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semiOLOGIA
Tipologia: Notas de estudo
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SEMIOLOGIA CARDÍACA
Rossana Pontes [email protected]
ANAMNESE
Anamnese
Avaliação clínica em que o enfermeiro levanta dados pertinentes ao estado físico do cliente e identifica os problemas de enfermagem. Além disso, direciona o exame físico e complementa os dados do diagnóstico de enfermagem.
Coleta de dados
Dados biográficos - nome, idade, sexo, cor, estado civil, DN, grau de instrução, profissão, procedência/naturalidade; ocupação usual e atual, religião;
QUEIXA PRINCIPAL e duração;
Antecedentes familiares: doenças congênitas, hereditárias e contagiosas e causa de óbitos;
Coleta de dados
Barros, 2003.
Antecedentes pessoais
Manifestações clínicas
Dispnéia
Embolia Pneumotórax Edema pulmonar agudo Obstrução de vias aéreas
Insuficiência cardíaca Obesidade Gravidez Derrame pleural
Súbita Instalação lenta
Sensação subjetiva de falta de ar
Dispnéia
Inspiratória Obstrução de vias aéreas superiores
Expiratória Obstrução de vias aéreas inferiores
Ao esforço Insuficiência de VE, DPOC
Repouso Pneumotórax, embolia pulmonar, edema pulmonar
Dispnéia
Dispnéia com hiperventilação Pânico, ansiedade
Dispnéia aliviada com broncodilatadores ou corticosteróides Etiologia asmática
Dispnéia aliviada com diuréticos, digitálicos Sugere Insuficiência cardíaca
Dispnéia
Dispnéia paroxística noturna dificuldades de respiração após deitar para dormir líquido pulmonar redistribuído Insuficiência cardíaca
Dispnéia acompanhada de dor torácica IAM
Manifestações clínicas
Cianose
Sinal ou sintoma marcado pela coloração azul-roxeada da pele, leitos ungueais ou mucosas;
Ocorre devido ao aumento da hemoglobina não oxidada ou de pigmentos hemoglobínicos anormais;
A hemoglobina saturada de oxigênio ao passar pelos capilares libera O 2 nos tecidos e é reduzida (HBr cor azulada)
Cianose
Identificar Periodicidade Intensidade Início/ duração Fatores desencadeantes, de melhora e piora Exercício ou repouso
Classificada em central, periférica e mista
Cianose Central
Associada a troca gasosa pouco efetiva, doença cardíaca de etiologia congênita ou doença pulmonar;
Avaliada por meio da mucosa oral e conjuntivas
Sangue desoxigenado nos capilares devido falha na troca gasosa (pulmões).
Cianose Periférica
Secundária a vasoconstrição cutânea
Cianose Mista
Exemplos: hipotensão com embolia pulmonar ou pneumonia grave; insuficiência cardíaca esquerda grave, que cursa com hipotensão e congestão pulmonar.
Associação dos mecanismos da cianose central com a periférica.
Manifestações clínicas
Síncope
Diagnóstico diferencial
Origem cardíaca
Origem não cardíaca
Síncope ou desmaio é a perda súbita e transitória da consciência e da postura devido à isquemia cerebral transitória.
Barros, 2003.
Convulsão x Síncope Convulsão x Síncope
Contrações musculares involuntárias de parte ou de todo o corpo, decorrente do funcionamento anormal do cérebro.
Recuperação: confusão +agitação 2 a 20min)
É o fenômeno clínico onde ocorre perda da consciência, associado a perda do tônus postural
Recuperação: 0 a 10s, com rápida confusão ao despertar
Convulsão
1) Fase Tônica: Manifesta-se pela contratura generalizada da musculatura (rigidez do corpo e dentes cerrados).
2) Fase Clônica: Manifesta-se por abalos musculares, salivação excessiva, perda ou não do controle da bexiga e esfíncteres.
3) Fase Pós-convulsão: Caracterizada por sonolência e confusão mental.
Síncope
Doença neurológica
Barros, 2003.
Ataque Isquêmico Transitório (AIT) Acidente Vascular Encefálico (AVE) Convulsões
Manifestações clínicas
Edema
Barros, 2003.
