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Informações sobre o exame físico de diferentes partes do cérebro e órgãos adjacentes, incluindo linfonodos, crânio e olhos. Descreve os parâmetros utilizados na avaliação, como tamanho e forma do crânio, e os sinais de alterações, como saliências, depressões, edema e paralisias. Além disso, o texto aborda as doenças associadas a essas alterações, como toxoplasmose, zika, acrocefalia, escafocefalia, braquicefalia, plagiocefalia, desvio de posição, superfície e couro cabeludo, olhos e supercílios, exoftalmia, enoftalmia, conjunctivas, esclera, córnea e cristalino.
Tipologia: Esquemas
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Exame Clínico Cabeça e Pescoço: Avalia-se os seguintes elementos no exame físico de cabeça e pescoço: o Tamanho e forma do crânio o Posição e movimentos involuntários da cabeça o Superfície facial e couro cabeludo o Exame geral da face o Exame dos olhos e supercílios o Exame do nariz o Exame dos lábios o Exame da cavidade oral o Exame otorrinolaringológico (ORL) o Exame do pescoço o Exame da tireoide o Exame dos linfonodos Tamanho e forma do crânio: o Útil como parâmetro de desenvolvimento cefálico o Em idosos, ↑crânio pode sugerir doença de Paget (doença em que não há o reparo ósseo correto) o Tamanho de Crânio: Normocrania : tamanho normal do crânio Microcefalia O crânio é pequeno em TODOS os diâmetros Pode ser congênito ou hereditária Ligado a doenças infecciosas (ex: toxoplasmose, zika) Macrocefalia O crânio é aumentado em TODOS os diâmetros Uma causa comum é a hidrocefalia, acromegalia e raquitismo.
Forma do crânio: o Decorrentes do fechamento precoce (cranioestenose) de uma ou várias suturas o Acrocefalia ou crânio em torre: o crânio fica alongado para cima, sendo a forma mais comum de cranioestenose. Pode estar isolada ou associada a alterações esqueléticas o Escafocefalia: tem-se o aumento do diâmetro anteroposterior do crânio o Braquicefalia: tem-se aumento do diâmetro transverso do crânio o Plagiocefalia: tem-se deformidades causando assimetria do crânio, com saliência anterior de um lado e posterior do outro.
o Fontanelas anterior: Normopalpável ou depressível de 9-18 meses Se hipertensa: indica ↑pressão intracraniana (ocorre em casos de meningite ou hidrocefalia) Se hipotensa: indica desidratação o Couro cabeludo: procurar por lesões cancerígenas e falhas de crescimento do cabelo (alopecias) Exame geral da Face: o Simetria: pode estar alterada em: Doenças congênitas Tumefações (abcessos, tumores, anomalias venosas) Hiperplasia inflamatória das parótidas Paralisia de nervos cranianos Paralisias faciais (NC VII) o Periférica (paralisia de Bell): afeta TODA a hemiface o Central (ex: em um AVC): afeta apenas a boca, mantendo normal a testa, por a inervação contralateral compensar.
o o Acromegalia: aumento generalizada da face o Face adenoideana (pacientes com hiperplasia de adenoide): boca aberta o Face de bócio (por hipertireoidismo)
Olhos e supercílios: o Supercílios: podem sofrer quedas por mixedema (edema generalizado, normalmente associado com hipotireoidismo), hanseníases, esclerodermia (enrijecimento da pele), madarose (perda dos cílios) o Olhos: Pálpebras: Avaliar presença de edema, equimose, xantelasma (depósito de material gorduroso) o o olhos de guaxinim (sinal de lesão em base de crânio) o Edema:
o Phineas Gage (queda de pálpebra após trauma cerebral) o Paralisia de nervo oculomotor (NC III) (ptose) o Lagoftalmia (é a incapacidade de fechar a pálpebra, podendo levar a lesão de córnea por má lubrificação) o Queda do músculo tarsal (músculo da pálpebra lesionado)
o Conjuntivas: normalmente são róseas, vendo-se a rede vascular levemente desenhada Ficam pálidas nas anemias, amareladas na icterícia e hiperemiadas da conjuntivite Esclera, córnea e cristalino: avaliar presença de alterações de cor Anel de Kayser-Fleischer: deposição de cobre (com uma coloração marrom ou verde) em forma de anel na íris dos olhos. Sinal de doença de Wilson. o Leucocoria: é um reflexo branco anormal da retina do olho o Posições oculares possíveis:
o Fundoscopia: Oftalmoscópio: fica na mão e no olho do examinador no mesmo lado do olho que será avaliado no paciente Buscar: mácula, aspecto dos vasos, disco óptico o Papiledema: edema de disco óptico (difícil de delimitar quando começa o disco óptico) o Pupilas: Isocóricas: estado igual das pupilas
o Hipertrofia (mixedema, acromegalia) Lesões destrutivas (neoplasias, blastomicose, hanseníase) Rubicundez (significa uma vermelhidão) vista em alcoólatras, acne rosácea e LES o Batimento de asa de nariz Palpação dos seios da face Nariz em sela (afeta indivíduos com sífilis ou com granulomatose de Wegner)
Rinoscopia: pode-se ver a presença de sangramentos, já se dá para avaliar a presença de desvio de septo o Exame de Lábios: Coloração (palidez, cianose) Forma (a deformidade mais comum é lábio leporino) Presença de lesões ou edema (herpes labial, úlceras, leucoplasias, telangiectasias, queilite
o Lesões brancas e indolores são vistas no líquen plano (é diagnóstico diferencial para leucoplasia pré- cancerosa) o Língua Coloração róseo-avermelhada, úmida, superfície levemente rugosa, com reconhecimento das papilas gustativas em seu terço posterior Exame em 3 posições: o Em repouso o Protusa o Com a ponta da língua no céu da boca Saburrosa: língua esbranquicida-acizentada, ocorrendo em pessoas normais, mas também em tabagistas, desidratação e durante a febre. Língua seca: ausência de umidade na língua, coexistindo com a saburrosa, ligada a desidratação e a respiração bucal. Lisa: sem papilas gustativas, ligada a anemia e a desnutrição. Macroglossia: aumento global da língua, ligado a hipotireoidismo, acromegalia e amiloidose Geográfica: não possui significado clínico, mas se refere a presença de sulcos na língua, delimitando áreas, parecendo um mapa.
o Pilosa: presença de pelos na língua o Outras lesões: o Leucoplasia: placas brancas, lisas e duras, sendo lesões pré-cancerosas o Candidíase: membranas brancas, frouxamente aderidas em mucosas vermelhas, normalmente ocorrendo em indivíduos com HIV o Úlceras aftosas dolorosas recorrentes: doença de Behçet o Hemangiomas Gengivas Coloração rósea-avermelhada, firmes e sem lesões Hipertrofia: aspecto rugoso, cobrindo os dentes e com fácil sangramento, causas: leucemias e uso de medicação (fenitoína) Gengivite: avermelhada, esponjosa e com fácil sangramento, devido a má higiene, placas bacterianas, pelagra (ligado a vitamina B3), deficiência de vitamina C, linfomas também podem causar. Dentes
Observar a presença de ulcerações, abaulamentos, nódulos, variações de cor e modificações morfológicas. Orelha: Avaliar o pavilhão auricular, ponto de implantação da orelha e anormalidades da forma. Essas alterações costumam ser congênitas o Tofos: são nódulos na cartilagem do hélix e indicam distúrbios no metabolismo das purinas (gota) Otoscopia: o É o exame do conduto auditivo com o auxílio de um otoscópio o estuda-se pele do conduto, presença do cerúmen, presença de corpo estranho e descamação o No fundo do conduto se encontra a membrana timpânica Cor perolada Avaliar a saliência do cabo do martelo, triângulo luminoso o Deve-se analisar a integridade, aspecto, cor, forma e contorno da membrana timpânica o Puxa-se a orelha para cima e para trás para fazer a otoscopia
o Oxostose: são tumorações no conduto auditivo o Otite externa bacteriana: o Otite média aguda: o Otite externa fúngica: