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Exame Fiscal do Cérebro e Órgãos Adjacentes: Linfonodos, Crânio e Olhos, Esquemas de Semiologia

Informações sobre o exame físico de diferentes partes do cérebro e órgãos adjacentes, incluindo linfonodos, crânio e olhos. Descreve os parâmetros utilizados na avaliação, como tamanho e forma do crânio, e os sinais de alterações, como saliências, depressões, edema e paralisias. Além disso, o texto aborda as doenças associadas a essas alterações, como toxoplasmose, zika, acrocefalia, escafocefalia, braquicefalia, plagiocefalia, desvio de posição, superfície e couro cabeludo, olhos e supercílios, exoftalmia, enoftalmia, conjunctivas, esclera, córnea e cristalino.

Tipologia: Esquemas

2023

Compartilhado em 05/12/2022

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diogo-salina-de-freitas 🇧🇷

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Exame Clínico Cabeça e Pescoço:
Avalia-se os seguintes elementos no exame físico de cabeça e pescoço:
oTamanho e forma do crânio
oPosição e movimentos involuntários da cabeça
oSuperfície facial e couro cabeludo
oExame geral da face
oExame dos olhos e supercílios
oExame do nariz
oExame dos lábios
oExame da cavidade oral
oExame otorrinolaringológico (ORL)
oExame do pescoço
oExame da tireoide
oExame dos linfonodos
Tamanho e forma do crânio:
oÚtil como parâmetro de desenvolvimento cefálico
oEm idosos, ↑crânio pode sugerir doença de Paget (doença em que
não há o reparo ósseo correto)
oTamanho de Crânio:
Normocrania: tamanho normal do crânio
Microcefalia
O crânio é pequeno em TODOS os diâmetros
Pode ser congênito ou hereditária
Ligado a doenças infecciosas (ex: toxoplasmose, zika)
Macrocefalia
O crânio é aumentado em TODOS os diâmetros
Uma causa comum é a hidrocefalia, acromegalia e
raquitismo.
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Baixe Exame Fiscal do Cérebro e Órgãos Adjacentes: Linfonodos, Crânio e Olhos e outras Esquemas em PDF para Semiologia, somente na Docsity!

Exame Clínico Cabeça e Pescoço:  Avalia-se os seguintes elementos no exame físico de cabeça e pescoço: o Tamanho e forma do crânio o Posição e movimentos involuntários da cabeça o Superfície facial e couro cabeludo o Exame geral da face o Exame dos olhos e supercílios o Exame do nariz o Exame dos lábios o Exame da cavidade oral o Exame otorrinolaringológico (ORL) o Exame do pescoço o Exame da tireoide o Exame dos linfonodos  Tamanho e forma do crânio: o Útil como parâmetro de desenvolvimento cefálico o Em idosos, ↑crânio pode sugerir doença de Paget (doença em que não há o reparo ósseo correto) o Tamanho de Crânio:Normocrania : tamanho normal do crânio  Microcefalia  O crânio é pequeno em TODOS os diâmetros  Pode ser congênito ou hereditária  Ligado a doenças infecciosas (ex: toxoplasmose, zika)   Macrocefalia  O crânio é aumentado em TODOS os diâmetros  Uma causa comum é a hidrocefalia, acromegalia e raquitismo.

Forma do crânio: o Decorrentes do fechamento precoce (cranioestenose) de uma ou várias suturas o Acrocefalia ou crânio em torre: o crânio fica alongado para cima, sendo a forma mais comum de cranioestenose. Pode estar isolada ou associada a alterações esqueléticas  o Escafocefalia: tem-se o aumento do diâmetro anteroposterior do crânio  o Braquicefalia: tem-se aumento do diâmetro transverso do crânio  o Plagiocefalia: tem-se deformidades causando assimetria do crânio, com saliência anterior de um lado e posterior do outro.

o Fontanelas anterior:  Normopalpável ou depressível de 9-18 meses  Se hipertensa: indica ↑pressão intracraniana (ocorre em casos de meningite ou hidrocefalia)  Se hipotensa: indica desidratação o Couro cabeludo: procurar por lesões cancerígenas e falhas de crescimento do cabelo (alopecias)  Exame geral da Face: o Simetria: pode estar alterada em:  Doenças congênitas  Tumefações (abcessos, tumores, anomalias venosas)   Hiperplasia inflamatória das parótidas   Paralisia de nervos cranianos  Paralisias faciais (NC VII) o Periférica (paralisia de Bell): afeta TODA a hemiface o Central (ex: em um AVC): afeta apenas a boca, mantendo normal a testa, por a inervação contralateral compensar.

o o Acromegalia: aumento generalizada da face  o Face adenoideana (pacientes com hiperplasia de adenoide): boca aberta  o Face de bócio (por hipertireoidismo)

Olhos e supercílios: o Supercílios: podem sofrer quedas por mixedema (edema generalizado, normalmente associado com hipotireoidismo), hanseníases, esclerodermia (enrijecimento da pele), madarose (perda dos cílios) o Olhos:  Pálpebras:  Avaliar presença de edema, equimose, xantelasma (depósito de material gorduroso) o o olhos de guaxinim (sinal de lesão em base de crânio)  o Edema:

o Phineas Gage (queda de pálpebra após trauma cerebral)  o Paralisia de nervo oculomotor (NC III) (ptose)  o Lagoftalmia (é a incapacidade de fechar a pálpebra, podendo levar a lesão de córnea por má lubrificação)  o Queda do músculo tarsal (músculo da pálpebra lesionado)

o  Conjuntivas: normalmente são róseas, vendo-se a rede vascular levemente desenhada  Ficam pálidas nas anemias, amareladas na icterícia e hiperemiadas da conjuntivite  Esclera, córnea e cristalino: avaliar presença de alterações de cor  Anel de Kayser-Fleischer: deposição de cobre (com uma coloração marrom ou verde) em forma de anel na íris dos olhos. Sinal de doença de Wilson. o  Leucocoria: é um reflexo branco anormal da retina do olho o  Posições oculares possíveis:

o  Fundoscopia:  Oftalmoscópio: fica na mão e no olho do examinador no mesmo lado do olho que será avaliado no paciente  Buscar: mácula, aspecto dos vasos, disco óptico o  Papiledema: edema de disco óptico (difícil de delimitar quando começa o disco óptico) o  Pupilas:  Isocóricas: estado igual das pupilas

o  Hipertrofia (mixedema, acromegalia)  Lesões destrutivas (neoplasias, blastomicose, hanseníase)  Rubicundez (significa uma vermelhidão) vista em alcoólatras, acne rosácea e LES o  Batimento de asa de nariz  Palpação dos seios da face   Nariz em sela (afeta indivíduos com sífilis ou com granulomatose de Wegner)

 Rinoscopia: pode-se ver a presença de sangramentos, já se dá para avaliar a presença de desvio de septo  o Exame de Lábios:  Coloração (palidez, cianose)  Forma (a deformidade mais comum é lábio leporino)   Presença de lesões ou edema (herpes labial, úlceras, leucoplasias, telangiectasias, queilite

o  Lesões brancas e indolores são vistas no líquen plano (é diagnóstico diferencial para leucoplasia pré- cancerosa) o  Língua  Coloração róseo-avermelhada, úmida, superfície levemente rugosa, com reconhecimento das papilas gustativas em seu terço posterior  Exame em 3 posições: o Em repouso o Protusa o Com a ponta da língua no céu da boca  Saburrosa: língua esbranquicida-acizentada, ocorrendo em pessoas normais, mas também em tabagistas, desidratação e durante a febre.  Língua seca: ausência de umidade na língua, coexistindo com a saburrosa, ligada a desidratação e a respiração bucal.  Lisa: sem papilas gustativas, ligada a anemia e a desnutrição.  Macroglossia: aumento global da língua, ligado a hipotireoidismo, acromegalia e amiloidose  Geográfica: não possui significado clínico, mas se refere a presença de sulcos na língua, delimitando áreas, parecendo um mapa.

o  Pilosa: presença de pelos na língua o  Outras lesões: o Leucoplasia: placas brancas, lisas e duras, sendo lesões pré-cancerosas o Candidíase: membranas brancas, frouxamente aderidas em mucosas vermelhas, normalmente ocorrendo em indivíduos com HIV  o Úlceras aftosas dolorosas recorrentes: doença de Behçet o Hemangiomas  Gengivas  Coloração rósea-avermelhada, firmes e sem lesões  Hipertrofia: aspecto rugoso, cobrindo os dentes e com fácil sangramento, causas: leucemias e uso de medicação (fenitoína)  Gengivite: avermelhada, esponjosa e com fácil sangramento, devido a má higiene, placas bacterianas, pelagra (ligado a vitamina B3), deficiência de vitamina C, linfomas também podem causar.  Dentes

 Observar a presença de ulcerações, abaulamentos, nódulos, variações de cor e modificações morfológicas.  Orelha:  Avaliar o pavilhão auricular, ponto de implantação da orelha e anormalidades da forma. Essas alterações costumam ser congênitas o  Tofos: são nódulos na cartilagem do hélix e indicam distúrbios no metabolismo das purinas (gota)  Otoscopia: o É o exame do conduto auditivo com o auxílio de um otoscópio o estuda-se pele do conduto, presença do cerúmen, presença de corpo estranho e descamação o No fundo do conduto se encontra a membrana timpânica  Cor perolada  Avaliar a saliência do cabo do martelo, triângulo luminoso  o Deve-se analisar a integridade, aspecto, cor, forma e contorno da membrana timpânica o Puxa-se a orelha para cima e para trás para fazer a otoscopia

o Oxostose: são tumorações no conduto auditivo  o Otite externa bacteriana:  o Otite média aguda:  o Otite externa fúngica: