a impotência sempre foi um assunto cercado de tabus.

A impotência é uma disfunção erétil que incapacita o homem a obter ou manter ereções suficientemente rígidas para a penetração vaginal impedindo a satisfação sexual. As causas da impotência são em 70% dos casos por problemas psicológicos e em 30% por problemas orgânicos.

Seja qual for a natureza, orgânica ou psicológica, a impotência tem cura e o primeiro passo para a cura é, obviamente, o diagnóstico correto.

Fatores orgânicos que podem provocar a impotência:

» as doenças vasculares, que causam entupimento das artérias e veias, prejudicando a chegada do sangue ao pênis; » as patologias que comprometem o sistema nervoso, como o Diabetes Mellitus; » a falta do hormônio masculino testosterona, que começa a declinar a partir dos 45 anos de idade, mas é essencial para o funcionamento do mecanismo de ereção; » distúrbios como o priapismo (ereção peniana anormalmente prolongada), que provoca a coagulação do sangue dentro do corpo cavernoso, levando à impotência irreversível. » A impotência orgânica pode ainda ser decorrente de rompimento da estrutura, uma espécie de fratura do pênis, devido a acidentes; » insuficiência veno-oclusiva, existente quando o corpo cavernoso se enche de sangue mas não distende o bastante para comprimir as veias contra a parede do pênis. Com isso, o sangue não é represado o suficiente para garantir a ereção; » assimetrias do corpo cavernoso, decorrentes de má formação congênita; » o fumo, o álcool e alguns medicamentos também são apontados como prováveis causadores da disfunção erétil.

Causas psicológicas para a impotência:

Depois de excluídas as causa orgânicas, o que leva o homem a não conseguir a ereção, principalmente os jovens, é a ansiedade, misturada à insegurança e ao medo de não "cumprir direito o seu papel". O homem é educado para ser "macho" e sua auto-estima está diretamente ligada a sua capacidade sexual. Por isso, quando o homem falha na cama, ele se sente um fracassado. Neste caso o próprio medo do fracasso faz descarregar na corrente sangüínea grande volume de adrenalina,

hormônio secretado pela glândula supra-renal que ativa certos neurotransmissores, mas inibe outros, entre os quais aqueles responsáveis pelo mecanismo da ereção.

A falha também pode estar relacionada a dificuldades em criar vínculos afetivos ou ainda a conflitos relacionados à figura paterna. A liberação da mulher moderna também contribui para o aumentar a insegurança do homem.

A impotência causada por problemas psicológicas, especialmente na faixa etária entre os 35 e 40 anos, também pode ser resultado de crises existenciais. Essa é uma fase de reavaliação da vida, da profissão e do casamento. Se ele tem problemas, corre o risco de se tornar depressivo e a depressão leva o homem a comer demais, beber demais e utilizar de drogas ou tranqüilizantes.

Outro fator importante e que pode interferir na ereção, é o medo de contrair AIDS ou mesmo a culpa, nos casos dos homossexuais em relação conflituosa com a sua opção.

Alguns métodos que podem ajudar

  1. PSICOTERAPIA -
  2. HORMÔNIOS - de acordo com orientação do Urologista.
  3. AUTO-INJEÇÃO - a auto-injeção é uma técnica que beneficia impotentes que possuem corpos cavernosos saudáveis. Paralíticos e diabéticos costumam obter bons resultados. Existem no mercado 26 drogas indutoras de ereção, usadas em forma de injeção. Mas uma overdose de qualquer uma dessas substâncias pode provocar priapismo, ou seja, ereção prolongada e dolorosa do pênis, com risco de necrose. Somente deverá ser utilizada conforme orientação do Urologista.
  4. PRÓTESE - As próteses consistem em duas hastes implantadas dentro do corpo cavernoso. Pode ser rígida, semiflexível ou flexível, esta última a mais usada hoje. As próteses são implantadas com anestesia local, em um pequeno corte na base do pênis. O paciente volta para casa no mesmo dia, e em um mês, retorna suas atividades sexuais.
  5. GÉIS E CREMES - Existe controvérsia em torno da utilização de géis e cremes à base de prostaglandina. Uns dizem que é psicológico, outros que os cremes são eficazes, sem risco de priapismo. O Urologista deverá ser consultado.
  6. ENRIJECIMENTO POR SUCÇÃO - Este aparelho de origem americana, produz enrijecimento peniano por meio da sucção a vácuo. Coloca-se o pênis dentro de um cilindro e retira-se todo o ar do recipiente. Ao se criar o vácuo, o sangue enche os corpos cavernosos. Para manter este estado, comprime-se a base do pênis com anéis de borracha, que não devem ser usados por mais de 30 minutos. Embora aceito por alguns homens, o sistema apresenta vários inconvenientes: comprime a uretra, pode causar dor na ejaculação ou até impedir a saída do esperma. Além disso, a sucção eventualmente provoca hematomas. Somente deverá ser utilizado após consulta com Urologista.

