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saude da Mulher, Notas de estudo de Enfermagem

saude da Mulher

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 16/11/2009

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gi-da-silva-3 🇧🇷

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Conteúdo desta Apostila
1. ABORTO
2. ANGINA PECTORIS
3. ANOREXIA NERVOSA
4. ALEITAMENTO MATERNO
5.
CÂNCER DE MAMA6. MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
7. CÃNCER DO COLO DO ÚTERO
8. GRAVIDEZ
9. TPM
10. MENOPAUSA
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1. ABORTO
Define-se abortamento como sendo a perda gestacional que ocorre até 20/22 semanas
(ou peso fetal de 500g). Abortamento espontâneo ocorre em cerca de 10 a 15% de
todas as gestações sendo, muitas vezes, ocorrência de primeira gravidez. Isto
geralmente propicia alto grau de insegurança, tanto para a gestante como para os
familiares. Mas se seguido de gravidez normal, não requer, em princípio, maiores
cuidados. A ocorrência de dois abortamentos, repetidamente, é bem menor: cerca de
1%; três ou mais abortamentos sucessivos determinam o "abortamento habitual".
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Conteúdo desta Apostila

1. ABORTO

2. ANGINA PECTORIS

3. ANOREXIA NERVOSA

4. ALEITAMENTO MATERNO

CÂNCER DE MAMA6. MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

7. CÃNCER DO COLO DO ÚTERO

8. GRAVIDEZ

9. TPM

10. MENOPAUSA

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1. ABORTO

Define-se abortamento como sendo a perda gestacional que ocorre até 20/22 semanas (ou peso fetal de 500g). Abortamento espontâneo ocorre em cerca de 10 a 15% de todas as gestações sendo, muitas vezes, ocorrência de primeira gravidez. Isto geralmente propicia alto grau de insegurança, tanto para a gestante como para os familiares. Mas se seguido de gravidez normal, não requer, em princípio, maiores cuidados. A ocorrência de dois abortamentos, repetidamente, é bem menor: cerca de 1%; três ou mais abortamentos sucessivos determinam o "abortamento habitual".

Neste caso, o risco de novos abortamentos para o casal aumenta, embora a incidência exata não seja determinada.

Causas de abortamento:

  1. Anomalias dos cromossomos presentes nas células humanas (50 a 60% dos abortos espontâneos até as 12 semanas: normais = 46XY (sexo masc.) ou 46XX (sexo fem.), isto é, 23 pares de cromossomos que perfazem o gene humano, sendo que o par de cromossomos sexuais pode ser XX (sexo fem.) ou XY (masculino). alterados = - trissomias - um determinado par de cromossomos na realidade éum "trio". A mais comum é a trissomia do cromossomo 21. Quando não ocorre abortamento, a gravidez evolui, sendo a criança portadora da "síndrome de Down" (ou "mongolismo") triploidias - triplicação de todo o conjunto cromossômico (69XXX, 69XXY, etc.) 45XO tetraploidias translocações e mosaicos, onde ocorre "cruzamento" entre partes cromossomiais. 2. Anomalias do "ovo":

Mal formações congênitas - diferem das cromossomopatias. Aquelas são muito precoces, além de apresentarem anomalias no interior das células; estas apresentam anomalias na estrutura do embrião: anencefalia, ausência de membros, hérnias diafragmáticas, imperfurações do tubo digestivo ou urinário, alterações cardíacas, alterações que causam surdez, cegueira, etc. (a lista de possíveis mal formações é tão extensa que não caberia nesta página) Duas são as causas: as puramente genéticas e as decorrentes de alterações externas como radiações, doenças infecciosas, tumorações que deformam a cavidade uterina. Anomalias da placenta. Anomalias do cordão umbilical. Anomalias das membranas

3. Doenças ginecológicas:

Alterações do endométrio (camada do interior do útero que recebe o ovo para implantação) decorrentes, por exemplo, de alterações hormonais maternas que podem causar tanto esterilidade como abortamento. Malformações uterinas - útero septado, útero bicorno, etc. MIOMAS UTERINOS - podem determinar abortamento desde que ocupem muito o "espaço" do embrião em virtude da deformidade uterina. Cerca de 40% dos miomas ocasionam abortamento (embora apenas uma pequena parte dos abortamentos tenha como causa o mioma uterino). Os outros 60% "convivem" com a gravidez, podendo causar diversos tipos de complicações ou eventualmente até cursar com gravidez "normal".

