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semiologia, Notas de estudo de Saúde Pública

semiOLOGIA

Tipologia: Notas de estudo

2019

Compartilhado em 30/08/2019

josy-freitas
josy-freitas 🇧🇷

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MÓDULO 03 - SEMIOLOGIA
CARDÍACA
05/07/2016
PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM
EM CARDIOLOGIA TURMA 8 1
SEMIOLOGIA CARDÍACA
Rossana Pontes
ANAMNESE
Anamnese
Avaliação clínica em que o enfermeiro levanta dados pertinentes ao
estado físico do cliente e identifica os problemas de enfermagem. Além
disso, direciona o exame físico e complementa os dados do diagnóstico
de enfermagem.
Coleta de dados
Dados biográficos - nome, idade, sexo, cor, estado civil, DN, grau de
instrução, profissão, procedência/naturalidade; ocupação usual e atual,
religião;
QUEIXA PRINCIPAL e duração;
Antecedentes familiares: doenças congênitas, hereditárias e
contagiosas e causa de óbitos;
Coleta de dados
Barros, 2003.
Antecedentes pessoais
1. Alergias
2. Alimentação
3. Atividade física
4. Hábitos (Fatores de risco)
5. Tabagismo/ Etilismo
6. Uso de drogas
7. Uso de medicamentos – vias
8. Padrão de sono
9. Eliminações
10. Doenças crônicas (Febre Reumática)
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13

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CARDÍACA

PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM

SEMIOLOGIA CARDÍACA

Rossana Pontes [email protected]

ANAMNESE

Anamnese

Avaliação clínica em que o enfermeiro levanta dados pertinentes ao estado físico do cliente e identifica os problemas de enfermagem. Além disso, direciona o exame físico e complementa os dados do diagnóstico de enfermagem.

Coleta de dados

 Dados biográficos - nome, idade, sexo, cor, estado civil, DN, grau de instrução, profissão, procedência/naturalidade; ocupação usual e atual, religião;

 QUEIXA PRINCIPAL e duração;

 Antecedentes familiares: doenças congênitas, hereditárias e contagiosas e causa de óbitos;

Coleta de dados

Barros, 2003.

 Antecedentes pessoais

  1. Alergias
  2. Alimentação
  3. Atividade física
  4. Hábitos (Fatores de risco)
  5. Tabagismo/ Etilismo
  6. Uso de drogas
  7. Uso de medicamentos – vias
  8. Padrão de sono
  9. Eliminações
  10. Doenças crônicas (Febre Reumática)

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

CARDÍACA

PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM

Manifestações clínicas

 Edema

 Tosse

 Hemoptise

 Cansaço

 Dispnéia

 Dor torácica

 Cianose

 Síncope

 Palpitações

Dispnéia

 Embolia  Pneumotórax  Edema pulmonar agudo  Obstrução de vias aéreas

 Insuficiência cardíaca  Obesidade  Gravidez  Derrame pleural

Súbita Instalação lenta

Sensação subjetiva de falta de ar

Dispnéia

 Inspiratória  Obstrução de vias aéreas superiores

 Expiratória  Obstrução de vias aéreas inferiores

 Ao esforço  Insuficiência de VE, DPOC

 Repouso  Pneumotórax, embolia pulmonar, edema pulmonar

Dispnéia

 Dispnéia com hiperventilação  Pânico, ansiedade

 Dispnéia aliviada com broncodilatadores ou corticosteróides  Etiologia asmática

 Dispnéia aliviada com diuréticos, digitálicos  Sugere Insuficiência cardíaca

Dispnéia

 Dispnéia paroxística noturna  dificuldades de respiração após deitar para dormir  líquido pulmonar redistribuído  Insuficiência cardíaca

 Dispnéia acompanhada de dor torácica  IAM

Manifestações clínicas

 Edema

 Tosse

 Hemoptise

 Cansaço

 Dispnéia

 Dor torácica

 Cianose

 Síncope

 Palpitações

CARDÍACA

PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM

Cianose

 Sinal ou sintoma marcado pela coloração azul-roxeada da pele, leitos ungueais ou mucosas;

 Ocorre devido ao aumento da hemoglobina não oxidada ou de pigmentos hemoglobínicos anormais;

 A hemoglobina saturada de oxigênio ao passar pelos capilares libera O 2 nos tecidos e é reduzida (HBr cor azulada)

Cianose

 Identificar  Periodicidade  Intensidade  Início/ duração  Fatores desencadeantes, de melhora e piora  Exercício ou repouso

 Classificada em central, periférica e mista

Cianose Central

 Associada a troca gasosa pouco efetiva, doença cardíaca de etiologia congênita ou doença pulmonar;

 Avaliada por meio da mucosa oral e conjuntivas

 Sangue desoxigenado nos capilares devido falha na troca gasosa (pulmões).