Horário Simetria Localização Face, pescoço, periorbitário, palpebral MMII/ MMSS parede abdominal Genital Anasarca Sintomas associados
Edemas
Barros, 2003.
Sinal de Godet/ Cacife;
Escala de cruzes;
Estase sanguínea leva a colaração marrom na pele (depósito de hemossiderina).
Manifestações clínicas
Tosse
Aspecto Seca Expectoração Coloração Rósea (EAP) Clara, branca, mucóide Amarelada Com sangue
Tosse
Barros, 2003.
Etiologia cardíaca Hipertensão venosa pulmonar – Edema intersticial e alveolar Compressão traqueobrônquica por aneurisma aórtico
Etiologia não cardíaca Infecções Neoplasias Estados alérgicos Patologias pulmonares
Embolia Pulmonar
Embolo vai para o pulmão
Embolo aloja-se nas artérias pulmonares e bloqueia o fluxo sang e a troca de oxigênio.
Fluxo normal
Trombo Embolo na corrente sang
Embolo MMII
RX Embolia Pulmonar
Manifestações clínicas
Hemoptise
Barros, 2003.
Congestão pulmonar Rupturas de vasos endobrônquicos Necrose e hemorragia intra- alveolar Ulceração da mucosa brônquica e lesão caseosa Ruptura de aneurisma aórtico Dose excessiva de anticoagulantes
Expectoração sanguinolenta por meio da tosse, proveniente de hemorragia na árvore respiratória.
Manifestações clínicas
Fraqueza muscular
Comprometimento da circulação sistêmica por baixo débito cardíaco
Normas para execução do
Exame Físico
AS MÃOS DO EXAMINADOR DEVEM ESTAR AQUECIDAS E AS UNHAS CORTADAS
Normas para execução do
Exame Físico
EM ÓRGÃOS PARES DEVE SE INCIAR O EXAME PELO LADO NÃO AFETADO
Normas para execução do
Exame Físico
MONITORAR A EXPRESSÃO FACIAL DO CLIENTE EM RELAÇÃO A MANIFESTAÇÕES DE DESCONFORTO E DOR
INSTRUMENTOS E APARELHOS
Estetóscopio
Otoscópio (^) Esfigmomanômetro
Termômetro
Fita métrica
Balança
Exame Físico
Barros, 2003.
Exame físico geral
Exame físico específico
Propedêutica Inspeção; Palpação; Ausculta Percussão.
Exame Físico
Barros, 2003.
Dados objetivos
Dados subjetivos
Exame Físico
Barros, 2003.
Inspeção geral
Aparência geral Cabeça e face Olhos Extremidades Tórax e abdome
Exame Físico
Barros, 2003.
Sinais vitais PA, FC, temperatura
Dados antropométricos Peso, Altura, CA , IMC Avaliação do estado nutricional
PA- Pressão Arterial; FC –Frequência Cardíaca; CA- Circunferência abdominal; IMC – Índice de massa corpórea;
Temperatura
Barros, 2003.
Importante em clientes submetidos a procedimentos invasivos.
Inspeção
Barros, 2003.
Tipo morfológico
Barros, 2003.
Pele e mucosa
Coloração, turgor, umidade, temperatura e textura;
Mucosas: coloração e hidratação.
Temporal Carótida
Braquial
Femoral
Poplíteo
Tibial posterior
Pedioso dorsal
Pulso arterial
Localização Freqüência Ritmo Amplitude Déficit Simetria
Pressão arterial
Barros, 2003.
Relação direta com o débito cardíaco;
Deve ser medida em ambos os braços;
Caso haja alterações do pulso ou sinais de comprometimento vascular, deve-se realizar a medida nos MMII;
É a pressão exercida pelo sangue contra a parede das artérias.
Equação da PA.
Sistemas Reguladores da PA
Reflexo Barorreceptor; (S.N – Simpático e parassimpático – NO Sino- Atrial)
Sist. Renina – Angiotensina - Aldosterona;
PA Mecanorreceptores (Arteríolas aferentes) Renina
Angiotensinogênio Angiotensina ECA Angiotensina 2
Vasoconstrição; produz secreção de Aldosterona Reabsorção de sódio e H2o = VS.