4. Incompetência istmocervical:

(abortamento incompleto ou aborto retido), independentemente dos medicamentos administrados (o dactil, como antiespasmódico, é utilizado para aliviar a dor; a progesterona tem várias funções, agindo diretamente sobre o útero).

Um diagnóstico importante é o que procura pela síndrome de Down, através de estudo citogenético realizado durante a gravidez: biópsia de vilocorial (isto é, da placenta em início de formação), amniocentese (colheita de líquido amniótico por punção abdominal) e cordocentese (punção do cordão umbilical), que identifica os cromossomos embrionários, seu número e sua forma. É indicado em mulheres (ou cujos maridos) portadoras, elas mesmas, de anomalias cromossômicas ou que já tiveram criança com síndrome de Down. Indica-se também em mulheres cuja idade é considerada de alto risco para o aparecimento desta síndrome: acima dos 35 anos (ou 40 anos, segundo alguns autores).

Para a população de grávidas que não se enquadram nos critérios acima existe teste bioquímico triplo ou "Triteste", que é realizado por alguns laboratórios e consiste na dosagem sangüínea materna de três substâncias: alfafetoproteína, estriol e gonadotrofina coriônica. Este teste é realizado entre 15 e 20 semanas de gestação e serve como rastreamento inicial. Ainda não é rotina na maioria dos pré-natais, talvez pelo custo relativamente elevado.

MIOMA UTERINO

Os miomas uterinos tendem a aumentar durante a gravidez, pois são estimulados pelos níveis elevados de hormônios deste período. Após a gravidez, tendem a regredir, embora possam jamais desaparecer por completo.

Não existe tratamento clínico, embora tentativas sejam feitas com determinados tipos de hormônio. O único tratamento é o cirúrgico, com retirada somente do mioma, quando possível, ou de todo o útero, quando necessário. Somente necessitam de cirurgia as mulheres com sintomas acentuados: hemorragias intensas e cólicas intratáveis. As demais podem conviver muitíssimo bem com seus miomas, até que sobrevenha a menopausa, quando os miomas tendem a "murchar".

A ocorrência de mioma juntamente com a gravidez é comum (veja acima). Não se pode estabelecer com exatidão o risco. Não parece provável que mioma de 6, 7 ou até 10 cm, mesmo que intramural, possa determinar aborto retido. O mais provável é que a gravidez acabe evoluindo naturalmente, mesmo que apareçam cólicas.

O melhor intervalo entre duas gestações é de dois anos; após abortamento, desde que a mãe esteja em boas condições nutricionais, período mínimo de seis meses é indicado.

Quais são as indicações médicas para realizar um aborto?

O aborto pode ser recomendado quando certos testes (por exemplo, amniocentese) mostram que o feto está se desenvolvendo com uma anomalia ou má-formação severa, como uma espinha bífida ou um outro defeito genético grave. A gravidez

também pode ser interrompida quando coloca a vida da mãe em sério risco. No Brasil, além dos motivos citados, o estupro também constitui uma indicação para aborto respaldada pela lei.

Infelizmente, uma das principais razões para o aborto voluntário é a decisão da mãe em não ter a criança naquele exato período. Isso é um verdadeiro crime. Com a disponibilidade de tantos métodos contraceptivos – muitos deles distribuídos gratuitamente nas unidades de saúde pública -, a decisão de uma mulher em realizar um aborto voluntário sem qualquer indicação médica é considerada um homicídio.

Como é feito o aborto?

No início da gravidez, o aborto geralmente é realizado através de dilatação e curetagem, ou utilizando aparatos de sucção. A partir do quarto mês, a curetagem não pode mais ser realizada, optando-se então pela indução do parto utilizando gel de prostaglandina.

Um aborto no princípio da gravidez, conduzido apropriadamente, é seguro e classificado como uma operação de pequeno porte, podendo ser realizado em uma clínica ou com uma hospitalização bastante breve.

Um aborto realizado por pessoa não-habilitada ou sem condições estéreis adequadas, expõe a paciente a infecção, hemorragia, infertilidade futura ou mesmo morte.

O que é Aborto Espontâneo?

É o término acidental de uma gravidez com menos de 20 semanas de gestação. A causa mais comum é um defeito no embrião ou feto que impede seu desenvolvimento natural. O defeito pode ser hereditário, causado pela exposição da mãe a certos medicamentios ou radiação, ou resultar de doenças infecciosas.

O primeiro sintoma de um aborto espontâneo é sangramento vaginal. Isto requer atenção médica imediata. Um feto nascido após cerca de 20 semanas de gestação é chamado natimorto (se nascido morto) ou prematuro (se nascido vivo).

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2. ANGINA PECTORIS

A Angina Pectoris é um distúrbio doloroso que envolve dor do coração. A angina não é uma doença propriamente dita, mas o principal sintoma da doença arterial coronariana. A dor ocorre devido à falta de oxigênio no músculo cardíaco, especialmente após exercício ou fortes emoções, iniciando como uma sensação de aperto ou constrição no peito, podendo irradiar para o pescoço, mandíbula, ombros, braços e mãos. Ocasionalmente, também pode irradiar para o abdome superior. Pode ocorrer falta de ar, fadiga ou palpitações ao invés da dor. Os ataques freqüentemente são acompanhados por uma sensação de sufocação ou morte iminente.

O que é Angina de Prinzmetal?

Esta terceira variedade de angina é causada pelo espasmo de uma artéria coronariana. Geralmente ocorre quando o paciente está descansando. Arritmias cardíacas são comuns, mas a dor geralmente passa imediatamente com o tratamento.

O que é Isquemia Silenciosa?

Algumas pessoas com doença arterial coronariana severa não apresentam dor anginosa, uma condição conhecida como isquemia silenciosa. Alguns especialistas atribuem a ausência de dor como um processamento anormal da via dolorosa no cérebro.

O que fazer durante uma crise de Angina?

A angina que não melhora com medicamentos é um sinal de que algo não está indo bem e deve-se procurar imediatamente um hospital. Geralmente a angina cede com repouso ou uso de medicamentos específicos. Se persistir por mais de 5 minutos, apesar do tratamento, ou caso se torne mais frequente ou intensa, deve-se procurar auxílio(a) médico(a) imediatamente. A Angina não é propriamente um ataque cardíaco, mas pode ser um aviso de que este pode estar para ocorrer.

Normalmente, a dor que antecede o ataque cardíaco acomete o paciente sem que este a esteja esperando, é pior do que qualquer experiência dolorosa anterior e dura mais de 20 minutos. O grau da dor indicando um possível ataque cardíaco varia bastante de pessoa para pessoa, contudo, os sinais mais precoces de um ataque cardíaco podem ser subestimados por serem leves demais.

Toda dor no peito deve ser levada a sério. Tendo-se uma aspirina à mão, deve-se mastigá-la. Procurar imediatamente um serviço de urgência. Não se recomenda que o paciente dirija ou vá sozinho até o local de atendimento.

Como a angina é tratada?

O tratamento da Angina pectoris consiste em perda de peso (caso se trate de pessoa obesa), controle da hipertensão, suspensão do tabagismo e exercícios moderados e regulares (melhorando a circulação cardíaca). Remédios, tais como nitroglicerina, também podem ser úteis. Drogas mais recentes, chamadas betabloqueadores, podem evitar a dor reduzindo a quantidade de oxigênio que o músculo cardíaco necessita. Também ajudam a regular o ritmo cardíaco. Uma nova classe de remédios, os bloqueadores de canais de cálcio, também são úteis no tratamento.

Pessoas que sofrem de Angina pectoris geralmente são encorajadas a levar uma vida normal. Contudo, devem aprender a reconhecer o quanto de exercício podem tolerar sem precipitar a dor.

Por que algumas pessoas com angina devem fazer uso de Aspirina regularmente?

A maioria das pessoas pensa que a aspirina serve apenas para febre e dores de cabeça, mas ela também pode evitar a formação de coágulos – os mesmos coágulos que podem bloquear as artérias coronarianas, causando um ataque cardíaco.

A maioria dos pacientes com angina instável deverão tomar aspirina diariamente, reduzindo com isto o risco de ataque cardíaco e morte. A aspirina pode causar um pouco de queimação no estômago. Pessoas alérgicas, com gastrite ou problemas de sangramento não devem tomá-la.

O que são Nitratos e qual o seu papel na Angina?

Os Nitratos (geralmente nitroglicerina e isossorbida) são utilizados para abrir os vasos sanguíneos. Eles aumentam o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco, facilitando o trabalho do coração e aliviando rapidamente boa parte do desconforto anginoso. Geralmente são administrado sob a língua ou em comprimidos que devem ser engolidos, mas também podem ser encontrados na forma de adesivos ou cremes para serem aplicados sobre a pele.

Podem ser utilzados como medicamentos de manutenção em pacientes com antecedente de crises anginosas. Na vigência de uma crise de angina, deve-se colocar um comprimido sob a língua. Se a dor não ceder em alguns minutos, procurar ajuda médica imediatamente.

Os nitratos podem causar tonteira, por isso devem ser administrados com o paciente sentado. Também podem causar dores de cabeça.

O que são Betabloqueadores e qual o seu papel na Angina?

Os Betabloqueadores diminuem o trabalho cardíaco e, consequentemente, a quantidade de oxigênio que o coração necessita. Uma vez que os betabloqueadores são drogas muito fortes, podem haver muitos efeitos colaterais. Cerca de 10 por cento dos pacientes que fazem uso deles podem se sentir cançados ou tontos. Depressão, diarréia ou vermelhidão da pele também podem ocorrer em cerca de 5 por cento dos pacientes. Confusão mental, dores de cabeça, azia e falta de ar podem ocorrer, mas são bem menos comuns

O que é a cirurgia de Ponte Coronariana?

Algumas medidas simples podem ser tomadas para evitar a formação dos bloqueios ateroscleróticos no interior das artérias: tomar uma dose de aspirina todo dia (entre 100 e 325 mg), parar de fumar, comer alimentos pouco gordurosos, manter um peso ideal, aumentar a atividade física, controlar a pressão arterial se esta estiver elevada e diminuir a carga de estresse.

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3. ANOREXIA NERVOSA

Anorexia nervosa é um distúrbio psiquiátrico caracterizada por uma redução da ingestão de alimentos devido à uma ansiedade profunda quanto ao ganho de peso. Pessoas com Anorexia Nervosa tendem a se exercitar exageradamente e apresentam padrões bastante peculiares no preparo de sua comida.

A Anorexia Nervosa freqüentemente associa-se a fortes problemas emocionais, até mesmo a necessidade de se fazer novos amigos ou as alterações de maturação sexual. As dinâmicas familiares estão sendo reconhecidas como fatores importantes nesta doença – alguns pacientes querem ser “crianças modelo”.

As manifestações da doença podem variar desde leves até casos fatais. Se forçada a comer, a pessoa pode vomitar após a refeição. As perdas de comida levam a uma perda de peso, e nas mulheres a menstruação pode cessar. O corpo anoréxico, em jejum de calorias, começa se alimentar de suas próprias proteínas musculares, levando a irregularidades no ritmo cardíaco ou mesmo insuficiência cardíaca congestiva.

O diagnóstico precoce da anorexia nervosa pode ser difícil. A pessoa, especialmente o adolescente, comumente nega que qualquer coisa esteja errada.

O tratamento começa com medidas que melhores os hábitos alimentares e aumentem o peso do paciente. A isto se segue terapia para superar as bases emocionais do distúrbio. Nos casos mais graves, pode-se necessitar de hospitalização para salvar a vida da pessoa. O tratamento inclui terapia individual, familiar ou em grupo e geralmente é a longo prazo. Antidepressivos podem ser úteis. Deve-se fazer uma avaliação cuidadosa para excluir outros distúrbios psiquiátricos, como a depressão.

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4. ALEITAMENTO MATERNO

O aleitamento materno é um ato de amor e também o mais eficiente instrumento na direção da promoção de saúde física e mental já desde a primeira fase da vida humana. Muitas são as VANTAGENS, dentre elas citamos:

1-PARA O BEBÊ:

· O leite materno é o mais completo alimento para o bebê até o 6º mês de vida. · É de fácil digestão. · Protege o bebê contra doenças como: diarréia, resfriados, infecções urinárias e respiratórias, alergias e problemas na arcada dentária, entre outros. · Protege a criança contra várias doenças, a medida que contém todas as substâncias necessárias para bem nutri-la e imunizá-la. · Previne as alterações estruturais e funcionais da face, promovendo o desenvolvimento harmônico dessa respectiva musculatura. · Auxilia o movimento dos músculos e ossos da face, promovendo melhor flexibilidade na articulação das estruturas que participam da fala. · Estimula o padrão respiratório nasal no bebê, facilitando a oxigenação de suas estruturas faciais. · Desenvolve e fortalece a musculatura da boca da criança, melhorando o desempenho das funções de sucção, mastigação, deglutição e fonação (fala). · É uma forma muito especial e fortalecedora do relacionamento entre mãe e filho, que transmite segurança, carinho e amor ao bebê. Favorece um bom desenvolvimento físico e mental da criança e, consequentemente, estabilidade emocional e maior adaptação nas etapas da vida.

2-PARA A MÃE:

· Em geral, o corpo retorna ao normal mais rapidamente; · Ajuda a reduzir o sangramento, diminuindo o tempo em que o útero e o volume do seio costumam levar para voltar ao tamanho normal; · Aumenta o vínculo afetivo mãe-bebê.

Além disso, não custa nada, é de fácil aquisição, a temperatura ideal, estando livre de contaminações externas e pronto para consumo.

Por isso é importante tomar alguns CUIDADOS com a mama durante o período de aleitamento materno:

CUIDADOS COM A MAMA NO ALEITAMENTO:

· Conserve os seios sempre arejados. · Não lave os mamilos após cada mamada. O banho diário é suficiente. · Em caso de rachaduras, continue amamentando o bebê pelo seio menos ferido, retirando o leite do lado afetado por expressão manual; · Não use "pomadas" no local da rachadura. Utilize o próprio leite, que também funciona como um excelente cicatrizante nesses casos.

a metástese da doença que pode começar um ou dois antes da manifestação do tumor, disseminar-se pelo sangue e órgãos vitais e levar à morte.

Somente o médico é que poderá realmente dizer se as alterações eventualmente notadas são nódulos malignos ou benignos, se haverá seqüelas de cirurgias, mastites ou displasias (modificações nos dutos e lobos glandulares) mamarias. Uma secreção espontânea no mamilo e a retração da pele também podem indicar a presença de tumores.

A melhor prevenção é o Auto-exame.

Para se obter um diagnóstico precoce é preciso fazer, periodicamente, um auto-exame dez dias após a menstruação. O ideal é realizá-lo mensalmente depois dos 20 anos de idade. Depois de completar 35 anos as mulheres devem intensificar os cuidados com visitas periódicas a um ginecologista ou um mastologista. O exame preventivo feito pelo especialista, pode detectar nódulos com até 1 cm de diâmetro, além de mudanças na textura da pele, coloração e saída de secreções.

Existe um exame mais preciso na detecção do câncer de mama que é a mamografia (é uma radiografia feita dos seios capaz de identificar tumores dois anos antes de ser palpável, por meio da presença de microcalcificação ou nódulos pequenos) e deve ser feito anualmente ou pelo menos de dois em dois anos. Os médicos recomendam a mamografia entre os 35 e 40 anos. Nos casos de câncer de mama na família é recomendado a mamografia após os 20 anos de idade, para se ter um controle maior da paciente.

O apoio psicológico após a cirurgia é fundamental, principalmente por parte dos familiares. O relacionamento conjugal e a volta ao trabalho são fases mais difíceis no processo de reintegração ao dia-a-dia. Normalmente a mulher fica com vergonha do próprio corpo e alguns maridos, sem conhecimento, as rejeitam por medo de uma contaminação que não existe.

Dependendo da extensão da mastectomia a mulher pode ficar com o movimento dos braço afetado. Tarefas como carregar peso, operar máquinas, estender roupa no varal se tornam muito difíceis ou até impossível. No campo profissional, às vezes, é necessário mudar de função. Por isso, a presença de assistentes sociais e psicólogos no tratamento pós-operatório é fundamental.

AUTO EXAME DAS MAMAS

1-O QUE É O AUTO-EXAME?

É o exame das mamas efetuado pela própria mulher. É conhecendo suas mamas que você pode verificar qualquer alteração.

2-QUANDO FAZER?

Faça o auto-exame uma vez por mês. A melhor época é logo após a menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, o auto-exame deve ser feito num mesmo dia de cada mês, como por exemplo todo dia 15.

3-O QUE PROCURAR?

Diante do espelho:

Deformações ou alterações no formato das mamas, Abaulamentos ou retrações, Ferida ao redor do mamilo.

No banho ou deitada:

Caroços nas mamas ou axilas, Secreções pelos mamilos

4-COMO EXAMINAR SUAS MAMAS?

Diante do espelho:

Eleve e abaixe os braços. Observe se há alguma anormalidade na pele, alterações no formato, abaulamentos ou retrações.

Durante o banho:

Com a pele molhada ou ensaboada, eleve o braço direito e deslize os dedos da mão esquerda suavemente sobre a mama direita estendendo até a axila. Faça o mesmo na mama esquerda.

Deitada:

Coloque um travesseiro debaixo do lado esquerdo do corpo e a mão esquerda sob a cabeça. Com os dedos da mão direita, apalpe a parte interna da mama. Inverta a posição para o lado direito e apalpe da

Evitando a implantação do ovo no útero, ou métodos endoceptivos (ex.: DIU - dispositivo intra-uterino)

Neste artigo você saberá mais sobre cada método anticoncepcional usado atualmente.

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7. CÃNCER DO COLO DO ÚTERO

No Brasil, estima-se que o câncer do colo do útero seja o terceiro mais comum na população feminina, sendo superado pelo câncer de pele não melanoma e pelo de mama. Este tipo de câncer representa 10% de todos os tumores malignos em mulheres. É uma doença que pode ser prevenida, estando diretamente vinculada ao grau de subdesenvolvimento do país.

De acordo com dados absolutos sobre a incidência e mortalidade por câncer do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero foi responsável pela morte de 3.879 mulheres no Brasil em 1999. Para 2002, as Estimativas sobre Incidência e Mortalidade por Câncer prevêem 4.005 novos óbitos.

Fatores de Risco

Vários são os fatores de risco identificados para o câncer do colo do útero. Os fatores sociais, ambientais e os hábitos de vida, tais como baixas condições sócio- econômicas, atividade sexual antes dos 18 anos de idade, pluralidade de parceiros sexuais, vício de fumar (diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados), parcos hábitos de higiene e o uso prolongado de contraceptivos orais são os principais.

Estudos recentes mostram ainda que o vírus do papiloma humano (HPV) e o Herpesvírus Tipo II (HSV) têm papel importante no desenvolvimento da displasia das células cervicais e na sua transformação em células cancerosas. O vírus do papiloma humano (HPV) está presente em 99% dos casos de câncer do colo do útero.