Cianose Periférica

 Secundária a vasoconstrição cutânea

  • baixo débito ou exposição ao frio  Incapacidade de bombear  Avaliada nos leitos ungueais  Restrito a uma extremidade (obstrução venosa ou arterial localizada)

 Desoxigenação nos tecidos periféricos

Cianose Mista

 Exemplos:  hipotensão com embolia pulmonar ou pneumonia grave;  insuficiência cardíaca esquerda grave, que cursa com hipotensão e congestão pulmonar.

 Associação dos mecanismos da cianose central com a periférica.

Manifestações clínicas

 Edema

 Tosse

 Hemoptise

 Cansaço

 Dispnéia

 Dor torácica

 Cianose

 Síncope

 Palpitações

CARDÍACA

PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM

Síncope

 Diagnóstico diferencial

 Origem cardíaca

 Origem não cardíaca

Síncope ou desmaio é a perda súbita e transitória da consciência e da postura devido à isquemia cerebral transitória.

Barros, 2003.

Convulsão x Síncope Convulsão x Síncope

 Contrações musculares involuntárias de parte ou de todo o corpo, decorrente do funcionamento anormal do cérebro.

 Recuperação: confusão +agitação 2 a 20min)

 É o fenômeno clínico onde ocorre perda da consciência, associado a perda do tônus postural

 Recuperação: 0 a 10s, com rápida confusão ao despertar

CONVULSÃO SÍNCOPE

Convulsão

1) Fase Tônica: Manifesta-se pela contratura generalizada da musculatura (rigidez do corpo e dentes cerrados).

2) Fase Clônica: Manifesta-se por abalos musculares, salivação excessiva, perda ou não do controle da bexiga e esfíncteres.

3) Fase Pós-convulsão: Caracterizada por sonolência e confusão mental.

Síncope

Doença neurológica

Barros, 2003.

 Ataque Isquêmico Transitório (AIT)  Acidente Vascular Encefálico (AVE)  Convulsões

CARDÍACA

PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM

Manifestações clínicas

 Edema

 Tosse

 Hemoptise

 Cansaço

 Dispnéia

 Dor torácica

 Cianose

 Síncope

 Palpitações

Edema

Barros, 2003.

 Horário  Simetria  Localização  Face, pescoço, periorbitário, palpebral  MMII/ MMSS  parede abdominal  Genital  Anasarca  Sintomas associados

Edemas

Barros, 2003.

 Sinal de Godet/ Cacife;

 Escala de cruzes;

 Estase sanguínea leva a colaração marrom na pele (depósito de hemossiderina).

Manifestações clínicas

 Edema

 Tosse

 Hemoptise

 Cansaço

 Dispnéia

 Dor torácica

 Cianose

 Síncope

 Palpitações

Tosse

 Aspecto  Seca  Expectoração  Coloração  Rósea (EAP)  Clara, branca, mucóide  Amarelada  Com sangue

Tosse

Barros, 2003.

 Etiologia cardíaca  Hipertensão venosa pulmonar –  Edema intersticial e alveolar  Compressão traqueobrônquica por aneurisma aórtico

 Etiologia não cardíaca  Infecções  Neoplasias  Estados alérgicos  Patologias pulmonares

CARDÍACA

PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM

Embolia Pulmonar

Embolo vai para o pulmão

Embolo aloja-se nas artérias pulmonares e bloqueia o fluxo sang e a troca de oxigênio.

Fluxo normal

Trombo Embolo na corrente sang

Embolo MMII

RX Embolia Pulmonar

Manifestações clínicas

 Edema

 Tosse

 Hemoptise

 Cansaço

 Dispnéia

 Dor torácica

 Cianose

 Síncope

 Palpitações

Hemoptise

Barros, 2003.

