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Semana de 22, Notas de aula de Urbanismo

Aula da professora Flavia Rudge Ramos, publicada a seu pedido.

Tipologia: Notas de aula

2011

Compartilhado em 06/09/2011

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carlos-elson-cunha-7 🇧🇷

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O
MODERNISMO
NO
BRASIL
Professora
Flávia Rudge Ramos
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O

MODERNISMO

NO

BRASIL

Professora

Flávia Rudge Ramos

ANITA MAFATTI

1910-1914 Estuda na Alemanha na Academia Real de Belas Artes. Conhece, em exposições a arte da vanguarda européia : Van Gogh, Matisse, Gauguin e Picasso, entre outros. Tornou-se discípula de Lovis Corinth. Antes de retornar ao Brasil, passa um curto período em Paris.

1914De volta ao Brasil, realiza sua primeira exposição individual, elogiada por Nestor Rangel Pestana em O Estado de São Paulo.

1915 - 1916 Estuda em Nova York na Independent School of Arts.

É nessa cidade que realiza suas mais importantes obras: O Japonês, Mulher de Cabelos Verdes e Homem Amarelo. Conhece pessoalmente artistas como Juan Gris, Marcel Duchamp, Maximo Gorki e Isadora Duncan.

1917 Incentivada por Di Cavalcanti abre exposição individual em São Paulo. A mostra, com 50 obras de técnicas diversas, foi a principio bem recebida, com alguns quadros vendidos e críticas compreensivas.

Entretanto, pouco depois Monteiro Lobato publica em O Estado, crítica contundente contra a exposição da artista.

ANITA MAFALTTI

O Homem Amarelo, 1915- Pastel sobre pape, lEB - USP Participou da exposição da artista em 17 e da Semana de22.

Anita esta a serviço do

seu século. As suas telas

chocam o preconceito

fotográfico que geralmente

se leva no espírito para as

novas exposições de

pintura. A sua arte é a

negativa da cópia, a ojeriza

a oleografia. (...) Onde esta

a realidade, perguntarão,

nos trabalhos de

extravagante impressão

que ela expõe? A realidade

existe mesmo nos

fantásticos arrojos

criadores e é isso

justamente que os salva.

Oswald de Andrade, 1917

Exposta na

individual da

artista em 1917

e na Semana de 22

ANITA MALFATTI,

O Farol, 1917, óleo sobre tela

LASAR SEGALL (1891-1957)

Nascido em Vilna (Lituania, então território da Russia), como outros pintores de sua geração (entre eles, Chagal e Soutine) Segall teve que abandonar sua terra natal em busca de outros centros mais adiantados.

Estudou em Berlim , onde conquistou diversos prêmios.

Em 1909 , realizou em Dresde sua primeira exposição individual onde apresentou pintura de tendência impressionista.

A partir de 1911 foi se integrando gradativamente ao expressionismo alemão.

Em 1913 , passa cerca de um ano no Brasil, onde realiza exposição de pinturas modernas, jamais vista no Brasil.

Entretanto, a exposição foi recebida com frieza por críticos e mecenas,

Retorna a Alemanha onde permanece até 1923 , desenvolvendo uma pintura cuja temática demonstra preocupações sociais.¹


1- LEITE, 1988, p.: 488

Evento realizado no Teatro Municipal de São Paulo que marcou o início da Arte Moderna no Brasil.

Multidisciplinar, propunha uma ruptura com o academicismo.

Baseado nas vanguardas européias, buscava, ao mesmo tempo, uma identidade brasileira.

Musica : Guiomar Novaes e Villa Lobos

Literatura : Manuel Bandeira, Menotti del Piccia, Graça Aranha, Ronald de Carvalho

Pintura : Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Jonh Graz, Martins Ribeiro, Zina Aita, João Fernando de Almeida Prado, Ínácio da Costa Ferreira, Vicente do Rego Monteriro.

Escultura : Vitor Brecheret e W. Haerberg

Arquitetura : Antonio G. Moya e George Prsyrembel.

DI CAVALCANTI

O Beijo, 1923, tempera sobre tela

90,4 X 62,3 – MAC USP

Entretanto a principal influencia na obra

de Di Cavalcanti foi Picasso, que o

enriqueceu, se tornado o primeiro a

transpor uma originalidade indiscutível

para o assunto brasileiro.

1924 Com a Revolução de !924 e o

fechamento do Correio, Di é forçado a

retorna ao Rio de Janeiro.

Em 29 realiza dois murais para o Teatro

João Caetano.

1935-40 Nova temporada em Paris, onde

retorna após a ocupação nazista.

Algumas de suas pinturas são adquiridas

por museus de Paris, Grenoble e Haia.

DI CAVALCANTI

Cinco Moças de Guaratinguetá

Óleo s/ tela, 92 X 70 cm

MASP

A partir da década de 40 a obra de

Di Cavalcanti encontra sua plena

maturidade, se tornando um artista

conhecido e respeitado dentro e

fora do país. Mas é também quando

o artista começa a se repetir.

Em seis décadas de carreira, o

artista produziu uma quantidade

prodigiosa de óleos e desenhos.

Sua temática preferida é a figura

humana tipicamente brasileira,

observada em si mesma ou em

opulentos cenários tropicais. São

obras caracterizadas pela

preocupação com a composição,

intenso cromatismo e desenho

espontâneo.

DI CAVALCANTI, Pescadores, 1951 – MAC USP

VICTOR BRECHERET

Farnese de Castro, Itália 1894São Paulo, 1955

1904 Emigra para o Brasil. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios.

1913-19 Estudou em Roma, onde foi discípulo de Arturo Dazzi e recebeu a influencia de Bourdelle e Mestrovic. Em Paris, conheceu a escultura moderna de Rodin a Brancusi. Pertenceu a Ecole de Paris.

1919 De volta ao Brasil, integra o grupo modernista, tendo participado da Semana de Arte Moderna.

1951 Recebe o premio de Melhor Escultor Nacional na I Bienal de São Paulo.

Trabalha durante 33 anos na execução do Monumento as Bandeiras.

É autor de significativas esculturas localizadas nos espaços públicos de São Paulo: Monumento a Duque de Caxias (1943- 1960), Fauno (1942), Depois do Banho (1932)

Nota-se a influencia do Cubismo e do Art Deco, de forma que sua obra é caracterizada por uma simplificação geometrizada da forma.