Prevenção

Apesar do conhecimento cada vez maior nesta área, a abordagem mais efetiva para o controle do câncer do colo do útero continua sendo o rastreamento através do exame preventivo. É fundamental que os serviços de saúde orientem sobre o que é e qual a importância do exame preventivo, pois a sua realização periódica permite reduzir em 70% a mortalidade por câncer do colo do útero na população de risco. O Instituto Nacional de Câncer tem realizado diversas campanhas educativas para incentivar o exame preventivo tanto voltadas para a população quanto para os profissionais da saúde.

Exame Preventivo

O exame preventivo do câncer do colo do útero - conhecido popularmente como exame de Papanicolaou - é indolor, barato e eficaz, podendo ser realizado por qualquer profissional da saúde treinado adequadamente, em qualquer local do país, sem a necessidade de uma infra-estrutura sofisticada. Ele consiste na coleta de material para exame na parte externa (ectocérvice) e interna (endocérvice) do colo do útero. O material coletado é afixado em lâmina de vidro, corado pelo método de Papanicolaou e, então examinado ao microscópio.

Para a coleta do material introduz-se um espéculo vaginal e procede-se à escamação ou esfoliação da superfície externa e interna do colo através de uma espátula de madeira e de uma escovinha endocervical. A coleta endocervical nas gestantes pode ser realizada, mas deve ser evitada.

A fim de garantir a eficácia dos resultados, a mulher deve evitar relações sexuais, uso de duchas ou medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nos dois dias anteriores ao exame e não submeter-se ao exame durante o período menstrual.

Quando Fazer o Preventivo?

Toda a mulher que têm ou já teve atividade sexual deve submeter-se a exame preventivo periódico, especialmente dos 25 aos 59 anos de idade. Inicialmente o exame deve ser feito a cada ano. Se dois exames anuais seguidos apresentarem resultado negativo para displasia ou neoplasia, o exame pode passar a ser feito a cada três anos.

O exame também deve ser feito nas seguintes eventualidades: período menstrual prolongado, além do habitual, sangramentos vaginais entre dois períodos menstruais, ou após relações sexuais ou lavagens vaginais.

O exame deve ser feito dez ou vinte dias após a menstruação, pois a presença de sangue pode alterar o resultado. Mulheres grávidas também podem realizar o exame. Neste caso, são coletadas amostras do fundo-de-saco vagina posterior e da ectocérvice, mas não da endocérvice, para não estimular contrações uterinas.

Sintomas

Quando não se faz prevenção e o câncer do cólo do útero não é diagnosticado em fase inicial, ele progredirá, ocasionando sintomas. Os principais sintomas do câncer do colo do útero já localmente invasivo são o sangramento no início ou no fim da relação sexual e a ocorrência de dor durante a relação.

Tratamento

Só um profissional de saúde pode avaliar adequadamente cada caso e fazer a indicação de um tratamento adequado.

Ainda fazem parte dessa avaliação inicial as reações sorológicas para sífilis, AIDS, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, pesquisa de hepatites e, se necessário, o exame de PPD para tuberculose.

Sintomas da Gravidez

No momento em que a mulher está grávida, seu organismo passa por alterações que se acentuam a cada dia de acordo com o desenvolvimento do bebê. Dentre todos os sinais que uma mulher percebe ao engravidar, o mais imediato e claro é a cessação da menstruação.

Outros sinais secundários que evidenciam a gravidez: enjôo, mal-estar, mamas inchadas e sensíveis, cansaço diário, pressão na bexiga, fadiga, aceleração dos batimentos cardíacos, ansiedade, estresse, prisão de ventre, fome em excesso, inchaço, irritabilidade, aumento da necessidade de urinar, aumento da secreção vaginal, rejeição a cheiros e outros.