AIDS

impressão de que se está "anestesiado", sem sentimentos. Pode haver tristeza intensa, choro fácil, irritação com pequenos problemas, sensação de menos valia, vontade de abandonar tudo e todos. As atividades antes feitas naturalmente, como tomar banho, vestir-se, cuidar de suas coisas, dar conta dos compromissos, agora são feitas com um esforço enorme. O indivíduo fica desleixado, tudo perde a importância, a cor. Perde- se o sentido de viver. O apetite muda (ou para mais ou para menos), os hobbies preferidos, os amigos, o sexo, tudo perde a graça. Há alterações no padrão de sono - a insônia é comum, mas muitos queixam-se de sono e cansaço excessivos. Geralmente o deprimido prefere o isolamento, um lugar quieto onde possa ficar só com suas tristezas. O pensamento pode estar confuso, pois os sentimentos estão exacerbados, mas o indivíduo tem consciência do seu sofrimento e do sofrimento que causa; não consegue encontrar um motivo que justifique esta tempestade emocional ( "meu marido é bom, meus filhos lindos ..." ), ao mesmo tempo que não consegue reagir a esta tendência interior. A depressão também pode causar manifestações predominantemente físicas, a chamada depressão mascarada, o que pode dificultar o diagnóstico.

A depressão deve ser tratada, na maioria das vezes com medicamentos e psicoterapia. Os antidepressivos não causam dependência e agem através da reposição da substância que está em falta no cérebro. O início do efeito dos antidepressivos é demorado e o tratamento dura de 4 a 6 meses, às vezes mais. Os efeitos colaterais geralmente são bem tolerados, e temos novos antidepressivos disponíveis.

É importante saber que o deprimido não tem controle sobre as manifestações da doença, não é um "louco" ou um caso "perdido", entende, mas não consegue responder a estímulos ou conselhos. Precisa de amor e compreensão, até que esta "fase" passe.

TABAGISMO

O cigarro contém uma mistura de cerca de 4.700 substâncias tóxicas. Parte delas é gasosa - incluindo o monóxido de carbono, e algumas são partículas, como o alcatrão, a nicotina e a água. O alcatrão, além dos radioativos urânio, polônio 210 e carbono 14, concentra 43 substâncias comprovadamente carcinogênicas, ou seja, que provocam o câncer, já que alteram o núcleo das células.

A fumaça do cigarro contém toxinas que produzem irritação nos olhos, nariz e garganta, bem como diminuem a mobilidade dos cílios pulmonares, ocasionando alergia respiratória em fumantes e não-fumantes. Estes cílios, semelhantes a cabelos muito finos, são projeções da mucosa que ajudam a remover sujeiras e outros detritos do pulmão. Quando têm seus movimentos paralisados pela exposição à fumaça do cigarro, as secreções acumulam-se, contribuindo para a tosse ou pigarro típico do fumante e para o surgimento de infecções respiratórias, freqüentes em quem tem contato com a fumaça.

A fumaça do cigarro é também constituída por monóxido de carbono (CO), cuja concentração no sangue circulante de quem fuma aumenta rapidamente pela manhã, continua a subir durante o dia e decresce à noite.

Aproximadamente, 3 a 6% da fumaça do cigarro são compostos por monóxido de carbono. Quando inalado, o monóxido de carbono atinge os pulmões e dali segue para o sangue, reduzindo sua capacidade de carregar oxigênio. Em conseqüência, as células deixam de respirar e produzir energia, o que faz com que o fumante tenha o fôlego prejudicado e fique exposto ao risco de doenças cardiovasculares e respiratórias. Além de venenoso em altas concentrações, o CO está implicado em muitas doenças associadas ao fumo, inclusive nos efeitos danosos sobre o desenvolvimento do feto das grávidas tabagistas.

A nicotina, outra das substâncias encontradas no cigarro, diminui a capacidade de circulação sangüínea, aumenta a deposição de gordura nas paredes dos vasos e sobrecarrega o coração, podendo levar ao infarto do miocárdio e ao câncer, mas seu papel mais importante é reforçar e potencializar a vontade de fumar. Ela atua da mesma forma que a cocaína, o álcool e a morfina, causando dependência e obrigando o fumante a usar continuamente o cigarro. Em altas concentrações, é também venenosa.

Os fumantes não são os únicos expostos aos males do cigarro. Também os não- fumantes são atingidos, já que passam a ser fumantes passivos. Onde quer que alguém esteja fumando, são encontradas partículas da fumaça do cigarro, principalmente em locais fechados, residenciais ou públicos. Rapidamente, as concentrações das substâncias tóxicas da fumaça excedem os níveis considerados padrões para a qualidade do ar ambiente.

Diante do exposto, motivos existem de sobra para motivar os fumantes a interromperem este hábito. Sabe-se que esta não é uma tarefa fácil para quem já fuma há anos ou até mesmo décadas. Muitas vezes a pessoa tenta várias vezes até que consiga realmente parar de fumar.

Para tanto, o fumante deverá procurar um médico com prática no tratamento anti- tabágico, o que em geral envolve um acompanhamento interdisplinar de profissionais da área de saúde.

HIPERTENSÃO ARTERIAL

A hipertensão arterial, mais popularmente chamada de "pressão alta", está relacionada com a força que o coração tem que fazer para impulsionar o sangue para o corpo todo. No entanto para ser considerado hipertenso, é preciso que a pressão arterial além de mais alta que o normal, permaneça elevada. É necessário fazer um controle maior, medindo freqüentemente os níveis da pressão arterial. Apenas quando ela permanecer alta, sem importar com a hora, o dia ou o tipo de atividade desenvolvida, é preocupante e deve-se ter um controle continuo.

problemas de coração e pressão alta. A hipertensão não é motivo para se ficar parado, ao contrário, o exercício vai auxiliá-lo a controlará sua pressão e a perda de peso. Mas antes de começar, é preciso consultar seu médico para que lhe indique o tipo de exercício que você poderá pratica.

0 0 0 1

2. SAÚDE DO IDOSO

CONCEITUANDO A SAÚDE DO IDOSO Saúde

A OMS define saúde como “o estado de completo bem-estar físico, psíquico e social, e não somente a ausência de doenças.” O estado de completo bem-estar físico, mental e social depende de fatores médicos e sociais. Dessa forma, o estado de saúde das pessoas depende de forma significativa da alocação de recursos em setores como a educação, alimentação, infra-estrutura sanitária e habitacional, incentivos ao trabalho, promoções ao estilo de vida saudável com atividades de lazer e cuidados com o meio ambiente.

O envelhecimento

“Como a criança não pode ser considerada uma miniatura do adulto, o idoso também não deve ser tratado como se fosse a sua continuação.” (Y. Moriguchi). Definir envelhecimento é algo muito complexo, biologicamente é considerado um processo que ocorre durante toda a vida. Existem vários conceitos de envelhecimento, variando de acordo com a visão social, econômica e principalmente com a independência e qualidade de vida do idoso. A população de baixo poder aquisitivo envelhece mais cedo, resultado de uma diversidade de fatores biopsicossociais. O envelhecimento acontece logo após as fases de desenvolvimento e de estabilização, sendo pouco perceptível por um longo período, até que as alterações estruturais e funcionais se tornem evidentes. No ser humano, a fase de desenvolvimento alcança sua plenitude no final da segunda década, seguida por um período de certa estabilidade, sendo que as primeiras alterações do envelhecimento são detectadas no final da terceira década de vida. Confort caracterizou o envelhecimento natural como “a progressiva incapacidade de manutenção do equilíbrio homeostático em condições de sobrecarga funcional”. No nosso corpo, os mecanismos mantenedores da homeostase, desde os mais simples aos mais complexos, compõem-se fundamentalmente de sensores. Para manter o corpo em equilíbrio, por exemplo, existem os responsáveis pela detecção do desequilíbrio, os encarregados da modulação da resposta (centros reguladores), e os efetores que são capazes de executar as correções necessárias. Durante o envelhecimento, ocorrem alterações do número e da sensibilidade dos sensores, do limiar de excitabilidade dos centros reguladores e da eficiência dos efetores, facilitando principalmente as quedas, que são muito freqüentes nos idosos.