Pressão arterial
A medida direta é utilizada de forma invasiva mediante a introdução de um cateter em uma artéria periférica
A medida indireta se faz por meio do esfigmomanômetro de coluna de mercúrio ou aneróide
PNI PAI
PAI Pressão arterial
É influenciada por um conjunto de fatores que podem determinar variações significativas de seus valores ao longo do dia
Ambiente Equipamento Estado emocional; Exercício físico;
Caracterização Hipertensão
Barros, 2003.
Classificação da pressão arterial para adultos (maiores de 18 anos) segundo o V Joint National Committee, Arch. Intern. Med. 153: Categoria Sistólica (mmHg) Diastólica (mmHg) Normal < 130 < 85 Limítrofe 130 - 139 85 - 89 Hipertensão leve 140 - 159 90 - 99 Hipertensão moderada 160 - 179 100 - 109
Hipertensão grave 180 - 209 110 - 119 Hipertensão gravíssima > 210 > 120
Frequência cardíaca
Barros, 2003.
Verificada por meio da asculta do pulso apical;
Bulhas cardíacas
Barros, 2003.
Normofonéticas
Hiperfonéticas
Hipofonéticas
As bulhas cardíacas são sons provenientes da vibração de estruturas cardíacas durante o ciclo cardíaco.
Bulha cardíaca (B1)
Barros, 2003.
Fechamento das valvas mitral e tricúspide;
Marca o início da sístole;
Melhor ausculta com o diafragma do estetoscópio no ápice do coração (foco mitral) e no foco tricúspide; Foco Tricúspide Foco Mitral
Bulha cardíaca (B1)
Resulta do fechamento abrupto das valvas AV que causa turbulência do sangue e vibração das estruturas dentro dos ventrículos;
A vibração é transmitida pela parede torácica na forma de bulha cardíaca.
Bulha cardíaca (B2)
Barros, 2003.
Fechamento das valvas pulmonar e aórtica (semilunares);
Ausculta com o diafragma do esteto nos focos aórtico e pulmonar;
Final da sístole e início da diástole;
Foco Aórtico
Foco Pulmonar
Bulha cardíaca (B2)
Barros, 2003.
Fechamento das valvas aórtica e pulmonar
Menos intensa
Mais curta
Mais aguda
Bulha cardíaca (B3)
Menos intensa que a 1ª e a 2ª bulha
Ocorre no início da diástole, decorrente da passagem brusca de sangue dos átrios para os ventrículos, na fase de enchimento rápido da diástole ventricular, provocando vibração do miocárdio
Normal em crianças e adultos jovens
Patológico – Insuficiência ventricular
Perceptível nos focos mitral, tricúspide e aórtico acessório em indivíduos jovens, magros, longelíneo
Bulha cardíaca (B4)
Pequena intensidade Precede o restante da primeira bulha, pré sístole ventricular Ouvida em condições normais em crianças e jovens Patologica em adultos - galope Brusca desaceleração do fluxo sanguíneo, mobilizado pela contração atrial, de encontro com a massa sanguínea existente no interior dos ventrículos, no final da diástole
Bulhas Cardíacas
tum ta tum ta
tum ta tu tum ta tu
tu tum ta tu tum ta
Bulhas Cardíacas
Normofonéticas – fisiológico
Alterações de intensidade
Hiperfonéticas
Hipofonéticas
Primeira Bulha
Segunda Bulha
Aumento da pressão da aorta > velocidade de fechamento Aumento da pressão pulmonar > velocidade de fechamento
Diminuição do débito cardíaco Miocardiopatias Extra-sístoles Estenose aórtica Valvas calcificadas
Atrito de Pericárdio
Barros, 2003.
Pericardite Derrame pericárdico Pós operatório de cirurgia cardíaca
Fricção entre pericárdio visceral (int) e parietal (ext)
Sociedade Catarinense de Cardiologia
A flecha lançada;
A palavra pronunciada;
A oportunidade perdida;
OBRIGADO!
Ausculta Cardíaca
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