Primeira Gravidez

Quando a mulher enfrenta sua primeira gravidez, ela se sente assustada e insegura porque sabe que novas responsabilidades virão. São inúmeras dúvidas, preocupações, adaptações e anseios que rodeiam essa fase. Tudo isso deve ser encarado de maneira positiva — todos esses sentimentos são naturais, já que este é um momento desconhecido e de importantes transformações.

Nesse momento de descobertas e preocupações, a mulher fica extremamente ansiosa para conhecer as características do bebê, fica preocupada com o parto, com a saúde do bebê e com medo de não conseguir desempenhar bem seu papel de mãe.

Para tais desconfortos, é importante ter um bom acompanhamento pré-natal, dormir bem, estabelecer horários para alimentação, consumir alimentos naturais, realizar rigorosamente os exames prescritos pelo médico. Desta forma, a gestante terá suas dúvidas resolvidas e se sentirá mais confortável para outras atividades como: preparar o enxoval, o quarto, os móveis e tudo aquilo que o bebê e ela própria precisarão para se relacionar nos primeiros contatos após o nascimento.

Fases da Gravidez

Gravidez, apesar de não ser doença, é uma fase da vida que requer cuidados muito especiais. Do ponto de vista médico, costuma ser dividida em três trimestres.

O primeiro talvez seja o que mais apresenta reações indesejáveis. A gestante fica sonolenta e com a sensibilidade à flor da pele. Os seios dilatam-se e ficam doloridos. Algumas têm enjôo, náuseas e vômitos.

No segundo trimestre — o mais tranqüilo dos três — a mulher se sente mais disposta e o mal-estar desaparece. Normalmente, se não fosse pela barriga, talvez nem se notasse diferença no seu jeito de ser.

O terceiro trimestre parece ser o mais demorado para passar. Nesse período, as visitas ao médico têm de ser mais freqüentes e os cuidados redobrados. O volume do útero aumenta muito, o que causa alterações não só na aparência, mas na anatomia e fisiologia da mulher.

O apoio do marido e da família é fundamental para que a mulher leve a gestação com tranqüilidade e confiança.

Nutrição na Gravidez

Uma nutrição saudável e equilibrada garante um melhor desenvolvimento do bebê e uma gestação mais tranqüila para a mulher.

A nutrição desempenha um papel fundamental na gestação. Foi demonstrado através de testes laboratoriais que dietas deficientes causam efeitos prejudiciais tanto à mãe quanto ao feto. Foi constatado por diversos estudos que a má nutrição materna pode ser a causa de deficiências sérias no crescimento do bebê — resultando em bebês pequenos e de baixo peso.

As conseqüências da má nutrição para o feto dependem do período, severidade e duração da restrição dietética. Doses adicionais de proteínas, vitaminas e minerais são bastante recomendadas para o crescimento fetal.

Cuidado, porém, para não comer em grande quantidade. A qualidade do alimento é muito mais importante que a quantidade. Até o segundo trimestre, o recomendado são apenas poucas calorias a mais do que o habitual. Por exemplo, apenas um copo de iogurte e uma barrinha de cereal a mais. Depois dessa fase inicial, pode-se aumentar a quantidade de frutas, verduras e fibras.

Amamentação

O leite materno contém açúcar, gordura, vitaminas, água e todas as proteínas que o seu bebê necessita para ser saudável. O leite é um alimento completo e provê todos os nutrientes necessários nos primeiros meses de vida.

O aleitamento materno deve ser iniciado logo após o nascimento. As mamadas acontecem de duas em duas horas ou sempre que o bebê chorar ou apresentar fome. O tempo de cada mamada normalmente é de vinte a trinta minutos. Os bebês têm mais fome quando mamam no peito pelo fato do leite materno ser digerido com mais facilidade que os leites industrializados.

Até os seis meses de idade o bebê deve ser amamentado pela mãe e não precisa de outro alimento, pois além do leite materno ser forte, é o mais indicado. Após esta idade, devem ser introduzidos outros alimentos simultaneamente ao aleitamento, sem a suspensão deste.