O envelhecimento não é uniforme, portanto não é possível escolher um indicador único, pode-se dizer que é o conjunto das alterações estruturais e funcionais do organismo que se acumulam progressiva e especificamente com a idade.

Aspectos gerais do envelhecimento

Além de alterações estruturais e funcionais, a composição corporal vai sofrendo modificações importantes com o envelhecimento:

F 0 A 7 A gordura corporal vai aumentando com o avançar da idade (aos 75 anos, é praticamente o dobro daquela aos 25 anos); F 0 A 7 No tecido subcutâneo, ocorre a diminuição do tecido adiposo dos membros e aumento no tronco, caracterizando a chamada gordura central; F 0 A 7 A água corporal total diminui (15% – 20%), principalmente às custas da água intracelular, com redução dos componentes intra e extracelulares, principalmente os íons sódio e potássio, provocando maior susceptibilidade a graves complicações conseqüentes das perdas líquidas e maior dificuldade à reposição do volume perdido; F 0 A 7 A retração do componente hídrico, associado ao aumento da gordura corporal (20%

  • 40%) poderá contribuir para a alteração da absorção, metabolização e excreção das drogas no idoso. F 0 A 7 A redução da albumina altera o transporte de diversas drogas no sangue; F 0 A 7 O metabolismo basal diminui de 10% a 20% com o progredir da idade, o que deve ser levado em conta quando calculamos as necessidades calóricas diárias do idoso; F 0 A 7 A tolerância à glicose também se altera, criando, às vezes, dificuldade para se diagnosticar o diabetes, apesar de ser uma doença que incide com muita freqüência no idoso.

Senescência X Senilidade

É de suma importância para os profissionais de saúde que lidam com pacientes idosos conhecer e distinguir as alterações fisiológicas do envelhecimento, denominadas senescência, daquelas do envelhecimento patológico ou senilidade. Conhecer o considerado normal e o patológico e fazer a distinção entre eles pode ser difícil, pois muitas vezes essas condições se superpõem e, portanto, não se deve atribuir à VELHICE, sinais e sintomas de doenças muitas vezes passíveis de tratamento e cura. Por outro lado, não devemos considerar o processo natural do envelhecimento como sinais e sintomas de doenças ou solicitar exames e instituir tratamento em idosos que apresentem sinais apenas compatíveis com o envelhecimento fisiológico.

Mobilidade

manutenção, qualidade no desempenho dos papéis, estado intelectual, atividades sociais, atitudes em relação a si mesmo e ao estado emocional Lawton e Brody. Incapacidade funcional e limitações físicas, cognitivas e sensoriais não são conse- qüências inevitáveis do envelhecimento. A prevalência da incapacidade aumenta com a idade, mas a idade por si só não prediz incapacidade. A incapacidade predispõe a maior risco de problemas de saúde e afins. Sua presença é ônus para o indivíduo, para a família, para o sistema de saúde e para a sociedade. A independência e autonomia nas atividades de vida diária estão intimamente relacionadas ao funcionamento integrado e harmonioso das seguintes grandes funções ou domínios:

F 0 A 7 Cognição F 0 A 7 F 0 Humor A 7 Mobilidade F 0 A 7 Comunicação

O comprometimento das atividades de vida diária pode ser o reflexo de uma doença grave ou conjunto de doenças que comprometam direta ou indiretamente essas quatro grandes funções ou domínios, de forma isolada ou associada. Dessa forma, a perda de uma função no idoso previamente independente nunca deve ser atribuída à velhice e sim representar sinal precoce de doença ou conjunto de doenças não tratadas, caracterizadas pela ausência de sinais e sintomas típicos. A presença de dependência funcional, definida como a incapacidade de funcionar satisfatoriamente sem ajuda, devido a limitações físicas ou cognitivas, deve desencadear uma ampla investigação clínica, buscando doenças que, na sua maioria, são total ou parcialmente reversíveis. A avaliação do idoso deve contemplar todas as dimensões envolvidas no processo saúde-doença. Deve ser, portanto, multidimensional. Apresenta como principal objetivo a definição do diagnóstico funcional global e etiológico (disfunções/ doenças) e elaboração do Plano de Cuidados.