 Congestão pulmonar  Rupturas de vasos endobrônquicos  Necrose e hemorragia intra- alveolar  Ulceração da mucosa brônquica e lesão caseosa  Ruptura de aneurisma aórtico  Dose excessiva de anticoagulantes

Expectoração sanguinolenta por meio da tosse, proveniente de hemorragia na árvore respiratória.

Manifestações clínicas

 Edema

 Tosse

 Hemoptise

 Cansaço

 Dispnéia

 Dor torácica

 Cianose

 Síncope

 Palpitações

Fraqueza muscular

 Comprometimento da circulação sistêmica por baixo débito cardíaco

CARDÍACA

PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM

Normas para execução do

Exame Físico

AS MÃOS DO EXAMINADOR DEVEM ESTAR AQUECIDAS E AS UNHAS CORTADAS

Normas para execução do

Exame Físico

EM ÓRGÃOS PARES DEVE SE INCIAR O EXAME PELO LADO NÃO AFETADO

Normas para execução do

Exame Físico

MONITORAR A EXPRESSÃO FACIAL DO CLIENTE EM RELAÇÃO A MANIFESTAÇÕES DE DESCONFORTO E DOR

INSTRUMENTOS E APARELHOS

Estetóscopio

Otoscópio (^) Esfigmomanômetro

Termômetro

Fita métrica

Balança

Exame Físico

Barros, 2003.

 Exame físico geral

 Exame físico específico

 Propedêutica  Inspeção;  Palpação;  Ausculta  Percussão.

Exame Físico

Barros, 2003.

 Dados objetivos

 Dados subjetivos

CARDÍACA

PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM

Exame Físico

Barros, 2003.

 Inspeção geral

 Aparência geral  Cabeça e face  Olhos  Extremidades  Tórax e abdome

Exame Físico

Barros, 2003.

 Sinais vitais  PA, FC, temperatura

 Dados antropométricos  Peso, Altura, CA , IMC  Avaliação do estado nutricional

PA- Pressão Arterial; FC –Frequência Cardíaca; CA- Circunferência abdominal; IMC – Índice de massa corpórea;

Temperatura

Barros, 2003.

 Importante em clientes submetidos a procedimentos invasivos.

Inspeção

 Avaliação do tipo

morfológico;

 Nível de consciência;

 Condições da pele e

mucosas;

 Padrão respiratório;

 Perfusão periférica;

 Presença de estase

jugular;

 Edemas.

Barros, 2003.

Tipo morfológico

Barros, 2003.

Pele e mucosa

 Coloração, turgor, umidade, temperatura e textura;

 Mucosas: coloração e hidratação.

CARDÍACA

PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM

Temporal Carótida

Braquial

Femoral

Poplíteo

Tibial posterior

Pedioso dorsal

Pulso arterial

 Localização  Freqüência  Ritmo  Amplitude  Déficit  Simetria

Pressão arterial

Barros, 2003.

 Relação direta com o débito cardíaco;

 Deve ser medida em ambos os braços;

 Caso haja alterações do pulso ou sinais de comprometimento vascular, deve-se realizar a medida nos MMII;

É a pressão exercida pelo sangue contra a parede das artérias.

Equação da PA.

Sistemas Reguladores da PA

 Reflexo Barorreceptor; (S.N – Simpático e parassimpático – NO Sino- Atrial)

 Sist. Renina – Angiotensina - Aldosterona;

 PA Mecanorreceptores (Arteríolas aferentes) Renina

 Angiotensinogênio Angiotensina ECA Angiotensina 2

 Vasoconstrição;  produz secreção de Aldosterona Reabsorção de sódio e H2o = VS.

Pressão arterial

 A medida direta é utilizada de forma invasiva mediante a introdução de um cateter em uma artéria periférica

 A medida indireta se faz por meio do esfigmomanômetro de coluna de mercúrio ou aneróide

PAI PNI

CARDÍACA

PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM

PNI PAI

PAI Pressão arterial

 É influenciada por um conjunto de fatores que podem determinar variações significativas de seus valores ao longo do dia

 Ambiente  Equipamento  Estado emocional;  Exercício físico;

Caracterização Hipertensão

Barros, 2003.

Classificação da pressão arterial para adultos (maiores de 18 anos) segundo o V Joint National Committee, Arch. Intern. Med. 153: Categoria Sistólica (mmHg) Diastólica (mmHg) Normal < 130 < 85 Limítrofe 130 - 139 85 - 89 Hipertensão leve 140 - 159 90 - 99 Hipertensão moderada 160 - 179 100 - 109

Hipertensão grave 180 - 209 110 - 119 Hipertensão gravíssima > 210 > 120

Frequência cardíaca

Barros, 2003.

 Verificada por meio da asculta do pulso apical;

CARDÍACA

PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM

Bulhas cardíacas

Barros, 2003.

 B1, B2, B3, B

 Normofonéticas

 Hiperfonéticas

 Hipofonéticas

As bulhas cardíacas são sons provenientes da vibração de estruturas cardíacas durante o ciclo cardíaco.

Bulha cardíaca (B1)

Barros, 2003.

 Fechamento das valvas mitral e tricúspide;

 Marca o início da sístole;

 Melhor ausculta com o diafragma do estetoscópio no ápice do coração (foco mitral) e no foco tricúspide; Foco Tricúspide Foco Mitral

Bulha cardíaca (B1)

 Resulta do fechamento abrupto das valvas AV que causa turbulência do sangue e vibração das estruturas dentro dos ventrículos;

 A vibração é transmitida pela parede torácica na forma de bulha cardíaca.

Bulha cardíaca (B2)

Barros, 2003.

 Fechamento das valvas pulmonar e aórtica (semilunares);

 Ausculta com o diafragma do esteto nos focos aórtico e pulmonar;

 Final da sístole e início da diástole;

Foco Aórtico

Foco Pulmonar

Bulha cardíaca (B2)

Barros, 2003.

 Fechamento das valvas aórtica e pulmonar

 Menos intensa

 Mais curta

 Mais aguda

Bulha cardíaca (B3)

 Menos intensa que a 1ª e a 2ª bulha

 Ocorre no início da diástole, decorrente da passagem brusca de sangue dos átrios para os ventrículos, na fase de enchimento rápido da diástole ventricular, provocando vibração do miocárdio

 Normal em crianças e adultos jovens

 Patológico – Insuficiência ventricular

 Perceptível nos focos mitral, tricúspide e aórtico acessório em indivíduos jovens, magros, longelíneo

CARDÍACA

PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM

Bulha cardíaca (B4)

 Pequena intensidade  Precede o restante da primeira bulha, pré sístole ventricular  Ouvida em condições normais em crianças e jovens  Patologica em adultos - galope  Brusca desaceleração do fluxo sanguíneo, mobilizado pela contração atrial, de encontro com a massa sanguínea existente no interior dos ventrículos, no final da diástole

Bulhas Cardíacas

 B1 B2 B1 B

tum ta tum ta

 B1 B2 B3 B1 B2 B

tum ta tu tum ta tu

 B4 B1 B2 B4 B1 B

tu tum ta tu tum ta

Bulhas Cardíacas

 Normofonéticas – fisiológico

 Alterações de intensidade

 Hiperfonéticas

 Hipofonéticas

Primeira Bulha

 Diminuição do

enchimento ventricular

 Taquicardia

 Extra-sístoles

 Calcificação valvar

HIPERFONESE HIPOFONESE

Segunda Bulha

 Aumento da pressão da aorta > velocidade de fechamento  Aumento da pressão pulmonar > velocidade de fechamento

 Diminuição do débito cardíaco  Miocardiopatias  Extra-sístoles  Estenose aórtica  Valvas calcificadas

HIPERFONESE HIPOFONESE

Atrito de Pericárdio

Barros, 2003.

 Pericardite  Derrame pericárdico  Pós operatório de cirurgia cardíaca

Fricção entre pericárdio visceral (int) e parietal (ext)

CARDÍACA

PÓS-GRADUAÇÃO ENFERMAGEM

Sociedade Catarinense de Cardiologia

Há três coisas na vida que não

voltam atrás.

 A flecha lançada;

 A palavra pronunciada;

 A oportunidade perdida;

 OBRIGADO!

Ausculta Cardíaca

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