0 0 0 1

3. SAÚDE COLETIVA

Saúde Coletiva é uma expressão que designa um campo de saber e de práticas referido à saúde como fenômeno social e, portanto, de interesse público. As origens do movimento de constituição deste campo remontam ao trabalho teórico e político empreendido pelos docentes e pesquisadores de departamentos de instituições universitárias e de escolas de Saúde Pública da América Latina e do Brasil, em particular, ao longo das duas últimas décadas. A crítica aos sucessivos movimentos de reforma em saúde, originários da Europa e dos Estados Unidos, como os da Saúde Pública e Higiene, Medicina Preventiva, Medicina Comunitária, Medicina de Família, Atenção Primária à Saúde, delineou progressivamente o objeto de investigação e práticas em Saúde Coletiva, que compreende as seguintes dimensões:

o Estado de saúde da população, isto é, condições de saúde de grupos populacionais específicos e tendências gerais do ponto de vista epidemiológico, demográfico, sócio- econômico e cultural; o Serviços de saúde, abrangendo o estudo do processo de trabalho em saúde, investigações sobre a organização social dos serviços e a formulação e implementação de políticas de saúde, bem como a avaliação de planos, programas e tecnologia utilizada na atenção à saúde; o Saber sobre a saúde, incluindo investigações históricas, sociológicas, antropológicas e epistemológicas sobre a produção de conhecimentos neste campo e sobre as relações entre o saber "científico" e as concepções e práticas populares de saúde, influenciadas pelas tradições, crenças e cultura de modo geral. Hoje a saúde coletiva é desenvolvida no atendimento de saúde pública. Anteriormente a área de saúde pública destinava-se principalmente a prevenção de doenças. Hoje o foco está ampliado, o profissional que atua em saúde coletiva deve estar atento para prevenção, tratamento e reabilitação dos pacientes.

Prevenção

F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F F F D^ Imunização F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Orientação F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F F F D^ Atuação dos agentes de saúde F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Solicitação de exames preventivos

Tratamento

F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Acompanhamento de patologias F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F F F D^ Solicitação de exames F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Tratamento

Reabilitação

F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F F F D^ Acompanhamento de seqüelas F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Orientação sobre reabilitação e encaminhamento para atendimento

Papel da Enfermagem

F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Realizar coleta de citologia oncótica e solicitar supervisão do enfermeiro para atendimento conjunto quando a paciente apresentar sinais/sintomas (Ex: presença de leucorréia; paciente referir prurido). F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Realizar coleta de exames. F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F F F D^ Fazer esterilização/desinfecção/acondicionamento de materiais. F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Fazer acompanhamento dos pacientes hipertensos/diabéticos cadastrados no serviço, conforme prescrição da assistência de enfermagem pelo Enfermeiro F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D verificação de dados antropométricos, verificação de sinais vitais, registro de hábitos alimentares e atividades físicas do paciente, orientação de uso da medicação prescrita pelo médico

F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F F F D^ Coqueluche F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Rubéola F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F F F D^ Difteria (Crupe) F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Sarampo F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Infecções por Haemophilus Influenzae B F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F F F D^ Tétano F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Pneumonia F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F F F D^ Meningite F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Tuberculose F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F F F D^ Hepatite B F D F F F D F F F D F F F D F F F D F F F D Gripe

Existem algumas vacinas que são indicadas em situações especiais, como:

  • Febre Amarela: deve ser tomada, no mínimo 10 dias antes de viajar para as seguintes áreas onde ocorre a doença:
  • No Brasil: Amazonas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Roraima e São Paulo.
  • No exterior: África (Angola, Benin, Burkina Faso, Camarões, Congo, Gabão, Gâmbia, Ghana, Ghiné, Libéria, Nigéria, Serra Leoa e Sudão) América do Sul (Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Peru e Venezuela)
  • Vacina anti-rábica/soro anti-rábico – em acidentes (mordeduras, lambeduras e arranhaduras) por animais potencialmente transmissores do vírus da raiva.
  • Hepatite A
  • Antivaricela zoster (contra Catapora) Antipneumococos (contra Pneumonia por pneumococos)
  • DTP acelular (contra Difteria, Tétano e Coqueluche)
  • Meningite A/C
  • Poliomielite Inativada Varicela • Catapora

A varicela (“catapora”) é uma doença infecciosa aguda, altamente transmissível, causada pelo vírus varicela-zóster. A doença é mais comum em crianças entre um e dez anos, porém pode ocorrer em pessoas susceptíveis (não imunes) de qualquer idade. Na maioria das vezes, principalmente em crianças, a doença evolui sem conseqüências mais sérias. Contudo, a varicela pode ter evolução grave e até causar o óbito, sendo consideravelmente maior o risco quando ocorre em adultos e pessoas com imunodeficiência. A taxa de letalidade, que em crianças saudáveis é de 2 para cada 100.000 casos, é de 15 a 40 vezes maior em adultos. A infecção confere imunidade permanente, embora o sistema imunológico não seja capaz de eliminar o vírus.

Transmissão

O ser humano é o único hospedeiro natural do vírus varicela-zóster. A infecção, em geral, ocorre através da mucosa do trato respiratório superior (porta de entrada). A transmissão do vírus ocorre, principalmente, pela secreção respiratória (gotículas de saliva, espirro, tosse) de um indivíduo infectado ou pelo contato direto com o líquido das vesículas. Maisraramente, a transmissão se dá forma indireta, pelo contato com objetos recém-contaminados com secreção das vesículas. É possível ainda a transmissão da varicela durante a gestação, através da placenta. O período de maior risco de transmissão começa 48 horas antes do aparecimento das vesículas e vai até a formação de crostas em todas as lesões. Em crianças previamente saudáveis este período é de geralmente 6 a 8 dias (4 a 6 dias após o surgimento das lesões napele), porém pode ser mais prolongado (até meses) em indivíduos com imunodeficiência, perdurando por todo o período de surgimento de novas lesões (vesículas). A varicela é uma doença altamente transmissível. Cerca de 90 % dos contactantesdomiciliares susceptíveis de um pessoa com varicela podem adquirir a doença. O risco é elevado em situações de contato próximo (como o namoro) e de permanência em um mesmo ambiente (fechado) por mais de 1 hora, como comumente ocorre em creches e salas de aula e, eventualmente, em enfermarias e salas de espera de consultórios. O período de incubação da varicela varia de 10 a 21 dias (comumente entre 14 e 16). Após a infecção, a maioria das pessoas apresenta manifestações clínicas. Algumas vezes, no entanto, as manifestações são muito discretas e a infecção pode passar desapercebida. Os indivíduos infectados, mesmo aqueles que apresentaram doença leve, desenvolvem proteção (imunidade) permanente. O sistema imunológico controla a replicação viral e, na maioria das vezes, o indivíduo evolui para a cura da doença, mesmo sem tratamento específico. Contudo, os mecanismos de defesa não são suficientes para eliminar completamente o vírus, e o agente infeccioso permanece latente no organismo por toda a vida e pode ser transmitido durante os episódios de reativação (herpes zóster).

Riscos O risco de transmissão de varicela existe em qualquer lugar do mundo, especialmente nas áreas urbanas com grandes aglomerados populacionais. É uma doença altamente transmissível, comum em crianças. A varicela pode ocorrer durante o ano todo, porém observas e um aumento do número de casos no período que se estende do fim do inverno até a primavera (agosto a novembro), sendo comum, neste período, a ocorrência de surtos em creches e escolas. A maioria da população de adultos em áreas urbanas é imune (geralmente mais de 90% nos grandes centros), uma vez que teve a doença na infância. A ocorrência de varicela, no entanto, tende a ser menor em áreas rurais, resultando numa maior proporção de adultos que não tiveram a doença na infância (susceptíveis), sendo particularmente preocupante a possibilidade de que estes indivíduos adquiram a doença (com maior risco de formas graves nesta faixa etária) ao migrarem ou viajarem para áreas urbanas.

Medidas de proteção